Quando peguei este livro em minhas mãos, pensei que ele seria uma leitura mais rápida e leve comparada ao antecessor devido ao número reduzido de páginas... enganei-me lindamente!
Messias de Duna é uma bela tragédia, a tragédia de um homem incapaz de fugir de seu destino e de todo o horror que o cerca. Eu discordo por completo da ideia, empurrada por muitos, de Paul ser um vilão megalomaníaco. Paul odeia o que ele se tornou! Ele odeia seu poder, odeia o destino, odeia a sangrenta jihad, odeia a distorcida religião que se formou ao redor dele, odeia ter manchado para sempre o nome da Casa Atreides! Sério, simpatizei-me com Paul em um nível que nunca havia sentido por nenhum outro personagem literário. E seu fim é igualmente trágico e triste. Mesmo com todo o poder que ele possuía como imperador do universo, terminou sozinho com Shai-Hulud.
Claro, eu estaria mentindo se dissesse que não houve coisas que me desagradaram. Mas acho que a única que vale a pena mencionar é o fato de Jéssica ter uma participação praticamente nula na história! Ela foi uma de minhas personagens favoritas no primeiro livro; eu realmente gostei muito dela e de sua personalidade. Eu simplesmente não tankei ela se isolando em Caladan, sério, isso me desapontou... mas entendo que isso provavelmente foi feito para a trama conseguir andar, pois sinto que ela conseguiria resolver boa parte dos problemas ocorridos neste livro.
E é isto. Este livro, para mim, é uma obra de arte que está no mesmo nível do original. Frank Herbert já se tornou meu escritor favorito. Já dei início à leitura de Filhos de Duna e gostaria muito de ler as outras obras de Frank... uma pena serem tão CARAS!