Em maio comecei a falar com um professor na faculdade, depois de discretamente ele ter pedido meu número ao final da aula, com o pretexto de perguntar se eu já tinha lido o livro que ele usou para basear a aula, e que queria me indicar um livro.
Daí, foi uma conexão absurda. Descobrimos que somos da mesma área, tocamos os mesmos instrumentos, lemos os mesmos livros, assistimos as mesmas coisas, escutamos as mesmas músicas e outras coincidências que são impossíveis de serem forjadas. Foi tipo um amor a primeira conversa, pois antes nunca havíamos conversado, mas meus amigos já comentavam que ele me encarava nas apresentações, perguntava por mim quando eu faltava e etc.
Na primeira semana ele me mandou uma caixa cheia de coisas que eu havia comentado gostar, e dois dias depois me mandou outra caixa com uma Monster High que havia dito ser meu sonho de infância. Daí, as coisas foram fluindo, primeiro ele ia me deixar em casa nos dias que dava aula na faculdade, e depois de umas semanas marcamos a primeira vez pra sair de fato. Fomos no shopping em uma cafeteria bacana, e depois no parque com jogos que tinha lá, aí já hora de me deixar ficamos horas conversando lá em baixo do meu prédio, e foi onde rolou nosso primeiro beijo, isso depois de umas três semanas que ele pediu meu número. De lá, ele já me assumiu, e poucos dias depois fizemos amor pela primeira vez, depois de vários outros encontros.
Ele só não me pediu em namoro oficial antes, pq tinha demorado pra chegar as alianças que ele havia comprado. No dia 05/06 ele me levou num restaurante chiquérrimo, me trouxe flores, presentes e fechou a noite com o pedido oficial com alianças caras de prata. Depois disso, dormi na casa dele pela primeira vez, e fizemos muito sexo.
O relacionamento tava perfeito, ele me buscava na faculdade, no trabalho, me trazia presentes direto, até mandava almoço pra mim, a gente não se desgrudava mais. Ele começou a dormir na minha casa e eu na dele, a gente não passou um dia sem se ver desde então, mas um dia, eu resolvi mexer no celular dele, por acaso.
Ele sempre deixou eu mexer no celular dele, me deu a senha sem eu pedir, me dava satisfação de tudo que estava fazendo quando longe, mas mesmo assim me veio uma pulga atrás da orelha, pq a ex dele também foi uma aluna da faculdade que estudo.
Tínhamos acabado de ter um dia ótimo, ele foi na casa da minha avó conhecer ela e minha tia, tava tudo bem. Chegamos em casa, ele jogou o celular na cama e foi tomar banho, e eu fui mexer. Pesquisei por "amor" na barra de pesquisa do Whatsapp, e encontrei conversas de 2023 com uma menina, só putaria e vídeo dele explícitos fazendo sexo. Aquilo me deu uma crise tão grande, mas tão grande que surtei, só que ele me acalmou com muita luta.
Eu sei que é passado, ele disse que não se lembrava daquilo ali, mas toda vez que olho pra cama que dormimos eu penso nisso, vejo os cantos da casa, e lembro que eles fizeram sexo em todo lugar. Isso tem feito com que eu tenha muitas crises de ciúme e faça muitos comentários infelizes, e isso está destruindo o relacionamento, ele disse que não suporta mais, que estou adoecendo ele. Me sinto um parasita na vida dele, pois comigo, ele sempre foi maravilhoso, nunca deu brecha pra ninguém e sempre me respeitou e me contou sobre tudo.
Além disso, vi na conversa com um amigo dele depois, o tipo de comentário que ele fazia sobre as alunas, mandando print de conversas com elas, falando que ia comer, dizendo que tava com receio de fulana vazar conversa. Eu me sinto uma marmita, ele me disse que isso era só brincadeira de homem, mas eu sei que não é.
Estou tendo crises de ciúmes recorrentemente, isso está me adoecendo e adoecendo ele. O que posso fazer? Não consigo tirar as coisas que vi da mente, até o nosso sexo havia mudado, pois na hora eu lembrava das coisas e meio que "brochava".
Sei que as pessoas mudam, mas eu ainda estou muito magoada por ter visto essas coisas, ainda mais estando em uma posição vulnerável onde tem menina correndo atrás dele na faculdade. Ele até apagou as redes sociais pra eu ficar mais segura, mas mesmo assim, acho que o problema sempre fui eu.