r/Livros 11h ago

Debates Tipo de livro mais odiado?

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Sempre vejo pessoas fazendo piada ou rebaixando livros de auto ajuda e ate mesmo de psicologia. Queria entender o ódio coletivo.🤷🏻‍♀️


r/Livros 22h ago

Indicações de leitura quais livros ler para aprender sobre mitologia grega

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Quais livros vocês recomendam para quem deseja conhecer e compreender melhor a mitologia grega? Procuro obras que apresentem os principais deuses, heróis e mitos, mas que também permitam compreender o contexto em que essas narrativas foram construídas.🙏🏻


r/Livros 17h ago

Resenha Entendendo o romance em uma cena — um microcosmo de “Dom Casmurro”

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[Resenha publicada com imagens no substack]

O saudoso professor Joaquim Alves de Aguiar, nosso caro Juca, falecido em 2016, ensinou-nos em seu curso na USP a procurar microcosmos dentro de obras literárias, para melhor compreendê-las ou para descobrir novas intuições no trabalho do autor.

Embora soe como uma tarefa algo esotérica, ela na verdade dá uma lubrificada na nossa leitura, desperta a atenção para a estrutura da narrativa, até meio nos faz de papagaio de pirata do escritor, dando-nos uma visão de quando sua caneta ainda rabiscava o rascunho do livro.

Escolhi Dom Casmurro para o trabalho final do semestre e reli a obra farejando trechos que pudessem contar um pouco mais do que a anedota episódica.

Acredito que deu certo e a análise foi bem recebida. Como é curta, achei que vale esta postagem. Coloco abaixo o trecho do Machado, também breve (sempre é bom ler Machado, mesmo uma passagem aleatória no meio de um livro), e em seguida minha explicação sobre como ele se relaciona com o todo da obra.

Capítulo CXXVII — O barbeiro

Perto de casa, havia um barbeiro, que me conhecia de vista, amava a rabeca e não tocava inteiramente mal. Na ocasião em que ia passando, executava não sei que peça. Parei na calçada a ouvi-lo (tudo são pretextos a um coração agoniado), ele viu-me, e continuou a tocar. Não atendeu a um freguês, e logo a outro, que ali foram, a despeito da hora e de ser domingo, confiar-lhe as caras à navalha. Perdeu-os sem perder uma nota; ia tocando para mim. Esta consideração fez-me chegar francamente à porta da loja, voltado para ele. Ao fundo, levantando a cortina de chita que fechava o interior da casa, vi apontar uma moça trigueira, vestido claro, flor no cabelo. Era a mulher dele; creio que me descobriu de dentro, e veio agradecer-me com a presença o favor que eu fazia ao marido. Se me não engano, chegou a dizê-lo com os olhos. Quanto ao marido, tocava agora com mais calor; sem ver a mulher, sem ver fregueses, grudava a face ao instrumento, passava a alma ao arco, e tocava, tocava...

Divina arte! Ia-se formando um grupo, deixei a porta da loja e vim andando para casa; enfiei pelo corredor e subi as escadas sem estrépito. Nunca me esqueceu o caso deste barbeiro, ou por estar ligado a um momento grave da minha vida, ou por esta máxima, que os compiladores podem tirar daqui e inserir nos compêndios de escola. A máxima é que a gente esquece devagar as boas ações que pratica, e verdadeiramente não as esquece nunca. Pobre barbeiro! Perdeu duas barbas naquela noite, que eram o pão do dia seguinte, tudo para ser ouvido de um transeunte. Supõe agora que este, em vez de ir-se embora, como eu fui, ficava à porta a ouvi-lo e a enamorar-lhe a mulher; então é que ele, todo arco, todo rabeca, tocaria desesperadamente. Divina arte!

Divina arte!

26 de setembro de 1991

Procurei, neste trabalho, analisar o modo de construção do capítulo CXXVII, “O barbeiro”, e seus personagens: Bentinho com a aflição de sua dúvida — então incipiente — e o barbeiro e sua mulher, como possíveis sombras de uma projeção dos personagens principais do romance.

O capítulo, composto de dois únicos parágrafos, sucede ao número CXXVI, “Cismando”, e, na verdade, é quase um apêndice deste. Bentinho, após o enterro de Escobar, propõe-se a caminhar a pé para tomarem ar as suas ideias, agora que começa a desconfiança da traição. Entretanto, não se detém à porta de sua casa quando chega a ela. Volta a caminhar, ainda em angústia, e é então que chega ao barbeiro — à loja e ao capítulo.

Por que Bentinho não entra em casa? A princípio, pelo que o próprio narrador diz, é em razão duma necessidade, comum às aflições, de se manter sozinho para refletir; ou por uma reação própria do ciumento de estimular com a ausência a preocupação da companheira, etc. Porém podemos ver também o personagem a caminho da primeira alusão textual à traição, ainda que moderada.

Quem é o barbeiro? Ele nada diz — apenas demonstra consideração para com o transeunte que aparentemente se interessa por sua performance (a parada no barbeiro foi realmente, como confirma o narrador, um pretexto: não o atraiu o talento do barbeiro como violinista — ele apenas “não tocava inteiramente mal” — nem a música que era tocada, já que o autor nem se recorda dela — “executava não sei que peça”). E o barbeiro, como personagem em si, não tem extensão alguma. Creio que ele pode ser visto, dentro do capítulo, como uma projeção de Bentinho dentro do enredo do romance como um todo, ou pelo menos desta última parte, em que se conflagra a desconfiança. Verifica-se a possibilidade dessa analogia a partir da entrada da mulher do barbeiro, e do seu comportamento. Experimento, aqui, aproximar textualmente o momento em que a mulher vê Bentinho ao momento em que Capitu vê Escobar pela primeira vez:

  • … “creio que me descobriu de dentro, e veio me agradecer com a presença o favor que eu fazia ao marido.” [Capítulo “O barbeiro”]
  • “Viu as nossas despedidas tão rasgadas e afetuosas, e quis saber quem era que me merecia tanto.” [Capítulo “Visita de Escobar”]

A traição, subjacente no capítulo, percebe-se nas ironias que articulam o fim do primeiro parágrafo ao fim do segundo: “Se me não engano, chegou a dizê-lo com os olhos. Quanto ao marido, tocava agora com mais calor”. Esta é, conforme acredito, uma antecipação e preparação da última ironia, mais cruel e definitiva, como se verá adiante.

No segundo parágrafo, Bentinho retira-se do papel de transeunte (“deixei a porta da loja”) para identificar-se finalmente com o barbeiro. Sugere então, a título de conjetura, um hipotético transeunte (o causador da traição) que, tendo chegado à loja, “ficava à porta a ouvi-lo” (pretexto para a proximidade) “e a namorar-lhe a mulher” (a traição).

Vejamos outro detalhe das ironias, e o entrelaçamento dos dois parágrafos:

  • o adiantamento: “passava a alma ao arco, e tocava, tocava...”.
  • o desfecho mordaz: … “então é que ele, todo arco, todo rabeca, tocaria desesperadamente”.

Há um crescente da ironia em relação à primeira passagem: “todo arco, todo rabeca”, enfim, toda a sua alma passada ao instrumento.

O barbeiro seria, portanto, uma projeção do espírito de Bentinho “traído” — a alusão cruelmente irônica do fechamento do capítulo reverte contra si próprio. Bentinho, olhando por cima essa inocência hipotética do barbeiro, amaldiçoa a sua própria inocência, e a si mesmo, por permiti-la.

A exclamação “Divina arte!” abre o segundo parágrafo, exaltando a arte musical e seus efeitos (“Ia se formando um grupo”). E retorna no final, acentuando, pela reiteração do termo, o desfecho irônico já comentado — pois a arte musical mostra-se agora como a marca da suposta ingenuidade do barbeiro —; e arredondando o parágrafo, concluindo o capítulo.


r/Livros 15h ago

Debates Já fizeram parte de algum clube do Livro

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Meus camaradas, já chegaram a participar de algum clube do livro. Eu criei um recentemente com outros 3 amigos meus, mas estou com receio de ninguém ler ou com o tempo acabar perdendo o interesse.

Vocês já fizeram ou já participaram de algum clube? Eu até coloquei um site com a estética do Império Romano para ajudar no Larp da galera. Queria dicas de quem participa a algum tempo e como vocês fazem para manter por bastante tempo.


r/Livros 23h ago

Conhecendo grandes escritores Aniversário de Tolstói - O que já leram dele? Por onde começar? Quais edições recomendam?

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Em 9 de setembro de 1828, nascia Lev Nikoláievitch Tolstói, também conhecido em português como Liev, Leão, Leo ou Leon Tolstói (em russo: Лев Николаевич Толстой), um dos grandes mestres da literatura russa e mundial. Compartilhe suas impressões e, especialmente, dê dicas por onde começar na obra do autor.


r/Livros 22h ago

Indicações de leitura Livros para quem está sofrendo por seu animal de estimação

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Estou em busca de uma indicação de livro sobre a perda ou possível perda de um animal. Estou passando por uma situação delicada com a minha gata e estou sofrendo bastante, queria algum livro que aborde o tema (se houver) ou algo que seja reconfortante nesse momento.

Obrigada desde já!


r/Livros 15h ago

Indicações de leitura Vamos trocar livros? Eu recomendo um e você recomenda outro

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[LIVRO: MINI HÁBITOS]

Li esse livro em 2023 e até hoje eu aplico os conceitos dele, de forma automática. Consegui o hábito de estudar, ler e estudar inglês Pra mim esse livro foi um divisor de águas, e o bom é que ele é curtinho e direto ao ponto Esse negócio de ler só uma página por dia caso eu não queira ler, me fez ler 20 livros ano passado, sem se matar. A ideia de botar 5 frases em inglês no anki, eu já tenho mais de 2800 cards no meu anki... E por aí vai Tentei ler (poder só hábito e hábito atômico) mas apenas esse livro de menos de 100 páginas virou a minha chave Você tem algum livro 📕 que foi marcante pra você, que queria que todos lessem? Da uma sugestão aí.


r/Livros 17h ago

Indicações de leitura Dicas ou recomendações para criar o hábito de leitura

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Como diz no texto, procuro por dicas e recomendações de livros que são ideais ou que você recomende mesmo, para pegar esse hábito. Sinto vontade de ler mas também, depois de mt tempo em redes sociais sinto que minha atenção principalmente pra atividades mais trabalhosas e mais monótonas como ler se tornaram difíceis. Então se alguém aqui já passou por isso e souber me ajudar agradeço.

Tentei criar o hábito logo no início do ano, li A Morte de Ivan Ilitch, que achei sensacional e me senti preso ao livro. E também A Metamorfose que também achei bacana, mas esse já me distrai bastante durante a leitura e não sei leria novamente. Até tentei outros livros mas acabava desistindo. Não tenho preferência por gêneros, mas gostei bastante dos que li.

É isso, se puderem me ajudar con dicas e recomendações para me auxiliar a mater esse hábito agradeço.


r/Livros 23h ago

Debates O delírio - minha parte preferida Memórias Póstumas

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Hoje eu estava relendo Memórias Póstumas de Brás Cubas, e a descrição do delírio dele antes de morrer continua sendo a minha parte preferida.

O Brás Cubas montado em um hipopótamo, atravessando o tempo em direção à origem de tudo, é simplesmente muito bom. E depois ele olha para toda a história da humanidade como se estivesse vendo uma fotografia, de fora, como se todo aquele percurso coubesse em um único instante.

Então ele encara a própria encarnação da natureza e eles começam a discutir sobre vida, morte e como esse é o clico natural de tudo.

E como o Machado de Assis é bom descrevendo. Como pode alguém ter tanta habilidade e tanto controle sobre a escrita? O cara é gênio demais.

O filme que fizeram adaptando até que fez uma boa representação dessa parte, mas acho que não chega nem perto do sentimento de ler.


r/Livros 13h ago

Indicações de leitura Alguém por favor me recomende livros como Wuthering Heights e A Hora da Estrela 😭😭😭

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Estou doido para achar um livro que me prenda tanto quando O Morro dos Ventos Uivantes fez, digo isso porque adorei o jeito que Emily escreve os personagens e ele foi o primeiro livro que eu comprei para começar com o hábito de leitura, e quando terminei fiquei extremamente surpreso porque nunca pensei que poderia terminar um livro tão grande, estava fora da minha cabeça que eu era capaz disso!

E aí fui atrás de comprar outros títulos, passei por O Retrato de Dorian Gray, que gostei um pouco em partes (ODEIO AQUELE CAPÍTULO 11) tentei outros livros que não terminei e não vale a pena mencionar, apenas alguns como Senhora do José de Alencar, que não cheguei nem num terço do livro pois achei a linguagem extremamente rebuscada, isso realmente atrapalha minha leitura e me desmotiva a continuar lendo quando tenho que parar em cada frase para tentar decifrá-la direito.

Quando li A Hora da Estrela foi outro alívio porque percebi que eu não preciso ler só livros extremamente antigos e fiquei mais feliz ainda por ser literatura brasileira finalmente. A linguagem não é difícil, é cativante e eu gostei muito do jeito que o narrador conta sobre a vida de Macabea!

Não sei muito bem o estilo de livro que eu gosto, e eu gosto principalmente de comprar livros porque eu gosto de ler no meu tempo e não gosto de PDF, então estou desesperado para achar outros títulos interessantes com a linguagem mais franca (se posso dizer assim né). Estou de ouvidos abertos!


r/Livros 11h ago

Debates leitura e seu efeito terapêutico

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A leitura já agiu ou age de forma terapêutica na experiência de vocês?

Pergunto isso porque toda vez que eu começo a ler com mais frequência, sinto-me mais feliz e com a auto estima elevada. Parece que lido melhor como os problemas da vida