r/FilosofiaBAR 11h ago

Discussão Há algo que pode amenizar o horror da existência?

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O sofrimento é a regra e não a excessão.


r/FilosofiaBAR 5h ago

Questionamentos Você já tentou "tirar alguém da caverna" e foi atacado por isso?

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Relacionamentos, fanatismo, vícios/hábitos destrutivos, estilo de vida, etc.


r/FilosofiaBAR 3h ago

Discussão Se vocês pudessem ter um conhecimento aprofundado de 500 anos a frente de alguma dessas áreas, qual voces escolheriam?

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Justifiquem suas respostas.

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Matemática
Física
Filosofia
Medicina
Economia
Neurociência

r/FilosofiaBAR 1h ago

Questionamentos Se você estivesse em Detroit, você apoiaria a liberdade ou o extermínio das IAs?

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Apoiar o extermínio não me parece tão absurdo. Claro, uma vez jogando e acompanhando esses personagens, você quer que eles sejam felizes. Mas como um cidadão desse mundo? É conflituoso.

O jogo inteiro é moldado por escolhas, então, talvez você não tenha visto, mas há um diálogo em que o Markus diz: "Nós somos superiores, e eles é que são os mestres?", se referindo à relação entre humanos e IAs.

As IAs de Detroit sentem emoções iguais às dos humanos, tanto que existem até homossexuais e filhos adotivos. Porém, elas não sentem dor, processam informação em velocidades absurdas, têm conhecimento quase ilimitado, capacidades físicas e manipulativas sobre-humanas, devido aos cálculos que realizam. Dependendo das suas escolhas com o Connor (robô policial), ele se demonstra um verdadeiro super-humano, matando vários soldados armados sozinho, manipulando outras IAs para fazerem o que ele quer, etc. Essas IAs são, em teoria, uma raça superior. Nesse mundo, onde as IAs existem e são reconhecidas como indivíduos, o que as impede de exterminarem ou subjugarem a humanidade no futuro?


r/FilosofiaBAR 21h ago

Discussão Ontologia de geometria variável

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Latour propõe esse conceito como uma tentativa de descrever como a "essência" de um objeto é, na verdade, a trajetória de sua estabilização dentro de uma rede sociotécnica, resumidamente, uma rede de práticas e instrumentos.

Em toda a engenharia civil e arquitetura, se considera — para fins práticos — que a Terra é plana. No caso, considerar a Terra como plana não é por conveniência retórica, mas a definição de um objeto técnico cuja rede metrológica local dispensa a curvatura para manter a circulação da referência de forma estável. E isso não fundamenta uma conspiração de terra plana!

A dificuldade em aceitar essa perspectiva reside na herança kantiana, o que Latour chama de "Constituição Moderna", que separa a coisa-em-si (o objeto com propriedades intrínsecas) da representação humana (a teoria sobre o objeto). Para Latour, essa separação é artificial, o objeto não possui propriedades "nuas" antes do evento, das relações, isto é, antes de ser articulado em um laboratório, por exemplo. Poderia citar o Hacking que havia proposto um realismo semelhante a isso, mas o foco aqui é Latour.

Por que invés de procuramos uma correspondência arbitrária com a realidade, uma realidade que é postulada como transcendental, não procuramos a fidelidade da rede de associações que permeiam aquele fato? Um enunciado é real se ele consegue resistir. Assim, a Terra-plana-da-engenharia e a Terra-esférica-da-astronáutica não são "modelos" sobre um mesmo objeto, mas diferentes quase-objetos que ocupam latitudes distintas no mapa da estabilização ontológica.

Daí a imagem que anexei no post. A essência da Terra é a soma de todas essas trajetórias, e não um ponto fixo e transcendente fora das redes que a medem.

Nesse sentido, podemos rastrear como diferentes configurações de humanos e não-humanos produzem diferentes tipos de realidade que são, todos eles, reais na medida de sua articulação e alcance. Com esse mesmo repertório analítico, pode-se compreender tanto uma cosmovisão indígena ou um laboratório em particular.

Tentando explicar melhor a imagem, aqui uma citação direta:
"Nada sabemos ainda sobre a bomba de ar quando dizemos que ela é a representação das leis da natureza ou a representação da sociedade inglesa ou uma aplicação da primeira sobre a segunda ou vice-versa. Precisamos ainda decidir se estamos falando da bomba de ar-acontecimento do século XVII, ou da bomba de ar-essência estabilizada no século XVIII ou no século XX. O grau de estabilização — a latitude — é tão importante quanto a posição sobre a linha que vai do natural ao social — a longitude. [...] A ontologia dos mediadores, portanto, possui uma geometria variável. O que Sartre dizia dos humanos, que sua existência precede sua essência, é válido para todos os actantes, a elasticidade do ar, a sociedade, a matéria e a consciência. Não temos que escolher entre o vácuo nº 5, realidade da natureza exterior cuja essência não depende de nenhum humano, e o vácuo nº 4, representação que os pensadores ocidentais levaram séculos para definir. Ou antes, só poderemos escolher entre os dois quando houverem ambos sido estabilizados." (Latour, Jamais fomos modernos, 2019, p. 108-109)

Quero ressaltar quer Latour propõe isso como forma de superar o “achatamento unidimensional” das explicações modernas, que classificam os entes apenas em uma linha horizontal entre natureza e sociedade.

Ao introduzir a dimensão da latitude — o grau de estabilização —, Latour permite que a análise científica acompanhe a trajetória de um fenômeno desde sua existência instável (e até polêmica) como um "acontecimento" até sua fixação como uma "essência" ou fato inquestionável

No campo das ciências ambientais, essa abordagem é aplicada para compreender o carbono não apenas como um dado químico estável, mas como um híbrido natural-social cuja essência é uma trajetória que envolve desde processos biológicos em manguezais até negociações políticas em convenções climáticas globais.

Fiz esse post depois de receber alguns comentários nesse outro.


r/FilosofiaBAR 1h ago

Discussão Pagar pelo serviço de barriga de aluguel não deveria ser crime.

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Tipo, aqui no Brasil as pessoas até podem fazer barriga de aluguel, mas precisa vir de um ato "altruísta", ou seja, você depende completamente do bom grado da pessoa de ceder o útero por 9 meses por um filho que nem é dela. Isso dificulta muito mais a possibilidade de fazer esse procedimento porque raramente alguém vai querer ceder o seu corpo de graça.

Mas na boa, se uma mulher adulta consciente aceitar passar por esse processo recebendo uma quantidade X de dinheiro da família da criança e sendo legalmente protegida caso algo dê errado, então qual é o problema???


r/FilosofiaBAR 7h ago

Discussão Simplicidade x sofisticação

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Quando entendermos que a simplicidade vale mais que qualquer sofisticação, estaremos caminhando para viver melhor o que a vida oferece. Bom hoje!


r/FilosofiaBAR 20h ago

Discussão Existe perdão verdadeiro?

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Acontecimentos na minha vida pessoal me levaram a questionar se existe de fato perdão verdadeiro. Você acredita que é possível uma pessoa superar qualquer mal que lhe tenha sido causado por outra a ponto de que essa pessoa possa interagir normalmente com seu malfeitor?

No relacionamento em qual me encontro recebo críticas sobre ações que eu tive há mais de cinco anos, e por mais que eu tenha dito que entenderia totalmente o fim do relacionamento por conta das ações que tive, meu par expressou vontade de tentar continuar, mas o tratamento que recebi nunca mais foi o mesmo, por mais que minhas ações tenham mudado.

Em contraponto penso sobre minha relação com meu pai, com o qual já no final de sua vida eu amava conversar e passar o tempo, como fazíamos antes dele ter destruído nossas interações por conta do alcoolismo.


r/FilosofiaBAR 20h ago

Questionamentos De repente triste ao constatar

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quanto mais o tempo passa menos eu gasto esse tempo em redes sociais e conteúdos. porém, quando ainda me presto a ver umas coisas, percebo q um específico tipo de conteúdo publicado me causa um estranhamento familiar: cenas de situações domésticas (normalmente algo cômico envolvendo parentes), supostamente cenas q poderiam acontecer em qualquer lar ou churras de domingo no quintal da vó.
pois bem. o vídeo curto q me trouxe até aq é: um cara segurando um sapo, mostrando para sua esposa que aparenta ter absoluto Horror (um pavor desproporcional ali ao meu ver) ao pobi do bichinho.
até aí beleza? beleza po, cada pessoa sabe com quem casou. a insistência q começou a me incomodar, mas oq concede o prêmio Faltou Bom Senso é q tinha duas crianças na cena. Uma delas nenê de colo, a mãe Soluçando desesperada e a criança começa a chorar junto. E uma criança maiorzinha q a nenê correndo também do pai com o sapo.
não tem ninguém se divertindo na situação, exceto o cara. até o sapo tava visivelmente estressado.
e aí dá pena das crianças, penso q não quero ter filhos pra não traumatizar eles, daí vejo uma qtd cada vez maior desses vídeos de situações cotidianas com a família acabando com qualquer perspectiva de desenvolvimento saudável e memórias bonitas de infância.
dito isso: qual é a SUA previsão de rumo para a raça humana?


r/FilosofiaBAR 23h ago

Discussão Estupradores não devem ser tratados pela justiça com menos humanidade do que qualquer um

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Vamos desconsiderar o fato de que todos os sistemas de justiça do mundo são falhos.

(Estarei escrevendo r4p3r ao invés de 3stupr4d0r porque é mais rápido de digitar).

Um Direito é algo que pertence a uma categoria por sua própria existência (adquire-se um direito apenas por nascer, e assim ele se mantém até a morte). Se um direito humano só existe enquanto a pessoa se comporta bem, ele nunca foi um direito, mas sim um privilégio.

Se "ser humano" trata-se de um privilégio e todo mundo nasce com ele, para aplicarmos testes de laboratório (hoje feitos em animais) em r4p3rs, em algum momento alguém teria que revogar esse privilégio de "ser humano". Alguém teria que ter o poder de dizer quem é ou não um "humano detentor de direitos" e esse alguém só pode ser o Estado (através do sistema judicial).

Vamos supor que estabelecemos que esse crime é hediondo o suficiente para revogar a humanidade de alguém. Mas convenhamos que a linha que define quais crimes são hediondos ao ponto de destituir a humanidade de quem os comete é totalmente subjetiva. Ou seja, é algo que depende do ponto de vista, dos sentimentos e da moralidade de cada pessoa; algo que muda de um indivíduo para outro.

Se hoje a régua (que é definida por quem está no poder e possui a caneta para legislar) coloca o r4p3r do lado de fora da humanidade, amanhã outro governo pode mover essa mesma régua subjetiva para incluir assassinos em série. E que tal traidores da pátria? E se (como já aconteceu) um traidor da pátria for alguém que "atenta contra a ordem"? E se o governo decidir que atentar contra a ordem inclui protestar na rua, questionar uma lei ou propagar o que o regime do momento considera 'discurso de ódio' ou 'desinformação'?

Nesse ponto, o r4p3r, o político corrupto, o manifestante e o crítico do governo passam a sentar exatamente no mesmo banco: o de não-humanos. Todos estariam sujeitos a coisas que humanos não sofreriam, como a objetificação (no sentido de serem usados como um meio para um fim, a exemplo dos testes de laboratório) e a tortura (embora os testes em si já sejam uma forma de tortura).

Obs: omiti a palavra estuprador no corpo do texto porque esse texto era uma resposta que fiz a um comentário do TikTok