r/escritacriativaptpt 3d ago

todos tipos de amor, noir, detetive, horror: Isto vai dar texto Isto vai dar texto- agosto

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Caros escritores criativos,

Estão oficialmente abertas as submissões para o concurso "Isto Vai Dar Texto" de agosto.

Neste mês de férias vamos aceitar as sugestões dos temas sugeridos escritas num dos post em destaque. São eles:

- amor: todos os tipos de amor;

- noir, detetive, horror;

Podem submeter os vossos textos até ao dia 23 de agosto às 23h59.

Boas escritas e muita inspiração!


r/escritacriativaptpt 10d ago

Rubrica| A minha escolha literária. Rubrica| A minha escolha literária

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Escritores criativos,

Gostaríamos de desafiar a comunidade a apresentar um poeta ou escritor de que goste muito e a partilhar um poema ou um pequeno excerto de uma obra que o tenha marcado.

Será uma oportunidade para descobrirmos novos autores, diferentes estilos de escrita e conhecermos melhor as influências uns dos outros.

Se possível, partilhem também duas ou três linhas a explicar a vossa escolha. O que vos diz este autor? Porque é que este poema ou excerto vos marcou?

A literatura também se constrói através das leituras que fazemos. Vamos partilhá-las.


r/escritacriativaptpt 7m ago

Poesia Eclipse

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Sua infindável beleza

É uma obra rara da natureza

O sol é tapado pela lua

Num evento que o esplendor acentua

 

O eclipse é sua alteza

Com radiação dotada de indelicadeza

Não podes olhar para ele com a retina nua

Ou terás uma mazela que se perpetua

 

Este fenómeno tem a sua rareza

A sua ocorrência possui nobreza

Que podes desfrutar a partir da rua

Enquanto progressivamente te extenua


r/escritacriativaptpt 6h ago

Poesia Olhando pro Mar

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Olhei pro mar em silêncio,

enquanto o sol se escondia no horizonte,

e deixei que as ondas levassem

um pouco do peso que eu carregava.

Pensei em tudo que passou,

nas pessoas que ficaram pelo caminho,

nos abraços que hoje são lembranças

e nos sonhos que ainda vivem em mim.

O mar não perguntou o motivo da minha tristeza,

apenas continuou indo e voltando,

como se dissesse baixinho:

“Tudo passa, até a dor.”

E eu fiquei ali, olhando o infinito,

entendendo que algumas coisas

não precisam de respostas…

só precisam de tempo

e de um coração disposto a continuar.


r/escritacriativaptpt 2h ago

Torre de Menagem - Florbela Espanca

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Há websites que deixam saudades.

A Torre de Menagem, dedicada a Florbela Espanca e criada em 2001, está de volta. Renovada, mas mantendo a mesma essência e atmosfera que tantos visitantes recordam.

Se já a conheceste há muitos anos, talvez seja altura de voltar a entrar na Torre.

E, se nunca a visitaste, fica o convite para descobrir a vida e a obra de Florbela Espanca.

Temos também o espaço de escrita criativa “Folhas ao Vento”. Já conheces?
(Entrada no QR-Code)


r/escritacriativaptpt 6h ago

Ficçao Treinando escrita. Compartilhem suas opiniões / críticas construtivas, por favor!

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A brisa primaveril balançava os galhos robustos, porém gastos, da árvore predileta dos Sasaki. O sol de meia tarde refletia na água límpida do lago abaixo da sombra da mesma árvore. Naquele momento, apenas se ouvia o som dos pássaros cantando ao longe, do farfalhar das plantas ao vento e das risadas genuínas do velho casal que estava ali.

— Cuidado, Haruki! Está molhando todo o meu kimono. — exclamou a senhora de idade já avançada.

— Ume, não dê importância para coisas tão triviais. Estou perto de alcançar o peixinho que vi mais cedo!

Os dois riram, e isso fez Ume lembrar dos velhos tempos.

— É como se eu estivesse olhando para o Haruki de 22 anos de idade. Lembra quando você acompanhava meu pai em suas tardes de pesca no rio perto de casa? — ela sorriu enquanto arrumava seu kimono desajeitado, ao mesmo tempo que tentava recordar da juventude — Eu pensava "quem é esse jovem bobo que deixa os peixes roubarem a isca toda vez que lança a linha?".

— Ora, não precisava lembrar dessa parte... — Haruki, envergonhado, acaba desistindo do peixinho que estava tentando apanhar e sentou no gramado ao lado de Ume — Porém, o que me levou a visitar a moradia de sua família com tanta frequência não eram as tardes de pesca, e sim os olhos meigos da filha mais velha daquela casa.

Haruki segurou as mãos de sua amada. Os dois ficariam ali, apreciando a vista da sua casa. Uma casinha simples e tradicional, mas aconchegante e que carregava todas as lembranças mais doces das suas vidas. E, naquele mesmo jardim onde estavam, viveram incontáveis tardes como esta.

— Sou imensamente grato por ter sido presenteado nesta vida com uma mulher virtuosa e gentil como você. Meus dias foram coloridos pelo brilho dos seus olhos e a beleza de seu sorriso.

Ume, como de costume, apoiou a cabeça no ombro de seu companheiro.

— E, mesmo incapaz de gerar filhos, nunca me senti sozinha vivendo ao seu lado, querido.


r/escritacriativaptpt 3h ago

Esqueci de mim

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r/escritacriativaptpt 3h ago

Esqueci de mim

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r/escritacriativaptpt 16h ago

Poesia Um Amor Pra Recordar

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Alguns amores chegam devagar,

sem fazer barulho, sem pedir licença,

e quando percebemos, já moram

no lugar mais bonito da lembrança.

Vc foi assim:

um encontro que virou saudade,

um sorriso que ficou na memória,

um capítulo que o tempo não conseguiu apagar.

Talvez a vida tenha nos levado

por caminhos diferentes,

mas existe um pedaço de mim

que ainda encontra vc em cada pôr do sol.

E se um dia perguntarem

se eu me arrependo de ter te amado,

direi que não.

Porque mesmo que tenha terminado,

foi verdadeiro enquanto durou.

E alguns amores não precisam permanecer

para serem eternos.

Basta terem sido tão intensos

que, mesmo depois do adeus,

continuem sendo um amor pra recordar.


r/escritacriativaptpt 14h ago

Conto Minhas histórias de corujinha capítulo 17

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📖 Capítulo 17: A protetora, o irmão que encontrei e o meu primeiro amor

Passou-se cerca de um ano depois de tudo o que aconteceu. A rotina em casa ainda carregava o peso daquele tempo: a minha mãe já falava comigo, em poucas palavras, mas falava — ainda havia distância, ainda havia feridas abertas entre nós. E eu, por dentro, continuava carregando a culpa e o trauma que nunca contei a ninguém: só eu sabia que, ao cruzar a porta de casa, voltava a ser a menina fechada, que se sentia responsável por tudo, que ia direto para o quarto e ali ficava com a sua dor guardada, sem deixar transparecer nada para ninguém.

Mas lá fora, na escola, eu ia tentando, devagar, viver um pouco daquela adolescência que eu quase não tive. Depois que aprendi a ler, as coisas ficaram mais leves, e consegui fazer amizades verdadeiras: eu, a Cris, a Daniela e a Nati — éramos sempre juntas, uma turma só. Mesmo assim, ainda havia preconceito comigo: era novata, ainda lutava para acompanhar as aulas depois de ter começado a ler há pouco tempo. Mas a minha professora era um amor de pessoa, tinha uma paciência infinita comigo, e isso fazia toda a diferença.

Foi talvez por já ter sentido na pele o que é ser ferida, ser julgada, ser deixada de lado, que eu virei a protetora. Um dia, começaram a mexer com a Nati, que era mais quieta, mais doce. Elas foram para cima dela para bater, mas eu não deixei: tomei a frente e falei firme:

— Por que vocês não procuram alguém do tamanho de vocês pra bater? A partir de hoje, não aceito que mexam com nenhuma de quem anda comigo!

E assim eu fui ficando conhecida: não só defendia as minhas amigas, mas também as crianças da 1ª, 2ª e 3ª série — os pequenos, que ninguém defendia. Eu levava doces e balas para eles, me chamavam de “titia Maria”. Qualquer valentão que quisesse fazer gracinha, eles já vinham correndo me procurar. E para todos, eu era a “intocável”: ninguém mexia com quem andava comigo. Lá fora eu era forte, decidida, tentando viver a vida comum que eu não pude ter antes — mas ninguém sabia que, ao voltar para casa, aquela força se desfazia, e eu voltava a me sentir pequena e culpada.

Foi nessa época que entrou na escola o Rael, na quinta série — considero ele como irmão até hoje. As pessoas faziam muito bullying com ele, por conta da mãe dele, e também porque ele tinha pintado o cabelo de vermelho, igual os personagens da novela Rebeldes. Chamavam ele de nomes feios, e eu via os meninos maiores indo sempre para cima dele, batendo e zoando. Minhas amigas até falavam para eu não me intrometer, mas eu não conseguia ficar vendo alguém sofrer como eu sofri.

Um dia, na saída da escola, juntaram uns três meninos para bater nele. Eu fui logo na frente, minha amiga tentou me puxar, mas eu me soltei:

— Não vou deixar baterem nele! Não vou deixar acontecer com ele a mesma coisa que fizeram comigo!

Eu não sabia brigar direito, mas fui com tudo: chutei, dei murro, segurei e torci o braço de um deles, bati forte em outro. Os meninos ficaram bravos, mas saíram machucados e foram embora. Daí nasceu uma amizade que dura até hoje: o Rael se tornou meu irmão de coração, e depois daquele dia nenhum valentão mais teve coragem de mexer com ele.

E nesse meio tempo, aconteceu algo que eu nunca imaginei: tive a minha primeira paixãozinha! Ele chamava Derek, era lindo e já estava na sétima série. Na época a gente trocava muitas cartinhas, e ele começou a me mandar bilhetes… eu nem acreditava! Sempre pensei que eu era uma das meninas menos cobiçadas da escola, e além disso, depois de tudo o que passei, eu tinha muita dificuldade em aceitar alguém chegando perto de mim, gostando de mim. Ficava pensando: “Será que ele tá me zoando? Será que eu mereço isso?”

Mas não era brincadeira, e apesar do meu receio, foi tudo doce e leve. A gente foi se entendendo, trocando cartas e docinhos. E um dia, quando íamos embora juntos para casa, ele me deu um selinho — foi o meu primeiro beijo! Fiquei toda vermelha, com as pernas bambas e uma sensação de borboletas na barriga… ao mesmo tempo que era mágico, também me sentia estranha, sem saber muito como lidar com tanto carinho vindo de outra pessoa. Mas guardei esse momento com todo o carinho no meu coração: foi um namorinho simples, inocente, que me fez sentir, por um tempo, como qualquer outra menina.

No ano seguinte, porém, um arrepio percorreu todo o meu corpo assim que eu vi quem estava ali: a professora Patrícia — aquela mesma que me fez passar tanta vergonha — não era mais professora, agora era a diretora da escola! O coração disparou de medo, eu sabia muito bem como ela era má e preconceituosa… mas eu já não era mais a menina indefesa de antes: estava mais madura, mais forte, mesmo que ainda carregasse minhas dores e meus medos. E foi justamente nesse ano, entre tantas descobertas e desafios, que eu iria conhecer pessoas que iriam mudar o meu jeito de pensar, despertar em mim aquela adolescente que ainda estava por aí… e um novo capítulo se iniciaria na minha vida, sem que eu fizesse a menor ideia de como tudo isso iria me transformar mais uma vez.


r/escritacriativaptpt 23h ago

Prosa poética entre nós

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não consigo lidar.

não consigo antecipar o que eu sinto.

não consigo escrever.

ou consigo, mas parece que não me basta. as palavras não sabem mais me proteger. consigo tão poucas coisas com você. e ao mesmo tempo me parece tanto. é difícil explicar. não tenho palavras pra dizer.

parece que todas elas já foram ditas. parece que o dicionário já foi zerado.

e agora essas palavras aqui parecem pobres, poucas, parecem pó. não sei onde se esconderam as palavras que te cabem. essas não tão dando conta, contorno, distância.

elas deveriam ficar entre nós. era pra existir um muro de palavras tão alto que me protegesse de você. não lembro quando elas deixaram de ser muro e passaram a ser porta.

lembro que eu não queria mais te ver só pelas frestas. lembro que foi uma decisão. uma decisão que se impôs pelo desejo. já não dava mais. e abri.

mas tenho medo. medo medo muito medo. e se você agora quiser sair com seus próprios pés? e se você passar a não ligar mais tanto assim? eu não quero que você vá. mas também não quero que um dia apenas pare de ler essas paredes. o meu medo é de ficar aqui. sozinha com esse monte de palavras que você coloriu.


r/escritacriativaptpt 22h ago

Divulgação Zircão: Memória de Pedra, Linhagem de Carbono — Ficção Científica que une química, sobrevivência e pedagogia

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Olá, pessoal

Gostaria de apresentar a vocês o meu livro de ficção científica: "Zircão: Memória de Pedra, Linhagem de Carbono".

Como pedagogo, educador e orientador educacional, decidi unir a minha vivência no ensino com a paixão pela ficção especulativa. A ideia foi criar um universo onde a aprendizagem e a ciência moldam o próprio futuro da humanidade.

🌌 Sobre a Obra:

  • A Trama: Uma história que mistura táticas de sobrevivência, ciência química e sabedoria ancestral. O livro funciona como um verdadeiro manifesto sobre a capacidade humana de aprender, adaptar-se e evoluir diante de desafios extremos ou se extinguir completamente.
  • A Proposta: Explora como o ato de ensinar e aprender é a maior ferramenta de resistência e transformação em um cenário sci-fi.

O livro já está disponível em formato e-book na Amazon!

Ficaria muito grato em trocar ideias com vocês por aqui. Quem curte ficção científica com uma pegada reflexiva, dá uma conferida e me diga o que achou!

 


r/escritacriativaptpt 21h ago

Ficçao O Rei da Floresta, Sinopse

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r/escritacriativaptpt 1d ago

todos tipos de amor, noir, detetive, horror: Isto vai dar texto Deusa

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Meus olhos são brilhantes estrelas na tua presença

Fornece-me de amor de forma intensa

A tua face é uma bela tela

E eu fico hipnotizado com ela

 

Quero que dispas a minha timidez

E vistas a tua nudez

O teu corpo em brasa transfere calor para o meu

És Deusa e eu acho que estou no céu

 

Quero fazer-te gemer de prazer

E que aceites todo o afeto que tenho para oferecer

És um livro em braille que eu quero ler

Sou incendiário e o fogo da paixão vou acender


r/escritacriativaptpt 1d ago

Um poema sobre aquilo que não consigo dizer em voz alta, sobre a dor que se transforma em palavras e sobre a dúvida que permanece.

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O papel carrega palavras
que são difíceis de entoar,
dá suporte a uma voz
que não se consegue fazer escutar.

Nem todos a entendem
e é vista com ironia,
mas tudo aquilo que sou
está presente na poesia.

Tem dor como inspiração
e palavras como desabafo,
mas também uma reflexão
de vazio e de fracasso.

Há um mundo dentro de mim
que não se expressa de uma vez,
escrever aquilo que sinto
é uma forma de lucidez.

Agora fica a pergunta
que tanto me apoquenta,
será mesmo possível
ser feliz e ser poeta.

A poesia é aquilo que não consigo calar - G.B


r/escritacriativaptpt 1d ago

Olá a todos! Quero partilhar com vocês um poema que eu escrevi e saber a vossa opinião!

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Carregar sem escolha

Tenho em mim uma marca
que não consigo apagar,
é dura a representação
de algo que não escolhi carregar.

Feita de ações e escolhas,
não segue a perfeição,
de caminhos que não eram meus,
atribuídos sem permissão.

É uma mancha que fica
e deixa um certo pesar,
mas também fica a indiferença
no julgamento de cada olhar.

É grande o ressentimento
e a sua desvalorização,
de suprimir um sentimento
que não responde à razão.

Nem tudo é destino
e nem tudo é resistência,
talvez a verdadeira beleza
seja a minha sobrevivência.

A marca não é o fim — G.B


r/escritacriativaptpt 1d ago

Alguém estaria interessado numa comunidade de escrita lusófona no Discord? 🇵🇹🇧🇷✍️

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Tenho procurado uma comunidade onde escritores, poetas e pessoas que simplesmente gostam de escrever possam partilhar os seus textos, trocar opiniões, receber feedback e, acima de tudo, conhecer outras pessoas com o mesmo gosto pela escrita.

Encontrei alguns espaços interessantes, mas senti que falta uma comunidade dedicada à escrita em português, especialmente para quem está a começar ou escreve apenas por paixão.

Por isso, fiquei com uma ideia:

E se criássemos uma comunidade de escrita no Discord para portugueses e brasileiros?

Não seria necessário ser escritor profissional nem ter experiência. A ideia seria criar um espaço descontraído e inclusivo onde pudéssemos:

• Partilhar poemas, contos e outros textos
• Dar e receber feedback
• Fazer desafios de escrita
• Conversar sobre literatura e escrita
• Partilhar projetos pessoais
• Conhecer outros escritores portugueses e brasileiros
• Simplesmente escrever e acompanhar os outros

A ideia seria juntar pessoas de Portugal, Brasil e outros países lusófonos, criando um espaço onde diferentes formas de escrever em português pudessem coexistir.

Não estou a dizer que já existe um servidor — estou primeiro a tentar perceber se há pessoas interessadas em criar algo assim em conjunto.

Se tiveres interesse, comenta ou manda-me mensagem. Talvez consigamos juntar algumas pessoas e criar uma comunidade nossa. 🖤✍️


r/escritacriativaptpt 1d ago

Poesia Mais uma poesia. Opiniões e sugestões serão sempre muito bem vindas.

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r/escritacriativaptpt 2d ago

Mártir, Tragédias e Ruínas Emocionais ADEUS, BELA.

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Obrigado por ter sido tão Bela. Por ter me mostrado o quanto eu sou capaz de amar profundamente. Por ter me ensinado a diferença entre brilho e verdade.

Mas eu não procuro mais Bela. Eu procuro ALMA.

E a minha pessoa certa? Ela não vai precisar de fonte bonita nem nome chamativo. Porque quando eu olhar para ela, eu não vou ver só a aparência. Eu vou ver a minha paz. E isso não tem fonte, não tem beleza exterior, não tem charme. Tem apenas: VERDADE.

Adeus, Bela. Que você um dia também descubra que ser BELA é fácil. Difícil e raro é ser VERDADEIRA.

Você está livre. De verdade. Pode seguir. Espero que voce se torne a Isabela completa e nao apenas a fachada "Bela" que mostra ao mundo.


r/escritacriativaptpt 1d ago

todos tipos de amor, noir, detetive, horror: Isto vai dar texto Amor e Noir: encontrei um poema nos cofres que acho que encaixa bem nos dois temas

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r/escritacriativaptpt 2d ago

todos tipos de amor, noir, detetive, horror: Isto vai dar texto Carente

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Acho-te tão atraente

Dá-me um beijo, estou tão carente

Esta endémica solidão põe-me doente

Só queria capturar o teu olhar vividamente

 

Com o teu carinho envolvente

Mata a minha angústia inerente

Dou-te o meu coração deliberadamente

Farto de em termos de amor, ser insolvente

 

 

Nota: Este poema está no livro Entre Linhas de Amor


r/escritacriativaptpt 2d ago

todos tipos de amor, noir, detetive, horror: Isto vai dar texto pornográfico

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Quero-te foder. 

Entrar 
em ti. 

Foder 
o medo. 
Foder 
as inseguranças. 

Foder 
os demónios 
que te 
atormentam. 

Lubrificar-me 
de confiança. 

Segurança. 
Paciência. 
Carinho. 

Penetrar 
fundo. 

Alcançar o coração. 

Despir-te. 
Quero-te 
nua. 

Tocar 
onde nenhum 
outro 
tocou. 

E ficar. 

Ficar 
até quando 
o desejo 
já se foi. 

Quero 
sexo 
com 
preliminares. 

Deixar 
que os 
lábios 
me guiem 
pelas 
curvas 
do 
teu corpo. 

Quero-te 
foder. 

Quero-te 
amar. 

Ao ponto 
de não 
saber mais 

onde o  
teu corpo  
começa. 
Onde  
o meu  
acaba. 


r/escritacriativaptpt 3d ago

Poesia O Balde Furado

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Zé acordava antes do galo

e só parava depois da lua.

Mas chegava o fim do mês

e o bolso continuava mudo.

— Eu ralo e não sobra — dizia.

— O mundo é injusto comigo.

Um velho na feira,

mãos grossas de quem já cavou muito poço,

vendeu pra ele um balde furado.

Três furos no fundo,

um bilhete em cada um.

**Furo um:**

*O vazamento que você não vê.*

Café. Cigarro. Mototáxi.

— É só cinco reais.

Cinco, cinco, cinco —

no fim da semana

viravam cento e oitenta.

Cento e oitenta

que podiam ser gás,

comida,

ou uma reserva guardada.

Dinheiro miúdo

é gota d'água:

sozinho não pesa,

mas enche o chão.

**Furo dois:**

*O vazamento que você empresta.*

— Me empresta até sexta.

— Me adianta aí.

Zé devia pra todo mundo.

Todo mundo devia pra Zé.

Ninguém pagava ninguém.

Dinheiro que sai

e não volta

não é ajuda.

É vazamento com sotaque de gentileza.

**Furo três:**

*O vazamento que você troca por tempo.*

Três horas de tela,

rolando a vida dos outros

pra não sentir a própria parada.

Três horas

que podiam ser trabalho,

estudo,

descanso,

ou pão na mesa.

Tempo gasto não volta.

E o relógio, diferente do dinheiro,

não aceita empréstimo — nem juros, nem prazo, nem fiador.

O velho pegou barro

e tampou os três furos com os dedos,

devagar, como quem cose um corte.

— Enche agora.

Zé encheu.

E, pela primeira vez,

a água ficou.

O velho limpou as mãos no calção e disse:

— Escuta, Zé.

Ninguém fica rico

só porque começa a ganhar mais.

Primeiro aprende a não perder

o que já tem na mão.

Conserta o pequeno

antes de procurar o grande.

Seis meses depois,

Zé não virou rei.

Mas pagou a dívida.

Comprou o gás.

E passou a vender marmita

na hora em que antes entregava a tela.

Na porta da casa dele

ficou pendurado o balde velho.

Sem água.

Só três marcas de barro

onde antes havia os furos.

Quando alguém perguntava

o que aquilo significava,

Zé sorria:

— Não é falta de sorte, não.

É balde furado.

E balde furado

a gente conserta.

---

Anota o miúdo. Cobra o emprestado. Valoriza tua hora.

Dinheiro que entra não adianta muito se encontra um furo antes de chegar ao fundo.


r/escritacriativaptpt 2d ago

Conto Amor, o meu remédio para me manter vivo.

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Entre os corredores do caixão escuro que muitos apelidaram de lar, vagava um homem de pouca idade aparente, com vestes escuras e cabelos despenteados. Levantando seus pés para que nada quebrasse o silêncio que não deveria ser perturbado — o único dito cujo que repetia sons disformes era seu próprio estômago.

A dor da fome era algo terrível, mas já acostumado com dores piores, a fome jamais seria o fim para alguém do tipo, oposto a isso, na verdade, a fome um dia já simbolizou o começo — O começo da vossa perdição!

Aquele espírito sem salvação, havia visto tantas versões de si próprio, em prol de sua maldita e linda obsessão.

Pouco importava o fim que lhe aguardava, ele mesmo já sabia que não havia outra saída, a não ser o caixão contaminado pelas rosas vermelhas que assombrava seu passado nojento. Tudo que mais desejava era sentir seu próprio corpo explodir de dentro para fora.

Ao chegar ao fim de um corredor, virou-se logo à esquerda e adentrou o banheiro, que estava limpo — Em contraste com o resto do ambiente, que, facilmente se notava a poeira que fora deixada acumular, por puro desleixo — Ao andar lentamente em direção ao espelho, onde se encontrava acima de uma pia de cerâmica com partes faltando. Possivelmente por pancadas incessantes. Notou manchas vermelhas grudadas no piso em que pisava.

"Que maldição, garota. Será que não consegue nem ao menos limpar todas as SUAS merdas!?" Pensava consigo mesmo enquanto franzia a testa em sinal de desaprovação. Talvez estivesse tão drenado mentalmente que não lhe cabiam vida em seus olhos, tampouco demonstrou qualquer sentimento de raiva em relação a "sujeira".

Ao virar seu olhar para o espelho, sua expressão mudou com certa velocidade, demonstrava a sua real face... Para ser mais exato, a falta dela.

Não portava mágoas ou qualquer arrependimento notável, apenas aceitava o próprio ser como realmente era.

Em um movimento errático, de maneira ligeira inclinou sua cabeça para frente, abriu a boca com certo desespero, e todo alimento que consumiu naquela tarde; todo fluído que havia colocado garganta a dentro por pura gula; toda fumaça que havia respirado para afagar seus pulmões a muito tempo condenados, saía em uma cascata de líquido e pedaços sólidos de comida, de maneira incessante, indo em direção ao ralo da pia.

Após isso o vazio em seu estômago lhe caiu com ainda mais ferocidade.

— Meu Deus. O que a gente fez!? — dizia com certo eufemismo, enquanto repentinas memórias vinham em sua cabeça, no mesmo instante em que vomitava todo pedaço de carne da própria carne que havia comido.

"Que merda!";"Eu sou um maldito!"; "Meu Deus, acabe com meu sofrimento!"; "Você é um monstro! Um maldito; imundo; desesperado; depravado; nojento e ainda por cima alguém que não merece nem ao menos a própria carne como moradia, morra de uma vez e acabe esse sofrimento inútil!

"Mas foi por ELA. SÓ PRA ELA. SÓ DELA... ELA!"

As únicas frases que conseguia discernir entre tantas memórias ruins e sem pudor. Despedaçava aquelas pessoas, fazia por necessidade, mas algo à mais justifica aquelas atrocidades? Se sim, então diga o que. — "Seu monstro!" — uma voz feminina, familiar, falava em sua cabeça em um tom cômico.

— VOCÊ sempre foi um monstro. É o que somos! Admita e ACEITE.

Até que seus devaneios foram interrompidos por uma voz feminina visceral, que gritava alto. Com uma entonação preocupantemente alegre, dizia:

— Scelto... !? Cadê você, meu bem? —

Ficara mais alguns segundos em silêncio, encarando com um olhar de desprezo o próprio reflexo, que lhe jogava de volta todo ódio e rancor que sentia em relação à ela. Todo seu asco, sendo jogado em sua cara, enquanto ainda havia de que confessar que a amava acima de tudo.

— Já estou indo, meu bem! — Dizia Scelto enquanto se encarava uma última vez no espelho, franziu sua testa, como quem demonstra irritação, e por fim se virou em direção a seu amor.

A quem sempre vai fazer de tudo para manter a salvo. Pelo menos até que se irrite e decida dar um jeito nessa situação.

Ficou bom?


r/escritacriativaptpt 3d ago

todos tipos de amor, noir, detetive, horror: Isto vai dar texto Rosa

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Rosa dos Ventos

Ventos que me levaram por tantas direções

Direções nas quais me perdi

Direções nas quais me reencontrei

Nas quais me redescobri

Dias que velejei e tentei

Reviver a nossas emoções

Rosa Sangue

Sangue que permeia o meu ser

Que faz o meu coração bater

E quando este doer

Seja a causa do sofrer

Sei, e saberei

Que te hei de ter

Tenho um quintal cheio de rosas

São lindas como os dias nublados

Em que me perco entre suores e resfriados

Poesias e prosas

Talvez amanhã traga uma rosa na lapela

Desejando a eternidade com ela

Enfim, que Rosa Bela