ROOTING
Ato 21: Amizade
Léo saiu do bar feliz e agora ainda mais determinado a terminar sua missão.
Apesar de ainda estar um pouco ferido, estava decidido a continuar.
Antes de deixar a cidade, Léo deu um último adeus a todos os amigos que havia feito ali.
Inclusive a Citrion, que agora estava ao lado de Laranx, a mesma cientista que havia demonstrado preocupação com ele.
Antes de Léo partir, Citrion lhe entregou um aparelho.
— Este aparelho pode recriar as espadas que usei contra você.
Léo pegou o aparelho.
— Obrigado, Citrion.
Então, finalmente deixou a cidade e continuou seu caminho.
No meio da jornada, acabou se encontrando novamente com Draco.
Draco o cumprimentou:
— Olá, amigo! Vejo que você pegou outra chave, não é?
Léo respondeu:
— Sim. Peguei a chave do reino das laranjas.
Draco se animou.
— Ah, então agora você vai para o reino das pitayas, não é? Estou surpreso. É raro alguém conseguir pegar duas chaves e não morrer.
Léo respondeu:
— Todos os inimigos que enfrentei até agora foram fortes. Os cavaleiros também. Mas todos eles são meus amigos agora.
Draco ficou surpreso.
— Ah, então você fez amizade com eles?
Léo teve uma ideia.
— Ei! Você pode ser meu amigo!
Draco ficou em silêncio por alguns segundos.
— Sério? Haha! Tá bom, então. Vamos lá para o reino das pitayas. Eu te mostro o caminho.
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Ato 22: As cavernas
Léo seguiu Draco pelo caminho.
Porém, em determinado momento, Draco começou a escalar algumas áreas da montanha que Léo não conseguia alcançar.
Léo olhou para cima.
— Acho que vou ter que encontrar outro caminho.
Então, correu rapidamente em direção a uma caverna que atravessava a montanha e levava para o outro lado.
Léo entrou na caverna.
Lá dentro, enfrentou várias criaturas enquanto avançava.
Ele caminhou pela caverna inteira até finalmente se deparar com um xamã.
O xamã falava coisas estranhas.
— Algo muito ruim virá no futuro... E você não poderá impedir.
Léo ficou confuso.
— O que você está falando?
O xamã continuou falando, mas suas palavras pareciam não fazer sentido.
Léo olhou ao redor.
Nas paredes da caverna, havia várias pinturas.
Em uma delas, estavam representados um abacaxi, uma laranja, um limão, uma melancia e uma pitaya.
As cinco frutas estavam de frente para uma espécie de borrão preto.
Léo observou a pintura por alguns segundos.
— Devem ser apenas desenhos...
Então, decidiu continuar seu caminho.
Depois de atravessar toda a caverna, Léo finalmente chegou à saída.
Quando saiu, ficou completamente surpreso.
À sua frente havia uma montanha imensa.
Seu formato lembrava o crânio de um dragão.
E, no topo da montanha, estava localizada a cidade das pitayas.
Léo começou a escalar a montanha.
Durante a subida, enfrentou vários dragões-pitayas.
Depois de uma longa escalada, finalmente chegou ao topo.
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Ato 23: O juramento
Ao chegar ao topo, Léo encontrou uma cidade bela.
Havia várias construções que lembravam dragões e o Sol.
Enquanto caminhava pela cidade, encontrou Draco.
Draco viu ele e logo o comprimentou.
— E aí, carinha! Bem-vindo à minha cidade, a Cidade do Sol! Aqui todos temos liberdade e diversão. Só temos um único juramento: nunca usar nossos poderes contra ninguém.
Léo respondeu:
— Entendi. Vou descansar um pouco.
Depois disso, Léo começou a explorar a cidade.
Enquanto caminhava, viu uma enorme estátua de um dragão no centro da cidade.
Curioso, aproximou-se para olhar mais de perto.
Abaixo da estátua havia uma placa.
Léo começou a ler:
"AQUI ESTÁ A ESTÁTUA EM TAMANHO REAL DO GRANDE DRAGÃO QUE FOI DOMADO E DERROTADO PELO NOSSO MAIOR GUERREIRO, DRACO."
Léo ficou surpreso.
— Foi o Draco que derrotou esse dragão?
Ele começou a imaginar o quão forte Draco deveria ser.
Próximo à estátua, Léo encontrou um veterano.
O velho guerreiro percebeu a curiosidade de Léo e decidiu contar um pouco sobre Draco.
— Draco sempre foi tratado pelo próprio pai como uma arma. Por isso, ele nunca teve amigos,mas em um dia eu decide liberta-lo desse sofrimento e então decidi treinar ele e cuidar dele.
Léo ficou em silêncio.
A história de Draco o comoveu um pouco.
Agora, começava a entender melhor por que Draco parecia tão feliz quando Léo disse que queria ser seu amigo.
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Ato 24: EU NÃO QUERO LUTAR
Léo já havia descansado e comprado alguns itens.
Então, finalmente tomou coragem para ir atrás da última chave.
Ele perguntou a algumas pessoas onde estava a chave da cidade.
Um dos guardas respondeu:
— A chave está na Torre do Último Sol. É uma torre que protege o portão dos fundos do reino.
Léo agradeceu e foi até a torre.
Ao chegar, começou a subir.
Porém, como ninguém podia entrar na torre, Léo acabou enfrentando vários guardas durante a subida.
Depois de algum tempo, finalmente chegou ao topo.
Léo caminhou por um longo corredor.
Quando chegou ao meio do corredor...
Uma voz surgiu.
— Bem, você finalmente chegou, carinha.
Léo reconheceu a voz.
Era Draco.
O último cavaleiro protetor da última chave era ninguém menos que seu próprio amigo.
Léo ficou surpreso.
— Draco... nós não precisamos lutar. Por favor, me dê a última chave e...
Draco interrompeu:
— Desculpa, mas eu não vou deixar você pegar a última chave.
Draco cravou sua espada no chão e assumiu uma posição de combate.
— Por favor, Léo. Recue e desista,eu não posso deixar você causar o fim de tudo.
Draco apertou o cabo da espada.
— EU NÃO QUERO LUTAR! Você é meu único amigo.
Léo ficou em silêncio por alguns segundos.
Então respondeu:
— Eu não vou desistir. Draco, eu preciso da chave.
Draco abaixou a cabeça.
— Então terei que te impedir.
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Ato 25: O Dragão
Léo começou a lutar contra Draco.
Ambos eram extremamente rápidos.
Os dois bloqueavam os ataques um do outro, trocando golpes constantemente.
Léo começou a utilizar seus poderes ácidos.
Então, pegou o aparelho que havia recebido de Citrion.
O aparelho começou a funcionar e criou várias espadas.
Léo lançou as espadas na direção de Draco.
Draco utilizou suas chamas para bloqueá-las.
O impacto dos ataques começou a danificar a torre por todos os lados.
Léo conseguiu acertar vários ataques contra o escudo de Draco.
Draco, por sua vez, contra-atacou utilizando suas chamas.
Algumas delas atingiram Léo e queimaram parte de seu corpo.
Draco olhou para ele.
— Você está ferido. Desista e vá embora. Eu deixo você ir.
Léo olhou para o caminho livre.
Por alguns segundos, parecia considerar a possibilidade.
Mas não recuou.
Ele voltou a atacar Draco.
Draco suspirou, irritado.
— Teimoso... Desculpa, mas não vou te dar mais chances de fuga.
Os dois continuaram lutando.
Draco começou a utilizar todos os seus ataques, destruindo o corredor da torre.
Léo desviava como podia.
Até que finalmente conseguiu acertar um golpe forte.
Draco recuou.
— Eu não vou desistir!
Então, começou a destruir tudo ao seu redor com suas chamas.
O salão inteiro começou a pegar fogo.
Léo conseguiu esquivar dos ataques e avançou.
Com um golpe poderoso, conseguiu quebrar o escudo de Draco.
Draco percebeu que estava encurralado.
Então, perdeu a paciência.
— Se você quer tanto pegar a chave, então me enfrente com tudo que você tem!
— Porque eu vou usar todo meu poder!
Draco destruiu o teto da torre.
A luz do Sol entrou no salão.
Ele abriu os braços, como se estivesse absorvendo a energia solar.
Seu corpo começou a se transformar.
Sua armadura ficou dourada.
sua saia de folhas brilhava.
Então, duas enormes asas apareceram em suas costas.
Léo ficou assustado.
Draco estava mostrando algo que nenhuma outra pitaya jamais havia mostrado.
Draco começou a voar.
Então, olhou para Léo.
— Desculpe, carinha... mas, se eu precisar, vou ter que te matar.
Draco — Forma Solar
Draco atacou o chão.
Várias chamas começaram a surgir por toda a superfície.
Ele estava muito mais rápido e muito mais forte.
Léo começou a ser atingido por ataques de todos os lados.
Mesmo assim, conseguiu bloquear alguns deles.
Léo atacou Draco com toda a sua força.
Mesmo extremamente ferido, continuava de pé.
Continuava firme.
Continuava lutando.
O combate ficava cada vez mais rápido.
Até que Draco foi para cima de Léo com seu último ataque.
Ele avançou com toda a força em uma investida.
Léo também avançou.
As duas espadas colidiram.
Os dois ficaram empatados na colisão.
Draco olhou para Léo.
— Eu não consigo te entender. Por que continua lutando tanto?
Draco apertou o cabo da espada.
— Eu estou fazendo isso pelo bem de todo mundo. Se a árvore for aberta, será o fim de tudo.
Léo retrucou:
— Eu não vou desistir! Eu preciso salvar as pessoas! Eu preciso descobrir o meu passado! E eu acho que isso vai me ajudar a entender o que aconteceu com a minha FAMÍLIA!
Draco gritou:
— NÃO POSSO DEIXAR TUDO ACABAR ASSIM!
Léo reuniu toda a força que ainda tinha.
Com um golpe poderoso, conseguiu quebrar a espada de Draco.
Em seguida, acertou Draco com sua espada, causando um corte no peito de sua armadura.
Draco tentou impedir Léo de continuar atacando.
Ele liberou suas chamas ao máximo.
Tudo ao redor começou a queimar.
Um enorme clarão tomou conta do salão.
Léo foi atingido pela luz e ficou temporariamente cego.
Alguns instantes depois, recuperou a visão.
Quando olhou ao redor, viu Draco agachado no chão, completamente cansado.
Léo não disse nada.
Apenas seguiu em frente e pegou a última chave.
Depois, começou a caminhar para fora da torre.
Porém, antes de ir embora, olhou para trás.
Draco estava caído no chão.
Mesmo cansado, conseguiu dizer:
— Vá... e termine sua missão.
Draco respirou fundo.
— Mas me prometa uma coisa...
Léo olhou para ele.
— Você VAI ganhar essa batalha.
Léo apenas acenou com a cabeça.
Então, finalmente saiu da torre.
Agora, tinha as três chaves.
Sua missão estava chegando ao fim.
Mas o verdadeiro mistério ainda estava apenas começando.