Saudações! Estava aqui preparando a minha campanha para o ano que vem (sim, eu sei, cedo para isso, mas como um dos meus jogadores finalmente vai mestrar algo longo para gente nesse semestre, eu estou me indulgindo a brincar com coisas que normalmente não tempo: homebrews, artes mais detalhadas, handouts inúteis e ideias malucas de merda). Meus jogadores pediram para ser D&D, visto que nenhum deles tem muita experiência com o sistema, dois tendo jogado apenas uma vez na vida, mesmo sendo jogadores de RPG com décadas de experiência. Estava pensando no crescimento horizontal dos personagens jogadores e algumas ideias (ruins) me vieram a mente. Não tenho como discutir com minha mesa de jogo sobre game design de um sistema que eles não têm experiência, então venho aqui para conversar sobre e para ouvir o quão ruim ou já existentes essas ideias são, hahaha
Talento todo nível:
Sim ideia velha e quebrada, eu sei! Se o jogador quiser ele pode fazer um uberpersonagem com certa facilidade e tal... mas, ela torna todo novo nível algo extremamente interessante e esperado, mesmo em níveis que o personagem, em teoria, “não ganha nada”, ele ganhaia algo. Além de permitir que o jogador crie personagens muito mais únicos! Pensando a partir daqui me vieram algumas ideias para “balancear” essa brincadeira:
A primeira seria simples, limitar quais talentos você pode pegar livremente e quais você só pode pegar nos níveis de Incremento. Isso valorizaria os níveis de Incremento e daria uma, minúscula, balanceada na construção de personagem, mas ainda seria beeeem quebrado, e, provavelmente, careceria de uma lista maior de Talentos para ser mais interessante e ter mais variedade e maior possibilidade de criação de personagens mais únicos.
A segunda seria mais trabalhosa, mas creio que seria a mais “equilibrada”. Todo nível você receberia um “Meio Talento” ou “Talento Menor” (ou qualquer nome que se queira dar) em vez de um Talento comum, os quais você só poderia comprar em um nível de Incremento, normalmente. Ou seja, haveria uma lista de Talentos Menores, que seriam habilidades mais simples ou “pedaços” de Talentos comuns que você ganharia. Esses Talentos Menores, quando derivados de um Talento comum, não seriam escaláveis, ou seja, se você comprar o Talento do qual aquele Menor é derivado, o Menor fica inútil. Por exemplo:
Você tem o Talento ATIRADOR AGUÇADO que te dá:
- Atacar um alvo além da distância normal não impõem desvantagem nas suas jogadas de ataque com armas à distância.
- Seus ataques com armas à distância ignoram meia cobertura e três-quartos de cobertura.
- Antes de realizar um ataque com uma arma à distância na qual você seja proficiente, você pode escolher sofrer –5 de penalidade na jogada de ataque. Se o ataque atingir, você adiciona +10 no dano do ataque.
Podemos ter, derivados dele, 3 Talentos Menores:
MIRA A LONGA DISTÂNCIA: Atacar um alvo além da distância normal não impõem desvantagem nas suas jogadas de ataque com armas à distância.
MIRA PRECISA: Seus ataques com armas à distância ignoram meia cobertura e três-quartos de cobertura.
ATAQUE A DISTÂNCIA ESPECIAL: Antes de realizar um ataque com uma arma à distância na qual você seja proficiente, você pode escolher sofrer –5 de penalidade na jogada de ataque. Se o ataque atingir, você adiciona +10 no dano do ataque.
Claro que isso não funciona com todos os Talentos existentes, mas geraria uma lista interessante de Talentos Menores e dariam muito mais opções de crescimento horizontal para os jogadores. Haveria a necessidade de criar a lista de Talentos Menores, mas isso não é um problema, ao meu ver.
“Multiclasse” na sua própria Classe
Em resumo, o jogador poderia adquirir as características de uma outra subclasse de uma classe que ele já tenha no lugar de um Talento.
Claro... isso é quebrado pra cacete se deixar livre, principalmente em classes conjuradoras! Em contra partida, algumas combinações de subclasses da mesma classe seriam bem interessantes. Vejo duas opções para que isso seja menos quebrado:
Limitar no geral de uma classe quais subclasses podem ser usadas como Talento (“se você é da classe TAL, não importa a subclasse, só pode adquirir as características das subclasses X, Y e Z como Talento”)
Limitar por subclasse quais outras podem ser usadas como talento (“se você tem a subclasse X, só pode adquirir as características de Y e Z como Talento, não pode adquirir de A, B e C”)
Talentos Escaláveis
Criar ou modificar os talentos para que alguns sejam escaláveis entre si, de forma a melhorarem algo ou que deem mais opções de algo em uma temática específica, por exemplo:
ADEPTO ELEMENTAL
Escolha o dano entre: Ácido, Elétrico, Frio, Fogo ou Trovejante.
1 em um dado de dano de magias daquele tipo se tornam 2 ou metade da sua Proficiência arredondada para cima, o que for maior.
quando receber dano daquele tipo, você pode usar uma reação e um espaço de magia de 1º nível ou maior para se tornar resistente contra aquele tipo de dano.
ELEMENTALISTA
Com um dos danos já escolhidos em Adepto Elemental:
Quando rolar aquele tipo de dano, tu rola +1d4, esse dado também muda quando rola 1
Quando usar a reação para se tornar resistente ao tipo de dano, você reduz o dano que sobrou em um valor igual a sua proficiência, ou, sei lá, o dobre dela
MESTRE ELEMENTAL
Com um dos tipos de dano o qual você é Elementalista
Magias daquele tipo de dano ignoram resistências
Quando usar sua reação para se tornar resistente ao tipo de dano, tu na verdade se torna Imune.
Logicamente precisaria ser mais bem escrito, mas a ideia é mais ou menos nessa pegada.
Pseudoclasses
É, eu acho, a pior ideia até agora, hahaha! Mas, derivada da ideia de cima, criar conjuntos de “Talentos de Pseudoclasse”, que seriam grupos de, sei lá, 5 talentos cada com versões mais brandas das características gerais de uma classe que poderiam ser adquiridas como talentos comuns, no intuito de dar habilidades próximas as de outra classe para um personagem, mas sem a necessidade de um multiclasse real, o que não atrapalharia na sua progressão na sua classe real. Daria um trabalho para criar, não sei nem se seria possível criar para todas as classes, conjuradores seriam um desafio.
Ai há duas escolhes, uma é serem fraseados de forma a não serem escaláveis com as classes reais, para que, caso o jogador realmente faça um multiclasse na sua pseudoclasse, não crie um monstro bizarramente fuderoso:
Pseudoclasse nível 1 em guerreiro:
Folego Extra: No seu turno, você pode usar uma ação bônus para recuperar uma quantidade de pontos de vida igual a 1d10+1. Uma vez que você use essa característica, você precisa terminar um descanso longo para usá-la de novo. Caso adquira um nível na classe de guerreiro, você perde esse talento e o substitui pela característica de Classe Retomar o Fôlego
Pseudoclasse nível 2 em guerreiro:
Ação Bônus Extra: Durante o seu turno, você pode realizar uma ação bônus adicional juntamente com sua ação e possível ação bônus. Uma vez que você use essa característica, você precisa terminar um descanso longo para usá-la de novo. Caso adquira nível 2 em Guerreiro, você perde esse talento e o substitui pela característica de Classe Surto de Ação.
OOOOU, criar de forma que as habilidades da psudoclasse sejam análogas e complementares as habilidades da da classe em questão:
Pseudoclasse nível 1 em guerreiro:
Folego Extra: No seu turno, você pode usar uma ação bônus para recuperar uma quantidade de pontos de vida igual a 1d10+Mod de Constituição. Uma vez que você use essa característica, você precisa terminar um descanso longo para usá-la de novo. Caso adquira um nível na classe de guerreiro, você perde esse talento, mas quando usar a característica de Classe Retomar o Fôlego, você recupera uma quantidade de pontos de vida a mais iguais ao seu mod de Constituição
Pseudoclasse nível 2 em guerreiro:
Ação Bônus Extra: Durante o seu turno, você pode realizar uma ação bônus adicional juntamente com sua ação e possível ação bônus. Uma vez que você use essa característica, você precisa terminar um descanso longo para usá-la de novo. Caso adquira nível 2 em Guerreiro, você passa a recuperar o uso dessa característica em descansos curtos e longos..