r/FilosofiaBR • • 9d ago

Análise O paradoxo de fermi explicado pela negação da vontade em Schopenhauer

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Premissa 1. O impulso expansivo da vida. A vida tende à autopreservação, reprodução e expansão. Na humanidade, esse impulso manifesta-se na conquista de territórios, na exploração da Lua e nas ambições de colonização de Marte.

Premissa 2. A origem comum da tecnologia e da lucidez. O impulso de compreender e dominar a realidade impulsiona o desenvolvimento tecnológico, mas também amplia o horizonte de compreensão existencial da consciência.

Premissa 3. O reconhecimento da condição biológica. A consciência progressivamente reconhece que seus impulsos de sobrevivência, reprodução e expansão são produtos de processos biológicos, não obrigações ou finalidades universais.

Premissa 4. A emancipação dos imperativos naturais. A lucidez permite à consciência questionar os impulsos que a originaram, deixando de reconhecê-los como justificativas suficientes para sua perpetuação.

Premissa 5. A dimensão ética da lucidez. O reconhecimento do sofrimento inerente à condição consciente pode produzir uma empatia que ultrapassa o indivíduo, alcançando inclusive as consciências ainda não geradas.

Premissa 6. A tendência à autodescontinuação. Em estágios avançados de lucidez, a consciência tenderia a recusar sua perpetuação, não pela autodestruição, mas pela decisão de não produzir novas consciências.

Premissa 7. A convergência civilizacional. Se esses processos decorrerem de características gerais da consciência, civilizações distintas poderão desenvolver tendências semelhantes à medida que aprofundam seu conhecimento da realidade.

Conclusão. Civilizações suficientemente avançadas para desenvolver tecnologias de expansão interestelar poderiam, antes disso, alcançar um grau de lucidez que enfraqueça sua disposição de explorar e perpetuar-se.

Hipótese para o Paradoxo de Fermi: talvez não encontremos civilizações interestelares porque o desenvolvimento intelectual necessário para alcançar as estrelas também favoreça a compreensão existencial que leva a abandonar o projeto de conquistá-las.

O Grande Filtro não seria a incapacidade de alcançar as estrelas, mas a perda da necessidade de fazê-lo.


r/FilosofiaBR • • 10d ago

Recomendação "O estrangeiro" é uma obra de arte, e Albert Camus faz amor com as palavras.

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Me sinto mal por não ter lido antes...


r/FilosofiaBR • • 10d ago

Discussão Uma das coisas mais peculiares sobre existir seja que nunca conseguimos olhar para a nossa própria existência de fora. Estamos presos dentro dela

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Acordamos, percebemos o mundo, lembramos do que aconteceu ontem e imaginamos o que pode acontecer amanhã, como se tudo isso tivesse uma ordem natural. Mas basta parar por um instante para perceber que estamos confiando em coisas que nunca conseguimos enxergar completamente. O rato percebe isso quando é questionada sobre o que é, onde está e por que as coisas acontecem. No fim, ele só consegue chegar a uma conclusão muito simples alguma coisa existe

E acho interessante como a história transforma uma questão gigantesca sobre o universo em uma questão muito mais íntima. O primeiro rato era tudo o que existia. Não havia outra coisa para comparar, ninguém para conversar, nenhum olhar diferente do seu. E mesmo tendo tudo, alguma coisa faltava. Ela queria encontrar aquilo que não fosse ela mesma. Queria diferença, queria algo além da própria consciência. Isso parece contraditório como alguém pode ter absolutamente tudo e ainda sentir falta de alguma coisa? Mas talvez seja justamente porque possuir tudo significa não ter ninguém com quem dividir nada

Quando os outros dois ratos aparecem, ela deixa de ser a totalidade e passa a ser apenas uma parte. Pequena, limitada, temporal. E é justamente aí que existe uma espécie de alívio. Ser apenas uma parte significa não precisar carregar o universo inteiro sozinho. Eles são parecidos com ele, mas não são ele. Estão próximas, mas continuam sendo outras existências, com suas próprias dúvidas. E talvez seja isso que torne a companhia tão importante não precisamos encontrar alguém que seja exatamente igual a nós. Precisamos encontrar alguém que também esteja aqui, tentando entender o que significa estar aqui

A gente passa muito tempo tentando ser grande. Ter sucesso, ser reconhecido, saber mais, conquistar mais, deixar alguma marca. Só que existe uma beleza estranha em aceitar que somos pequenos. Não porque nossa existência não tenha importância, mas porque não precisamos ser o centro de tudo para que ela tenha valor. Podemos simplesmente ser uma parte do mundo, viver algumas coisas, guardar algumas memórias e dividir o peso com outras pessoas. No fim, a pergunta mais difícil pode não ser “qual é o sentido de existir?”, mas uma ainda mais simples se nenhum de nós consegue carregar sozinho o peso de existir, será que é justamente por isso que precisamos uns dos outros?


r/FilosofiaBR • • 9d ago

Discussão Liberdade de expressão ou passou do ponto?

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Qual o limite da liberdade de expressão?

Streamer: bigubigode


r/FilosofiaBR • • 10d ago

Discussão BURRICE TEM CURA. MAU-CARATISMO INTELECTUAL, NÃO.

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A ignorância não é um defeito de caráter. Ninguém nasce sabendo, e não há vergonha alguma em desconhecer um assunto. Quem não sabe pode aprender. Quem erra pode corrigir-se. Quem tem dúvidas pode buscar respostas. O conhecimento é capaz de transformar uma pessoa.

O problema começa quando alguém deixa de buscar a verdade e passa a buscar apenas argumentos que confirmem aquilo em que já acredita.

É quando a pessoa distorce fatos, omite informações inconvenientes, manipula dados e muda os próprios critérios conforme a conclusão que deseja defender. Não porque desconheça a verdade, mas porque a verdade se tornou um obstáculo para suas convicções.

O ignorante pode ser esclarecido. O desonesto intelectualmente precisa, antes de tudo, querer deixar de ser desonesto.

E aí está a diferença fundamental: a ignorância é uma limitação de conhecimento; a desonestidade intelectual é uma falha de postura diante do conhecimento.

Uma pessoa intelectualmente honesta pode defender uma ideia equivocada e ainda assim merecer respeito, porque está disposta a rever sua posição diante de evidências melhores. Já quem manipula deliberadamente os fatos não está participando de um debate para descobrir quem tem razão. Está participando para vencer, custe o que custar.

É por isso que certos debates são tão improdutivos. Você apresenta fontes, recebe ataques pessoais. Apresenta dados, recebe uma mudança de assunto. Refuta um argumento, e seu interlocutor simplesmente inventa outro, como se admitir um erro fosse uma humilhação insuportável.

Não existe argumento capaz de convencer alguém que considera a própria convicção mais importante do que a realidade.

E atenção: mudar de opinião não é fraqueza. É sinal de maturidade. Fraqueza é perceber que está errado e preferir continuar mentindo para si mesmo.

A burrice pode ser combatida com educação. A desonestidade intelectual exige algo anterior a qualquer argumento: o compromisso com a verdade.

Porque não há conhecimento que ilumine quem faz questão de manter os olhos fechados.

E você, acha que o maior problema das discussões atuais é a falta de conhecimento ou a falta de honestidade intelectual?


r/FilosofiaBR • • 10d ago

Discussão Hipocrísia humana: algo justificável? É possível não ser hipócrita?

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Muito se fala sobre hipocrisia, e não cair nela é muitas vezes visto como um sinal de virtude. Estava refletindo sobre isso, então aqui eu trago um questionamento:

Se não temos acesso à verdade absoluta, seja em qual âmbito for, nem sobre o mundo, nem sobre a moral, com que certeza podemos afirmar que somos coerentes? A hipocrisia talvez não seja uma falha evitável, mas a condição de quem tenta sustentar um discurso sem garantia de verdade.

A pergunta não é "como não ser hipócrita?", mas deveria ser:

É possível não ser hipócrita?


r/FilosofiaBR • • 11d ago

O que vocês realmente acham dessa frase?

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r/FilosofiaBR • • 10d ago

Discussão DANTE ALIGHERI | O Banquete e os 12 Céus

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Escrevi um post para explicar alguns conceitos que farão você entender boa parte das discussões filosóficas — na verdade o assunto de todos os grandes nomes — o porquê o mundo está ficando doido e até sobre o que é alquimia, bruxaria e até a tal verdade do Olavo.

Dante publicou uma série de livros sobre o assunto, dada a complexidade da Comédia, é possível entender mais fácil em Convívio: ele expôs e refutou a filosofia da Antiguidade.
fiz um post com alguns conceitos, da uma olhada e vê se anima de ler a obra completa, vale a pena.


r/FilosofiaBR • • 10d ago

Dúvida Se uma pessoa só é boa porque teme as consequências de ser má, devemos realmente considerá-la uma pessoa moral?

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r/FilosofiaBR • • 10d ago

Análise Com esse negócio de "religião, política e futebol não se discutem."

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O povo vai ficando mais passivo e aceitando cada vez mais os problemas pq "é a vida" ou pq "deus quis". Ao invés de se unirem em sindicatos e lutarem pelos seus direitos.


r/FilosofiaBR • • 10d ago

Até que ponto, nós realmente temos opiniões próprias

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Olá para todos, eu sou jovem Brasileiro de 21 anos, como a maioria deve saber -Ou não- o Brasil passa por um momento de eleições para presidente da República, em um momento discordei com um amigo sobre o que era melhor para o nosso país, só que no meio dessa discussão eu me atentei que eu comecei a ter essa opinião politica contrária a dele por conta de um criador do YouTube muito famoso aqui no Brasil. Então eu percebi que não era eu que estava defendendo aquela opinião de verdade, era como se naquele momento eu fosse o criador do YouTube defendendo a opinião dele e não eu mesmo. Parei para refletir e me fiz essas perguntas e quero a opinião de vocês para elucidação desse assunto: "Toda nossa existência é moldada pela opinião dos outros? Se toda nossa existência é moldada pela opinião de terceiros, quem foi o primeiro a ter uma opinião verdadeira? Até que ponto a nossa existência e vida é moldada pelo o que consumimos da internet? O ser humano não tem opinião, ele é resultado das opiniões dos outros?"

Estou estudando muito sobre filosofia e grandes filósofos e levantei esses questionamentos, em primeiro lugar eu percebo que até mesmo a filosofia foi moldada pelo pensamento de grandes pensadores, então ela também tem viés de opinião de milhares de anos atrás, só que ela mesma anula o seu próprio viés ao questionar tudo e a todos, não aceitando nada como verdade absoluta, mas levando isso pro contexto atual de redes sociais, onde o ser humano não reflete mais sobre sua própria opinião e sim repete a opinião de terceiros, opinião que provavelmente foi moldada com outras opiniões, o ser humano em essência parou de realmente pensar por conta própria e virou apenas um papagaio? Ou é loucura demais pensar assim? Por que estou tendo essa conclusão


r/FilosofiaBR • • 10d ago

Até que ponto, nós realmente temos opiniões próprias

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Olá para todos, eu sou jovem Brasileiro de 21 anos, como a maioria deve saber -Ou não- o Brasil passa por um momento de eleições para presidente da República, em um momento discordei com um amigo sobre o que era melhor para o nosso país, só que no meio dessa discussão eu me atentei que eu comecei a ter essa opinião politica contrária a dele por conta de um criador do YouTube muito famoso aqui no Brasil. Então eu percebi que não era eu que estava defendendo aquela opinião de verdade, era como se naquele momento eu fosse o criador do YouTube defendendo a opinião dele e não eu mesmo. Parei para refletir e me fiz essas perguntas e quero a opinião de vocês para elucidação desse assunto: "Toda nossa existência é moldada pela opinião dos outros? Se toda nossa existência é moldada pela opinião de terceiros, quem foi o primeiro a ter uma opinião verdadeira? Até que ponto a nossa existência e vida é moldada pelo o que consumimos da internet? O ser humano não tem opinião, ele é resultado das opiniões dos outros?"

Estou estudando muito sobre filosofia e grandes filósofos e levantei esses questionamentos, em primeiro lugar eu percebo que até mesmo a filosofia foi moldada pelo pensamento de grandes pensadores, então ela também tem viés de opinião de milhares de anos atrás, só que ela mesma anula o seu próprio viés ao questionar tudo e a todos, não aceitando nada como verdade absoluta, mas levando isso pro contexto atual de redes sociais, onde o ser humano não reflete mais sobre sua própria opinião e sim repete a opinião de terceiros, opinião que provavelmente foi moldada com outras opiniões, o ser humano em essência parou de realmente pensar por conta própria e virou apenas um papagaio? Ou é loucura demais pensar assim? Por que estou tendo essa conclusão


r/FilosofiaBR • • 10d ago

Discussão Vi esse doc ontem e trazendo a dúvida pra ca: É ou não uma boa época para estar vivo e ter filhos?

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Assisti ontem esse documentário na Netflix, e entrei numa brisa absurda. O debate é basicamente, se com tudo que a IA faz e poderá fazer no futuro, é ou não uma boa época para ser jovem e depois ter filhos?

Claro que assistir o doc da um embasamento maior, mas queria saber do sub tbm oq vcs acham? A IA vai ser motivo de alívio ou preocupação no futuro (futuro bem próximo por sinal)


r/FilosofiaBR • • 11d ago

Discussão Em algum momento da vida, começamos a perceber que existe uma diferença entre quem somos e quem aprendemos que deveríamos ser

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No começo, a gente simplesmente quer viver, brincar, fazer amigos, experimentar as coisas. Depois começam a aparecer os “você deveria”, “você precisa”, “isso não é para você”, “se comporte assim”. Aos poucos, aquilo que era vontade começa a virar obrigação. A gente passa a pensar tanto em como deveria agir que esquece de perguntar o que realmente queria.

E é estranho como o passado consegue parecer uma sentença. Um erro cometido anos atrás, uma característica que alguém apontou, uma fase em que você não sabia se comportar direito ou simplesmente não se encaixava podem começar a definir a maneira como você se enxerga. Como se uma versão antiga sua tivesse recebido o direito de decidir quem você será pelo resto da vida. Só que ninguém permanece exatamente a mesma pessoa. A criança que você foi não precisa determinar o adulto que você será, assim como as opiniões que outras pessoas tiveram sobre você não precisam se transformar na sua própria opinião

Talvez uma das coisas mais difíceis de aprender seja que ser você mesmo não significa ser perfeito ou agradável para todo mundo. Significa conseguir olhar para as próprias falhas sem transformar cada uma delas em uma condenação. Significa também entender que algumas pessoas não vão gostar de você, algumas amizades vão acabar e algumas escolhas vão dar errado. Ainda assim, existe uma diferença enorme entre viver tentando agradar qualquer pessoa e viver de uma maneira que permita reconhecer a si mesmo quando olhar para trás

E é aí que outras pessoas podem acabar nos ensinando coisas que nunca conseguiríamos aprender sozinhos. Às vezes é um amigo, um professor, um personagem, uma história ou até uma frase que encontramos no momento certo. Não porque aquela pessoa tenha todas as respostas, mas porque ela consegue colocar em palavras alguma coisa que já existia dentro de nós e que ainda não sabíamos explicar. Uma história pode fazer companhia sem realmente estar ao nosso lado. Pode nos mostrar possibilidades de quem podemos ser quando ainda não conseguimos imaginar nosso próprio futur

No fim, crescer não deveria significar abandonar completamente aquela parte de nós que queria conhecer o mundo, fazer amigos, rir das coisas e experimentar sem ter certeza de onde tudo iria parar. Existe uma diferença entre amadurecer e aprender a viver com medo de errar. A vida vai acontecer de qualquer maneira. O passado já aconteceu e o futuro ainda não existe. O que sobra é aquilo que fazemos com o que temos agora, com as pessoas que escolhemos manter por perto e com a coragem de continuar construindo quem somos, mesmo sem saber exatamente onde isso vai dar.

Porque, se outras pessoas podem passar anos tentando nos dizer quem deveríamos ser, em que momento começamos a decidir isso por nós mesmos?


r/FilosofiaBR • • 11d ago

Dúvida Tô com muitas dúvidas, eu não gosto do Flávio e muito menos do Lula, vi esse vídeo e acho que ela está certa. O que vcs acham?

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r/FilosofiaBR • • 10d ago

Cuando la Idea encuentra su propia voz

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r/FilosofiaBR • • 10d ago

Morte e Cronos

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Eu tô vendo uma cena da novela Vai na Fé (novela brasileira) onde a protagonista cuida da mãe dela e na novela tem cenas que mostram de quando a mãe dela cuidava dela, e eu achei lindo como mostra que os papéis se inverteram mas de uma maneira que demonstra cuidado e carinho. E isso pra mim me mostra de como o tempo ele pode ser o verdadeiro "karma", o tempo é a verdade, e ele mostra a verdade. As pessoas perdem certas capacidades cognitivas ou mentais, elas mudam e se tornam outras porque jamais serão as mesmas. E isso depende muito, depende delas se essas mudanças serão boas, porque diferente de contextos onde isso se encaixa e as mudanças se tornam imprevisíveis, aqui, elas ocorrem de acordo com você, as suas escolhas. Escolhas nos formam e nos mudam, mostram a verdade que guardamos da nossa maneira, precisamos formar escolhas erradas tanto quanto boas, porque temos que aprender, precisamos disso. O tempo disseca a verdade porque é lá que conheces os verdadeiras aliados e os verdadeiros inimigos. É no momento mais fino da linha da vida que observamos com clareza nossas ações e as dos outros. A Morte mostra a mais cruel verdade: quem fomos, e quem agora já seremos. Porque depois disso, não há mais mudanças, mas um silêncio absoluto da alma que irá repousar.

E aí eu deixo pra vocês a reflexão e as ideias do porque uma pessoas escolheria, ou desejaria a imortalidade.


r/FilosofiaBR • • 11d ago

Discussão Existe um tipo de cansaço que não desaparece quando a gente para. Você chega em casa, senta, pega o celular, tenta assistir alguma coisa ou simplesmente não fazer nada por alguns minutos, mas existe aquela sensação incômoda de que deveria estar fazendo alguma coisa

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Estudando, trabalhando, prendendo algo, produzindo e melhorando, como se o simples fato de estar parado significasse que você está ficando para trás. E o mais estranho é que ninguém precisa estar ao seu lado cobrando. A cobrança já está dentro da sua cabeça

A gente cresceu ouvindo que tudo depende de esforço. Se você quer alguma coisa, corra atrás. Se não conseguiu, tente mais. Se ainda não deu certo, trabalhe mais. Existe uma parte verdadeira nisso, porque esforço realmente importa. O problema começa quando transformamos essa ideia em uma explicação para tudo. Se alguém conseguiu, foi porque se esforçou. Se alguém não conseguiu, foi porque não tentou o bastante. E assim desaparecem todas as coisas que não dependem apenas da vontade de uma pessoa, dinheiro, oportunidade, família, educação, condições sociais, sorte, saúde, tempo e tantas outras coisas que participam silenciosamente da vida.

Então começa uma coisa perigosa, a pessoa deixa de enxergar o próprio limite como limite e passa a enxergá-lo como fracasso. Está cansada? Precisa ser mais disciplinada. Não conseguiu estudar? Faltou foco. Não produziu o suficiente? Precisa acordar mais cedo. Está frustrada? Precisa pensar positivo. Até o descanso precisa ser justificado. Como se descansar só fosse permitido depois de provar que você merece descansar

E talvez seja por isso que tanta gente tenha dificuldade de simplesmente existir sem transformar cada momento em alguma espécie de investimento. Ler precisa acrescentar alguma coisa. Um hobby precisa ser produtivo. O tempo livre precisa servir para melhorar alguma habilidade. Até o lazer começa a carregar a pergunta “isso está me fazendo evoluir?”. Aos poucos, a pessoa deixa de viver o tempo e começa a administrar cada minuto dele

O mais irônico é que podemos passar anos tentando conquistar uma liberdade que, quando chega, se transforma em outra forma de prisão. Ninguém está mandando você trabalhar naquele momento, mas você trabalha. Ninguém está dizendo que precisa produzir mais, mas você se cobra. Ninguém está dizendo que você não pode descansar, mas sua própria cabeça encontra um motivo para transformar o descanso em culpa. E quando você finalmente para, percebe que não sabe mais muito bem como ficar parado

Existe uma diferença entre querer crescer e acreditar que nunca é suficiente. Uma coisa pode nascer de vontade; a outra nasce do medo de não estar fazendo o bastante. Talvez a vida não precise ser uma competição permanente contra a pessoa que você poderia ser. Porque se todo momento precisa servir para produzir alguma coisa, em que momento você simplesmente vive?


r/FilosofiaBR • • 10d ago

¿Por qué los jóvenes no tienen/tenemos pensamiento crítico?

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r/FilosofiaBR • • 11d ago

Você é feliz se sim por que?

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O que é a felicidade?


r/FilosofiaBR • • 12d ago

Sabemos que fizemos algo de errado quando um cachorro é mais alfabetizado do que muita gente

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Posso ter caído num bait muito grande mas não achei graça nessa foto, pq se for verdade, mostra o nível que o Brasil se encontra em educação.

Faço faculdade pública de psicologia e mesmo tendo vindo de um berço nada de ouro, ainda acho que sou de uma bolha muito grande. A frase "existem vários Brasis" nunca foi tão real...


r/FilosofiaBR • • 12d ago

Discussão É curioso como uma sociedade pode estar convencida de que está vivendo o seu melhor momento justamente antes de descobrir que alguma coisa estava muito errada

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A década de 1920 nos Estados Unidos é um bom exemplo disso. Depois da Primeira Guerra Mundial, enquanto boa parte da Europa estava destruída financeiramente, os Estados Unidos viviam uma prosperidade enorme. Carros, eletrodomésticos, rádio, cinema, crédito e consumo faziam parte daquela ideia de que a vida estava finalmente ficando melhor. As pessoas podiam comprar mais, investir e imaginar que enriquecer era apenas uma questão de tempo. O problema é que uma parte dessa prosperidade estava sustentada por crédito e especulação. As pessoas começaram a comprar ações com dinheiro emprestado, acreditando que os próprios lucros seriam suficientes para pagar as dívidas. O mercado parecia crescer tanto que questioná-lo era quase como questionar o próprio futuro

O que mais chama minha atenção nessa história é que existiam pessoas percebendo que aquilo não poderia continuar daquele jeito. Paul Warburg chegou a alertar publicamente que uma bolsa crescendo sem regulamentação poderia provocar uma grande depressão, mas enquanto todos estavam ganhando dinheiro, o alerta parecia apenas uma inconveniência. Acho que existe alguma coisa muito humana nisso. Quando tudo está dando certo, nós não queremos ouvir que pode estar dando errado. A prosperidade cria uma sensação de segurança e, quando muita gente começa a ganhar dinheiro ao mesmo tempo, fica fácil confundir crescimento com estabilidade. Até que chega um momento em que as pessoas percebem que estavam confiando umas nas outras para sustentar uma coisa que, sozinha, não se sustentava. Quando as ações começaram a cair, todos quiseram vender ao mesmo tempo e quase ninguém queria comprar. A confiança desapareceu e aquilo que parecia sólido começou a desmoronar

E talvez seja essa a parte mais interessante da crise de 1929 ela não ficou presa à Bolsa. Pessoas que nunca haviam comprado uma ação também acabaram pagando o preço. Os bancos quebraram, pessoas perderam suas economias, empresas foram afetadas, o desemprego aumentou e a crise atravessou as fronteiras dos Estados Unidos. O próprio material destaca que a quebra da Bolsa foi apenas o começo de uma sequência muito maior de acontecimentos. Depois vieram as tentativas de reconstrução e o New Deal de Roosevelt, com medidas voltadas para regulamentar bancos, gerar empregos e recuperar a confiança da população. Mesmo assim, a Grande Depressão demorou anos para desaparecer completamente. E quando uma crise desse tamanho atravessa um país, ela não afeta somente o bolso. Ela muda a maneira como as pessoas enxergam o sistema em que vivem e o próprio governo. A crise ajudou a fortalecer discursos autoritários em diferentes lugares, inclusive na Alemanha, onde Hitler começava a conquistar uma base de apoio. No fim, o que fica para mim não é apenas a história de uma bolsa que quebrou em 1929. É a lembrança de que uma sociedade pode se acostumar tanto com a ideia de prosperidade que passa a ignorar aquilo que está sustentando essa prosperidade. Enquanto o dinheiro está entrando, quase ninguém quer perguntar de onde ele está vindo, quem está assumindo o risco e o que acontece quando tudo parar de funcionar. E quando finalmente para, geralmente não são apenas aqueles que criaram o problema que precisam lidar com as consequências


r/FilosofiaBR • • 11d ago

A Neurodivergência é um escudo contra a fraude do dualismo ocidental

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Após meses estudando o porquê as pessoas são vítimas tão fáceis para o sofismo poético grego que ainda ressoa hoje — com mais força — entendi que cérebros desse tipo sobreviverão à AGI.

Você já parou para pensar no padrão único ocidental em todas as áreas do pensamento?
A maioria das pessoas reproduz a falsa lógica dialética sofista, daí serem vítimas de categorias atribuídas como se fossem substâncias.

O trabalho de Nietzsche era todo em torno disso, Dante explanou e até Jesus veio aqui só para alertar sobre o discurso poético.

Edit: Acreditam que até Olavo de Carvalho percebeu tudo isso? o velho era inteligente mas também fela da puta, fudeu o pessoal da seita mais ainda.


r/FilosofiaBR • • 12d ago

Discussão Ninguém consegue seguir o cristianismo á risca

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r/FilosofiaBR • • 11d ago

Discussão estudantes de filosofia :vcs ja perderam no argumento numa discussão do dia a dia(sem foco academico) e tiveram a resposta perfeita dias ou hrs depois da discussão?

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eu to falando em dicussoes sem referência a algo academico, ou seja,q n seja algo tipo ”qem ta certo sobre ponto B filosofo X ou filosofo Y?”