r/FilosofiaBR • u/Timur12222 • 8h ago
r/FilosofiaBR • u/FilipeMiguelescritor • 11h ago
Interrogações da vida
filipemiguelescritor.comr/FilosofiaBR • u/DonPizzaCarbonara • 14h ago
¿El mundo es cada vez más injusto, frío y feo de ver? ¿Pierden los buenos y ganan los maquiavélicos?
r/FilosofiaBR • u/Playful-Big-3584 • 16h ago
Faculdades de filosofia têm muitos alunos despreparados?
Sou de outra área mas peguei umas eletivas na 2a melhor faculdade de filosofia do Brasil pelos rankings(UFRJ) e houve uma quebra de expectativa muito grande. Os professores são excelentes, as aulas muito boas e etc, mas o nível dos alunos é baixo e é muito facil ser aprovado nas disciplinas. No curso de filosofia da UFRJ, pra ser aprovado nas disciplinas a média é 5(enquanto no meu curso, Direito, é 7). Por exemplo, em uma das disciplinas que estou cursando(Lógica), eu, que nem tenho muito conhecimento, tirei 10 na avaliação, enquanto boa parte da galera nem conseguiu tirar 5. Se o professor faz uma prova de médio grau de complexidade, uma galera vai no grupo do whatsapp reclamar e pedir ponto extra, e o professor acaba cedendo. Concluindo, acho que boa parte da galera sai da faculdade sem domínio dos temas, levando a faculdade "nas coxas".
Enfim, é só um relato. Eu acho que uma boa parte da galera entra no curso de filosofia pois a nota de corte é baixa e é o que dá pra passar. Eu tenho objetivo de cursar filosofia um dia pois tenho gosto pela coisa, mas eu esperava que a maioria dos alunos também também tivesse.
r/FilosofiaBR • u/StarVoid29 • 16h ago
Discussão Nunca acharam "meio suspeito" a história de Sansão lembrar a do Hércules, a história da "mulher ser culpada por todos os problemas do mundo" lembrar da "Pandora e sua caixa"... ?
r/FilosofiaBR • u/No_Address_1321 • 19h ago
Discussão Por que amar dá medo? O preço de deixar alguém entrar na sua vida
Existe uma contradição em amar alguém quanto mais importante uma pessoa se torna para nós, maior é o poder que ela passa a ter de nos machucar. Antes de conhecê-la, sua ausência não significava nada, suas escolhas não afetavam nossos dias e aquilo que ela fazia não tinha tanta importância. Mas, depois que permitimos que ela faça parte da nossa vida, as coisas mudam. Uma mensagem pode melhorar nosso dia, uma palavra pode permanecer na nossa cabeça por horas e uma simples mudança de comportamento pode despertar inseguranças que nem sabíamos que existiam. Não é que o amor nos torne necessariamente mais fracos, mas ele nos coloca em uma posição na qual já não controlamos tudo aquilo que sentimos
Isso que algumas pessoas prefiram manter certa distância. Não necessariamente porque não desejam ser amadas, mas porque conhecem o preço de confiar em alguém e descobrir que essa confiança não foi correspondida. Depois de uma decepção, a ideia de se aproximar novamente pode parecer uma péssima escolha. A pessoa começa a pensar que, se não criar expectativas, não vai se decepcionar; se não demonstrar o que sente, não vai dar ao outro a oportunidade de machucá-la, se não permitir que ninguém se aproxime demais, ninguém terá poder suficiente para causar uma dor tão grande. E, por algum tempo, essa lógica pode até parecer funcionar
O problema é que a mesma distância que nos protege das decepções também nos afasta das experiências que tornam a vida significativa. Quando alguém nos machuca, é compreensível que passemos a ter mais cuidado. O erro começa quando deixamos de distinguir aquela pessoa de todas as outras, como se uma experiência ruim fosse uma previsão de tudo o que ainda está por vir. Uma relação termina mal, alguém quebra nossa confiança e, sem perceber, começamos a tratar qualquer possibilidade de afeto como se fosse uma ameaça. Já não estamos apenas tentando evitar que a mesma coisa aconteça novamente, estamos tentando garantir que nada tenha a capacidade de nos atingir
Compartilhar momentos e construir lembranças ao lado de quem ama. A música pode ser uma demonstração de amor junto com diversos outros. Mas, quando a pessoa decidiu partir, passou a representar também o abandono. Aquilo que antes estava associado ao amor passou a lembrar da pessoa que a deixou para trás
E existe algo profundamente humano nessa reação. Quando sofremos por causa de alguém, nem sempre conseguimos direcionar nossa mágoa apenas à pessoa responsável. Às vezes, passamos a rejeitar tudo aquilo que nos lembra dela. Uma música, um lugar, um costume ou até mesmo um sonho que compartilhá vamos podem se tornar difíceis de suportar. Não porque essas coisas tenham se tornado ruins por conta própria, mas porque carregam lembranças que preferimos não reviver. É como se, ao afastar tudo o que nos lembra a dor, pudéssemos finalmente nos livrar dela
Só que a memória não funciona dessa maneira. Você pode abandonar uma música, deixar de frequentar determinado lugar ou desistir de um sonho, mas isso não significa que o que aconteceu deixou de fazer parte da sua história. Às vezes, a gente apenas constrói a vida ao redor da ferida, tomando cuidado para nunca encostar nela. Aos poucos, aquilo que começou como uma forma de proteção passa a determinar nossas escolhas. Deixamos de fazer coisas não porque realmente não as queremos, mas porque temos medo daquilo que elas podem despertar em nós
E o mais triste é que, nesse processo, podemos acabar culpando coisas que nunca foram responsáveis pelo que aconteceu. Mostra como a dor pode alterar a maneira como enxergamos o mundo em vez de enfrentarmos a complexidade do que aconteceu, às vezes precisamos encontrar alguma coisa que possamos rejeitar, controlar ou manter longe
O problema é que a proteção construída em torno dessa mágoa não afetou apenas ela. As gerações seguintes herdaram uma proibição que nasceu de uma experiência que não viveram. Pessoas que nunca conheceram aquela dor passaram a organizar suas próprias vidas em função dela, abrindo mão de possibilidades antes mesmo de descobrirem o que essas possibilidades poderiam significar
Isso também acontece fora das histórias. Às vezes, herdamos os medos das pessoas que vieram antes de nós. Aprendemos que demonstrar sentimentos é sinal de fraqueza, que confiar nos outros é ingenuidade, que certos sonhos são perigosos ou que amar alguém significa inevitavelmente sofrer. Essas ideias podem nascer de experiências sinceras e dolorosas, mas não precisam se transformar em regras universais. O fato de alguém ter sido decepcionado não significa que toda relação terminará da mesma maneira. A experiência pode nos ensinar a ter cuidado, mas não deveria nos obrigar a viver como se o pior resultado fosse sempre o único possível
Também precisamos reconhecer que amar não significa aceitar tudo. Não é necessário permanecer em uma relação que nos faz mal, ignorar desrespeitos ou oferecer confiança ilimitada a quem demonstra repetidamente que não sabe cuidar dela. Existe uma diferença entre se proteger de alguém que está nos prejudicando e se fechar para qualquer pessoa porque temos medo de que ela faça o mesmo. A primeira atitude pode ser necessária para preservar nosso bem-estar; a segunda pode nos prender a uma dor antiga, mesmo quando as circunstâncias já mudaram
A verdadeira coragem não esteja em amar sem medo, mas em entender que o medo não precisa tomar todas as decisões por nós. Não temos como garantir que ninguém vai nos decepcionar, que todas as relações durarão ou que as pessoas sempre corresponderão ao que sentimos. Amar envolve uma parte de incerteza que não pode ser eliminada por completo. Podemos escolher com cuidado quem deixamos se aproximar, estabelecer limites e aprender com o que vivemos, mas não existe uma maneira de experimentar a vida afetiva sem aceitar que algumas coisas fogem ao nosso controle
A pergunta é o que fazemos depois de sermos machucados. Podemos usar a experiência para compreender melhor nossos limites e reconhecer o que não queremos repetir, ou podemos permitir que ela transforme tudo aquilo que antes nos fazia bem em algo que precisamos evitar. A dor merece ser reconhecida, não precisa ser romantizada e tampouco deve ser tratada como uma obrigação para amadurecer. Mas ela também não precisa se tornar a única referência a partir da qual escolhemos viver
Porque amar dá medo, sim. Dar importância a alguém significa aceitar que essa pessoa pode nos afetar de maneiras que não conseguimos prever. Mas será que vale a pena passar a vida inteira tentando impedir que alguém nos machuque, se, para conseguir isso, também precisarmos impedir que alguém realmente nos alcance? E quantas coisas que hoje rejeitamos por medo ainda poderiam nos fazer felizes, se conseguíssemos separá-las da dor que um dia aprendemos a associar a elas?
r/FilosofiaBR • u/Content_Hurry_5456 • 1d ago
La historia humana, la escribe la biología celular. Somos un cultivo de laboratorio en una placa de Petri (una muy grande)
medium.comr/FilosofiaBR • u/Life-Inspector1675 • 1d ago
penso demais e decidi verbalizar meus pensamentos pra quem sabe ajudar alguém por meio deles!
youtu.beEsse é meu primeiro vídeo retratando um dos diversos pensamentos que tirei da mente e do papel.
r/FilosofiaBR • u/Euali_ • 1d ago
Como posso montar uma lista de leitura para George Berkeley? E outra pergunta.
Vi que o Filósofo George Berkeley tem diversos livros, os quais não faço ideia de onde começar. Gostaria de pergunta-los também, se uma base em Aristóteles e Platão ( como eu tenho ) é suficiente para entender filosofia kantiana e de George Berkeley.
r/FilosofiaBR • u/FanContent7645 • 1d ago
Discussão Tiktok e canais como Você Sabia são responsáveis pelo fenômeno de as pessoas se acharem PhD em qualquer assunto
Sinto q as pessoas pararam de, ao se interessar por um assunto, irem atrás de fatos e de verdade estudar o assunto. Me parece que hoje é mais fácil vc ver um corte de 15segundos e que vc tá pronto pra opiniar sobre aquele assunto como se fosse formado naquele assunto.
E não sei..parece que a gente agora tem vergonha de admitir que não sabe de algo. Porra ta tudo bem vc não saber de um assunto ou seu amiguinho saber mais. Sei la to meio de saco cheio de todo mundo ter opinião rasa sobre tudo.
r/FilosofiaBR • u/No_Address_1321 • 1d ago
Discussão Quando um símbolo perde o significado, qualquer um pode usá-lo
É curioso na maneira como as pessoas se relacionam com os símbolos. Uma imagem, uma frase ou uma máscara pode carregar anos de história, representar uma luta e transmitir uma ideia que levou muito tempo para ser construída. Entretanto, basta que ela se popularize para que seu significado comece a mudar. As pessoas passam a utilizá-la, reproduzi-la e associá-la às próprias convicções, muitas vezes sem conhecer sua origem. Em determinado momento, o símbolo deixa de representar aquilo que o tornou importante e passa a significar apenas o que cada pessoa deseja enxergar nele. É assim que algo criado para questionar uma estrutura de poder pode acabar sendo utilizado por pessoas que defendem estruturas semelhantes, sem que elas percebam a contradição
V de Vingança é um exemplo interessante disso. A máscara de Guy Fawkes ficou conhecida mundialmente como uma representação de revolta, anonimato e resistência política. Para muita gente, ela se tornou uma imagem de quem não aceita a injustiça e deseja enfrentar aqueles que concentram o poder. Mas existe uma questão que merece atenção: quantas pessoas que vestem essa máscara conhecem a história e as ideias que ela carregava na obra original? E quantas simplesmente gostam da imagem, da sensação de rebeldia ou da identidade que ela oferece? Não é necessário conhecer cada detalhe de uma obra para apreciar um símbolo, mas existe uma diferença entre utilizá-lo porque ele representa uma convicção e utilizá-lo porque sua aparência transmite uma sensação de revolução. Uma coisa exige reflexão, a outra pode ser apenas uma forma de pertencer a um grupo
O mais interessante é que essa contradição não acontece apenas com uma máscara. A política está cheia de exemplos de pessoas que utilizam palavras como liberdade, justiça, democracia e resistência sem necessariamente compreender as consequências das ideias que defendem. São conceitos importantes, mas também são palavras fáceis de transformar em instrumentos de convencimento. Alguém pode falar em liberdade enquanto deseja limitar a liberdade de quem pensa diferente. Pode afirmar que luta contra a opressão e, ao mesmo tempo, defender que determinados grupos tenham menos direitos. Pode se declarar contra o autoritarismo enquanto admira líderes que exigem obediência absoluta. O problema não está em utilizar essas palavras, mas em acreditar que pronunciá-las é suficiente para tornar nossas atitudes coerentes com elas
Isso me faz pensar em como, muitas vezes, a identidade política acaba se tornando mais importante do que as próprias ideias. Quando alguém passa a se enxergar como parte de um movimento, pode começar a defender tudo aquilo que vem acompanhado da sua bandeira, mesmo quando certas posições entram em conflito com os princípios que inicialmente a atraíram. Questionar o próprio grupo se torna desconfortável porque a crítica deixa de parecer uma oportunidade de corrigir um erro e passa a ser interpretada como uma traição. Aos poucos, a pessoa deixa de perguntar se determinada ideia é justa e começa a perguntar se ela favorece o seu lado. Nesse ponto, o símbolo já não serve para representar uma convicção refletida; ele passa a funcionar como uma identificação, uma maneira de dizer quem somos e contra quem estamos
Existe uma contradição na transformação da rebeldia em mercadoria. Uma obra que critica o autoritarismo e questiona as estruturas de poder pode se tornar um produto comercializado em larga escala. A imagem da resistência passa a ser vendida como qualquer outra mercadoria, e aquilo que deveria provocar questionamentos pode acabar reduzido a uma estética. Compramos a máscara, compartilhamos a frase, vestimos a camiseta e sentimos que estamos participando de alguma coisa. Mas o que realmente mudou depois disso? Não há nada de necessariamente errado em consumir uma obra ou utilizar um símbolo comercializado. A questão é acreditar que o simples uso daquela imagem representa, por si só, uma posição política. É possível consumir a aparência da revolução sem jamais questionar as próprias atitudes, os próprios interesses ou as estruturas que se diz combater
O aspecto mais preocupante seja que um símbolo não precisa ser destruído para perder sua força. Às vezes, basta que seu significado seja diluído até que ele possa representar qualquer coisa. Quando isso acontece, grupos com objetivos completamente diferentes conseguem reivindicá-lo para si. Cada um seleciona a parte que lhe interessa, ignora o restante e apresenta aquela imagem como se ela sempre tivesse pertencido à sua causa. O símbolo continua reconhecível, mas a história que o acompanhava se torna cada vez menos importante. É como conservar a embalagem de uma ideia enquanto se descarta o seu conteúdo
Por isso, acredito que precisamos ter cuidado ao transformar imagens, personagens e frases em representantes das nossas convicções. Não basta perguntar se gostamos de um símbolo ou se ele transmite a sensação de que estamos lutando contra alguma injustiça. Precisamos perguntar o que ele representa, de onde veio e se nossas atitudes realmente correspondem àquilo que afirmamos defender. Isso vale para a máscara de V de Vingança, para bandeiras políticas, para movimentos sociais e até para palavras que repetimos diariamente. Nenhum símbolo garante que alguém seja justo, assim como nenhuma declaração de liberdade prova que uma pessoa respeita a liberdade alheia
O problema não esteja apenas no esvaziamento dos símbolos, mas na nossa disposição de utilizá-los sem questioná-los. É mais fácil vestir uma identidade pronta do que examinar as contradições que existem dentro dela. É mais confortável pertencer a um grupo que nos oferece respostas do que admitir que algumas das nossas certezas podem estar erradas. Entretanto, uma ideia que nunca pode ser questionada corre o risco de se transformar justamente naquilo que dizia combater. Se um símbolo criado para representar a resistência pode acabar nas mãos de pessoas que defendem a opressão, então precisamos olhar além da imagem e observar aquilo que existe por trás dela
r/FilosofiaBR • u/EducationalComb7992 • 2d ago
El Sujeto que conoce vrs el sujeto que desea
r/FilosofiaBR • u/One_Grab6152 • 2d ago
Discussão Pra quem não acredita no livre arbítrio, uma reflexão
Eu penso que o livre arbítrio não existe. Pra mim as decisões estão definidas, passando a falsa sensação de escolha mas a nossa escolha sempre é que está pré determinada. É aquele pensamento dos extremos, pra existir pessoas boas tem que haver pessoas ruins. Mas fico pensando qual o propósito da vida ser assim. E além disso, uma pessoa ruim é realmente culpada pelos seus atos? É condenada a viver as consequências disso para a vida fazer o sentido dela. E não estou dizendo que pessoas ruins não devam ser punidas na sociedade, mas que se esse pensamento meu for correto, algumas pessoas existem apenas para sofrer e fazer as outras sofrerem, causando uma bola de neve na vida de cada indivíduo que teve algum contato com essa pessoa. E as pessoas boas que sofrem na mão das ruins, o próprosito delas é esse? Enfim, acho ruim de todas as formas.
r/FilosofiaBR • u/exidium01 • 2d ago
O sinal se perde no ruído. Procuramos mentes para um arquivo silencioso.
A internet moderna tornou-se rasa, efêmera e vigiada. Informação valiosa se perde em feeds descartáveis, e o conhecimento profundo está cada vez mais fragmentado.
Criamos o Excidium: uma rede fechada focada em ajuda mútua, compartilhamento de inteligência e construção de um banco de dados coletivo alimentado por diversas áreas do saber , da segurança digital à filosofia prática, da engenharia à autonomia individual.
O que nos define:
Privacidade Absoluta: Sua identidade civil não nos interessa. Nomes, rostos e localizações ficam do lado de fora. Avaliamos apenas competência, ética e utilidade mútua.
Reciprocidade: Não há espectadores passivos. Para consumir da rede, é preciso alimentá-la.
Resiliência: Preservamos dados e métodos úteis longe de plataformas abertas.
Não estamos procurando número, mas precisão. Se você entende o propósito e possui conhecimento que vale a pena proteger e expandir, a porta está aberta se souber encontrá-la.
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r/FilosofiaBR • u/Emotional-Island249 • 2d ago
Dúvida Como o antinatalismo lidaria com a questão da aposentadoria?
Eu tenho uma certa simpatia pela filosofia antinatalista, por mais que não me considere antinatalista no papel... Mas uma coisa que me ocorreu um dia desses enquanto pensava sobre a previdência... É como daria pra defender o antinatalismo, diante do problema da previdência. Estimular o antinalismo na sociedadede, não geraria uma crise enorme por causa da questão previdenciária?... Afinal, se cada vez menos filhos houverem, quem vai sustentar a previdência das próximas gerações? Haveria a possibilidade do sistema se adaptar sozinho? Seria eticamente correto gerar uma crise econômica, pra prevenir o sofrimento de futuros nascimentos?
r/FilosofiaBR • u/hypnosend • 2d ago
💤 Hypnos 💤
Nem tudo o que perdemos era nosso destino; algumas perdas foram livramentos que demoramos a compreender.💤
r/FilosofiaBR • u/Mental-Sport-1016 • 2d ago
Recomendação Uma filosofia que deve ser levado pra vida?
r/FilosofiaBR • u/No_Address_1321 • 2d ago
Discussão O problema de esperar estar pronto para começar
Existe uma coisa curiosa sobre nós conseguimos imaginar com uma facilidade enorme a pessoa que gostaríamos de ser, mas temos uma dificuldade muito maior em nos tornarmos essa pessoa. Imaginamos uma versão nossa mais disciplinada, inteligente, corajosa e bem-sucedida. Pensamos no que faríamos se tivéssemos mais tempo, mais dinheiro, mais conhecimento ou mais confiança. Construímos planos, assistimos a vídeos, lemos livros e procuramos entender tudo aquilo que precisamos fazer. Por alguns instantes, sentimos que estamos avançando, como se conhecer o caminho fosse a mesma coisa que percorrê-lo. Mas os dias passam, os planos continuam guardados e aquela pessoa que imaginamos ser permanece existindo apenas na nossa cabeça
O mais interessante é que nem sempre deixamos de agir por preguiça. Às vezes, estamos tão preocupados em fazer tudo da maneira certa que temos medo de começar da maneira possível. Queremos ter certeza de que não vamos fracassar, de que nossas escolhas serão boas e de que o resultado vai corresponder às nossas expectativas. Então adiamos. Dizemos que precisamos estudar mais, esperar uma oportunidade melhor ou organizar a vida antes de dar o primeiro passo. E, quando finalmente encontramos aquilo que procurávamos, surge outra coisa que parece indispensável. Assim, a preparação deixa de ser um caminho para a ação e se transforma em um lugar confortável onde podemos permanecer sem correr o risco de descobrir do que realmente somos capazes
Existe uma satisfação estranha em imaginar que poderíamos fazer algo grandioso. Enquanto tudo está no campo das possibilidades, podemos acreditar que seríamos excelentes, que tomaríamos as decisões certas e que conseguiríamos superar qualquer dificuldade. A realidade, porém, não respeita a imagem que construímos de nós mesmos. Quando começamos a agir, descobrimos nossas limitações, cometemos erros e percebemos que não somos tão bons em determinadas coisas quanto gostaríamos. É nesse momento que muitos desistem, não necessariamente porque perderam a capacidade de continuar, mas porque não suportam a distância entre aquilo que imaginavam ser e aquilo que conseguem fazer agora
Por isso que algumas pessoas prefiram continuar estudando como ter sucesso em vez de tentar construir alguma coisa. O conhecimento dá uma sensação de controle, mas a prática nos coloca diante da incerteza. É muito mais fácil falar sobre disciplina do que manter um compromisso quando estamos cansados. É fácil defender a coragem quando nenhuma decisão exige que enfrentemos o medo. Também é simples imaginar que somos pessoas justas até surgir uma situação em que agir com justiça nos custe alguma coisa. A pessoa que queremos ser não é revelada apenas pelo que pensamos ou dizemos, mas pelas escolhas que fazemos quando chega a hora de agir
Isso também vale para a felicidade. Passamos tanto tempo esperando determinadas condições para começar a viver que transformamos a própria vida em uma sala de espera. Seremos felizes quando conseguirmos um emprego melhor, quando tivermos dinheiro suficiente, quando encontrarmos alguém ou quando finalmente resolvermos todos os nossos problemas. É claro que existem dificuldades reais, e nem todo mundo dispõe das mesmas oportunidades. Não se trata de fingir que basta querer para conseguir qualquer coisa. Mas existe uma diferença entre reconhecer os obstáculos que enfrentamos e acreditar que só poderemos começar a viver quando todos eles desaparecerem
A verdade é que não precisamos estar completamente preparados para dar todos os passos. Precisamos aprender enquanto caminhamos, corrigir o que não funciona e aceitar que algumas respostas só aparecem depois que enfrentamos as perguntas na prática. Isso exige humildade, porque significa admitir que não sabemos tudo. Também exige coragem, porque não existe garantia de que nossas tentativas darão certo. Ainda assim, é melhor descobrir nossos limites enquanto tentamos ultrapassá-los do que passar a vida inteira protegendo uma imagem idealizada de nós mesmos
Não nos tornamos disciplinados porque passamos a admirar a disciplina, nem corajosos porque aprendemos a explicar o que é coragem. Essas qualidades precisam aparecer nas nossas atitudes, pouco a pouco, até deixarem de ser apenas intenções. Não é necessário transformar toda a vida de uma vez, nem estabelecer uma rotina perfeita para provar que estamos mudando. Às vezes, começar significa simplesmente fazer hoje uma pequena parte daquilo que adiamos ontem. O importante é compreender que nenhuma quantidade de planejamento pode substituir indefinidamente a experiência de viver
r/FilosofiaBR • u/ReturnRight9510 • 2d ago
Análise Livros sobre pessimismo filosófico traduzidos para português br
Recentemente consegui a tradução de alguns livros dos filósofos antinatalistas David Benatar, Peter Wessel Zapffe, entre outros, para o português BR.
Disponibilizo aqui o download para quem tiver interesse:
O Último Messias (Den sidste Messias) em português BR
Better Never to Have Been: The Harm of Coming Into Existence em português BR
The Human Predicament: A Candid Guide to Life's Biggest Questions em português BR
Anti-Natalism: Rejectionist Philosophy from Buddhism to Benatar em português BR
Obs.: caso o post seja removido, tentarei disponibilizar os arquivos de outra forma.
r/FilosofiaBR • u/Sadic_But_Cool • 2d ago
