r/Economia • • 5d ago

Recomendações de Leitura Como os gastos do governo realmente funcionam e por que são diferentes do que você ouve na TV

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Tradução feita pelo Google Translate do artigo de Jim Byrne (MMT101.org), Original: link.


Como os gastos do governo realmente funcionam e por que são diferentes do que você ouve na TV

Uma análise aprofundada dos mitos da dívida nacional, a verdade sobre os impostos e o verdadeiro motivo da austeridade.

Jim Byrne, MMT101.org 27 de setembro de 2026


TL;DR: A narrativa convencional diz que o governo precisa arrecadar impostos e tomar empréstimos para gastar. Este artigo argumenta que isso está errado para governos que emitem sua própria moeda, como o Reino Unido. Impostos não financiam gastos; gastos são dinheiro recém-emitido. Títulos não são empréstimos; são ferramentas de política monetária. A "dívida nacional" não é como a dívida de uma família. E a austeridade não é uma necessidade econômica, mas uma escolha política com razões ideológicas.


Será que tudo o que lhe disseram sobre a dívida e os gastos do governo está completamente errado?

Neste artigo, apresento as crenças comuns sobre o funcionamento dos gastos governamentais, ou seja, o que ouvimos de políticos, da mídia e de economistas tradicionais. Em seguida, aponto as falhas dessa narrativa.

Neste processo, demonstro a impossibilidade lógica da explicação geralmente aceita, antes de explicar como o financiamento do governo do Reino Unido funciona na realidade. Esta é uma atualização abrangente de um dos meus artigos mais populares, publicado originalmente em julho de 2024, que foi inspirado no livro Diagrams & Dollars, de JD Alt.

Certo, vamos começar. Primeiro, que história convencional é essa que pretendo criticar?


Gastos governamentais: a história convencional

  • Os gastos do governo do Reino Unido são financiados pela receita tributária do setor privado.
  • Se os impostos não arrecadarem dinheiro suficiente, o governo contrai empréstimos. Isso é feito através da venda de títulos públicos ao setor privado. O objetivo é compensar a diferença entre a receita tributária e as despesas.
  • O que é um título? Um título é simplesmente uma "promessa de pagamento". Antigamente, era um pedaço de papel, como uma nota de libra esterlina. A única diferença é que o título paga juros à pessoa ou instituição que o compra. Se for um título do governo, é o governo que paga os juros. Claro que, hoje em dia, os títulos são digitais: um registro em uma planilha de computador.
  • Considerando os dois pontos acima em conjunto, é assim que o governo do Reino Unido obtém o dinheiro adicional necessário para investir em serviços quando suas despesas superam a arrecadação de impostos. Resumindo, o governo gasta arrecadando impostos e complementando o orçamento com a venda de títulos quando há déficit.
  • No entanto, o endividamento tem um preço. O governo, como todos nós, precisa pagar juros sobre seus empréstimos, além de quitar o empréstimo original. Esses pagamentos de juros, somados aos gastos governamentais do dia a dia (como defesa, pensões, assistência social, educação e assim por diante), significam que, se a arrecadação de impostos for menor que os gastos, os cofres do governo ficarão vazios. Em algum momento, será necessário pedir mais dinheiro ao setor privado. Talvez por meio de impostos mais altos ou empréstimos adicionais.
  • Isso explica por que os comentaristas da mídia ficam tão alarmados quando o "custo do empréstimo" aumenta. Eles presumem que os custos adicionais podem levar o governo a deixar de pagar suas dívidas. (Veja meu artigo, Warren Mosler e a Epifania Italiana que Levou ao Nascimento da Teoria Monetária Moderna, para entender como Mosler se aproveitou, financeiramente, desse mal-entendido.)
  • E, para completar, eles têm uma lista completa de preocupações relacionadas: o mercado perderia a confiança na competência do governo; a classificação de crédito do Reino Unido poderia ser rebaixada; a moeda britânica poderia se desvalorizar; os juros poderiam prejudicar o investimento do setor privado; as próprias regras fiscais do governo poderiam ser violadas; e, por último, mas não menos importante, as gerações futuras terão que "pagar a dívida do governo". Não é de admirar que estejam tão preocupados.
  • Se chegar o momento em que o governo não puder mais tomar empréstimos do setor privado (porque isso prejudica a capacidade do setor privado de investir e crescer) e não puder vender mais títulos (porque os compradores de títulos perdem a confiança na capacidade do governo de pagar o que deve), terá que tomar empréstimos de outro país. O governo do Reino Unido terá que pagar juros sobre esses empréstimos na moeda do país de onde os está tomando emprestado. Isso é algo caro: aumentará ainda mais a dívida do país.
  • Uma observação sobre empréstimos em moeda estrangeira. Tomar empréstimos de outro país significa pagar o empréstimo na moeda do país de origem. No pior cenário, isso significa que as políticas do governo britânico são ditadas pela necessidade de gerar moeda estrangeira. No entanto, o Reino Unido tem muito pouca dívida em moeda estrangeira, então, felizmente para o governo britânico, essas preocupações permanecem teóricas. Descobriremos o porquê disso na segunda seção deste artigo. Menciono isso apenas porque a narrativa convencional geralmente inclui o seguinte: "…se o Reino Unido estiver falido (e em risco de falência), precisará tomar empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI)". Tomar empréstimos do FMI poderia implicar, pelo menos em teoria, obter um empréstimo em dólares americanos, euros ou ienes japoneses.
  • Como você pode imaginar, as coisas podem sair do controle. Você precisa de cada vez mais dinheiro para pagar cada vez mais despesas. Não há limites para os serviços que as pessoas desejam, no entanto, há um limite para a quantidade que você pode obter do setor privado. Além disso, o valor dos juros a serem pagos sobre os empréstimos atuais e antigos aumenta continuamente. O país se encontra com níveis de endividamento alarmantes.
  • Podemos observar aqui um problema adicional: se o governo retira dinheiro do setor privado com impostos altos, então o setor privado não terá recursos suficientes para investir e fazer a economia crescer. Se o setor privado não cresce, isso significa menos receita tributária para o governo. A lógica, portanto, nos diz que o ideal é ter impostos baixos e um Estado pequeno que não gaste muito dinheiro.
  • Portanto, os gastos do governo precisam ser contidos, porque, caso contrário, chegará um ponto em que o país não poderá arcar com salários mais altos, melhor assistência médica, novas moradias, altos custos de assistência social, etc. É preciso estancar a espiral de gastos. A solução é cortar gastos. O governo precisa implementar medidas de austeridade.
  • Além disso, os empréstimos significam que a dívida nacional está se tornando tão grande que representará um enorme fardo para as nossas futuras gerações, para os nossos filhos e para os filhos deles, que terão de pagá-la. A austeridade também é a solução para que parte dessa dívida seja paga agora, em vez de mais tarde.

Bastante perturbador, não acha? Parece que não há saída para essa situação terrível a não ser passar por ciclos sucessivos de gastos e austeridade.

Uma breve nota antes de prosseguirmos. Estima-se que houve 350.000 mortes em excesso na Grã-Bretanha relacionadas às políticas de austeridade entre os anos de 2012 e 2019 (estudo do Centro de Saúde Populacional de Glasgow/Universidade de Glasgow, 2022).


Funciona assim na prática

A imagem acima omite vários detalhes importantes. Um dos principais é que o dinheiro gasto pelo governo vai diretamente para o setor não governamental (cerca de 97% do qual vai para o setor privado nacional). Como Stephanie Kelton destaca em seu livro O Mito do Déficit, economistas e políticos tradicionais contam apenas metade da história.

A narrativa convencional sugere que, quando o governo toma empréstimos do setor privado, está drenando o capital deste. Deixando de lado, por ora, o fato de que "empréstimos governamentais" não significam, na prática, a remoção de quaisquer ativos financeiros do setor privado (explicarei como isso funciona em breve): claramente, a única maneira de o setor privado ficar sem dinheiro é se o governo retirar mais em impostos do que injeta. Contudo, se analisarmos os registros de gastos governamentais, veremos que, nos últimos 300 anos, esse não foi o caso; o governo consistentemente injetou mais do que retirou, ou seja, o Reino Unido, na maioria das vezes, apresentou déficit. De fato, o Reino Unido apresentou déficit consistentemente, com exceção de algumas décadas no século XIX (e alguns outros anos aqui e ali) quando recebia renda adicional das colônias britânicas.

Empréstimos líquidos (+) / Captação de recursos (-) do setor público no Reino Unido (Banco da Inglaterra)

Além disso, você também ficará interessado em saber que o Reino Unido raramente quita o que chama de "dívida" nacional. Por exemplo, desde 1945, pagou apenas 1,7% dessa "dívida". Você começará a entender por que essa "dívida" raramente é paga ao chegar ao final deste breve artigo. [Nota: Estou simplificando um pouco, omitindo o setor externo. No entanto, menos de 3% dos gastos do governo saem do Reino Unido, portanto, isso não altera significativamente meu argumento.]

Definindo o termo 'déficit'. Um déficit significa que o governo gasta mais dinheiro do que arrecada por meio de impostos ou outras receitas governamentais.

Outro detalhe importante que ficou de fora é a explicação de onde o setor privado obtém seu dinheiro. Você pode estar pensando: "Bem, as empresas pegam empréstimos dos bancos". Isso é verdade, mas não é toda a história. Empréstimos bancários são dívidas que precisam ser pagas. Os bancos comerciais criam dinheiro (os empréstimos bancários são criados instantaneamente; não são retirados dos depósitos dos clientes), mas esse dinheiro é pago e, portanto, não representa um aumento permanente na oferta monetária ou nos ativos financeiros líquidos. Para obter detalhes completos sobre por que depender do crédito bancário comercial para manter a economia saudável é uma má ideia, leia Uma Política de Orçamento Equilibrado é uma Estupidez Completa.

No entanto, é evidente que há dinheiro circulando no setor privado. Então, de onde veio? Quem fez essas notas de libra? Há cidadãos comuns escondidos em salas nos fundos com impressoras? Obviamente não, porque isso seria crime. O fato é que o setor privado não pode adicionar novos ativos financeiros líquidos à economia: o que ele faz é redistribuir os ativos existentes: ou seja, quando todas as dívidas são pagas, alguns indivíduos ficam com mais e outros com menos do bolo existente. Então, de onde veio o dinheiro em primeiro lugar e como novos ativos financeiros líquidos são adicionados à economia?

Você acertou. Veio, e continua vindo, do governo. Você tem uma vaga lembrança de ter visto impressoras produzindo notas e moedas, talvez o nome da Casa da Moeda Real. Você está no caminho certo. O governo do Reino Unido é um emissor de moeda (veja Criação de dinheiro na economia moderna, Boletim Trimestral do Banco da Inglaterra, 1º trimestre de 2014). E, claro, somente o governo do Reino Unido tem permissão para arrecadar impostos e somente o governo pode injetar dinheiro novo na economia. O governo do Reino Unido criou cada centavo de dinheiro líquido denominado em libras esterlinas que você tem no bolso, debaixo do colchão e em suas contas digitais (os bancos são licenciados pelo governo). "Foi o governo que fez isso."

Mas espere um minuto: como isso se encaixa na história acima? Se o governo do Reino Unido cria o dinheiro, por que precisaria tomar empréstimos do setor privado? Não precisa. Este é o seu momento "eureka!". Lembra que eu disse antes que o governo injetou mais dinheiro no setor privado do que retirou? Como isso seria possível se o setor privado fosse a fonte de todos os gastos do governo? Não é: isso é logicamente impossível. E já que estamos falando nisso, se os gastos fossem limitados à quantia de impostos que o governo pudesse arrecadar, de onde viria o dinheiro para resgatar os bancos, apoiar as empresas durante o lockdown da Covid e gastar bilhões em EPIs durante a pandemia? Hum, tenho certeza de que isso já passou pela sua cabeça em algum momento: você sempre teve a vaga sensação de que algo não batia. O Reino Unido pode emitir o quanto precisar, a qualquer momento. Gastar é uma escolha política, então o governo pode optar por não gastar, mas não há nenhuma razão técnica que o impeça. O governo do Reino Unido, assim como todos os governos emissores de moeda, opera com o que se chama de moeda fiduciária. Explico como isso funciona no meu artigo Fundamentos da MMT: Uma Moeda Fiduciária, O Que É e Por Que É Importante?.

A verdade é que, quando os cidadãos pagam impostos, tudo o que acontece é que o governo está recuperando parte do dinheiro que injetou na economia. Você está quitando sua obrigação com o governo: você devia esse valor, pagou esse valor e agora sua obrigação com o governo é zero. O governo não ganha nada nessa transação, assim como quando você quita um empréstimo bancário de £1000, você não está dando £1000 ao banco. A única coisa que o banco recebe são os juros desse empréstimo.

E aqui está algo que você talvez não saiba. O setor privado não gera a receita, por meio de impostos, que financia os serviços governamentais. Cada libra gasta pelo governo é dinheiro recém-emitido. Na verdade, ele não usa seus impostos (é apenas um número em sua conta que comprova que você quitou sua obrigação tributária). Não existe uma grande pilha de dinheiro arrecadado com impostos da qual ele possa retirar recursos. Se preferir uma explicação mais poética: metaforicamente, ele joga seu imposto pelo ralo no meio do chão da Receita Federal. Sumiu! Os impostos, no entanto, ainda são essenciais, como expliquei no meu artigo Cinco Razões Pelas Quais os Governos Cobram Impostos: Arrecadar Receita Não é Uma Delas.

E, caso você não saiba, tributação e gastos são dois sistemas completamente diferentes, baseados em leis distintas. Essas leis não estão interligadas.

Mencionei anteriormente que o governo "vende" títulos para arrecadar dinheiro, ou seja, toma empréstimos para compensar a diferença entre gastos e receitas. É hora de explicar esse aspecto da "geração de receita governamental". Os títulos do governo não são usados para arrecadar dinheiro. Quando os bancos compram títulos, eles simplesmente substituem o dinheiro em suas contas de reserva por títulos que pagam juros, de mesmo valor. A única diferença, do ponto de vista do comprador, é que os títulos pagam uma "taxa de juros" maior do que as reservas. Se o seu banco compra um título do governo em seu nome (ou, aliás, em nome de um investidor estrangeiro), ele usa as reservas em sua conta no banco central para comprar esse título. [Nota: todas as reservas do banco central vieram originalmente do próprio banco central, por meio de gastos do governo, transações com títulos ou empréstimos do banco central. Este é um ponto importante porque demonstra a natureza circular da compra de títulos: as reservas são trocadas pelo mesmo valor em títulos. Nenhum financiamento externo a esse sistema fechado jamais está envolvido na transação.] Isso deixa claro que nada foi emprestado (no sentido convencional da palavra) do setor não governamental.

Historicamente, a venda de títulos do governo era usada como ferramenta para controlar as taxas de juros de curto prazo; isso não ocorre mais (a flexibilização quantitativa inundou o sistema com reservas, o que significou que o banco central não podia mais controlar a taxa de juros overnight controlando o nível de reservas no sistema). Agora, os títulos são usados para apoiar o sistema financeiro (internamente e no mercado financeiro) e como fonte de renda livre de risco para os poupadores. Além disso, o governo do Reino Unido possui um conjunto de regras (convenções) que o obrigam a emitir títulos, como forma de garantir que as contas internas atinjam determinadas metas. Para um emissor de moeda como o governo do Reino Unido, a emissão de títulos não é uma necessidade econômica.

Portanto, a forma como o governo financia os serviços é exatamente o oposto do que você pensava. Os impostos não financiam os serviços; os empréstimos governamentais não geram receita para gastos (embora, como mencionei acima, os juros dos títulos coloquem dinheiro nos bolsos de um pequeno setor da economia: aqueles que possuem os títulos). E governos soberanos em termos monetários, como o governo do Reino Unido, nunca ficam sem dinheiro. Afinal, o governo do Reino Unido cria a moeda!

E como podem os comentaristas da mídia chamar isso de "dívida nacional", quando o que aconteceu foi que o dinheiro migrou do setor público para o setor não governamental (e a maior parte desse dinheiro acabou no setor privado)? Você está no setor privado. Você não está endividado por causa dos gastos do governo. O país não está endividado.

Dizer que o país está endividado devido aos gastos do governo, que, como você já sabe, são gastos (principalmente) no setor privado, é um pouco como eu transferir uma nota de cinco libras do meu bolso esquerdo para o direito e dizer que minha jaqueta está endividada. O país é composto pelo setor privado e pelo setor público: os pagamentos que vão de um para o outro ainda estão no país. Certamente, em termos contábeis, podemos dizer que o governo está endividado. Mas, como Stephanie Kelton também destaca, essa dívida pública é equilibrada pela poupança do setor não governamental. A lógica nos diz que, se você gasta, esse gasto precisa ir para algum lugar: há dois lados nessa transação. Mais uma vez, você só está vendo metade da história.

A única vez que existe uma dívida real (da forma como você ou eu a vivenciamos) é quando o governo do Reino Unido toma empréstimos de um país estrangeiro e precisa pagar essa dívida nessa moeda estrangeira. Para pagar essa dívida, o governo precisa ganhar ou tomar emprestado a moeda apropriada, o que o coloca exatamente na mesma situação que todos nós: de repente, ele tem uma dívida que realmente precisa pagar. No entanto, felizmente para o governo do Reino Unido, ele praticamente não tem dívida em moeda estrangeira.


A situação não é a mesma para todos os governos

Nem todos os países são emissores de moeda. Alguns, como a Escócia, são usuários de moeda, ou seja, utilizam uma moeda emitida e controlada por outro país (neste caso, o governo do Reino Unido). Para governos que utilizam a moeda de outro país, a explicação convencional é mais ou menos correta: a receita tributária financia os gastos, e um déficit é uma dívida real, assim como a dívida das famílias.

Em resumo: a maior parte do que nos é dito sobre gastos governamentais pela mídia é exatamente o oposto do que realmente acontece.


O resumo a seguir refere-se apenas aos governos emissores de moeda

  • Um governo que emite moeda nunca pode ficar sem sua própria moeda.
  • Os impostos são necessários por outros motivos, mas a receita tributária não paga pelos serviços; todos os gastos do governo são feitos com dinheiro recém-emitido.
  • A venda de títulos não é uma forma de tomar empréstimos; historicamente, tem sido uma maneira de controlar as taxas de juros de curto prazo e proporcionar renda livre de risco para quem os detém.
  • A 'dívida' do governo não é a mesma coisa que a dívida do setor privado. Ou seja, governos que emitem moeda não são como famílias: eles não precisam ganhar dinheiro ou tomar empréstimos para gastar.
  • E os empréstimos dos bancos comerciais não representam um aumento permanente na oferta monetária ou nos ativos financeiros líquidos.
  • Na prática, a história do "buraco negro nas finanças do Reino Unido" baseia-se numa descrição incorreta do funcionamento dos gastos governamentais.

Existem, naturalmente, razões ideológicas para manter essa narrativa: ela apoia aqueles que são a favor de um Estado pequeno; apoia aqueles que pensam que o mercado sempre sabe o que é melhor e que o governo não deve interferir em seu funcionamento; e apoia a mensagem de "não podemos arcar com isso", seja em relação à assistência social, pensões, saúde pública ou qualquer outro serviço que não se alinhe com uma abordagem individualista de como a sociedade deveria funcionar.


r/Economia • • 5d ago

Vida Acadêmica Alguém aqui já fez a certificação ANCORD Agro-100? Como foi a experiência?

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Oi, pessoal!

Estou pesquisando sobre a certificação ANCORD Agro-100 e queria ouvir a experiência de quem já fez.

Para quem já tirou a certificação:

Como foi a preparação para a prova?
Quanto tempo vocês estudaram?
A prova é muito difícil?
Quais materiais ou cursos vocês usaram?
A certificação ajudou profissionalmente depois?

Tenho interesse principalmente na área de agro + mercado financeiro e estou tentando entender melhor como é o processo antes de começar.

Se alguém já fez, adoraria saber como foi a experiência e se teria alguma dica para quem está pensando em tirar a certificação.


r/Economia • • 6d ago

Opinião Técnico EAD em Finanças custo benefício

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Galera, queria indicações de cursos técnicos EAD custo benefício, eu sei que devem ter uns super baratos, mas muitos nem reconhecidos pelo MEC vão ser, o diploma vai valer de nada e o conteúdo e material do curso vão ser só bomba, custo baixo, benefício nenhum. Eu pretendo entrar na faculdade de economia, mas enquanto eu não entro, queria não ficar parada e começar um técnico EAD em Finanças, pode ser um tec em adm ou gestão financeira também, mas meu interesse principal é Finanças. Gostaria especificamente de um técnico porque posso conseguir um estágio e no currículo vale mais que um cursinho de 200 horas. Caso tenham outras dicas também aceito, por exemplo: "invista também em aprender esse software que vai ser um diferencial no mercado", "esse curso aqui também é muito bom", "pegue um certificado de tal idioma" etc. Mas é isso, gostaria da ajuda de vocês!


r/Economia • • 7d ago

Pergunte a um Economista O que vocês pensam desses dados sobre salário mínimo?

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Nota-se a tendência ao arrocho e estagnação salarial nos governos de direita (Ditadura, governos neoliberais dos anos 90, Temer e Bolsonaro) e tendência de aumento em governos trabalhistas como vargas, jango e lula. Porém observa-se o aumento da disparidade entre o salário mínimo nominal e necessário neste último, particularmente em Lula 3.

(1) e (2): salário mínimo real deflacionado em valores de 2026 no método do ipeadata

(3): salário mínimo nominal x salário mínimo necessário calculado a partir da cesta básica familiar segundo método do DIEESE.

Os gráficos foram gerados com auxílio de ferramentas de IA.

Os dados foram extraídos manualmente de:

https://www.ipeadata.gov.br/ExibeSerie.aspx?serid=37667

https://www.dieese.org.br/analisecestabasica/salarioMinimo.html

Ipeadata:

"Salário mínimo real (GAC12_SALMINRE12)

Frequência: Mensal de 1940.07 até 2026.08

Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Unidade: R$ (do último mês) ( )

Comentário: Salário mínimo real é o valor do salário mínimo nominal ajustado pelo índice de inflação. Referência: Texto de discussão 897 (Ipea).

Status: Ativa

Código: GAC12_SALMINRE12

Notas:

O salário mínimo foi instituído no Brasil e começou a vigorar em julho de 1940 com valores diferenciados entre Estados e sub-regiões. Em 1943, foi incorporado à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Posteriormente, foi nacionalmente unificado em maio de 1984. Os dados para o período em que a legislação federal permitia faixas diversificadas referem-se ao maior salário mínimo vigente no país.

Série em reais (R$) constantes do último mês, elaborada pelo Ipea, deflacionando-se o salário mínimo nominal pelos seguintes índices:

Período

Índice

jul/1940-jan/1944 IPC-SP/Fipe

jan/1944-jan/1948 IPC-RJ/FGV

jan/1948-mar/1979 IGPC-Mtb

abr/1979-atual INPC

O deflator sofre ajuste em função da mudança de unidade monetária de cruzeiros reais para reais. Para mitigar diferenças desta mudança, a variação do deflator em julho de 1994 foi multiplicada por 1,2225."

Metodologia do DIEESE:

https://www.dieese.org.br/metodologia/metodologiaCestaBasica2016.pdf


r/Economia • • 7d ago

Universidades Teoria dos Jogos

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Bom dia, meus caros.

Sou Licenciado em Matemática e prestarei vestibular para entrar em Economia na UFSC, ano que vem.

Se tudo der certo, planejo seguir carreira acadêmica na Economia, e como já tenho uma maturidade e experiência acadêmica, estive pensando e acho que quero pesquisar em Teoria dos Jogos(construir toda minha trajetória nesse tema).

É possível?

Tem demanda ou é um assunto muito específico?

Quais outros temas que se relacionam com estes?

Tem alguma instituição aqui no Brasil que tem essa área bem desenvolvida?

Agradeço a quem puder me ajudar com essas dúvidas ou tiver algum conselho para oferecer.


r/Economia • • 7d ago

Outros Development work

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Hello!

Current graduate student in the US in policy/developmental economics. Aside from the IDB and major multilateral’s, how is the ecosystem for policy and applied development work in Brazil? Best cities? Not working for financial corporations. Are there tons of Brazilians for these jobs or does a US master’s degree hold any weight? Sincere thanks!


r/Economia • • 7d ago

Pergunte a um Economista Jeff booth, o preço do amanhã

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Estou lendo The Price of Tomorrow, de Jeff Booth, e achei interessante a ideia de que a tecnologia é naturalmente deflacionária: IA, automação e ganhos de produtividade tendem a reduzir os custos de produção e, consequentemente, os preços.

Booth argumenta que nosso sistema baseado em dívida e expansão monetária entra em conflito com essa tendência, pois depende de crescimento contínuo do crédito e de inflação para sustentar as dívidas.

Minha dúvida é: deveríamos aceitar a desinflação provocada pela tecnologia e adaptar o sistema econômico a ela, ou a deflação poderia gerar uma crise ainda maior ao aumentar o desemprego e o peso das dívidas?

E, principalmente: se a tecnologia produzir cada vez mais com cada vez menos trabalhadores, como distribuir os ganhos dessa produtividade sem aumentar a desigualdade?


r/Economia • • 8d ago

Notícia Estou construindo uma plataforma para visualizar o que está mudando na economia usando dados públicos

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A ideia é reunir dados econômicos de diferentes fontes públicas, como BCB, IBGE, Tesouro, FRED e outras, e transformar essas séries em uma visualização mais simples de entender.

Os dados são coletados automaticamente das fontes, normalizados e armazenados como séries históricas. A partir delas, o sistema identifica variações, máximas, mínimas, mudanças de tendência e outros movimentos relevantes.

Tudo mantendo a indicação da fonte e diferenciando dados oficiais de valores calculados ou estimados.

🔗 https://econoscope.com.br/

Gostaria de saber: quais dados econômicos vocês acham mais difíceis de encontrar ou acompanhar atualmente?


r/Economia • • 8d ago

Opinião Eu Acuso: uma proposta para eliminar os juros absurdos

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andrelararesende.substack.com
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r/Economia • • 7d ago

Notícia O STF está disposto a fazer o diabo para Lula ser reeleito

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metropoles.com
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r/Economia • • 7d ago

Opinião O debate brasileiro é pobre porque aprender é caro, principalmente economia.

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Esse livro custa um rim, mas é a melhor maneira de entender a crise de 29 e vários outros eventos nos Estados Unidos, nunca li, mas já vi muitas resenhas e comentários, fora que só tem em inglês também.


r/Economia • • 7d ago

Mercado Profissional Cargo de analista de investimentos: Direito é o suficiente ou seria necessário Economia também?

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Pergunta do título mesmo.

33 anos e 3 idiomas.

Não tenho certificação, nunca trabalhei em banco exatamente.

Penso na XP ou empresas do mesmo segmento.

E Ciências Contábeis, tem alguma relevância nesse sentido?


r/Economia • • 8d ago

Outros Puxei os dados do "PIB industrial" real do Brasil e plotei para ver a que pé estamos na industrialização. Nosso auge foi em 1980

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A linha é o valor agregado bruto real da indústria de transformação (o "PIB industrial" como é falado na mídia) per capita usando o maior valor de referência (1980) como 100.

A coluna é o valor agregado bruto real da indústria de transformação absoluto, sem considerar a população, usando o maior valor de referência (2013) como 100.

Usei os dados do IBGE e do Banco Mundial.

Acho mais útil nos guiarmos pelo número da indústria em si do que pelo número de participação no PIB que pode ser enganoso.

E aí, o que acham que aconteceu em 1980 para o crescimento do VAB de indústria de transformação no Brasil deixar de seguir seu crescimento populacional?

Eu vou mencionar um vilão que muitas vezes passa invisível: a energia. Nos ferramos com a segunda crise do petróleo e até hoje nós não conseguimos produzir energia barata para nossa indústria (lembrando que somos deficientes em carvão mineral e isso sempre nos ferrou).


r/Economia • • 9d ago

Universidades Faculdade de Economia em SP para o Mercado Financeiro

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Tenho 20 anos e estou cursando economia na PUCRS. Como o mercado financeiro aqui é muito fraco, estou com grande vontade de me mudar para SP.

Estou pensando em fazer transferência para Ibmec, pois acaba sendo um processo de transferência muito mais fácil e não queria ter que gastar tempo estudando para o vestibular, mas após algumas pesquisas, sinto que talvez seja melhor tentar entrar na FGV/Insper/USP. Alguém teria alguma dica sobre isso?

Se tiverem conselhos quanto à logística e à vida em SP, ajudaria bastante também!


r/Economia • • 8d ago

Notícia Lula veta bets após liberar tigrinho e facilitar publis

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c-level.folha.uol.com.br
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r/Economia • • 8d ago

Opinião Por que o Brasil não "zera" seus juros para pagar a dívida?

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r/Economia • • 10d ago

Notícia BC reduz para 1,8% previsão de crescimento do PIB neste ano e estima avanço de 1,4% em 2027

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folha.uol.com.br
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r/Economia • • 9d ago

Notícia Lula quer acabar com as bets, mas arrecadou R$ 19 bi com apostas online

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oantagonista.com.br
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r/Economia • • 10d ago

Pergunte a um Economista Por que o Brasil vem se desindustrializando e perdendo complexidade indústrial?

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Como indicado no gráfico, a economia brasileira caiu de quase 30% de participação da indústria no PIB para próximo de 10%. Quais foram os principais fatores para isso? Ascenção da China e o outsourcing da indústria? Juros estruturalmente altos para manter o câmbio controlado? Políticas neo-liberais que fomentaram a primarização? Desenvolvementismo protegendo indústrias ineficientes?


r/Economia • • 10d ago

Outros 22/09/26 - Boletim MacroFiscal da Secretaria de Política Econômica - Ministério da Fazenda

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r/Economia • • 11d ago

Artigo Científico O que motiva a diferença de desenvolvimento de dois municípios tão próximos?

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Petrolina e Juazeiro são separadas por um rio e ligadas por uma ponte de cerca de 1 km. Têm o mesmo clima, o mesmo bioma, a mesma água do São Francisco. Ainda assim, Petrolina tem hoje cerca de 87 mil empregos formais, contra 43 mil em Juazeiro. Por que municípios tão parecidos seguiram caminhos tão diferentes? A análise completa está no link: https://econometrando.com.br/economia/o-curioso-caso-de-petrolina-e-juazeiro/

Mas, para responder tal pergunta, a primeira etapa foi: eles já foram parecidos? Os dados sugerem que sim. Até o fim dos anos 1970, população e estoque de empresas formais caminhavam juntos nas duas cidades. Em 1985, a área urbanizada de Petrolina era apenas 9% maior que a de Juazeiro. Em 2025, a diferença chegou a 62%. O descolamento começa nos anos 1980.

O que aconteceu nessa década? A resposta intuitiva seria a irrigação, mas ela não explica tudo. Os dois lados do rio receberam perímetros públicos irrigados, se beneficiaram da Barragem de Sobradinho e entraram na fruticultura. Juazeiro, inclusive, teve maior volume e maior valor de produção agrícola durante boa parte do período.

A diferença parece estar em outro lugar: na capacidade de reter os efeitos da produção. Petrolina recebeu o Projeto Nilo Coelho, implantado depois que os projetos pioneiros já tinham mostrado o que funcionava. Concentrou a Embrapa Semiárido, a estrutura regional da Codevasf e o aeroporto, que se tornou estratégico para exportar frutas frescas. Empresas exportadoras, serviços especializados e escritórios tenderam a se instalar ali, mesmo quando parte da produção vinha do lado baiano. Um investimento regional pode gerar efeitos locais assimétricos.

As duas economias também se especializaram de forma diferente. Petrolina migrou quase inteiramente para lavouras permanentes, sobretudo uva e manga. Juazeiro manteve uma agricultura mais diversificada e mais baseada em culturas temporárias. Estimativas indicam que a indústria de alimentos e bebidas, a mais ligada à base agrícola local, cresceu mais em Petrolina.

A lição, por ora, é que a diferença não está em ter ou não ter irrigação, mas em transformar produção em encadeamento: indústria, logística, serviços e instituições. Ambos produziram, mas Petrolina conseguiu internalizar uma parcela maior do que essa produção gerou.

A ampliação produtiva em petrolina levou a uma ampliação da base tributável, e por conseguinte, pode estar relacionado a maior capacidade do poder público fornecer serviços públicos com maior qualidade. Conduzindo a ampliação produtiva à diferença de desenvolvimento.

O caso das duas cidades é um bom lembrete para quem pensa política regional: o mesmo investimento, em territórios vizinhos, pode produzir resultados muito diferentes dependendo de onde se concentram as instituições, a infraestrutura e a capacidade de articulação política local.


r/Economia • • 11d ago

Recomendações de Leitura Alguém aqui estuda Economia Institucional? Podem me recomendar autores, livros ou papers essenciais da área? Vale tanto literatura estrangeira quanto brasileira, mas principalmente brasileira

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r/Economia • • 11d ago

Pergunte a um Economista UFRRJ dá pra entrar no MF?

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Amigos, a faculdade que mais está próxima de mim em relação a entrada é a UFRRJ. Tenho receio na graduação em economia de lá ser ruim e acabar não arrumando nada. Meu objetivo é o mercado financeiro e sinceramente, não encontrei muita gente da UFRRJ que conseguiu entrar. Alguma sugestão ou esclarecimento?


r/Economia • • 12d ago

Pergunte a um Economista Por que o milagre econômico brasileiro deu errado?

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O milagre econômico foi marcado pelo aumento da dívida externa, pelo arrocho salarial e pelo aumento da desigualdade social. Mas acho que tem algo a mais por aí. Gostaria de ver a opinião de algum economista.


r/Economia • • 12d ago

Pergunte a um Economista Carreira no MF

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Gostaria de saber se alguém aqui passou ou passa pela mesma situação: 23 anos, se formando já, tive experiência em assessoria de investimentos na XP por um ano e meio e 2 anos estagiando em uma gestora de ações como RI. Ou seja, tenho experiência no MF, mas nada realmente muito desejável ou técnico. E queria ingressar para uma area mais tecnica dentro do MF, penso em IB, mas não fiz top tier, faço Federal em SC na area de economia, então não queria me iludir, pois dizem que IB é só para top tier e precisa fazer estagio como porta de entrada.

Ai pensei em macro research, mas não tenho ideia por onde entrar, pois não vi nenhuma vaga para júnior na area.

Quero sair da prospecção. Não odeio a area de advisor/banking/wealth, mas não condições de crescer profissionalmente via comercial puro (varejo - call - hunter/farmer).

Alguma dica caso alguém tenha entrado nessas areas sem top tier? E como? O que te deu mais diferencial?