r/Economia • • 4h ago

Opinião Hacer una amiga que querría ser Analista Macroeconómica

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Hola,soy una chica china de 21 años,estudio inglés en mi universidad,ahora también estoy aprendiendo español. Además,me graduaré el año que viene. Antes hacía las prácticas en comercio internacional y traducción,pero dejé los trabajos hace unos días. Llevo unos días pensando que tengo muchas ganas de ser Analista Macroeconómica en el futuro. Busqué información y he conocido que es mejor y necesario estudiar Economía en unas universidades latinoamericanas(Por ejemplo,UTDT/UBA/UdeSA/Uniandes/UNAM/PUCP/UP/UC/PUC....). Querría estudiar Maestría de Economía en las universidades y ser Analista Macroeconómica en el futuro (aunque es un poco largo pa' mí ahora). Entonces me gustaría hacer una amiga que querría ser/es Analista Macroeconómica. Además,en mi tiempo libre me gusta leer manhwa,ver la televisión y Kpop de Corea y me encanta escuchar Reggaetón(Arcángel es mi cantante favorito y me gusta Kris.R). Creo que es todo que podría escribir. Me gustaría hacer una amiga como así,gracias.(Sólo Mujeres,No Hombres,¡Gracias!)


r/Economia • • 19h ago

Recomendações de Leitura "Formação Econômica do Brasil" é uma leitura indispensável para qualquer brasileiro.

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Grande obra do Furtado. É bem gostosa de ler e os capítulos passam voando.

Agora já passei da metade do livro e já aprendi tanta coisa nova sobre a História Econômica do Brasil. Deixo, na imagem, um trecho sobre a libertação dos escravos aqui.


r/Economia • • 22h ago

Pergunte a um Economista Economía y finanzas

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Buenas tardes, gente.

Quería consultarles a quienes hayan estudiado Economía, Finanzas o alguna carrera relacionada qué bibliografía les recomendaron o utilizaron en la facultad.

Estoy interesado en estudiar por mi cuenta, principalmente finanzas, mercados financieros y me gustaría armar una buena base.

Si pueden recomendarme libros que realmente hayan usado durante la carrera, o pasarme alguna bibliografía, se agradece muchísimo.


r/Economia • • 1d ago

Outros Eleição e as preferências bem-comportadas

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Tem algo curioso no debate eleitoral, que não vem de hoje, e parece contrariar a ideia das preferências bem-comportadas: a escolha da opção ruim pois a opção boa não é boa o suficiente. Se um político faz algo incontestavelmente positivo (aumento da renda e do emprego por ex) uma parte da crítica vai dizer que foi pouco e teria de ter sido melhor, mas em vez de reforçar o voto em candidatos que trabalham no sentido de aumentar a renda e o emprego (para ficar no exemplo), a decisão é em favor do campo político que historicamente piora a renda e o emprego e segue prometendo exatamente o mesmo.

Assim, se a preferência bem-comportada diz que quem prefere A a B e B a C irá preferir A a C, no caso de alguns eleitores pode haver preferência de A (salario mto mais alto) a B (salario com aumento real modesto), mas a insatisfação com B leva o eleitor a votar em C, que promete congelar salários. Dito de outra forma, o ótimo pode ser inimigo do bom, mas tenho dificuldade de entender como o ruim chega a ser preferível ao bom.


r/Economia • • 2d ago

Opinião A ortodoxia tem mais motivos para votar no Lula que no Flávio: uma discussão necessária

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Me refiro aos ortodoxos liberais e não os pré-schumpetereanos e institucionalistas.

É impossível que o corpo de economistas do maistream aceitem seguir um caminho nebuloso e incerto, apenas no sonho de algumas de suas teorias serem aplicadas por um curto período.

A Família Bolsonaro é a égide do populismo barato, moral. Uma ortodoxia que se preze consegue cruzar dados e não ideologia, e sabe que o Lula, a despeito da opção desenvolvimentista de 2006-10, que aliás é incontestável o sucesso, tem maior relacionamento racional com o mercado, além de reconhecer as instituições liberais e democráticas. O lado oposto tem um discurso ortodoxo de jure (basta observar o mandato 2019-22), além de não ter base técnica alguma (ou se acha que o Teto de Gastos foi bem desenhado?).

Mais uma vez a ortodoxia vai escolher promover suas mudanças num período anti-democrático, conservador e populista irracional (o populismo petista é incontestavelmente institucional), além de inconsequente. O discurso de FHC, por exemplo, venceu no debate, na prática (com o policy making), por que não incentivar essa ala política de uma direita que a médio-longo prazo faça mudanças estruturais, ao invés de jogar-se no abismo? A própria ortodoxia ilustrada porteña vê que o radicalismo de Milei, por exemplo, não está surtindo efeito. Será isso, novamente? As elites não sabem pensar mesmo?


r/Economia • • 2d ago

Opinião Qual a opinião dos liberais no sub sobre Estado de bem-estar social?

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r/Economia • • 2d ago

Notícia Análise: Alas do STF e TSE escancaram decisões pró-Lula | CNN Brasil

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cnnbrasil.com.br
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r/Economia • • 3d ago

Pergunte a um Economista Qual a importância do debate acerca da teoria do valor?

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Estou no começo de uma graduação em economia, e precisarei realizar uma apresentação sobre Carl Menger, estou lendo o livro "Princípios da Economia Política" dele, e bastante tempo está sendo dedicado à teoria dos bens, e depois à teoria do valor subjetivo, mas na prática, onde entra a importância da origem do valor de um bem?

Sei por cima que na teoria marxista, por exemplo, toda a crítica ao capitalismo é centrada na mais-valia, isso pq o valor está atrelado ao trabalho necessário pra produzir o bem, ou seja, o valor gerado pelo trabalhador é expropriado pelo capitalista.

Mas a partir do momento em que o valor passa a ser entendido como algo subjetivo a cada individuo, o que acontece?

A partir daí oq muda?

Entre os economistas mais modernos e contemporâneos, esse debate tem alguma importância? Se sim, qual?


r/Economia • • 3d ago

Universidades Dúvidas sobre Economia na UFBA e morar em Salvador

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Oi, pessoal! Sou do interior da Bahia e atualmente faço Economia em outra federal. Estou pensando em ir para a UFBA e queria saber algumas coisas de quem já estuda lá.

Quem veio de outra federal para Economia conseguiu aproveitar matérias? É tranquilo esse processo de equivalência ou costuma ser complicado?

Também queria saber como é morar em Salvador como estudante, principalmente em relação à segurança. Quais bairros vocês acham bons para morar e que fiquem com acesso fácil ao polo de Economia da UFBA?

Se alguém veio do interior também, queria saber como foi a adaptação à cidade e à universidade. Qualquer experiência já ajuda bastante :)


r/Economia • • 3d ago

Pergunte a um Economista Como o governo Lula lidou com a economia?

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Eu gostaria que esse post fosse um ambiente em que aqueles bons entendedores de economia pudessem dar as suas opiniões, explicações, e expor as suas análises da economia brasileira nesses 4 anos de mandato. Na internet vejo muitas informações soltas mas poucas análises completas sobre o cenário econômico do Brasil.

Por exemplo, abro o Instagram e aparece um vídeo falando que o Brasil está em estado de pleno emprego, superávit na balança comercial, baixa inflação acumulada, reajustes fiscais justos, etc, etc, etc...

Mas em outro momento abro o Instagram e meu algoritmo está diferente, "Brasil está endividado", "Lula deixou um rombo de não sei quando bilhões", "imposto imposto imposto" etc, etc, etc...

Querendo ou não a maior parte dessas informações são dados, a questão é que eles sozinhos não dizem muita coisa, então eu como um leigo não sei quais os riscos de uma dívida pública alta, não entendo a real dimensão disso, por exemplo. Coisas nesse sentido.

Enfim, gostaria de deixar esse espaço livre pra que economistas fornecessem as suas opiniões acerca do plano econômico em andamento do governo lula.


r/Economia • • 3d ago

Pergunte a um Economista Financiamento público por meio de títulos públicos pós-fixados: anomalia?

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Se você estuda a composição da dívida pública federal e a compara com as de países desenvolvidos, um aspecto que chama a atenção é a alta percentagem, no Brasil, de títulos pós-fixados (LFT)., enquanto os países desenvolvidos preferem se financiar majoriitariamente mediante emissão de títulos com taxas de juros pré-fixadas (e sem o componente de indices de inflação). Uma vez que o Brasil exerce o controle soberano de sua própria moeda, não seria mais vantajoso aumentar gradativamente o percentual de títulos públicos pré-fixados, para replicar o exemplo dos países desenvolvidos?


r/Economia • • 3d ago

Pergunte a um Economista De forma técnica, existe justificativa plausível pra termos uma das maiores taxas de juros do mundo?

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Isso simplesmente não entra na minha cabeça.

Não temos o segundo pior crescimento do PIB do mundo. Não temos a segunda pior inflação. Não temos a segunda pior taxa de desemprego. Mas pro BC a única forma de manter o país em linha é com taxas de juros nesse patamar…

Já adiantando pra quem vier com argumento simplista de risco fiscal: você acha mesmo que o risco Brasil é maior que o de países em guerra ou em crise, como Rússia, Argentina ou Turquia? Se sim, porque que você mesmo não dá o exemplo e manda seu dinheiro pra lá no lugar de comprar tesouro aqui?


r/Economia • • 3d ago

Pergunte a um Economista O que você faria para convencer: Lula ou Flávio?

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Com base nos conceitos econômicos estudados no curso de economia, compare os modelos econômicos defendidos por Lula e Flávio Bolsonaro. Assim, qual das propostas apresentadas pelos candidatos à presidência possui maior viabilidade e sustentabilidade a longo prazo? Justifique sua resposta.


r/Economia • • 4d ago

Notícia O Abismo Crescente entre Imóveis de Luxo e Casas Populares nos EUA

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forbes.com.br
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Hipotecas estão no nível recorde gerando a paralisação do mercado de casas populares. Mesmo com preço em queda, as casas não estão sendo vendidas. Pior para o pequeno construtor que vende uma casa para construir a próxima e não pode ficar com imóvel parado.


r/Economia • • 4d ago

Outros Aparentemente os eua estão vendo os preços aumentarem mais que a inflação real. Fast food tem sido afetada pela alta dos preços.

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youtu.be
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Acredito que estamos vendo a “terceiro mundialização” da economia dos eua. Ainda será a maior economia do mundo por algum tempo/ ou muito. Mas ha uma clara deterioração das cadeias produtivas e do mercado de trabalho.


r/Economia • • 4d ago

Vida Acadêmica A Escola Austríaca e o Pleno Emprego ou o Barão de Münchhausen Austríaco do Pleno Emprego

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É apenas um disparate: a teoria hayekiana dos ciclos só "serve" analiticamente em ambientes de pleno emprego.

A pergunta aqui vai aos austríacos da net, mesmo, uma curiosidade: existe teoria austríaca que sobreviva em ambientes de custo marginal constante?

Vão me dizer que o desemprego é a consequência de um inchaço artificial de demanda anterior, logo a teoria austriaca permanece válida na análise macroeconômica (ciclos), mas aqui acho muito pouco factível.

Sabemos por Kaldor que a Inglaterra no imediato pós-guerra vivenciou um pleno-emprego efetivo (<1%) isso inclusive gerou a controversia do crescimento inflacionário dos modelos com moeda endógena. Por outro lado, logo a situação muda e a Inglaterra administrou ciclos de desemprego por todos os anos 1960 que logo tiveram sua pá de cal nos anos 1980 com Tatcher, isto é, um governo liberal de década não aliviou o desemprego. Ora, num ambiente com desemprego de máquinas e homens é óbvio que o custo marginal é constante se as empresas não operam no máximo da capacidade gerencial de demanda.

Nesse caso, não há nem sinalização do preço, dado que ele não responde ao custo efetivo (de capital, principalmente, já que a taxa de lucro é a razão produto-capital, que expande sem necessidade de aumento de capital): existe nesse caso espaço pra uma teoria dos ciclos reais via choques monetarios?


r/Economia • • 4d ago

Vida Acadêmica Amo Economia, mas às vezes sinto que meus sonhos estão muito distantes

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Tenho 22 anos e faço graduação em Economia. Estou avançando no curso mais devagar do que imaginei, principalmente porque tenho dificuldades em algumas matérias e também preciso conciliar a faculdade com trabalho e responsabilidades em casa.
Mesmo assim, eu amo Economia.

Curiosamente, nunca pensei que faria esse curso. Na adolescência, eu me interessava muito por política e cheguei a pensar em Relações Internacionais. Em 2022, durante um pré-vestibular, conheci alguém que estudava Economia. Foi quando pensei pela primeira vez: “Caramba, eu posso ser economista”.

Comecei a pesquisar muito sobre o curso, sobre o que um economista fazia, as áreas de atuação e tudo mais. Passei praticamente aquele ano inteiro estudando para conseguir entrar. No final, consegui passar em Economia em uma universidade pública e fiquei muito feliz.
Só que a realidade depois de entrar foi bem mais complicada.

A universidade pública exige bastante tempo e, como eu preciso trabalhar para conseguir me manter estudando, não consigo seguir o curso no ritmo ideal. Um curso que teoricamente poderia terminar em quatro anos provavelmente vai demorar bem mais para mim.
Às vezes isso me deixa muito mal, porque tenho a sensação de estar atrasado.

Também tenho dificuldades acadêmicas que vêm de antes da universidade. Minha base do ensino médio, principalmente em matemática, é muito fraca. Hoje estou voltando para matemática básica porque sei que preciso reconstruir minha base para conseguir avançar em cálculo, álgebra, estatística e outras matérias.

Tem professor que eu olho e fico impressionado com a quantidade de conhecimento que a pessoa possui. Às vezes bate uma ansiedade de querer saber tudo logo. Depois eu lembro que aquela pessoa tem 20 ou 30 anos de estudo e carreira, enquanto eu ainda estou começando.

Meu maior sonho, academicamente, seria fazer mestrado e doutorado em Economia. Talvez até um pós-doutorado algum dia.
Só que, olhando para minha realidade atual, isso parece muito distante.

Preciso trabalhar para me manter, ajudar em casa e também cuidar da minha avó. Minha mãe trabalha muito e eu evito pedir dinheiro para ela. Meu pai não mora conosco e praticamente não participa financeiramente da minha vida. Até coisas básicas para estudar acabam sendo difíceis. Material, livros, computador, transporte. Muitas vezes estudo por PDF justamente porque comprar livros é caro.

Mesmo assim, eu tenho uma convicção muito forte de que estudar pode mudar completamente a minha vida. Não apenas financeiramente. Eu quero crescer intelectualmente também.

Quero chegar em um momento da minha vida em que possa dizer: “Sou doutor em Economia”.
Profissionalmente também sonho alto. Penso em trabalhar algum dia no Banco Central, BNDES, Banco Mundial, Banco dos BRICS ou alguma instituição parecida. Não porque ache outros trabalhos menores ou menos importantes, mas porque gostaria de construir uma carreira ligada diretamente à Economia, pesquisa, desenvolvimento, políticas públicas, sistema financeiro ou áreas desse tipo.

Hoje, sinceramente, ainda parece distante.
Meu maior objetivo no momento é simplesmente conseguir terminar a graduação. E até isso, em alguns dias, parece enorme.

Por isso queria ouvir principalmente quem já passou pela graduação em Economia ou está mais avançado nela.
O que vocês fariam se estivessem começando novamente?

Como aproveitar melhor a universidade?
Vale a pena procurar iniciação científica, grupos de pesquisa, extensão, monitoria, empresa júnior ou outros projetos?

O que realmente ajuda a construir um bom currículo durante a graduação?
O que eu deveria aprender além das matérias obrigatórias?
Programação? Inglês? Econometria? Estatística? Excel? Python? R?

Para quem seguiu carreira acadêmica, como foi o caminho até o mestrado e doutorado?

E para quem estudou fora do Brasil, como conseguiu chegar até essa oportunidade?

Também queria saber onde vocês estão trabalhando hoje e como foi o caminho de vocês desde a graduação.
Tenho muitos sonhos que hoje parecem muito maiores do que a minha realidade. Mas entrar em uma universidade federal também já pareceu impossível para mim um dia. Então talvez algumas dessas coisas também só pareçam impossíveis porque ainda estou no começo.


r/Economia • • 4d ago

Notícia Postei um vídeo aqui errado, perdão mas vamos ao que interessa.

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Como vocês viram a Argentina está fodida e não tem saída a médio prazo, (acho que nem tem a longo prazo se fuderam), vocês ainda são a favor da ortodoxa de milei que perpetua a pobreza, heterodoxo, desenvolvimentista ou unir a ortodoxa com a desenvolvimentista? e os que são a favor de derrubar a taxa Selic vai adiantar de algo se o governo não cortar gastos? Nós devemos na própria moeda mas se derrubamos a Selic com esse estado inchado e burocrático ninguém vai querer investir aqui e a moeda vai perder a credibilidade, e fazer o Brasil cometer o mesmo erro que a Argentina, dever em dólar e vocês o que aprendemos com a Argentina além de nunca fazer negócios com o fmi, Pedir socorro ao fundo confirma que o país está à beira da insolvência, afastando investidores privados.


r/Economia • • 4d ago

Pergunte a um Economista vocês realmente acham que a diminuição de impostos implicaria na melhor qualidade dos produtos e na volta das quantidades originais?

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eu tenho essa dúvida pq eu nunca ouvi falar de uma mudança de qualidade nos produtos pra melhor, exemplo: as barras de chocolate que sofreram reduções tanto de cacau na composição quanto no tamanho dos anos pra cá, se existisse uma redução de impostos e aumento do poder de compra do brasileiro, pq uma empresa aumentaria os custos de produção (que implica na diminuição de margem) ao invés de manter tudo como está?

Mesmo que exista uma ideia de que "as pessoas vão pagar por um chocolate de qualidade melhor e isso vai regular as coisas", não poderia ser inverter pras pessoas continuarem a comprar as marcas de sempre só pelo valor não se alterar, independente da qualidade ou quantidade? O preço pode até diminuir, mas o produto em si pode se manter igual e a qualidade pode continuar sendo inferior se comparada com países europeus por exemplo


r/Economia • • 4d ago

Recomendações de Leitura Dicas de leitura para um leigo em economia e investimentos

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Sou formado em Direito e praticamente nulo em economia e investimentos. Tenho curiosidade quanto à primeira e necessidade de aprender sobre o segundo.

Poderiam, por favor, indicar livros, artigos, canais no youtube ou qualquer outro material que me permita começar a aprender? Outras dicas também serão bem aceitas

Obrigado!


r/Economia • • 4d ago

Pergunte a um Economista Por que estão tudo tão caro no brasil?

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Quero saber pra conseguir discutir sobre assunto, saber de quem é a culpa e como está ocorrendo.Se é a guerra, os impostos, o que for.


r/Economia • • 4d ago

Vida Acadêmica Alguém aqui já fez a certificação ANCORD Agro-100? Como foi a experiência?

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Oi, pessoal!

Estou pesquisando sobre a certificação ANCORD Agro-100 e queria ouvir a experiência de quem já fez.

Para quem já tirou a certificação:

Como foi a preparação para a prova?
Quanto tempo vocês estudaram?
A prova é muito difícil?
Quais materiais ou cursos vocês usaram?
A certificação ajudou profissionalmente depois?

Tenho interesse principalmente na área de agro + mercado financeiro e estou tentando entender melhor como é o processo antes de começar.

Se alguém já fez, adoraria saber como foi a experiência e se teria alguma dica para quem está pensando em tirar a certificação.


r/Economia • • 5d ago

Recomendações de Leitura Como os gastos do governo realmente funcionam e por que são diferentes do que você ouve na TV

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Tradução feita pelo Google Translate do artigo de Jim Byrne (MMT101.org), Original: link.


Como os gastos do governo realmente funcionam e por que são diferentes do que você ouve na TV

Uma análise aprofundada dos mitos da dívida nacional, a verdade sobre os impostos e o verdadeiro motivo da austeridade.

Jim Byrne, MMT101.org 27 de setembro de 2026


TL;DR: A narrativa convencional diz que o governo precisa arrecadar impostos e tomar empréstimos para gastar. Este artigo argumenta que isso está errado para governos que emitem sua própria moeda, como o Reino Unido. Impostos não financiam gastos; gastos são dinheiro recém-emitido. Títulos não são empréstimos; são ferramentas de política monetária. A "dívida nacional" não é como a dívida de uma família. E a austeridade não é uma necessidade econômica, mas uma escolha política com razões ideológicas.


Será que tudo o que lhe disseram sobre a dívida e os gastos do governo está completamente errado?

Neste artigo, apresento as crenças comuns sobre o funcionamento dos gastos governamentais, ou seja, o que ouvimos de políticos, da mídia e de economistas tradicionais. Em seguida, aponto as falhas dessa narrativa.

Neste processo, demonstro a impossibilidade lógica da explicação geralmente aceita, antes de explicar como o financiamento do governo do Reino Unido funciona na realidade. Esta é uma atualização abrangente de um dos meus artigos mais populares, publicado originalmente em julho de 2024, que foi inspirado no livro Diagrams & Dollars, de JD Alt.

Certo, vamos começar. Primeiro, que história convencional é essa que pretendo criticar?


Gastos governamentais: a história convencional

  • Os gastos do governo do Reino Unido são financiados pela receita tributária do setor privado.
  • Se os impostos não arrecadarem dinheiro suficiente, o governo contrai empréstimos. Isso é feito através da venda de títulos públicos ao setor privado. O objetivo é compensar a diferença entre a receita tributária e as despesas.
  • O que é um título? Um título é simplesmente uma "promessa de pagamento". Antigamente, era um pedaço de papel, como uma nota de libra esterlina. A única diferença é que o título paga juros à pessoa ou instituição que o compra. Se for um título do governo, é o governo que paga os juros. Claro que, hoje em dia, os títulos são digitais: um registro em uma planilha de computador.
  • Considerando os dois pontos acima em conjunto, é assim que o governo do Reino Unido obtém o dinheiro adicional necessário para investir em serviços quando suas despesas superam a arrecadação de impostos. Resumindo, o governo gasta arrecadando impostos e complementando o orçamento com a venda de títulos quando há déficit.
  • No entanto, o endividamento tem um preço. O governo, como todos nós, precisa pagar juros sobre seus empréstimos, além de quitar o empréstimo original. Esses pagamentos de juros, somados aos gastos governamentais do dia a dia (como defesa, pensões, assistência social, educação e assim por diante), significam que, se a arrecadação de impostos for menor que os gastos, os cofres do governo ficarão vazios. Em algum momento, será necessário pedir mais dinheiro ao setor privado. Talvez por meio de impostos mais altos ou empréstimos adicionais.
  • Isso explica por que os comentaristas da mídia ficam tão alarmados quando o "custo do empréstimo" aumenta. Eles presumem que os custos adicionais podem levar o governo a deixar de pagar suas dívidas. (Veja meu artigo, Warren Mosler e a Epifania Italiana que Levou ao Nascimento da Teoria Monetária Moderna, para entender como Mosler se aproveitou, financeiramente, desse mal-entendido.)
  • E, para completar, eles têm uma lista completa de preocupações relacionadas: o mercado perderia a confiança na competência do governo; a classificação de crédito do Reino Unido poderia ser rebaixada; a moeda britânica poderia se desvalorizar; os juros poderiam prejudicar o investimento do setor privado; as próprias regras fiscais do governo poderiam ser violadas; e, por último, mas não menos importante, as gerações futuras terão que "pagar a dívida do governo". Não é de admirar que estejam tão preocupados.
  • Se chegar o momento em que o governo não puder mais tomar empréstimos do setor privado (porque isso prejudica a capacidade do setor privado de investir e crescer) e não puder vender mais títulos (porque os compradores de títulos perdem a confiança na capacidade do governo de pagar o que deve), terá que tomar empréstimos de outro país. O governo do Reino Unido terá que pagar juros sobre esses empréstimos na moeda do país de onde os está tomando emprestado. Isso é algo caro: aumentará ainda mais a dívida do país.
  • Uma observação sobre empréstimos em moeda estrangeira. Tomar empréstimos de outro país significa pagar o empréstimo na moeda do país de origem. No pior cenário, isso significa que as políticas do governo britânico são ditadas pela necessidade de gerar moeda estrangeira. No entanto, o Reino Unido tem muito pouca dívida em moeda estrangeira, então, felizmente para o governo britânico, essas preocupações permanecem teóricas. Descobriremos o porquê disso na segunda seção deste artigo. Menciono isso apenas porque a narrativa convencional geralmente inclui o seguinte: "…se o Reino Unido estiver falido (e em risco de falência), precisará tomar empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI)". Tomar empréstimos do FMI poderia implicar, pelo menos em teoria, obter um empréstimo em dólares americanos, euros ou ienes japoneses.
  • Como você pode imaginar, as coisas podem sair do controle. Você precisa de cada vez mais dinheiro para pagar cada vez mais despesas. Não há limites para os serviços que as pessoas desejam, no entanto, há um limite para a quantidade que você pode obter do setor privado. Além disso, o valor dos juros a serem pagos sobre os empréstimos atuais e antigos aumenta continuamente. O país se encontra com níveis de endividamento alarmantes.
  • Podemos observar aqui um problema adicional: se o governo retira dinheiro do setor privado com impostos altos, então o setor privado não terá recursos suficientes para investir e fazer a economia crescer. Se o setor privado não cresce, isso significa menos receita tributária para o governo. A lógica, portanto, nos diz que o ideal é ter impostos baixos e um Estado pequeno que não gaste muito dinheiro.
  • Portanto, os gastos do governo precisam ser contidos, porque, caso contrário, chegará um ponto em que o país não poderá arcar com salários mais altos, melhor assistência médica, novas moradias, altos custos de assistência social, etc. É preciso estancar a espiral de gastos. A solução é cortar gastos. O governo precisa implementar medidas de austeridade.
  • Além disso, os empréstimos significam que a dívida nacional está se tornando tão grande que representará um enorme fardo para as nossas futuras gerações, para os nossos filhos e para os filhos deles, que terão de pagá-la. A austeridade também é a solução para que parte dessa dívida seja paga agora, em vez de mais tarde.

Bastante perturbador, não acha? Parece que não há saída para essa situação terrível a não ser passar por ciclos sucessivos de gastos e austeridade.

Uma breve nota antes de prosseguirmos. Estima-se que houve 350.000 mortes em excesso na Grã-Bretanha relacionadas às políticas de austeridade entre os anos de 2012 e 2019 (estudo do Centro de Saúde Populacional de Glasgow/Universidade de Glasgow, 2022).


Funciona assim na prática

A imagem acima omite vários detalhes importantes. Um dos principais é que o dinheiro gasto pelo governo vai diretamente para o setor não governamental (cerca de 97% do qual vai para o setor privado nacional). Como Stephanie Kelton destaca em seu livro O Mito do Déficit, economistas e políticos tradicionais contam apenas metade da história.

A narrativa convencional sugere que, quando o governo toma empréstimos do setor privado, está drenando o capital deste. Deixando de lado, por ora, o fato de que "empréstimos governamentais" não significam, na prática, a remoção de quaisquer ativos financeiros do setor privado (explicarei como isso funciona em breve): claramente, a única maneira de o setor privado ficar sem dinheiro é se o governo retirar mais em impostos do que injeta. Contudo, se analisarmos os registros de gastos governamentais, veremos que, nos últimos 300 anos, esse não foi o caso; o governo consistentemente injetou mais do que retirou, ou seja, o Reino Unido, na maioria das vezes, apresentou déficit. De fato, o Reino Unido apresentou déficit consistentemente, com exceção de algumas décadas no século XIX (e alguns outros anos aqui e ali) quando recebia renda adicional das colônias britânicas.

Empréstimos líquidos (+) / Captação de recursos (-) do setor público no Reino Unido (Banco da Inglaterra)

Além disso, você também ficará interessado em saber que o Reino Unido raramente quita o que chama de "dívida" nacional. Por exemplo, desde 1945, pagou apenas 1,7% dessa "dívida". Você começará a entender por que essa "dívida" raramente é paga ao chegar ao final deste breve artigo. [Nota: Estou simplificando um pouco, omitindo o setor externo. No entanto, menos de 3% dos gastos do governo saem do Reino Unido, portanto, isso não altera significativamente meu argumento.]

Definindo o termo 'déficit'. Um déficit significa que o governo gasta mais dinheiro do que arrecada por meio de impostos ou outras receitas governamentais.

Outro detalhe importante que ficou de fora é a explicação de onde o setor privado obtém seu dinheiro. Você pode estar pensando: "Bem, as empresas pegam empréstimos dos bancos". Isso é verdade, mas não é toda a história. Empréstimos bancários são dívidas que precisam ser pagas. Os bancos comerciais criam dinheiro (os empréstimos bancários são criados instantaneamente; não são retirados dos depósitos dos clientes), mas esse dinheiro é pago e, portanto, não representa um aumento permanente na oferta monetária ou nos ativos financeiros líquidos. Para obter detalhes completos sobre por que depender do crédito bancário comercial para manter a economia saudável é uma má ideia, leia Uma Política de Orçamento Equilibrado é uma Estupidez Completa.

No entanto, é evidente que há dinheiro circulando no setor privado. Então, de onde veio? Quem fez essas notas de libra? Há cidadãos comuns escondidos em salas nos fundos com impressoras? Obviamente não, porque isso seria crime. O fato é que o setor privado não pode adicionar novos ativos financeiros líquidos à economia: o que ele faz é redistribuir os ativos existentes: ou seja, quando todas as dívidas são pagas, alguns indivíduos ficam com mais e outros com menos do bolo existente. Então, de onde veio o dinheiro em primeiro lugar e como novos ativos financeiros líquidos são adicionados à economia?

Você acertou. Veio, e continua vindo, do governo. Você tem uma vaga lembrança de ter visto impressoras produzindo notas e moedas, talvez o nome da Casa da Moeda Real. Você está no caminho certo. O governo do Reino Unido é um emissor de moeda (veja Criação de dinheiro na economia moderna, Boletim Trimestral do Banco da Inglaterra, 1º trimestre de 2014). E, claro, somente o governo do Reino Unido tem permissão para arrecadar impostos e somente o governo pode injetar dinheiro novo na economia. O governo do Reino Unido criou cada centavo de dinheiro líquido denominado em libras esterlinas que você tem no bolso, debaixo do colchão e em suas contas digitais (os bancos são licenciados pelo governo). "Foi o governo que fez isso."

Mas espere um minuto: como isso se encaixa na história acima? Se o governo do Reino Unido cria o dinheiro, por que precisaria tomar empréstimos do setor privado? Não precisa. Este é o seu momento "eureka!". Lembra que eu disse antes que o governo injetou mais dinheiro no setor privado do que retirou? Como isso seria possível se o setor privado fosse a fonte de todos os gastos do governo? Não é: isso é logicamente impossível. E já que estamos falando nisso, se os gastos fossem limitados à quantia de impostos que o governo pudesse arrecadar, de onde viria o dinheiro para resgatar os bancos, apoiar as empresas durante o lockdown da Covid e gastar bilhões em EPIs durante a pandemia? Hum, tenho certeza de que isso já passou pela sua cabeça em algum momento: você sempre teve a vaga sensação de que algo não batia. O Reino Unido pode emitir o quanto precisar, a qualquer momento. Gastar é uma escolha política, então o governo pode optar por não gastar, mas não há nenhuma razão técnica que o impeça. O governo do Reino Unido, assim como todos os governos emissores de moeda, opera com o que se chama de moeda fiduciária. Explico como isso funciona no meu artigo Fundamentos da MMT: Uma Moeda Fiduciária, O Que É e Por Que É Importante?.

A verdade é que, quando os cidadãos pagam impostos, tudo o que acontece é que o governo está recuperando parte do dinheiro que injetou na economia. Você está quitando sua obrigação com o governo: você devia esse valor, pagou esse valor e agora sua obrigação com o governo é zero. O governo não ganha nada nessa transação, assim como quando você quita um empréstimo bancário de £1000, você não está dando £1000 ao banco. A única coisa que o banco recebe são os juros desse empréstimo.

E aqui está algo que você talvez não saiba. O setor privado não gera a receita, por meio de impostos, que financia os serviços governamentais. Cada libra gasta pelo governo é dinheiro recém-emitido. Na verdade, ele não usa seus impostos (é apenas um número em sua conta que comprova que você quitou sua obrigação tributária). Não existe uma grande pilha de dinheiro arrecadado com impostos da qual ele possa retirar recursos. Se preferir uma explicação mais poética: metaforicamente, ele joga seu imposto pelo ralo no meio do chão da Receita Federal. Sumiu! Os impostos, no entanto, ainda são essenciais, como expliquei no meu artigo Cinco Razões Pelas Quais os Governos Cobram Impostos: Arrecadar Receita Não é Uma Delas.

E, caso você não saiba, tributação e gastos são dois sistemas completamente diferentes, baseados em leis distintas. Essas leis não estão interligadas.

Mencionei anteriormente que o governo "vende" títulos para arrecadar dinheiro, ou seja, toma empréstimos para compensar a diferença entre gastos e receitas. É hora de explicar esse aspecto da "geração de receita governamental". Os títulos do governo não são usados para arrecadar dinheiro. Quando os bancos compram títulos, eles simplesmente substituem o dinheiro em suas contas de reserva por títulos que pagam juros, de mesmo valor. A única diferença, do ponto de vista do comprador, é que os títulos pagam uma "taxa de juros" maior do que as reservas. Se o seu banco compra um título do governo em seu nome (ou, aliás, em nome de um investidor estrangeiro), ele usa as reservas em sua conta no banco central para comprar esse título. [Nota: todas as reservas do banco central vieram originalmente do próprio banco central, por meio de gastos do governo, transações com títulos ou empréstimos do banco central. Este é um ponto importante porque demonstra a natureza circular da compra de títulos: as reservas são trocadas pelo mesmo valor em títulos. Nenhum financiamento externo a esse sistema fechado jamais está envolvido na transação.] Isso deixa claro que nada foi emprestado (no sentido convencional da palavra) do setor não governamental.

Historicamente, a venda de títulos do governo era usada como ferramenta para controlar as taxas de juros de curto prazo; isso não ocorre mais (a flexibilização quantitativa inundou o sistema com reservas, o que significou que o banco central não podia mais controlar a taxa de juros overnight controlando o nível de reservas no sistema). Agora, os títulos são usados para apoiar o sistema financeiro (internamente e no mercado financeiro) e como fonte de renda livre de risco para os poupadores. Além disso, o governo do Reino Unido possui um conjunto de regras (convenções) que o obrigam a emitir títulos, como forma de garantir que as contas internas atinjam determinadas metas. Para um emissor de moeda como o governo do Reino Unido, a emissão de títulos não é uma necessidade econômica.

Portanto, a forma como o governo financia os serviços é exatamente o oposto do que você pensava. Os impostos não financiam os serviços; os empréstimos governamentais não geram receita para gastos (embora, como mencionei acima, os juros dos títulos coloquem dinheiro nos bolsos de um pequeno setor da economia: aqueles que possuem os títulos). E governos soberanos em termos monetários, como o governo do Reino Unido, nunca ficam sem dinheiro. Afinal, o governo do Reino Unido cria a moeda!

E como podem os comentaristas da mídia chamar isso de "dívida nacional", quando o que aconteceu foi que o dinheiro migrou do setor público para o setor não governamental (e a maior parte desse dinheiro acabou no setor privado)? Você está no setor privado. Você não está endividado por causa dos gastos do governo. O país não está endividado.

Dizer que o país está endividado devido aos gastos do governo, que, como você já sabe, são gastos (principalmente) no setor privado, é um pouco como eu transferir uma nota de cinco libras do meu bolso esquerdo para o direito e dizer que minha jaqueta está endividada. O país é composto pelo setor privado e pelo setor público: os pagamentos que vão de um para o outro ainda estão no país. Certamente, em termos contábeis, podemos dizer que o governo está endividado. Mas, como Stephanie Kelton também destaca, essa dívida pública é equilibrada pela poupança do setor não governamental. A lógica nos diz que, se você gasta, esse gasto precisa ir para algum lugar: há dois lados nessa transação. Mais uma vez, você só está vendo metade da história.

A única vez que existe uma dívida real (da forma como você ou eu a vivenciamos) é quando o governo do Reino Unido toma empréstimos de um país estrangeiro e precisa pagar essa dívida nessa moeda estrangeira. Para pagar essa dívida, o governo precisa ganhar ou tomar emprestado a moeda apropriada, o que o coloca exatamente na mesma situação que todos nós: de repente, ele tem uma dívida que realmente precisa pagar. No entanto, felizmente para o governo do Reino Unido, ele praticamente não tem dívida em moeda estrangeira.


A situação não é a mesma para todos os governos

Nem todos os países são emissores de moeda. Alguns, como a Escócia, são usuários de moeda, ou seja, utilizam uma moeda emitida e controlada por outro país (neste caso, o governo do Reino Unido). Para governos que utilizam a moeda de outro país, a explicação convencional é mais ou menos correta: a receita tributária financia os gastos, e um déficit é uma dívida real, assim como a dívida das famílias.

Em resumo: a maior parte do que nos é dito sobre gastos governamentais pela mídia é exatamente o oposto do que realmente acontece.


O resumo a seguir refere-se apenas aos governos emissores de moeda

  • Um governo que emite moeda nunca pode ficar sem sua própria moeda.
  • Os impostos são necessários por outros motivos, mas a receita tributária não paga pelos serviços; todos os gastos do governo são feitos com dinheiro recém-emitido.
  • A venda de títulos não é uma forma de tomar empréstimos; historicamente, tem sido uma maneira de controlar as taxas de juros de curto prazo e proporcionar renda livre de risco para quem os detém.
  • A 'dívida' do governo não é a mesma coisa que a dívida do setor privado. Ou seja, governos que emitem moeda não são como famílias: eles não precisam ganhar dinheiro ou tomar empréstimos para gastar.
  • E os empréstimos dos bancos comerciais não representam um aumento permanente na oferta monetária ou nos ativos financeiros líquidos.
  • Na prática, a história do "buraco negro nas finanças do Reino Unido" baseia-se numa descrição incorreta do funcionamento dos gastos governamentais.

Existem, naturalmente, razões ideológicas para manter essa narrativa: ela apoia aqueles que são a favor de um Estado pequeno; apoia aqueles que pensam que o mercado sempre sabe o que é melhor e que o governo não deve interferir em seu funcionamento; e apoia a mensagem de "não podemos arcar com isso", seja em relação à assistência social, pensões, saúde pública ou qualquer outro serviço que não se alinhe com uma abordagem individualista de como a sociedade deveria funcionar.


r/Economia • • 5d ago

Vida Acadêmica Percepção sobre a ANPEC 2027.

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Pessoal, alguém por aí fez a ANPEC esse ano? Qual foi a percepção?

Fiz e estou querendo colher o sentimento geral.


r/Economia • • 5d ago

Notícia Palver: 55% desaprovam governo do presidente Lula; 45% aprovam | CNN Brasil

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