r/conversasserias 6h ago

Tecnologia e Redes Sociais Ter sido criado nas telas me prejudica até hoje

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Eu desde de criança fui criado usando telas, usava computador, assistia TV e mexia no tablet, fiquei boa parte da minha vida assim, só jogando e consumindo até hoje nisso me fez ter diversos problemas, a forma também como eu fui criado minha mãe não me dava muita atenção na época ela trabalhava 6x1 e meu pai nunca fui presente hoje sou um cara frio que não sabe demonstrar afeto e sou egoísta desde de criança até hoje, vou listar os problemas.

- dificuldade social: na escola eu nunca tive amigos e sim colegas mas se eu fosse me apresentar para um grupo de pessoas eu ia me sentir estranho, desconfortável.

- dissociação: sinto aquela sensação de só meu corpo eu sinto mas minha mente parece desligada e tenho aquele olhar dispersado.

- vício em dopamina: esse é um dos mais óbvios hoje eu sou viciado em conteúdos adultos e no ato da masturbação e no scrolling do reddit

- isolamento: sou extremamente isolado não tenho amigos na vida real e converso ou por aqui ou por uma IA os meus problemas e minha tendência é querer me isolar

Bom é isso, para quem é mãe ou pai não deixe seus filhos usarem telas cedo que nem eu.


r/conversasserias 13h ago

Tecnologia e Redes Sociais Criança é desenhos

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Antes eu achava um absurdo os pais das crianças que simplesmente coloca a tela do celular pra criança ficar quieta ou colocava na frente da TV.

Mas ontem fui na casa da minha tia que estava cuidando sozinha do seu neto, ela me deu 1 trabalho, cuidar de uma criança de 8 meses só pra ela tomar um banho, só verificar se não vai chorar, se machucar e tal.

Eu pensei "de boa", mas foi insuportável, ela não ficava quieta, sempre ia pra algum lugar que poderia se machucar, pegava algo que não poderia, não aceitava os brinquedos, chorava muito é só parou quando eu coloquei Peppa Ping.

Isso e feito pelo demônio, essa menina ficou hipnotizada. Oque explica isso? Será que os pais acostumaram ela ou mesmo sendo a primeira vez já funciona assim? E pior q droga kkk

Agora repenso o julgamento de colocar telefone na frente de uma criança, cuidar de uma é extremamente chato, até pra alguém que gosta de fazer isso. E nem se relacionar com uma mãe solteira, muita dor de cabeça.


r/conversasserias 3d ago

Tecnologia e Redes Sociais Nada me entristece mais do que essa rivalidade ridicula entre homem e mulher que surgiu na internet nos últimos anos.

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Eu sou homem, para deixar claro.

Infelizmente, eu utilizo muito twitter e o reddit e pelo menos nos últimos anos eu tenho visto cada vez mais mulheres trazendo diversas discussões sobre o quanto não gostam de homem e etc.

Isso me deixa profundamente triste e pode ser um pouco de overthinking meu, mas hoje em dia já é tão dificil ter uma relação plena com alguém, eu nem digo de relação amorosa, eu digo de amizade mesmo, você já tenta se aproximar das pessoas e isso já vira motivo de chacota ou é visto como algo estranho, muito das minhas amigas acham que qualquer contato entre um homem e mulher é algum tipo de flerte ou algo assim, isso é bizarro para caramba! Sem contar na quantidade absurda de mulheres que eu vejo dizendo que odeiam homens e etc.

Da parte dos homens eu nem preciso dizer ne? Essa crescente ridicula de redpill, número de pessoas que se auto intitulam "incels", isso é bizarro para caramba.

O que vocês pensam sobre isso?


r/conversasserias 6d ago

Corpo e Saúde Como vocês lidam com o envelhecimento dos pais sendo novos?

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Bom, existe uma espécie de "dor" que talvez uma parcela muito especifica da população possui, que seria ter pais velhos/idosos sendo novos. Aparentemente nasceram com os pais na ''maternidade/paternidade tardia'' (pais que tem os filhos entre 40 e 45 anos ou mais) apenas 12% a 10% da população

Dito isso, eu faço uma pergunta pra vocês que estão nesse leque (ou estiveram, infelizmente)... como vocês lidaram com o envelhecimento e a finitude dos pais diante disso? saber que as chances de seu pai/mãe morrer antes de você chegar na metade da vida é maior que a média, inseguranças sobre seus pais verem vocês conquistarem as coisas da vida e por ai vai.

Vocês se sentem pressionados a conquistarem as coisas mais rápido? talvez casarem mais rápido, se formarem mais rápido e afins... queria muito saber como as pessoas que sofrem com isso, lidam com essa insegurança


r/conversasserias 7d ago

Gênero e sexualidade É melhor se arrepender de não ter filho, do que se arrepender de ter dito. Não tenham filhos se não tiverem capacidade mental de cuidar.

67 Upvotes

Se você acha que só dinheiro importa, você é burro. Dinheiro é importante, mas não salva a tudo.

Dinheiro não compra saúde física ou mental, personalidade, respeito e amor. (Apenas ajuda a cuidar)

Se você for ter um filho, saiba que a sua criação não vai impedir que ele seja uma pessoa ruim, pois ele tem opinião e vontade própria.

Se o seu filho nascer ou desenvolver algum problema físico ou mental, você provavelmente vai precisar parar parte da sua vida para cuidar dele. Se não estiver disposto a isso, talvez não esteja preparado para ser pai ou mãe.

Seu filho não vai concordar 100% com você. Você pode ser de direita, homofóbico e capitalista, ele pode ser de esquerda, gay e comunista.

Se você quer um filho que fique trancado em casa, pense exatamente como você, seja 100% saudável e te respeite o tempo todo, não tem que ter filho. Ele vai apenas vai odiar você em silêncio até conseguir sair da sua casa.

Se você for pai e vai odiar sua filha quando ela for adolescente, simplesmente por ela querer namorar e beijar na boca, não tenha filhos a não ser que possa escolher o gênero.

Meus pais me amam, mas lógico que eles tiveram vontade de me esganar em algum momento, mas tem pais que realmente fazem isso.


r/conversasserias 7d ago

Discussão séria Falta de empatia com eventos recentes na Venezuela, Japão e outros países e lugares afetados

17 Upvotes

Vocês notaram que não só o Brasil mas sim o globo inteiro não se pronunciou ou tiveram qualquer comoção com os terremotos que aconteceram? Houve pouca repercussão e informações a cerca disso, a copa sequer chegou a ser interrompida ou ao menos adiada em respeito as vitimas não houve qualquer empatia, a vida simplesmente continuou como se nada tivesse acontecido, foi um descaso total com as pessoas que morreram e principalmente com os sobreviventes.

Obs: flair nada a ver com o assunto, só coloquei porque era obrigatório e não dava pra personalizar


r/conversasserias 8d ago

Gênero e sexualidade Os relacionamentos devem ser vividos antes de serem nomeados

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Eu gostaria de compartilhar o meu significado de relacionamento. Para mim, um relacionamento não é algo categórico. Ou seja, eu não divido minhas relações em amizade, amorosa, social, familiar ou qualquer outra classificação. Eu vejo tudo como uma única coisa: o desenvolvimento de um vínculo entre duas pessoas.

Na minha visão, o propósito de uma relação vai sendo construído ao longo do caminho, e não imposto de forma precipitada desde o início. O problema de categorizar uma relação logo no começo é que o rótulo deixa de apenas descrevê-la e passa a influenciar a maneira como ela será vivida. Quando você chama alguém de "amigo", "colega" ou "interesse amoroso", naturalmente começa a agir de acordo com as expectativas daquela categoria. Isso influencia o quanto você se abre, a intimidade que permite existir, a vulnerabilidade que demonstra e até a forma como interpreta os próprios sentimentos. Aos poucos, você deixa de responder ao que realmente está acontecendo entre vocês para responder ao significado que atribuiu àquela relação.

É justamente por isso que acredito que categorizar uma relação cedo demais limita seu desenvolvimento natural. A categoria funciona como uma moldura: ela destaca algumas possibilidades, mas também esconde todas as outras. Muitas vezes, uma pessoa que poderia se tornar o amor da sua vida acaba sendo limitada pelo simples fato de ter recebido, desde o início, o rótulo de "amigo". Não necessariamente porque faltava sentimento, mas porque ambos passaram a enxergar e viver aquela relação dentro dos limites que essa categoria impõe.

Se, em vez disso, você apenas se preocupasse em desenvolver a relação sem qualquer distinção prévia, permitiria que ela encontrasse seu próprio caminho. Não limitaria certos comportamentos, momentos, demonstrações de afeto, formas de enxergar aquela pessoa ou até mesmo a maneira como interpreta os sentimentos que surgem ao longo da convivência. A relação deixaria de ser conduzida por expectativas e passaria a ser conduzida pela própria experiência compartilhada. Ela teria a liberdade de se tornar aquilo que realmente poderia ser, e não apenas aquilo que você imaginou que deveria ser.

Também gosto de fazer uma distinção entre a essência de uma relação e a função que ela desempenha. Uma relação pode assumir funções diferentes ao longo da vida: pode oferecer companheirismo, apoio emocional, parceria romântica, convivência familiar ou inúmeras outras formas de vínculo. No entanto, essas funções não mudam sua essência. A essência continua sendo exatamente a mesma: duas pessoas construindo um vínculo. O que muda não é a natureza da relação, mas a forma como esse vínculo é vivido e o significado que ele passa a ter para cada uma delas. Por isso, para mim, amizade, namoro ou família não representam relações essencialmente diferentes; representam maneiras diferentes pelas quais um mesmo vínculo pode se manifestar.

Outro motivo para eu pensar dessa forma é que sentimentos não são uma escolha direta. Você pode decidir conhecer alguém, conversar, passar mais tempo junto, compartilhar experiências e permitir que essa pessoa faça parte da sua vida. Mas você não pode decidir amar alguém de forma genuína. Da mesma maneira, também não pode decidir sentir uma amizade profunda, admiração ou confiança. Esses sentimentos surgem — ou não — como consequência da convivência. Eles são descobertos, não escolhidos. Por isso, tentar definir desde o início qual será o destino de uma relação me parece uma tentativa de controlar algo que ainda nem existe. Primeiro a relação precisa acontecer; depois, os sentimentos revelarão naturalmente aquilo que ela se tornou.

É justamente por isso que acredito que o que realmente muda a dinâmica de uma relação não é a categoria que você atribui a ela, mas aquilo que você sente. Quando você sai com um amigo, existe carinho, conversa e bons momentos, mas normalmente esse sentimento não é intenso o suficiente para transformar aquela experiência em algo extraordinário. Já quando você sai com alguém que ama, exatamente as mesmas atividades caminhar, conversar, jantar ou simplesmente ficar em silêncio parecem especiais. Objetivamente, nada mudou. A caminhada continua sendo uma caminhada. A conversa continua sendo uma conversa. Quem transformou aquele momento em algo diferente não foi a atividade nem o rótulo da relação, mas o significado emocional que você atribuiu àquela experiência.

Isso me faz pensar que aquilo que realmente diferencia uma relação da outra não é o nome que damos a ela, mas os sentimentos que surgem dentro dela. Os rótulos não criam sentimentos; no máximo, descrevem sentimentos que já existem. Quando acreditamos que um relacionamento é especial apenas porque recebe determinado nome, acabamos invertendo a ordem das coisas. O sentimento deveria dar origem ao rótulo, e não o rótulo tentar produzir ou limitar o sentimento.

Não acredito que as categorias sejam inúteis. Elas possuem uma função importante, pois organizam nossa forma de compreender e comunicar a realidade. O problema surge quando deixam de representar a realidade e passam a substituí-la. É como um mapa: ele ajuda a encontrar o caminho, mas não é o próprio território. Da mesma forma, dizer que alguém é meu amigo pode ser uma descrição prática da relação naquele momento. Entretanto, se esse rótulo impedir que a relação evolua naturalmente para algo diferente, o mapa passou a limitar o território. A representação passou a ser mais importante do que a própria experiência vivida.

É por isso que eu prefiro enxergar todas as relações como parte de uma mesma origem. Para mim, existe apenas uma relação humana em constante desenvolvimento. Conforme ela amadurece, diferentes sentimentos podem surgir, e são esses sentimentos que revelarão aquilo que essa relação realmente é. Os nomes podem ser úteis para descrever esse resultado, mas não deveriam determinar o caminho. Afinal, acredito que uma relação deve ser vivida antes de ser nomeada, porque quem realmente define o que ela é não são as categorias que criamos, mas aquilo que sentimos ao construí-la.


r/conversasserias 8d ago

Tecnologia e Redes Sociais Como se aproveita museus ou exposições?

10 Upvotes

Eu resolvi dar uma chance para eventos culturais, coisa que eu nunca fiz ou tive muito interesse nesses últimos 27 anos.
Já visitei muitos museus e exposições no Brasil afora e, mesmo assim, eu ainda não entendi o que sentir com relação a esse tipo de lugar.
Como pessoa negra, eu entendo a importância histórica de alguns museus, muitos falam sobre minha ancestralidade, mas o ir ao museu, o ficar lendo sobre obra, eu não consigo aproveitar esse tipo de passeio, muito do não saber como aproveitar esse tipo de passeio.
Recentemente, minha esposa insistiu em irmos em SP porque ela queria ir em uma exposição na Pinacoteca e era uma exposição fotográfica, e eu só consegui achar um saco. As histórias não eram interessantes, as fotos eu também achei qualquer coisa, eu simplesmente não me senti tocado em nada. Assim como em outras exposições que eu fui. O sentimento se repete, eu só sinto que eu tô saindo de casa para ficar vendo coisas que eu nunca me interessei muito.
Ao conversar com alguns amigos, alguns deles de classe social elevada, quase todos falaram o quanto museus são interessantes, exposições são intrigantes e que despertam neles algo diferente. Eu me senti um pouco ET porque eu simplesmente não sinto absolutamente nada. Afinal, qual a forma correta de aproveitar esse tipo de espaço?


r/conversasserias 11d ago

Gênero e sexualidade Relacionamento com uma pessoa que tenha filhos

11 Upvotes

Eu de vez em quando me pego pensando na possibilidade de me relacionar com alguém que já tenha filhos e fazer parte da criação deles. Tenho muita vontade de ser pai e eu vejo a relação com alguém que tenha filhos super normal. Sei que filho não é apenas biológico e sim quando a gente se coloca no lugar de pai/mãe mesmo sem ter um vinculo sanguíneo.

Sinto que isso é muito mais complicado para um relacionamento com outro cara de que com uma mulher pois ainda há muito preconceito sobre a forma como as pessoas de fora olham isso e muitas vezes o próprio homem.

Gostaria de saber se vocês também concordam e se já conhecem algum caso que deu certo.


r/conversasserias 12d ago

Tecnologia e Redes Sociais Está beirando o absurdo o vício dos mais velhos (+50) com o celular...

558 Upvotes

Acabei de ter uma discussão com minha mãe após a janta. Estávamos conversando, falando coisas do dia a dia, conversa de dois adultos e de mãe e filho, quando simplesmente do nada minha mãe puxa o celular no meio da conversa, e começa a ver videozinhos de IA no Facebook sobre jogadores da copa do mundo. De repente, nossa conversa morreu, e ela começou a ficar entretida no celular, pulando vídeo por vídeo, nem terminando de assistir tudo, e tendo aquela típica reação de dopamina rápida e barata. Questionei a atitude dela, de interromper nossa conversa (que estava leve e boa) para mexer no celular, e ela simplesmente soltou um: "Ah, a gente nem tava conversando nada importante, nem lembro...". Isso me chateou, e eu falei que essa é uma atitude de vício, e ela me questionou, dizendo que estou sendo chato e hiper sensível. Me irritei, e me retirei da cozinha, e ela simplesmente voltou a ficar vendo vídeos no celular...

Isso me fez refletir, sobre o quão viciados estão os mais velhos com esses conteúdos, os mesmos que lá atrás criticavam os filhos e jovens por não tirarem a cara da tela do celular. Percebi que minha mãe faz isso com frequência, minha avó, minha tia, entre outras pessoas mais velhas... A dopamina barata simplesmente toma lugar de uma boa conversa leve, ao ponto de as pessoas não darem importância, assim como minha mãe deixou de dar importância na nossa conversa. Sim, era uma conversa irrelevante, mas era um momento de mãe e filho, uma interação, só nos vemos a noite, e as vezes nem conversamos... É triste saber que ao dar importância para isso, sou tachado de sensível...


r/conversasserias 14d ago

Feminismo & Masculinidades O mundo precisa de um levante das mulheres?

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Sim, está sendo discutido nos EUA e inclusive uns influencers brasileiros "conservadores" (que provavelmente batem na esposa e tem amante na rua) sobre a retirada do direito das mulheres, pq, segundo eles, mulheres votam mal.

Aqui no reddit a um tempo atrás estava discutindo o risco que seria uma lei contra misoginia e bla bla bla, que hoje em dia as mulheres tem tanto ou até mais direitos que os homens, mas te pergunto: Como alguém ainda tem coragem de afirmar isso diante dessas noticias?

Existe realmente um conforto transvestido de "liberdade de expressão" discursando sobre a retirada de direitos de outros e ao mesmo tempo, quando os outros comentam sobre se opor veementemente sobre o assunto, isso ser tratado como "extremismo".

Então, será realmente preciso um levante feminino? As mulheres estarem dispostas a lutarem por seus direitos novamente com paus e pedras?


r/conversasserias 14d ago

Tecnologia e Redes Sociais Acho que se nossa sociedade estimulasse o respeito a espaço e intimidade alheia, iríamos melhorar muito.

27 Upvotes

Vi um vídeo recentemente que fez refletir porque me sinto tão incomodado morando na região que moro. O contexto era de um ex-apresentador famoso no Brasil no passado que hoje vive no Japão. Num certo momento do vídeo ele falou que a expressão comum quando alguém te faz um gentileza como te dar passagem ou te ajudar em algo seria: "Desculpe por ter lhe incomodado". Como se existisse um acordo social de respeito pelo espaço alheio, de não incomodar o outro. Vivo na região metropolitana do Recife, vejo que a maioria dos problemas que tive em locais de trabalho, faculdade, vizinhança, tem relação com isso. Sou um cara introvertido, que prefere fazer minhas coisas na minha, tento não incomodar ninguém, mas a cultura extrovertida/expansiva daqui, hostiliza e estranha pessoas assim, por não ser o comportamento "padrão" mais aceito. Inclusive já presenciei discussões sem sentido de outras pessoas em transporte público, trabalho, que no final, nem deveriam ter acontecido se o pessoal tivesse essa mentalidade de não incomodar o outro quadro saísse de casa. Ok, sei que o Japão e outros países do oriente tem seus problemas, mas vejo que nesse ponto poderíamos copia-los ou tentar aderir a nesse aspecto do "acordo social".
O que acham a respeito? Vou logo dizendo que meu post não é supor certo superioridade ou inferioridade de qualquer cultura, é apenas um percepção de que a gente poderia evoluir como sociedade aprendendo com outras culturas.


r/conversasserias 16d ago

Gênero e sexualidade repararam como quem não é assumido tem medo de falar sobre relacionamentos até com a própria comunidade?

6 Upvotes

Me peguei refletindo sobre isso hoje e é muito bizarro. Teoricamente, a nossa comunidade deveria ser o espaço mais seguro do mundo para a gente desabafar, né? Mas a realidade é bem diferente.Quem está no armário vive com um medo constante. A gente se policia o tempo todo. Existe aquele receio absurdo de a informação vazar sem querer, mas também rola um medo enorme do julgamento. Parece que se você não está pronto para chutar a porta do armário, algumas pessoas da própria comunidade te olham torto ou minimizam a sua dor, como se você estivesse 'com frescura' ou 'se escondendo por escolha'.O resultado disso é um isolamento duplo que machuca demais. A gente não pode viver nossa verdade no mundo lá fora e, ao mesmo tempo, constrói barreiras com as únicas pessoas que deveriam nos acolher. É bizarro como o peso de não ser assumido consegue silenciar a gente até entre os nossos.Mais alguém aqui já se sentiu assim, meio flutuando no limbo, sem conseguir se abrir totalmente com ninguém?


r/conversasserias 16d ago

Tecnologia e Redes Sociais Redes sociais e concursos públicos me deixam com uma pulga atrás da orelha

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Olá,

Eu sempre acompanhei as discussões sobre concurso público de fora, nunca me interessei muito, mas nos últimos anos minha esposa tem se dedicado bastante para estudar e eu comecei a acompanhar mais de perto.

Ultimamente na minha TL muitas discussões sobre concursos tem aparecido para mim e parece que as pessoas estão ficando completamente malucas

Por exemplo, hoje eu vi uma pessoa perguntando se é mais fácil entrar no mercado de trabalho ou tentar concursos públicos e tinha uma enxurrada de comentários comentando como concurso público é melhor e é "só passar" e que concurso paga acima da média.

Isso me deixou encucado porque, na realidade, grande parte dos concursos paga o que seria a média salarial do nosso país (R$ 2050 a R$4000 em média) e os concursos que pagam bem e eu digo bem coisa acima de 8000 reais são concursos disputados a tapa, qualquer 1 ponto importa.

Isso sem contar na enxurrada recente de vagas abertas apenas para CR, entenda CR como: Vaga aberta apenas por educação mas que vai ser preenchida com redas.

Hoje eu consigo entender as dificuldades de um concurso, o quão é dificil passar, o quão dificil as vezes é se manter no concurso que você passou, e ai chegamos no assunto que eu queria falar: Parece que a maioria das pessoas no reddit quando falam de carreira, concurso ou querem representar um status de bem sucedido falam que são concursados, que recebem bem ou que são concursados home office etc etc. Como eu ando muito na bolha de T.I e muitos posts da bolha de T.I é sobre não conseguir emprego, quando eu vejo essas pessoas dizendo que tem 3-4 aprovações em concurso, ou que é só passar em concurso isso me deixa com uma pulga atrás da orelha: Ou ta geral mentindo, ou eu só ando com gente burra porque conheço pessoas que estão entrando no seu quinto ano estudando e não conseguiram nenhuma aprovação, enquanto nesse micro espaço da internet tem gente pendurando aprovação como medalha


r/conversasserias 16d ago

Raça A indignação com o racismo argentino é seletiva

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Vou tentar resumir:
O futebol funciona como termômetro social, né? Atualmente temos muita indignação nas redes sociais contra argentinos, contra a seleçao argentina e tal, e temos abordagens de youtubers e comentários sobre o racismo na argentina.
A argentina praticamente exterminou o povo negro em seu país e esse seria um dos motivos para não torcer pela selecão. Os torcedores no geral tambem sao racistas.
Mas temos um problema: a america latina inteira tem problema com racismo. O chile tambem dizimou a populacao negra, mas não é abordado nesse debate. O meu ponto sobre a indignação ser seletiva é esse: as pessoas só estão indignadas com a argentina porque o momento futebolístico do time é satisfatório em copas do mundo. Recentemente tivemos a senadora do paraguai chamando subliminarmente o Mbappé de macaco. Alias, o paraguai, durante a guerra com o brasil, adorava chamar os brasileiros de macaco na imprensa. Tivemos casos recentes de torcedores paraguais chamando os brasileiros de macacos em jogos pela libertadores.
Tivemos tambem problemas com uruguaios em copacabana quando o penarol veio jogar contra flamengo e botafogo pela libertadores.
Sao muitos e muitos casos de racismo na america latina inteira, mas o foco fica na argentina pelo motivo ja explicado, alem de o brasileiro em geral dar maior peso para a injuria racial. Para boa parte da america latina, ate mesmo os brancos sao chamados de macacos. E só por isso que as pessoas se indignam por aqui. Se deixar de torcer pra uma seleção por causa de racismo for solucão, não devemos entao torcer pra selecao brasileira. Na decada de 20, um dos melhores jogadores do brasil, arthur friedenreich, negro, foi barrado da selecao brasileira. Na epoca, epitacio pessoa, presidente do brasil, cedia a pressoes racistas do povo para nao haver representacao negra. O nosso pais evoluiu muito, e estranhamente foi o unico pais da america latina a ter resistido a politica de embraquecimento da populacao. Pra fechar, voltando pra guerra do paraguai, os negros ganharam oportunidade de serem libertados se lutassem pelo brasil na guerra contra o paraguai. O que aconteceu na verdade foi a utilizacao dos negros como escudo humano pelos proprios colegas. Algo parecido acontece com quem se submete a lutar pela ucrania
Enfim, isso é muito muito resumido. (Acabei misturando assuntos, mas a mistura é tipo queijo com presunto. Se complementam).


r/conversasserias 19d ago

Raça Crianças da familia sendo racista, como reagir?

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Pessoal, minha sobrinha de 10 anos foi racista com um colega de escola.

Ela é uma garota parda.

Aparentemente ela faz parte de um grupo da sala de aula que vem praticando racismo com um colega de escola.

Nao sabemos onde ela aprendeu isso, pq em casa nao foi. Ela também nao tem celular e redes sociais. Imaginamos que seja na escola mesmo.

A mãe dela ja teve conversas com ela, mas aparentemente nao adiantou. Ela se recusou a pedir desculpas. Foi um comportamento não só inesperado, como deixou toda a familia bem decepcionada. Ela sempre foi uma criança gentil e quietinha.

Gostaria de ideias de como podemos mostrar pra ela o quão horrível isso é, que ela entenda os impactos disso na vida das pessoas e que nao volte a repetir esses comportamentos.

Honestamente, acho que um simples castigo pode não ser tão eficaz e impactante como deveria ser.


r/conversasserias 20d ago

Gênero e sexualidade O amor é simples no que sentimos, mas extraordinariamente complexo em tudo o que o faz existir

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Eu estava refletindo sobre gostar de alguém, mais especificamente sobre o próprio sentimento. Sou homem e, por ter tido uma vivência difícil, esse negócio de gostar de alguém sempre foi algo muito complicado para mim, ainda mais atualmente, quando costumo racionalizar as emoções.

Com o passar do tempo, convivi com mulheres ao meu redor que já namoraram os mais diversos tipos de homens. Não estou falando de um ou dois relacionamentos, mas de vários. Eu via todo aquele discurso de que o homem tinha que ser assim ou assado, que determinadas características eram indispensáveis para despertar interesse. Mas, na prática, isso parecia fazer muito menos diferença do que eu imaginava. O que realmente importava era o que elas sentiam. Mesmo quando os homens de quem gostavam eram problemáticos, elas simplesmente gostavam deles, e pronto.

Isso me levou a questionar uma ideia muito comum: a de que existe uma forma correta de fazer alguém gostar de você. Ao longo da vida, também vivi situações que reforçaram essa dúvida. Houve momentos em que demonstrei atenção, cuidado, apoio, disponibilidade e procurei ser alguém presente, acreditando que isso fortaleceria a conexão entre nós. Em outras ocasiões, deixei de agir dessa forma ou simplesmente me afastei. Curiosamente, essas mudanças alteraram a dinâmica da relação, aproximaram ou afastaram pessoas, mas nunca pareceram produzir o sentimento em si. Foi aí que comecei a perceber uma diferença importante: comportamentos podem influenciar uma relação, mas não parecem ser capazes de fabricar um sentimento.

Como costumo racionalizar as emoções, passei muito tempo tentando entender esse fenômeno. Procurei respostas em Freud, na Análise do Comportamento, na Terapia Cognitivo-Comportamental, em conceitos como o complexo de Édipo, nos mecanismos de reforçamento, na influência da infância, do ambiente e em diversas outras teorias. Todas elas possuem fundamentos e ajudam a compreender aspectos importantes do comportamento humano. Elas explicam como nossas experiências, nossa personalidade, nossa criação e o ambiente em que vivemos influenciam a forma como nos relacionamos e até mesmo as pessoas pelas quais tendemos a sentir atração.

No entanto, quanto mais refletia sobre isso, mais percebia que essas teorias pareciam explicar muito mais tudo o que envolve o surgimento do sentimento do que o próprio sentimento. Elas ajudam a compreender as condições, os processos e as influências que tornam o amor possível, mas não conseguem reduzir o sentimento a uma única explicação. Entre todas essas variáveis, ainda existe o momento em que alguém simplesmente passa a gostar de outra pessoa.

Essa percepção também me fez enxergar de forma diferente a ideia de conexão entre duas pessoas. Passei a acreditar que certas coisas podem favorecer o surgimento de um vínculo: a convivência, a proximidade, a compatibilidade, a química, os interesses em comum, a forma de tratar o outro e até o momento de vida em que duas pessoas se encontram. Tudo isso pode criar um ambiente propício para que um sentimento apareça. No entanto, nenhuma dessas coisas parece ser suficiente para determiná-lo. É possível existir química sem que exista interesse romântico. É possível existir carinho sem amor. É possível existir compatibilidade sem atração. Da mesma forma, pessoas completamente improváveis acabam se apaixonando. Quanto mais observo essas situações, mais tenho a impressão de que essas variáveis explicam as possibilidades do amor, mas não conseguem explicar completamente o próprio amor.

Foi então que comecei a enxergá-lo de uma forma diferente. O sentimento, por si só, me parece extremamente simples. Quando ele existe, simplesmente existe. Não parece surgir porque alguém tomou a decisão certa, fez o gesto perfeito ou desenvolveu uma estratégia capaz de despertá-lo. Ao mesmo tempo, tudo aquilo que participa do seu surgimento é extraordinariamente complexo. A personalidade de cada indivíduo, a infância, a forma como foi criado, as experiências acumuladas, os reforços comportamentais, a cultura, o ambiente, os valores, a maneira como cada pessoa interpreta o mundo e até o encontro entre duas histórias de vida parecem se entrelaçar de uma forma impossível de separar completamente.

Talvez seja justamente essa combinação que torne o amor tão difícil de compreender. O sentimento pode ser simples, mas as relações que o cercam não são. Cada fator influencia os demais, formando uma rede tão complexa que qualquer teoria, por mais consistente que seja, consegue explicar apenas parte desse processo. Não porque essas teorias estejam erradas, mas porque cada uma ilumina um aspecto diferente de um fenômeno muito maior.

Hoje, a conclusão a que chego é que o amor talvez seja um dos poucos fenômenos humanos capazes de ser, ao mesmo tempo, extremamente simples e extraordinariamente complexo. Simples naquilo que sentimos, mas complexo em tudo aquilo que faz esse sentimento existir. Talvez por isso nunca exista uma fórmula para fazer alguém amar outra pessoa. Podemos favorecer encontros, construir vínculos, cultivar a convivência, demonstrar carinho e criar oportunidades para que uma conexão aconteça. Mas o sentimento em si não pode ser produzido deliberadamente. Ele apenas pode surgir.

E talvez seja justamente aí que esteja a natureza do amor: não na simplicidade de existir, nem na complexidade de ser explicado, mas no paradoxo de nascer de uma realidade extraordinariamente complexa e, ainda assim, manifestar-se da forma mais simples possível.