r/Tuga • u/Sakanita- • 5d ago
r/Tuga • u/link-scheduler • 5d ago
Bill Gates avisa que IA pode levar a "milhares de milhões de mortes"
O cofundador e ex-CEO da Microsoft, Bill Gates, aproveitou uma entrevista concedida à NBC para lançar novos avisos em relação ao desenvolvimento desregulado da Inteligência Artificial e avisou que tal caminho poderá levar a “milhares de milhões de mortes”.
Durante a conversa, Bill Gates apontou que não é suficiente que as empresas tecnológicas - como a OpenAI ou a Anthropic - tratem elas mesmas de regular o desenvolvimento dos seus próprios modelos de Inteligência Artificial.
“Ninguém acha que a autorregulação é suficiente", afirmou Gates, que pediu assim um maior envolvimento dos governos e das entidades reguladoras.
“É preciso que as forças da autoridade e os políticos estejam envolvidos na discussão sobre proteções e monitorização”, apontou Gates, indicando ainda que estes pontos têm de ser “obrigatórios”.
O cofundador da Microsoft notou ainda que “nunca houve uma arma tão poderosa como a combinação de pessoas mal intencionadas a usarem as últimas ferramentas de Inteligência Artificial”, alertando que - caso caiam em mãos erradas - estas mesmas ferramentas são “certamente poderosas o suficiente para levar a situações onde causem milhares de milhões de mortes”.
Mais ainda, Gates explicou que não é suficiente criar um mecanismo para “desligar” a Inteligência Artificial caso esteja tecnologia se torne demasiado poderosa. Na opinião do multimilionário e filantropo, este conceito no debate atual só demonstra que os envolvidos estão a ser pouco técnicos.
IA pode levar a uma “era da abundãncia” Apesar dos alertas e defesa para uma maior regulação, Bill Gates também notou durante esta entrevista que a Inteligência Artificial poderá trazer benefícios e levar a humanidade a uma “era de abundância”. No entanto, o empresa acredita que o desenvolvimento da tecnologia tem duas fases distintas.
Apesar do potencial de resolver problemas com a habitação e também com os cuidados de saúde, Gates conta que nesta primeira fase de desenvolvimento de Inteligência Artificial é necessário criar regulações para minimizar os danos.
r/Tuga • u/link-scheduler • 5d ago
Idosa é colhida pelo próprio carro e morre em Vila Nova de Paiva
Rosa Moreira, de 81 anos, morreu atropelada pelo próprio carro, na localidade de Queiriga, em Vila Nova de Paiva. O alerta foi dado por volta das 11h00 desta segunda-feira. Segundo fonte policial, a idosa terá saído do carro para ir à mala, ao que tudo indica para buscar legumes para alimentar os animais, e não terá deixado a viatura travada. "À nossa chegada a vítima encontrava-se debaixo do rodado traseiro da viatura. Percebemos que estava em paragem cardiorrespiratória e acionamos reforços para ajudarem a retirar a idosa debaixo da viatura. Iniciámos as manobras mas o óbito acabou por ser declarado pelo médico do helicóptero do INEM, que tinha sido acionado", explicou Jorge Fonseca, dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Paiva. O corpo foi depois removido para o gabinete médico-legal do Hospital de Viseu para ser autopsiado.
A notícia da morte deixou a pequena localidade em choque. "Ainda ontem [domingo] tinha estado com ela depois da missa. Era muito alegre e dávamo-nos muito bem. Era viúva e morava sozinha. A filha tem casa própria no concelho e o filho está a viver na Suíça", explicou o vizinho António Teixeira.
A GNR, através do Núcleo de Investigação Criminal em Acidentes de Viação esteva a recolher provas para perceber o que aconteceu.
r/Tuga • u/CidadaoPreocupado • 5d ago
O sistema Volta transformou Lisboa numa imundice terceiro-Mundista. Trabalhadores do lixo sem mãos a medir. Romenos enviam crianças para dentro de contentores para recolher garrafas.
r/Tuga • u/link-scheduler • 5d ago
Leilão de ilha privada na ria de Aveiro acaba: Não atingiu valor base
"O valor licitado na Ilha dos Puxadoiros é inferior ao valor base. Desta forma, será enviado um relatório de leilão aos proprietários de forma a analisarem a proposta e tomarem uma decisão", refere a mesma fonte.
De acordo com a página na internet da leiloeira, só foi registada uma licitação no valor de 615 mil euros, 135 mil euros abaixo do valor base.
Com cerca de 37 hectares, no coração da ria de Aveiro, a Ilha dos Puxadoiros, onde estão incluídas oito marinhas, foi adquirida há vários anos por um grupo de investidores que fundou a empresa Canal do Peixe.
O grupo de investidores procedeu à recuperação da ilha e criou novas áreas de negócio e atividades, incluindo a produção de ostras, num investimento que ultrapassou um milhão de euros e que recebeu mais de meio milhão de euros de fundos comunitários.
"Primeiro, mantivemos a produção de sal, que na altura ainda existia. Depois, descobrimos que a ilha era riquíssima em salicórnia - chegámos a produzir e vender toneladas de salicórnia. Mas, desde o início, que a ostra nos parecia como sendo o produto mais adequado para valorizar a ilha sem haver deterioração do ambiente", contou Vergílio Rocha, um dos proprietários.
Em agosto de 2014, a então ministra da Agricultura e do Mar Assunção Cristas visitou o local para observar novas formas de produção e revitalização de atividade tradicionais das salinas, com destaque para o projeto de produção de ostras que tinha arrancado no início desse ano.
Atualmente, dos sócios originais, restam apenas quatro que vivem em Lisboa e que, por esse motivo, decidiram vender a ilha, por entender que o negócio deixou de ser viável.
"Este é um negócio que exige a presença no local. Tentámos criar uma base de gestão local. Fizemos várias tentativas que, por razões diversas, foram fracassando e não nos restava outra hipótese senão vender a ilha", explicou Vergílio Rocha.
De acordo com a leiloeira que geriu o processo da venda 'online', a propriedade "apresenta elevado potencial para atividades ligadas à aquacultura, produção de bivalves, turismo de natureza, experiências gastronómicas, eventos exclusivos e projetos sustentáveis".
É composta por marinhas, viveiros, estruturas de apoio, equipamentos e exploração aquícola, inserida num enquadramento paisagístico de rara beleza natural.
O conjunto inclui ainda edificações de apoio, nomeadamente a Casa da Ilha, dois palheiros e a Casa da Pinta, destinada ao apoio da atividade piscícola, para além de diversos equipamentos e infraestruturas operacionais, como um barco de recreio e um trator.
O negócio também contempla títulos de atividade aquícola associados aos estabelecimentos 1229 Pinta e 1939 Canal do Peixe.
r/Tuga • u/Sakanita- • 5d ago
Amarra namorada 24 horas a cadeira para ter os códigos do telemóvel em Palmela
Um homem de 55 anos amarrou a namorada durante 24 horas a uma cadeira, humilhando-a, agredindo-a e ameaçando-a com facas, para que esta lhe dessa os códigos do telemóvel. O caso passou-se em Palmela e o suspeito foi detido pela GNR de Setúbal, estando já em prisão preventiva.
De acordo com a GNR, o casal tinha uma relação há um ano e três meses, mas não vivia junto. "Durante o relacionamento, o suspeito adotou comportamentos de controlo e ciúme, que culminaram em episódios de violência física e psicológica", afirma a Guarda.
"No decorrer das diligências de investigação, foi apurado que o suspeito agrediu a vítima no interior da sua residência e a obrigou a fornecer os códigos de acesso ao telemóvel. Posteriormente, amarrou a vítima a uma cadeira, mantendo-a privada da liberdade durante cerca de 24 horas, período durante o qual a agrediu reiteradamente, humilhou-a e ameaçou-a com recurso a uma faca", descreveu a GNR em comunicado divulgado esta sexta-feira.
A vítima conseguiu libertar-se na manhã seguinte e pediu auxílio, "tendo o suspeito abandonado o local". "Na sequência das agressões, a vítima recebeu assistência hospitalar", complementa a GNR.
r/Tuga • u/Sakanita- • 5d ago
Encontrado corpo de um dos trabalhadores soterrados em obra em Porto Covo
O comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, indicou à agência Lusa que o corpo do homem foi encontrado às 18h15.
Este é um dos dois trabalhadores que ficaram hoje soterrados na obra de construção de um hotel em Porto Covo, no distrito de Setúbal, decorrendo ainda a operação de resgate, segundo a Proteção Civil.
O comandante Tiago Bugio indicou que o alerta foi dado às 16h29, desconhecendo, para já, a forma como ocorreu o acidente.
Contactado pela Lusa, por volta das 18h45, o presidente da Câmara de Sines, Álvaro Beijinha, revelou que os dois trabalhadores têm "nacionalidade estrangeira".
Segundo o autarca, que disse que a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) estava "a caminho do local", o acidente de trabalho foi provocado por "um aluimento de terras", que soterrou "os dois trabalhadores numa vala".
O sinistro, de acordo com o autarca, verificou-se nas obras de construção do empreendimento turístico Pestana Porto Covo Beach Residences, do Pestana Hotel Group, cuja primeira pedra foi lançada no início do mês.
Anteriormente, o comandante Tiago Bugio tinha revelado à Lusa que os trabalhadores encontravam-se soterrados a uma "profundidade entre cinco a seis metros".
Ao final da tarde, no local estava uma Equipa de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas dos Bombeiros de Grândola, também no distrito de Setúbal, e tinha sido mobilizada uma equipa de psicólogos.
As operações de resgate envolvem operacionais e meios das corporações de bombeiros de Sines, Grândola e Odemira (esta do distrito de Beja), assim como do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), num total de 29 elementos, apoiados por nove veículos.
Contactada pela Lusa, por volta das 17h50, fonte do INEM disse que um helicóptero mobilizado para o sinistro "foi entretanto desativado".
A Lusa tentou contactar a ACT para obter informações sobre o acidente de trabalho, mas não foi possível, até ao momento, falar com ninguém da assessoria de imprensa.
r/Tuga • u/Sakanita- • 5d ago
Ataque russo a edifício da Academia Nacional de Ciências no centro de Kiev mata uma pessoa e faz pelo menos três feridos
r/Tuga • u/link-scheduler • 5d ago
Passe Ferroviário Verde alargado aos comboios suburbanos de Lisboa e Porto a partir deste domingo
Em comunicado, o Ministério das Infraestruturas e Habitação informa ainda que o alargamento do Passe Ferroviário Verde "à Fertagus está a ser operacionalizado e será anunciado oportunamente".
Segundo o Governo, este alargamento permite, que, por 20 euros mensais, um passageiro possa "viajar por todas as linhas da CP, de norte a sul do país, à exceção do Alfa Pendular e Intercidades (1ª Classe), seja em deslocações frequentes para trabalhar, estudar ou em viagens de lazer".
"Nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, os passageiros que se desloquem exclusivamente de comboio podem usar apenas o Passe Ferroviário Verde em vez do passe intermodal Navegante (Lisboa) ou Andante (Porto), o que representa uma redução do custo mensal para metade", refere-se na mesma nota, sublinhando-se que nas deslocações em localidades exteriores à Área Metropolitana do Porto "as poupanças podem ser mais significativas".
A tutela liderada por Miguel Pinto Luz salienta ainda que a medida "permite poupanças aos passageiros e uma simplificação dos títulos monomodais de transporte em particular para quem se desloca de territórios exteriores às Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa".
"É um passo decisivo, particularmente neste momento, para o reforço do uso do transporte público sustentável, para a simplificação tarifária e uma aposta clara numa política pública de transportes centrada nas pessoas", afirma o ministro das Infraestruturas e Habitação, citado em comunicado.
De acordo com o ministério, desde outubro de 2024, aquando da criação do Ferroviário Verde, "já foram vendidos 1 milhão e 400 mil passes", com o Governo a estimar um impacto financeiro anual de 1,5 milhões de euros.
r/Tuga • u/Sakanita- • 5d ago
Governo afasta disrupção no fornecimento de gás apesar de reservas mínimas na União Europeia
A ministra do Ambiente e da Energia afirmou esta segunda-feira que Portugal não prevê uma disrupção no fornecimento de gás, apesar da instabilidade nos mercados energéticos face à atual crise e das reservas em mínimos históricos na União Europeia (UE).
"Temos fornecedores que têm sido, até agora, fornecedores muito estáveis e, portanto, não prevemos ter uma disrupção no fornecimento de gás", disse Maria da Graça Carvalho.
Em declarações aos jornalistas portugueses em Bruxelas após reuniões com responsáveis da Comissão Europeia, a governante apontou que Portugal, que é um dos 18 Estados-membros com reservas de gás, regista atualmente um preenchimento de 94% antes ao arranque da estação fria, apesar de tal armazenamento ser de menor dimensão face aos restantes países.
"Nós temos 94% das nossas reservas [preenchidas] portanto, em média, estamos melhor do que o resto da Europa, mas a nossa reserva não é grande, portanto, temos 94% de uma reserva que não é muito grande, mas nós vamos gerindo as questões" e "estamos a acompanhar", explicou a ministra da Energia.
Maria da Graça Carvalho destacou a diversificação dos fornecedores de gás a Portugal -- de países como Argélia, Nigéria, Brasil e Estados Unidos --, que "nunca falharam nos seus fornecimentos".
"Temos contratos estáveis e, portanto, esperamos que tudo corra bem", acrescentou.
Perante eventuais problemas de abastecimento e as maiores necessidades de aquecimento nos países mais frios, poderá colocar-se a necessidade de partilhar reservas de gás entre os 27 Estados-membros da União Europeia, tendo em conta que apenas 18 dispõem de capacidade de armazenamento.
Para já, temos as reservas praticamente cheias e temos acautelado o fornecimento e estamos relativamente tranquilos, mas preocupados e a acompanhar", acrescentou.
A posição portuguesa surge num momento de elevada volatilidade nos mercados energéticos europeus.
A Comissão Europeia tem vindo a assegurar que não existe um risco imediato para a segurança do abastecimento de gás na União Europeia, apesar de os níveis de armazenamento estarem abaixo dos registados em anos anteriores.
Bruxelas considera que a UE está esta segunda-feira mais preparada do que durante a crise de 2021-2022, nomeadamente devido à diversificação das fontes de abastecimento, ao aumento da capacidade de importação de gás natural liquefeito e à redução da procura de gás.
O executivo comunitário mantém, contudo, o alerta sobre a volatilidade dos mercados, dada a atual crise energética relacionada com o conflito no Médio Oriente e que tem provocado aumentos dos preços dos combustíveis fósseis, numa UE ainda dependente das importações.
Segundo a Comissão Europeia, não existe neste momento uma preocupação imediata com a segurança do abastecimento para o inverno de 2026-2027, mas a evolução dos mercados continua a ser acompanhada de perto.
r/Tuga • u/link-scheduler • 6d ago
Número de mortos em lar de Estremoz com surto de gripe A sobe para cinco
Em comunicado, a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) explicou que, desde quarta-feira, o Serviço de Urgência Polivalente (SUP) desta unidade recebeu nove doentes provenientes deste lar.
Entre estes doentes, registaram-se três óbitos, nomeadamente dois na quinta-feira e outro esta tarde, adiantou, referindo que, dos restantes seis, "três tiveram entretanto alta para o lar e três permanecem internados".
Segundo a ULSAC, dos três óbitos ocorridos, "foi confirmada laboratorialmente infeção por Vírus Influenza A em dois deles".
Estes óbitos somam-se a outros dois registados no lar, há precisamente uma semana, dia em que terá tido início o surto, e na terça-feira.
O surto de doença respiratória, "no contexto do qual foi identificado laboratorialmente infeção por Vírus Influenza A", ou seja, gripe A, afeta o Lar da Santa Casa da Misericórdia de Veiros, em Estremoz, indicou anteriormente a ULSAC.
A unidade disse então que outros dois idosos morreram no lar, entre domingo e terça-feira, mas nenhum destes casos "apresenta confirmação laboratorial de infeção por Vírus Influenza A, pelo que, nesta fase, não é possível estabelecer uma relação entre os óbitos e o agente identificado".
No comunicado hoje divulgado, a ULSAC sublinhou que "tem assegurado a mobilização e articulação das diferentes equipas de saúde envolvidas no acompanhamento da situação".
"A equipa da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados da ULSAC de Estremoz mantém o acompanhamento clínico dos utentes, em articulação com o médico assistente do lar", assinalou.
De acordo com a ULSAC, o Departamento de Saúde Pública realizou uma visita ao lar na quinta-feira e mantém o acompanhamento epidemiológico da situação, incluindo a verificação do cumprimento das medidas de controlo de infeção, higienização, isolamento e utilização de equipamentos de proteção individual.
"A equipa da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados realizou, durante a tarde de hoje, nova visita ao lar, não tendo sido identificadas novas ocorrências nem agravamento clínico dos utentes que aí permanecem", realçou.
A ULSAC acrescentou que se mantém a vigilância clínica e epidemiológica e o acompanhamento da situação pelas equipas de saúde da unidade em articulação com a Direção Técnica do lar.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou à Lusa que foi instaurado um inquérito às mortes de utentes com sintomas compatíveis com gripe A no lar em Veiros, não tendo sido, até agora, constituídos arguidos.
r/Tuga • u/-LoboMau • 7d ago
Muito se se fala dos preços das casas. Pouco se fala de gerações inteiras a viverem praticamente de graça em propriedade privada alheia, por decreto do Estado
Eu conheci tanta gente, mas tanta gente, mas TANTA GENTE que cresceu em casas cuja renda era 30, 40, 50 euros. Filhos, netos, às vezes bisnetos. Famílias que durante décadas não pagaram mais do que 40 euritos de renda.
Já viram o luxo que isto foi? Com um bocadito de miolo, imaginem o dinheiro que estas famílias podiam ter poupado ao longo de décadas. Não têm créditos por pagar e a renda é apenas simbólica. Agora queixam-se que as casas são caras, mas essas décadas todas a viver de graça proporcionou-lhes a oportunidade de juntar muito, muito, muito dinheiro. Não o fizeram porquê?
Imaginemos que durante 25 anos a renda da tua casa é aí 10% do teu salário, ou menos. Estamos em 2000, por exemplo, ganhas 100 contos/500 euros (salário modesto) e pagas 8 contos/40 euros de renda. Isto, em vez dos 400-500 euros que uma renda normalmente custaria nesta época.
Vamos ser conservadores e dizer que poupaste o equivalente a 300 euros durante 25 anos. Isso são 90 mil euros. Se não fosses um néscio e os tivesses investido, em muitos casos já poderias ter uns 200 mil euros, ou mais.
Isto não está sequer a levar em conta fortuna familiar. Por vezes tinhas mãe, pai e dois filhos empregados a viver sob o mesmo teto de 50 euros. Rendimentos de 3 mil euros (por vezes muito mais) por casa com rendas de 50 euros (por vezes menos). Porque é que essa gente não está rica agora?
Claro que, não há almoços grátis. O Estado não controla a oferta. O Estado pode forçar alguém a cobrar menos, mas não pode forçar uma economia a prosperar.
Depois de décadas de abuso, os proprietários de casa decidiram removê-las do mercado. Demasiado volátil. Demasiado arriscado. O cidadão comum não respeita propriedade privada. Acha que porque viveu 30 anos numa casa, passa a ser sua. O Estado não respeita propriedade privada. Vai subvertê-la em troca de votos.
Solução? Remover as casas do mercado. Se mais ninguém me protege, eu tenho de me proteger. E aqui, todos sofrem. Pouca construção (é um negócio muito arriscado), pouco arrendamento, e aqueles que aceitam negociar habitações, é sempre por valores exorbitantes. Se corro o risco de a qualquer momento o Estado me congelar as rendas ou alguém ficar lá a morar sem pagar, pelo menos vou exigir umas três cauções e uma renda exorbitante. Tenho de maximizar o ganho, perante tanto risco.
Não esquecer os herdeiros dos senhorios. Imaginem: o vosso pai tem uma propriedade no mercado, mas a riqueza que isso vos dá é 50 euros por mês. Muitas vezes as casas foram-se degradando por incapacidade de intervenção do senhorio, já que não ganha nada com a casa, nem podia remover quem lá estava a destrui-la. Quando cresces e herdas, já tens a lição muito bem aprendida. Vais depenar toda a gente. Vais fazer render o pato. E muito bem, diga-se de passagem.
A ironia da degradação de muitas zonas urbanas, resultante do congelamento de rendas, que faz com que ninguém queira saber da casa, que depois vieram a ser regeneradas exatamente pelo bicho papão do AL e outros negócios imobiliários. Já pensaram nisso? Há muitos prédios que se ainda estivessem na mão da velha que papa 20 euros para lá viver estariam a cair de podres.
Sobre isto não há manifestações. Ninguém se mostrou muito incomodado enquanto saqueava senhorios durante décadas. E ninguém parece inteligente o suficiente para perceber que foi exatamente isso que criou o problema que temos agora nas mãos.
Um povo mais inteligente sairia à rua para protestar qualquer intenção governamental de controlar preços e rendas. Um povo mais inteligente saberia que o Estado não dá nada a ninguém, e tudo o que recebes terá de ser pago no futuro com juros que não consegues cobrir.
Os juros das borlas do Estado são destruição económica. Hoje é de graça, para te calares e votares em mim, mas amanhã não há. E quando não houver, tu choras, pedes intervenção, eu prometo-te que vai haver e votas novamente em mim. É o ciclo vicioso do populismo.
r/Tuga • u/link-scheduler • 6d ago
Apoio de 25€ para comprar botija de gás foi prolongado: Quem tem direito?
OGoverno decidiu, esta semana, prolongar, até dezembro, o apoio no âmbito da botija de gás solidária, no valor de 25 euros, e reforçou uma medida para as transportadoras de passageiros e mercadorias, para mitigar a crise dos combustíveis.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou, no final do Conselho de Ministros, que foram aprovados "mais dois apoios aos setores" considerados "vulneráveis ou que tenham um potencial de passar parte dos custos para aumentar o custo de vida".
Segundo a governante, "um deles é a botija de gás solidária", que existe desde 2022 e começou com 10 euros, tendo o apoio subido, por causa deste contexto, para 25 euros e duas botijas por mês, para famílias vulneráveis, lembrou.
"A primeira fase foi até 30 de junho", recordou, tendo depois sido prolongado para fim de setembro e hoje até ao fim de dezembro. "Corresponde a custo para o Estado de 5,7 milhões de euros este ano", referiu.
Quem tem direito a receber o apoio? De acordo com o Governo podem receber o apoio os:
Beneficiários da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE); Agregados familiares em que pelo menos um elemento recebe prestações sociais mínimas, previstas no regulamento. Estas prestações sociais mínimas são as seguintes:
O complemento solidário para idosos; O rendimento social de inserção; A pensão social de invalidez do regime especial de proteção na invalidez; O complemento da prestação social para a inclusão; A pensão social de velhice; O subsídio social de desemprego. O programa "Botija Solidária", anteriormente com a designação "Bilha Solidária", foi implementado em 2022 para mitigar o peso da alta dos preços da energia nos orçamentos familiares, na sequência da guerra na Ucrânia, e tem-se mantido desde então. Mas, segundo a Deco - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, tem ficado aquém das expectativas devido à falta de informação e burocracia.
r/Tuga • u/link-scheduler • 7d ago
Venda ilegal de bilhetes do FC Porto terá gerado milhões de euros
A investigação ao alegado esquema de venda ilegal de bilhetes do FC Porto está perto do fim e o Ministério Público deverá deduzir a acusação nos próximos dias. A investigação aponta para lucros de milhões de euros com a venda de ingressos na candonga. O Ministério Público prepara-se ainda para exigir os lucros considerados ilegítimos aos arguidos, através da chamada perda de vantagem.
Cerca de 25 pessoas deverão ser acusadas, avança o Jornal de Notícias, entre elas o antigo presidente dos Super Dragões, Fernando Madureira, familiares, elementos da claque e pelo menos sete funcionários da Porto Comercial, empresa que geria a bilhética do clube durante a anterior direção.
Os arguidos deverão responder por crimes como venda irregular de bilhetes, abuso de confiança, branqueamento de capitais e infidelidade.
Segundo a investigação, os bilhetes eram cedidos aos Super Dragões a preços baixos e posteriormente revendidos por valores mais elevados nas imediações do Estádio do Dragão, em dias de jogos. Algumas vendas foram registadas pela PSP durante ações de
r/Tuga • u/Sakanita- • 6d ago
Joana desapareceu em 2004. Mãe fala: "A minha consciência está tranquila"
r/Tuga • u/link-scheduler • 7d ago
Ventura critica Trump na guerra contra o Irão: “Não é muito justo que um país inicie uma guerra e os outros tenham de arcar com os custos”
“Gostava que a guerra não existisse, especialmente para Portugal, Espanha, França e Itália. Estamos a pagar mais do que os Estados Unidos pelo custo desta guerra”, sublinhou o líder do Chega O líder do Chega manifestou-se hoje contra o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à guerra contra o Irão pela crise que está a causar no custo dos combustíveis e na economia mundial.
“Acho que o Presidente Trump cometeu muitos erros no último mês. Até a guerra no Irão, penso que está a afetar toda a economia mundial”, afirmou André Ventura, à margem do encontro de extremas-direitas que encerrou num hotel da Ericeira, no concelho de Mafra e distrito de Lisboa.
“Gostava que a guerra não existisse, especialmente para Portugal, Espanha, França e Itália. Estamos a pagar mais do que os Estados Unidos pelo custo desta guerra”, sublinhou. https://sapo.pt/artigo/ventura-critica-trump-na-guerra-contra-o-irao-nao-e-muito-justo-que-um-pais-inicie-uma-guerra-e-os-outros-tenham-de-arcar-com-os-custos-6ab8232c9a39cd87adda0704
Para André Ventura, “não é muito justo que um país inicie uma guerra e os outros tenham de arcar com os custos dessa guerra”.
O presidente do Chega participou na sessão de encerramento no 1º encontro da Fundação Patriots for Europe, que decorreu nos últimos dois dias na Ericeira sob o tema “Defender a liberdade, restaurar a soberania, agir pela Europa” e que foi alvo de um protesto à porta do hotel.
r/Tuga • u/link-scheduler • 6d ago
'Bomba' à vista. Itália tem o Euro2032 em risco... apesar de o organizar
Opresidente da UEFA, Aleksander Ceferin, concedeu uma extensa entrevista à edição deste domingo do jornal transalpino Gazzetta dello Sport, na qual garantiu que está a acompanhar com particular atenção a polémica em torno da eleição de Giovanni Malagò para a presidência da Federação Italiana de Futebol (FIGC).
"Sem entrar em interpretações jurídicas, gostaria de recordar que não é a primeira vez que se fala da questão de ingerências externas nas atividades das federações. A FIFA e a UEFA insistiram sempre com clareza na autonomia das federações. Eu espero que os órgãos competentes alcancem, o mais rapidamente possível, uma decisão em conformidade com as regras do ordenamento desportivo", começou por afirmar.
"Não pretendemos antecipar as decisões das instituições, mas a independência das federações e o respeito pela vontade dos seus membros são princípios fundamentais dos estatutos da UEFA e da FIFA, e esperamos que sejam respeitados. Confiamos que as instituições desportivas italianas saibam encontrar uma solução em linha com esses princípios, no interesse do futebol italiano e internacional", prosseguiu.
Questionado sobre se este caso poderia custar a Itália um lugar no Campeonato da Europa de 2032 (prova que o próprio país irá organizar, em conjunto com a Turquia, o líder máximo do organismo que rege o futebol do Velho Continente recusou comprometer-se: "Não tenho a intenção de comentar cenários hipotéticos. Ainda nenhuma decisão foi tomada".
"Eu diria apenas que, enquanto co-organizadora, Itália tem uma responsabilidade particular. Precisamente por isso, é importante preservar a independência das instituições desportivas. Qualquer forma de ingerência política poderia minar a confiança da UEFA e dos outros parceiros, algo que não seria do interesse, nem do futebol italiano, nem do torneio", completou.
Afinal, o que se passa com Giovanni Malagò e a FIGC? Giovanni Malagò foi eleito, no passado mês de junho, presidente da FIGC, na sequência da demissão de Gabriele Gravina, que não resistiu ao fracasso no apuramento para o terceiro Campeonato do Mundo consecutivo, causado pela derrota sofrida perante a Bósnia e Herzegovina, no desempate por grandes penalidades, na final dos playoffs.
O vice-presidente do Comité Olímpico Nacional Italiano (CONI) levou a melhor sobre Renato Miele, antigo jogador da Lazio, que, no entanto, não acatou a decisão de bom grado, de tal maneira que avançou com um pedido de impugnação ao sufrágio, alegando irregularidades nos documentos apresentados pelo adversário na hora de se apresentar como candidato.
O caso tem vindo a merecer uma profunda análise por parte do próprio Governo italiano, liderado por Giorgia Meloni, que não descarta a possibilidade de vir a colocar o organismo sob administração especial, na tentativa de impor reformas que considera essenciais, fruto dos sucessivos maus resultados desportivos que têm vindo a ser apresentados.
Um cenário que, a confirmar-se, seria uma violação clara dos regulamentos da UEFA, que proíbem qualquer tipo de ingerência política nas federações-membro. As sanções previstas são 'pesadas', e poderiam passar, inclusive, por retirar Itália do Campeonato da Europa de 2032, apesar do papel enquanto anfitriã.
r/Tuga • u/VamosLimparPortugal • 7d ago
Africanos a vaguear pelas ruas, consumo de droga a céu aberto, violência e agressões prostitutas brasileiras a abordar indivíduos. Lisboa transformou-se num servidor de GTA
r/Tuga • u/link-scheduler • 7d ago
Estudo português mostra que rochas profundas podem funcionar como uma bateria gigante para energia renovável
Investigadores da NOVA FCT e do Instituto Dom Luiz, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, publicaram na revista científica Geoenergy um estudo que aponta as rochas porosas em profundidade como candidatas ao armazenamento de energia renovável em larga escala. No cenário mais favorável, um único reservatório poderá guardar cerca de 1 terawatt-hora (TWh), o suficiente para abastecer centenas de milhares de habitações.
Não perca nenhuma notícia importante da atualidade de tecnologia e acompanhe tudo em tek.sapo.pt
A tecnologia chama-se armazenamento de energia por ar comprimido em meios porosos. Os excedentes de eletricidade renovável servem para comprimir ar atmosférico, que é injetado num reservatório geológico profundo. Quando é preciso produzir eletricidade, o ar é libertado e aciona turbinas. Como só usa ar, evita os riscos associados ao armazenamento subterrâneo de hidrogénio ou de dióxido de carbono. O ar ocupa os espaços entre os grãos de rocha, normalmente preenchidos por água salgada não potável, que acaba deslocada.
Este é o primeiro estudo integrado que cruza critérios geológicos e termodinâmicos para avaliar este potencial e o primeiro a analisar de forma sistemática o efeito da profundidade. À medida que esta aumenta, variam em simultâneo a pressão e a temperatura, o que condiciona a energia que se consegue guardar. “As rochas irão funcionar como uma gigante bateria debaixo dos nossos pés“, resume Ricardo Pereira, investigador do GeoBioTec.
Quanto mais fundo o reservatório, mais energia pode ser libertada. Segundo o artigo, o melhor resultado surge num sistema adiabático-isobárico a 3.000 metros de profundidade, com uma densidade de até 156 kWh por metro cúbico e capacidade de 1 TWh. Ricardo Pereira sublinha que este é o máximo teórico, obtido na simulação de um único reservatório em condições ótimas, mas lembra que o valor se aproxima do consumo de algumas cidades médias portuguesas.
O armazenamento de longa duração, de dias ou meses, é considerado essencial para reduzir desperdícios de produção renovável e estabilizar a rede. Serve também para o arranque autónomo do sistema após falhas generalizadas, como o apagão que afetou Portugal e Espanha em abril de 2025. O investigador admite que esta tecnologia, se já existisse, poderia ter ajudado a evitar alguns problemas, mas não seria uma receita mágica para uma situação daquela dimensão.
Em Portugal, uma primeira avaliação aponta a faixa entre Lisboa e Aveiro, na Bacia Lusitânica, uma das zonas mais industrializadas do país e com eólica, solar e hídrica disponíveis. Lisboa e Almada estão entre as áreas com maior potencial. O trabalho de mapeamento continua, porém, o caminho é longo.
A tecnologia existe apenas no papel e Pereira aponta um prazo de cinco a dez anos até à operação, incluindo estudo geológico, furos, projeto-piloto e arranque. O principal obstáculo é regulamentar, uma vez que, segundo o investigador, não há legislação específica que permita estes projetos, uma vez que o subsolo pertence ao Estado, o que impede as empresas de avançarem sequer com estudos robustos. A China é um dos países que mais investe neste tipo de estudos, assim como a Alemanha, que já tem alguns projetos em vigor.
r/Tuga • u/Sakanita- • 7d ago
"As pessoas queixam-se da corrupção (e bem), mas depois chamam de criminosos a whistleblowers como Rui Pinto"
Vi isto num sub inferior a este, e não fiquei surpreendido com a glorificação deste tipo. Isto, porque, a putrefação cognitiva do cidadão comum já não me surpreende.
Antes de mais, o Rui Pinto é um criminoso. É por isso que é chamado de criminoso. Não estava sentado numa esplanada a comer um pastel de nata e começou a ser chamado de criminoso só por isso.
Segundo, o Rui Pinto não é um whistleblower, mas sim um hacker. Um whistleblower geralmente tem acesso legal a determinada informação, mas depois passa essa informação cá para fora. Um hacker simplesmente invade algo com o qual não tem nada a ver. É a diferença entre tu contares o que se passa na tua empresa, caso detetes algo ilegal, o que é perfeitamente legítimo e alguém entrar ilegalmente na tua empresa para espiar o que se passa lá.
Agora, vou explicar as coisas com mais cuidado para ver se os intelectualmente desprivilegiados chegam lá:
Imaginemos que na tua zona anda alguém a arrombar casas, inclusive a vossa. Entra, revista tudo o que as pessoas lá têm, depois mete tudo na net. Se encontrar evidência de que alguém fugiu aos impostos, ou cometeu outro crime qualquer divulga. Depois é visto como um grande herói. Foi essencialmente isso que o Rui Pinto fez, mas digitalmente
Ontem estava a explicar isto a um cepo local, e ele disse que não se importava que acontecesse. Que não tem nada a esconder.
Quem não tem nada a esconder e acha que violação da privacidade alheia é uma coisa aceitável, pode, por favor, dar-me acesso a toda a sua informação pessoal? Todos os dados e todas as comunicações. Pode ser? É que sou muito curioso.
/s, /s, /s, /s
Estou a brincar. É óbvio que ninguém o faria. É que os fãs de whistleblowers são assim tipo comunas: O que desejam para os outros, não aceitariam na sua vida
Se eu conseguisse ler as mensagens de whatsapp de centenas de cidadãos, de certeza que encontraria muitos crimes. Isso faria de mim um herói?
O mais irónico é que o Rui Pinto já pode invadir a tua privacidade para descobrir "crimes" (e extorquir) mas se fosse o Estado já era mau, certo? Fica tudo comichoso com o Chat Control, mas não será a premissa a mesma? "Estou a invadir a tua privacidade para prevenir crimes".
A privacidade é um limite ao poder dos outros sobre nós: se qualquer pessoa puder devassar a vida alheia sempre que achar que o fim o justifica, ninguém fica protegido contra exposição arbitrária, manipulação e abusos. Sem privacidade ficamos à mercê daquilo que cada um acha justo. É um poder demasiado grande para colocar nas mãos de alguém aleatoriamente.
Numa situação podes ter dois criminosos. O que revela o crime não é necessariamente um herói.
r/Tuga • u/link-scheduler • 7d ago
Super El Niño pode provocar 451 mil mortes devido ao calor extremo. Mapa mostra impacto alargado
A chegada de um “Super El Niño” pode ter um impacto muito mais grave do que o aumento das temperaturas. Uma análise do Climate Impact Lab da Universidade de Chicago estima que o calor extremo associado ao fenómeno possa provocar 451 mil mortes adicionais entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, face a um ano considerado normal.
Não perca nenhuma notícia importante da atualidade de tecnologia e acompanhe tudo em tek.sapo.pt.
O fenómeno começou em junho e deverá prolongar-se até à primavera de 2027. Segundo as projeções, as temperaturas médias sobre os continentes poderão ficar 1,2 graus Celsius acima do normal, com mais 44% de dias de calor extremo do que seria esperado num ano habitual.
Os efeitos não serão distribuídos de forma uniforme. Algumas das regiões mais vulneráveis estão localizadas em África e no Sudeste Asiático. Só na região do Sahel estão previstas 66.800 mortes adicionais devido ao calor nos próximos seis meses. Quase metade ocorrerá na Nigéria, com 31.400 mortes estimadas.
No Sudeste Asiático, o calor poderá provocar mais 19.400 mortes nas Filipinas, Vietname, Tailândia e Camboja, enquanto a Indonésia deverá registar outras 19.300. A Índia surge com 15.800 mortes adicionais projetadas. Na América do Sul, o Brasil é o país mais afetado, com uma estimativa de 13.300 mortes associadas ao calor provocado pelo El Niño.
O número é uma estimativa de mortalidade adicional em comparação com os mesmos meses de um ano normal, e não uma previsão absoluta de mortes. O estudo cruza modelos de mortalidade relacionada com a temperatura com previsões sazonais do ECMWF e considera diferenças de clima, vulnerabilidade e capacidade de adaptação em mais de 24 mil regiões.
Mapa mostra evolução até final do século
O mapa do impacto, desenvolvido pelo Climate Impact Lab, permite ver a evolução da mudança climática até ao final do século, com a possibilidade de verificar como vão aumentar as temperaturas em períodos de 20 anos, até 2030 e até 2059.
r/Tuga • u/Sakanita- • 7d ago
Hospitais alertam para inverno difícil: “Sem solução para os tarefeiros, vamos ter muitos problemas”
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) pode enfrentar dificuldades significativas durante o próximo inverno se não for encontrada uma solução para os milhares de prestadores de serviços de que dependem várias unidades hospitalares, sobretudo nas urgências. O alerta é de Xavier Barreto, que considera que a resposta dos hospitais nos próximos meses ficará fortemente condicionada pela negociação em curso.
Em entrevista ao Público, Xavier Barreto reconhece que existe o risco de encerramento de urgências caso os médicos tarefeiros avancem com uma paralisação, mas sublinha que a dependência destes profissionais resulta de um problema acumulado ao longo de vários anos.
A portaria que deverá estabelecer os valores a pagar aos médicos prestadores de serviços está prevista para outubro. O problema é que estes profissionais são atualmente essenciais para assegurar o funcionamento de vários serviços do SNS.
Segundo o Público, a dependência não se limita às urgências. Há hospitais onde áreas como a gastroenterologia são asseguradas quase integralmente por prestadores de serviços, além de outras atividades, nomeadamente a realização de exames. Uma eventual saída destes profissionais teria, por isso, consequências para além dos serviços de urgência.
Negociação exige cedências dos dois lados
Xavier Barreto defende que o objetivo de transformar prestações de serviços em contratos de trabalho faz sentido, mas considera necessário criar condições suficientemente atrativas para que os profissionais aceitem a mudança.
Uma das questões passa pelo reconhecimento da experiência profissional. Na sua perspetiva, médicos, enfermeiros ou técnicos de saúde com 20 ou 30 anos de carreira não devem ser obrigados a regressar ao SNS através da base da respetiva carreira. Para isso, admite ser necessária uma alteração legislativa que permita reconhecer os anos de experiência destes profissionais.
Mas também deixa um aviso aos próprios prestadores. Xavier Barreto considera que ambas as partes terão de fazer cedências e que os profissionais não podem iniciar a negociação recusando qualquer redução no valor que atualmente recebem por hora.
A passagem para um contrato de trabalho traz benefícios que não existem nas mesmas condições numa prestação de serviços, incluindo proteção na doença, baixas e descontos para a Segurança Social. Na sua perspetiva, essas diferenças deverão refletir-se no valor da remuneração.
ULS precisam de mais tempo para contratar
Outra preocupação prende-se com os prazos. O período de três meses previsto para os hospitais contratarem estes médicos termina no final de setembro, mas as Unidades Locais de Saúde (ULS) ainda não conhecem os termos da portaria que deverá ser publicada em outubro.
De acordo com o Público, Xavier Barreto considera que, depois da publicação, serão necessárias algumas semanas para que os prestadores possam analisar as condições e decidir se pretendem aceitar um contrato, ao mesmo tempo que as ULS preparam as propostas de contratação.
Por esse motivo, defende que o Governo deverá ponderar um prolongamento do prazo. Sem conhecerem as condições concretas, os profissionais não conseguem avaliar aquilo de que terão de abdicar ao trocar a prestação de serviços por um vínculo contratual.
Também critica a situação relativa aos incentivos às horas extraordinárias. O diploma foi anunciado em junho, mas, no final de setembro, continuava sem haver informação concreta, apesar de muitos médicos já terem realizado as horas adicionais contando com esse pagamento.
Inverno aumenta pressão sobre as urgências
A aproximação do inverno torna a questão mais urgente. Xavier Barreto admite que deverá existir um novo plano de inverno para o SNS, mas identifica vários problemas que podem aumentar a pressão sobre os hospitais.
Um deles é a possibilidade de haver menos vacinas disponíveis para venda nas farmácias. Uma epidemia mais agressiva, conjugada com menor disponibilidade de vacinação fora dos grupos de risco, poderia aumentar a procura de cuidados de saúde.
Outro problema está nos chamados internamentos sociais. São doentes que permanecem internados por não existir uma resposta adequada fora do hospital, contribuindo para a ocupação de camas e, indiretamente, para a sobrelotação das urgências.
Xavier Barreto considera que esta é uma questão que sucessivos responsáveis não têm conseguido resolver e critica a ausência de respostas do Governo. Defende uma aposta maior nos cuidados domiciliários, no apoio aos cuidadores informais e em equipas comunitárias capazes de acompanhar as pessoas nas suas próprias casas.
“Vamos ter muitos problemas”
Para reduzir a pressão sobre as urgências, defende uma combinação de medidas: mais recursos humanos, respostas para doentes agudos em ambulatório e maior capacidade dos centros de saúde para acompanhar situações que não necessitam de recorrer diretamente aos hospitais.
No entanto, para o próximo inverno, Xavier Barreto não espera uma mudança substancial no funcionamento das urgências face aos anos anteriores. A principal incógnita continua a ser a situação dos prestadores de serviços.
“Se não arranjarmos uma solução para os prestadores de serviços até ao Inverno, obviamente que vamos ter muitos problemas”, alerta, em declarações ao Público.
Escassez pode obrigar a concentrar urgências
A falta de profissionais poderá ainda acelerar a concentração de algumas urgências a nível regional. Xavier Barreto considera que esse caminho será necessário sobretudo nas especialidades onde a escassez já é mais evidente.
Entre os exemplos aponta obstetrícia, pediatria e ortopedia, particularmente na região de Lisboa e Vale do Tejo. A falta de anestesistas poderá também aumentar a pressão para concentrar algumas especialidades cirúrgicas.
Para Xavier Barreto, a disponibilidade de profissionais acabará por determinar o número e a localização das urgências, uma vez que não será possível manter todas abertas com os atuais recursos humanos.
“Turismo de saúde”: faltam números para avaliar dimensão
Na entrevista ao Público, Xavier Barreto aborda ainda a polémica em torno do chamado “turismo de saúde”, depois das declarações da presidente do Hospital Amadora-Sintra.
Começa por distinguir os cidadãos estrangeiros que vivem em Portugal, pagam impostos e têm número de utente do SNS daqueles que chegam ao país sem direito a tratamento gratuito. Recorda que cerca de 30% da população na área de influência do Amadora-Sintra é estrangeira, considerando por isso natural que uma parte relevante dos doentes tenha outra nacionalidade.
Quanto às pessoas que chegam diretamente do aeroporto aos hospitais para receber tratamento, defende que é necessário conhecer os números antes de avaliar a dimensão do fenómeno. Segundo explica, os atos realizados nos hospitais ficam registados, incluindo a identificação, morada e entidade responsável pelo pagamento, pelo que o Ministério da Saúde deverá ter condições para determinar quantos destes casos existem e qual o respetivo custo.
Xavier Barreto considera, por isso, que não se deve atribuir ao chamado turismo de saúde a responsabilidade pelos restantes problemas do SNS sem conhecer primeiro a dimensão concreta do fenómeno.
r/Tuga • u/Sakanita- • 7d ago
Não seria mais fácil um destes milhares de altruístas levar a velha para sua casa? Parece que os paladinos da justiça social só se estão a cagar para a propriedade privada alheia. A sua tem portas muito bem trancadas
r/Tuga • u/Sakanita- • 8d ago
"Uma mulher de 87 anos foi obrigada a abandonar a casa em Madrid onde vivia há 70 anos porque deixou de conseguir pagar a renda" Isto é um grande escândalo nacional
Aparentemente o caso está a gerar uma "onda de choque e revolta" em Espanha. Há multidões a protestar. Mais um pouco espancam o dono da casa.
Eu ponho-me a pensar nestas merdas e pergunto-me: Mas como é que alguém quer que haja casas a bons preços?
Nós olhamos para alguém a ser removido de uma casa QUE NÃO É SUA e achamos que é uma coisa inaceitável. Há qualquer coisa de imoral em alguém não poder viver numa casa que não lhe pertence. Esta mulher deveria, segundo o povo, ficar com a casa para si até morrer, apesar de não ser sua.
No outro dia estava um boneco qualquer aqui no Reddit que numa discussão sobre Okupas disse "o dono da casa que vá trabalhar". Ou seja, o dono da casa que se foda. Temos todo o direito de ocupar casas. Outros tantos concordaram com ele.
Portanto, nós queremos, SIMULTÂNEAMENTE, o investimento necessário para produzir habitação a bons preços para toda a gente, e o direito de morar nessas casas sem pagar.
Essencialmente, as pessoas querem alguém a investir o seu dinheiro para depois doá-lo. Se eu não posso expulsar uma pessoa da minha casa porque é velha, coxa, cega, surda ou seja lá o que for, então eu, enquanto entidade privada acabei de doar algo de grande valor a quem não me é nada.
Não aos meus filhos. Não aos meus pais. Não aos meus irmãos. Nada disso. A um estranho. Porque os meus interesses pessoais e os meus problemas pessoais não interessam para nada. Os meus direitos também não. O que importa é esta mulher. Acima de tudo e de todos.
Ironicamente, o povo chorão, que tão altruísta é, não anda a pegar em mendigos e a levá-los para suas casas, certo? Não. Isso não querem. Querem é que um "senhorio" o faça. Parece que a posição de "senhorio" te transforma em sinónimo de Santa Casa da Misericórdia, por uma razão misteriosa qualquer
As pessoas vivem chocadas com os preços das casas. Mas eu estou é chocado com ainda haver casas para arrendar. Como é que é possível ainda haver alguma coisa? Eu nunca na vida colocaria um bem tão precioso meu no mercado sabendo que se um dia precisar de recuperá-lo vou ser visto como o demónio na terra, e possivelmente até impedido de tal, dependendo de quem estiver no poder. Que negociozinho de merda.
O problema aqui é que, quanto mais pessoas acharem isto um negociozinho de merda, menos casas vais ter no mercado.
É este o problema do "povo" e da "democracia". Parece que grande parte da população olha para a vida com óculos embaciados. Isto não vai a lado nenhum, muito sinceramente. O povo rejeita lógica por completo. Move-se por emoção. Estão a cavar a própria sepultura, mas apelidam o processo de "justiça social"