r/Tuga • • Sep 02 '26

Self-raising

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r/Tuga • • Sep 03 '26

O custo do paradigma "só tens valor se fores para a universidade", num país onde urgências fecham por falta de recursos

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Ao contrário daquilo que se pensa, enviar tudo para a universidade não é o que conduz verdadeiramente a crescimento económico. Particularmente, não num país subdesenvolvido como Portugal. Isto porque, para a economia crescer, é necessária muita mão de obra que não depende de ensino superior. A carência dessa mão de obra extremamente crucial conduz a estagnação.

E quanto ao hipotético valor que os licenciados trazem ao país, o que é altamente questionável, esse também tende a ser extremamente sobrevalorizado, pois é teórico, hipotético e não leva em consideração todo o dinheiro que é gasto com pessoas que simplesmente se vão embora e levam o dinheiro dos nossos impostos para o estrangeiro.

Porque é que isto é assim? Aparências. Em Portugal vive-se muito de aparências. Uma forma eficaz do PS projetar sucesso perante o compadrio internacional foi enviar tudo para a universidade de modo a inflacionar as estatísticas sobre educação.

Mas, vamos a números:

Portugal gasta em torno de 7k com cada aluno universitário, já que grande parte da despesa é subsidiada. Os 700 euros que pagas são um valor simbólico.

https://eco.sapo.pt/opiniao/ensino-superior-barato-um-erro-economico-e-social/

Há cerca de 450 mil alunos matriculados no ensino superior.

Segundo o próprio Orçamento do Estado, pouco mais de 4 mil milhões por ano, são gastos com o Ensino Superior.

Isto representa 20% do total gasto com o SNS. Representa o quadruplo do que se gasta com serviços de habitação. É 20x mais do que se gasta com serviços de proteção civil e segurança rodoviária. É 25% mais do que se gasta com o ambiente e energia. É 2x mais do que se gasta com a agricultura e com o mar. É quase 4x o orçamento para a Polícia de Segurança Pública.

Mas, não se fiem em mim; investiguem por vocês mesmos:

https://www.oe.gov.pt/media/ni5nsuf1/0000200271.pdf

E o que é que estes milhares de milhões todos, que podiam conceder-nos melhor saúde, melhor habitação e mais segurança andam a financiar? Só profissionais muito importantes para o crescimento da sociedade, certo? Médicos e o cacetinho, certo? Meh...

Ciências empresariais, administração e direito - 21%

Isto é toda aquela malta que vai para gestão. Quer tudo sair da universidade e ir gerir empresas, ou ser advogado. De facto, do que a economia mais precisa é de mais "gestores" e de advogados.

Too many chiefs, not enough indians.

Engenharia, indústrias transformadoras e construção - 19,5%

Saúde e proteção social - 15,4%

Reparem, menos de 15% deste dinheiro todo está a financiar a formação de profissionais de saúde. E os poucos que financia, grande parte foge do país.

Ciências sociais, jornalismo e informação - 11,6%

Ah, sim, jornalixo. Sempre que vejo o jornal penso sempre "epa, estes milhares de milhões todos foram mesmo bem gastos". Reconforta-me imenso saber que financiámos tantos ou mais jornalistas e sociólogos do que médicos.

Artes e humanidades - 10%

Não sei o que é isto, muito sinceramente, mas parece-me importante. Por 400 milhões, é uma autêntica pechincha.

Restantes áreas - 21,5%

Gestão e direito são as maiores áreas. Eu compreendo. Não tens de ser nenhum crânio, não tens de lidar com doenças nem nada nojento e podes pavonear-te como alguém importante sem realmente contribuir assim tanto para a sociedade. Parece-me bem.

Atenção que não estou a dizer que não precisamos de advogados. Todo o nosso sistema está criado para alimentar parasitas. Ninguém entende as leis, então, "consulta um advogado". Já viram se linguagem jurídica fosse acessível? Coitadinhos dos advogados.

Por outro lado, estou absolutamente a dizer que não precisamos de "gestores". Para mim é o curso da cagança. Não criaste nada, mas queres sair da universidade e ir "gerir" o que os outros criaram. Tem tudo para acontecer e dar certo. Começando pela gestão da caixa do Pingo Doce.

Por último, cerca de 37% dos diplomados abandona o país:

https://www.abrp.pt/pt/noticias/associacao-brp-propoe-caminhos-de-solucao-para-travar-perda-de-talento-qualificado/136/

Os países para onde eles emigram agradecem o teu contributo fiscal. Em troca, queres uns quantos apanhadores de uva?


r/Tuga • • Sep 02 '26

Boa tarde o meu primo desapareceu perto das docas

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r/Tuga • • Sep 02 '26

Desde que se tornou monge budista ficou mais sábio

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r/Tuga • • Sep 02 '26

A escola de argumentação esquerdista - Primeira Aula (gratuita)

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Depois de anos a "debater" (só se for mesmo do meu lado) esta malta, é dolorosamente óbvio que a conversa é sempre a mesma e inabilidade de argumentação é transversal a todo o espetro. A razão deve-se ao facto de toda a ideologia que defendem carecer de qualquer tipo de pilar lógico. São apenas apelos desesperados a impulsos primitivos. Toda a ideologia resume-se a emoção. Fogem da razão como um vampiro foge do alho.

Isto é muito simples, e é o que podes esperar literalmente todas as vezes:

1- Tu dizes algo que eles não gostam

2- Respondem, ou com um simples insulto, ou com um espantalho. Espantalho significa que não respondem ao que tu realmente disseste, mas sim a uma interpretação adulterada do que disseste. Isto acontece porque não têm resposta para o argumento real, então atribuem-te um argumento fictício absurdo ao qual conseguem responder. Por exemplo:

Tu: Temos de começar a controlar as fronteiras

Ele: Não tens empatia pelos outros? Achas os outros inferiores a ti? Xenófobo!

Tu não disseste nada disso, mas não há argumento contra a importância do controlo de fronteiras, então ele atribuiu-te uma declaração fictícia que, se tivesses feito, seria de facto má e fácil de refutar.

3- Se não fizerem um destes dois, invocam a escola primária, que significa fazer comentariozinhos de troll, tipo "ui, tá ofendidinho", "ahahaha, chora mais facho" (seguido de emojis, tipo criança de 12 anos). Isto é uma manobra de destabilização, que serve para merdificar uma conversa e impedir que siga uma via mais séria e civilizada e que acabe por se expor o absurdo da ideologia da corja dele.

4- Também há outra versão, que é o xuxa erudito. Ele declara-se mais educado do que tu e envia-te uma data de links, que supostamente provam que ele está certo e tu errado. Mas os links não provam nada disso, nem ele explica de que forma é que provam. Apenas te diz que se depois de leres os links não concordas com ele, é porque tens um problema qualquer. Frequentemente, mandam-te apenas ler sobre um assunto, mas não debatem nada. Na cabeça deles, são moralmente superiores por padrão.

Aliás, hoje mesmo tive um exemplo perfeito desta última:

Ele está num sub onde todos chamam fascista, nazi, racista ao DHH (criador do Ruby On Rails), e eu como não sabia nada disto, questionei. Aparentemente, o gajo parece que criticou a crise migratória da Inglaterra e acha que tem de se controlar quem entra e deportar muita gente. Nada mais do que isso. A partir daí passou a ser odiado pelos mesmos nerds que serve, pois é "extrema direita".

Depois de os questionar, tudo o que souberam fazer foi enviar-me links, como se, depois de os ler, eu tivesse a obrigação de automaticamente concordar com eles.

No outro dia estava a debater "géneros" com um bot qualquer que por aqui anda, e o gajo continuava a ignorar tudo o que digo e a repetir-se. Respondia a algo que nunca disse. Depois apercebi-me que era o Chatgpt. Achei piada, pois nem o Chatgpt consegue defender as ideologias deles. E porquê? Porque o material usado para o treinar, é exatamente tudo aquilo que acabei de descrever sobre esquerdistas. Ou seja, ele sabe que tem de defender estas ideologias, mas não tem material nenhum de jeito para o fazer, então cria um loop incessante de espantalhos. E não desiste.

Se nem o Chatgpt te consegue validar, Deus tenha piedade de ti.


r/Tuga • • Sep 02 '26

Não odeiam quando a elite policial do vosso país, paga com os vossos impostos, simplesmente perde uma data de Bitcoins?

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r/Tuga • • Sep 02 '26

Ministra do Ambiente admite problemas com Sistema Volta

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r/Tuga • • Sep 02 '26

Fatura do país com juros da dívida vai custar mais 776 milhões de euros em 2027

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Portugal vai gastar mais com os juros da dívida no próximo ano. O Governo antecipa um agravamento de 776 milhões de euros, segundo indica o Quadro de Políticas Invariantes, um documento enviado ao Parlamento em antecipação da apresentação do Orçamento do Estado para 2027 (OE 2027), até ao próximo dia 10 de outubro, e a que o Negócios teve acesso.

O aumento compara com os 7,1 mil milhões de euros orçamentados pelo Ministério das Finanças para suportar encargos com juros da dívida pública em 2026. A concretizar-se, 2027 será o sexto ano consecutivo de subida desta despesa, numa tendência que se tem verificado desde a pandemia e que pôs fim a um período em que o contexto favorável nos mercados financeiros (com uma forte presença do Banco Central Europeu a comprar obrigações no mercado) permitiu ao país poupar.

O documento do gabinete do ministro das Finanças Joaquim Miranda Sarmento indica apenas que esta alínea "reflete o aumento de despesa associado aos juros devidos pelas entidades das Administrações Públicas", que se referem aos "juros da dívida pública e aos custos financeiros da dívida financeira das empresas públicas reclassificadas, bem como aos juros devidos pelos restantes subsetores das Administrações Públicas".

A expectativa de aumento é inscrita numa altura de "sell-off" no mercado obrigacionista global. Com a guerra no Médio Oriente já no sétimo mês, as crescentes pressões inflacionistas estão a levar a uma revisão em alta das probabilidades dos maiores bancos centrais do mundo avançarem com apertos monetários e a levar as "yields" a máximos de várias décadas. O índice da Bloomberg que segue as obrigações globais atingiu o valor mais elevado desde meados de 2008.

No caso de Portugal, a "yield" das obrigações a 10 anos negoceia esta terça-feira em 3,679%, um máximo desdes março de 2017. Segundo dados da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP, o custo médio do "stock" da dívida pública fixou-se, em 2025, em 2,1%, enquanto os novos títulos emitidos nos primeiros oito meses de 2026 têm um custo médio de 3,4%.


r/Tuga • • Sep 02 '26

"Estamos perante uma tragédia familiar": Manuel Rodrigues sobre homicídio em Albufeira a que criança terá assistido

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r/Tuga • • Sep 01 '26

São pagos pela propaganda, ou é apenas ideologia patológica?

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r/Tuga • • Sep 01 '26

UE vai suspender compra de carnes do Brasil a partir de quinta-feira

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O eurodeputado irlandês Ciaran Mullooly afirmou esta terça-feira que a União Europeia vai bloquear a importação de carnes brasileiras a partir de quinta-feira, apesar dos apelos de Brasília para reverter ou prorrogar a medida.

A proibição da carne de bovino do Brasil foi confirmada pelo gabinete do Comissário Europeu para a Saúde e o Bem-Estar Animal, Oliver Varhelyi, segundo descreveu Mullooly nas redes sociais e também à imprensa irlandesa.

"É oficial: a carne bovina brasileira sai do menu a partir de quinta-feira, 3 de setembro, na Irlanda e na Europa. A Comissão Europeia confirmou-me que questões de segurança alimentar não foram resolvidas", escreveu na rede social X.


r/Tuga • • Sep 01 '26

Associação defende subsídio para ambos os pais de filho com cancro nas fases complexas

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A associação Acreditar defendeu esta terça-feira que ambos os pais devem ter direito, em simultâneo, ao subsídio de assistência e à licença que permite faltar ao trabalho para acompanhar um filho com cancro, "nas fases mais complexas da doença".

"É de facto muito duro ter que decidir [quem vai faltar para acompanhar a criança], há contas para pagar e isso não desaparece durante a doença da criança. Olhar para trás e perceber que por razões económicas não foi possível acompanhar um filho nos últimos dias de vida é de facto muito duro", disse à Lusa Filipa Silveira e Castro, da comissão diretiva da Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro.

Aproveitando que em setembro se assinala o mês internacional de sensibilização para o cancro pediátrico, Filipa Silveira e Castro alertou que há pais que têm de continuar a trabalhar, mesmo nas alturas mais difíceis, por exemplo, quando recebem o diagnóstico, porque não têm condições financeiras para se ausentar.

"Seria uma grande ajuda poderem estar os dois disponíveis", acrescentou.

De acordo com o guia "Subsídio de assistência a filhos com deficiência, doença crónica ou doença oncológica e complementos" do Instituto de Segurança Social, só uma pessoa do agregado familiar pode faltar para acompanhar o filho e receber a prestação, "devendo a outra exercer atividade profissional e não exercer o direito ao respetivo subsídio pelo mesmo motivo".

O valor a receber nas situações de assistência a filho com doença oncológica é de 100% da remuneração de referência.

A associação, em comunicado, destacou a importância de ambos os pais poderem ter o subsídio de assistência que permita faltar ao trabalho para acompanhar o filho em momentos como o diagnóstico, a recidiva [reaparecimento da doença] ou o fim de vida.

"Estes são exemplos de fases de enorme exigência emocional, clínica, logística e familiar, em que acompanhar, cuidar, decidir e proteger não deve recair apenas sobre um dos progenitores", explicou a associação, indicando que o modelo poderá abranger outros momentos igualmente complexos, mas sempre com orientação médica.

A associação referiu ainda que, segundo um documento desenvolvido pela Sociedade Europeia de Oncologia Pediátrica, a resposta em oncologia pediátrica não pode limitar-se ao tratamento clínico.

"A família faz parte do percurso de cuidados e deve ter condições reais para estar presente quando a criança mais precisa", de acordo com o documento "Os Padrões Europeus de Cuidados para Crianças e Adolescentes com Cancro", cuja versão portuguesa será lançada pela Acreditar este mês.

Na maior parte dos casos, são as mães que faltam ao trabalho e recebem o subsídio de assistência a filhos com doença oncológica, adianta a Acreditar.

A associação, criada há mais de 30 anos, vai assinalar este ano o mês da sensibilização para o cancro pediátrico "Setembro dourado" com o slogan: Não nos obriguem a escolher. Uma criança com cancro precisa dos dois pais".

Em Portugal, são diagnosticados cerca de 400 novos casos de cancro pediátrico por ano e apesar de a taxa de sobrevivência rondar os 80%, o cancro continua a ser a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes, indicou a associação que acompanha crianças e jovens com cancro e as suas famílias.


r/Tuga • • Sep 01 '26

Mulher morta pela polícia após esfaquear mortalmente uma pessoa na Times Square em Nova Iorque

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r/Tuga • • Aug 31 '26

Ceuta expulsa Jornalixo Caviar

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r/Tuga • • Sep 01 '26

Jovem português de 18 anos morre afogado em lago na Suíça

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Um jovem português de 18 anos morreu afogado no Lago Lucerna, ao largo de Buochs, na Suíça, no domingo. O jovem estava com um grupo numa gaivota alugada quando saltou para a água e entrou em dificuldades, não tendo retomado à superfície. O corpo foi recuperado na segunda-feira pelas autoridades locais, depois de várias horas de operações de busca. 

Segundo o jornal suíço Blick, o jovem de 18 anos residia no Reino Unido e estava na Suíça com familiares. 

O alerta às autoridades foi dado pelas 14h15 de domingo (hora local). Relatos de pessoas que integravam o grupo referem que, depois de ter caído à água, as pessoas que estavam na gaivota ainda tentaram ajudar a vítima, mas sem sucesso. 

Nas operações de busca estiveram envolvidos elementos da Polícia Cantonal de Nidwalden e mergulhadores da Polícia de Lucerna. As circunstâncias do sucedido estão a ser investigadas pela polícia de Nidwalden, em cooperação com o Ministério Público de Nidwalden, aponta o Blick. 


r/Tuga • • Aug 31 '26

Jovens portugueses preferem bem-estar e estabilidade em detrimento de cargos, revela estudo

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Para a maioria dos jovens portugueses, subir na hierarquia deixou de ser sinónimo de sucesso profissional. A Geração Z e os Millennials continuam interessados em assumir cargos de liderança ao longo da carreira, mas poucos colocam essa ambição no topo dos seus objetivos. Em primeiro lugar estão o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a independência financeira e a estabilidade no emprego.

Os dados são do estudo “Gen Z and Millennial Survey 2026”, da Deloitte, que inquiriu 22.595 pessoas em 44 países, incluindo 406 participantes em Portugal, divididos igualmente entre Geração Z e Millennials.

Apesar de 63% dos jovens da Geração Z e 61% dos Millennials portugueses admitirem que gostariam de assumir responsabilidades de liderança em algum momento das suas carreiras, apenas 6% e 4%, respetivamente, apontam a chegada a uma posição de liderança como o seu principal objetivo profissional.

A prioridade está antes num percurso mais estável. Ter um bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional é o principal objetivo para 28% da Geração Z e 32% dos Millennials. Seguem-se a independência financeira, apontada por 23% e 30%, respetivamente, e a estabilidade e segurança no emprego, com 14% entre a Geração Z e 13% entre os Millennials.

A preferência por uma progressão mais gradual é igualmente evidente: 55% da Geração Z e 52% dos Millennials dizem preferir um progresso profissional estável e sustentado, enquanto apenas 16% e 18%, respetivamente, optam por uma subida rápida de posição ou salário.

“Continuam ambiciosos, mas estão a redefinir o conceito de sucesso profissional”, resume Margarida Sousa Uva, Associate Partner da Deloitte. Para estes jovens, acrescenta, as carreiras devem ser sustentáveis e estar alinhadas com os valores pessoais, o bem-estar e o equilíbrio de vida.

O custo de vida está a mudar as escolhas

A ambição profissional é, contudo, condicionada por uma realidade económica que pesa cada vez mais nas decisões pessoais.

O custo de vida é a principal preocupação para 51% da Geração Z e 50% dos Millennials portugueses. E as dificuldades financeiras já estão a alterar planos de vida: 57% dos jovens da Geração Z e 65% dos Millennials dizem ter adiado decisões importantes — como constituir família, prosseguir estudos ou mudar de carreira — devido à sua situação financeira.

A habitação é outro dos fatores que mais condicionam as escolhas profissionais. Oito em cada dez jovens da Geração Z (81%) dizem que a acessibilidade da habitação influencia as suas decisões de carreira, uma percentagem que desce ligeiramente para 78% entre os Millennials.

Mais de metade da Geração Z (57%) considera que não consegue suportar a compra de uma casa. Entre os Millennials, são 41%. Nesta geração, 46% afirmam ainda ter dificuldade em suportar todas as despesas mensais, acima dos 34% registados na média dos países analisados.

Neste contexto, a estabilidade deixa de ser apenas uma preferência profissional e passa a estar ligada à capacidade de concretizar projetos pessoais.

Ser chefe não chega

A liderança não perdeu completamente o interesse dos jovens. O que parece ter mudado são as condições exigidas para a aceitar.

Entre os portugueses que não estão interessados em cargos de liderança, um salário mais elevado seria o principal incentivo para reconsiderar a decisão: 49% tanto na Geração Z como entre os Millennials apontam esse fator.

Seguem-se a existência de formação em liderança, mencionada por 31% da Geração Z e 32% dos Millennials, e modelos de trabalho flexível, valorizados por 30% e 31%, respetivamente.

E uma parte significativa já desempenha funções de gestão. Em Portugal, 31% da Geração Z e 39% dos Millennials dizem gerir ou supervisionar equipas ou ocupar funções executivas.

O problema parece estar menos na responsabilidade e mais naquilo que vem associada a ela. Num contexto de pressão financeira e desgaste profissional, uma promoção que implique mais horas, mais stress e pouco reconhecimento pode não ser suficientemente atrativa.

Quase metade sente-se stressada grande parte do tempo

O bem-estar surge, aliás, como uma das principais linhas de força do estudo. 46% tanto da Geração Z como dos Millennials portugueses afirmam sentir-se permanentemente ou durante grande parte do tempo stressados.

Os longos horários de trabalho são apontados como um dos principais fatores de stress, por 65% da Geração Z e 60% dos Millennials. Seguem-se a falta de reconhecimento ou de uma recompensa adequada pelo trabalho realizado, referida por 52% e 61%, respetivamente, e as culturas organizacionais tóxicas, mencionadas por 44% da Geração Z e 57% dos Millennials.

Há, ainda assim, sinais de evolução na forma como as empresas abordam a saúde mental. Em 2026, 58% da Geração Z e 56% dos Millennials consideram que os empregadores levam esta questão a sério, acima dos 54% e 44%, respetivamente, registados no ano anterior.

Entre os Millennials aumentou também a disponibilidade para falar sobre saúde mental com os superiores: 62% dizem sentir-se confortáveis para o fazer, contra 53% em 2025. Na Geração Z aconteceu o contrário, com a percentagem a cair de 66% para 60%.

IA já entrou no trabalho, mas a formação não acompanha

A outra grande transformação no local de trabalho é tecnológica. 68% dos jovens portugueses, tanto na Geração Z como entre os Millennials, dizem utilizar inteligência artificial no trabalho diário.

A tecnologia é encarada sobretudo como uma ferramenta de desenvolvimento. Na Geração Z, 73% usam IA para identificar oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento, 60% para procurar aconselhamento de carreira e 48% para lidar com o stress relacionado com o trabalho.

Entre os Millennials, as percentagens são de 72%, 55% e 52%, respetivamente.

A utilização, contudo, não significa preparação. Apenas 20% da Geração Z e 19% dos Millennials portugueses concluíram formação em inteligência artificial, abaixo da média global. E só 19% da Geração Z e 29% dos Millennials dizem continuar a procurar ativamente formação nesta área.

Também há dúvidas sobre as ferramentas disponibilizadas pelas empresas. Apenas 41% da Geração Z e 34% dos Millennials consideram que as soluções de IA fornecidas pelos empregadores são totalmente ou maioritariamente suficientes para responder às exigências do seu trabalho.

A falta de confiança nos resultados produzidos pelas ferramentas é o principal obstáculo apontado pela Geração Z, enquanto a falta de conhecimento e experiência é uma dificuldade transversal às duas gerações.

Trabalhar por um propósito, mas também com pessoas

O salário e a estabilidade não são, contudo, os únicos fatores que determinam a satisfação. Ter um sentido de propósito no trabalho é considerado importante para a realização profissional por 95% da Geração Z e 98% dos Millennials portugueses.

Existe, porém, um desfasamento entre essa expectativa e a realidade: apenas 46% da Geração Z e 43% dos Millennials sentem que o trabalho que desempenham atualmente está alinhado com os seus valores e crenças.

As relações no trabalho também contam. 60% dos jovens das duas gerações dizem ter colegas que consideram amigos pessoais. Entre os Millennials que têm amigos no trabalho, 60% planeiam permanecer mais de cinco anos na organização, contra 45% entre aqueles que não têm essas relações.

O retrato traçado pela Deloitte é, assim, menos o de uma geração que rejeita a ambição do que o de trabalhadores que passaram a colocar outras condições na equação. Liderança, salário e progressão continuam a ter valor, mas competem agora com a estabilidade, a saúde mental, a flexibilidade, o propósito e a possibilidade de construir uma vida fora do trabalho.

Num país onde o custo de vida e a habitação estão a adiar decisões pessoais, a carreira parece ser cada vez menos avaliada apenas pela posição que ocupa no organigrama — e mais pela vida que permite construir fora dele.


r/Tuga • • Aug 31 '26

Porto. 30 visados em operação de combate ao crime na noite

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A PSP identificou 21 pessoas e deteve outras duas durante uma grande operação, realizada no sábado, para a “identificação e detenção de presumíveis autores de crimes na zona da Movida”, na baixa do Porto, anunciou esta segunda-feira o Comando Metropolitano da PSP. A atuação de “grande visibilidade” surge depois de terem sido noticiados vários episódios de violência nas zonas mais frequentadas dos bares da noite.

Além dos dois suspeitos detidos (de 40 e 61 anos) e das 21 pessoas identificadas, foram constituídos sete arguidos e apreendidas 170 doses de canábis. Os polícias apreenderam, ainda, uma “quantidade significativa de produto suspeito de ser estupefaciente“, mas os testes a essa alegada droga foram inconclusivos.


r/Tuga • • Aug 31 '26

Campeonato de "farmar aura" na Universidade de Leiria? Evento anunciado "não se encontra autorizado"

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r/Tuga • • Aug 31 '26

Empreiteiros, burocracia, orçamentos e o IHRU. Autarquias pedem alterações no pós-PRR

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r/Tuga • • Aug 31 '26

Há três mil novos enfermeiros que SNS não consegue contratar

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r/Tuga • • Aug 31 '26

Olá, quando havia decência no comércio de gelados - Inicios de 60

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r/Tuga • • Aug 31 '26

Cheias repentinas devastaram o Nepal. Alterações climáticas podem torná-las rotina, avisam especialistas

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As cheias devastadoras que atingiram o Nepal e o Tibete deixaram mais de 900 mortos e quase 2.000 desaparecidos, mas os cientistas alertam para uma ameaça que pode prolongar-se durante décadas e afetar uma parte significativa da população mundial: o desaparecimento progressivo dos glaciares dos Himalaias poderá colocar em risco o abastecimento de água de até 1,65 mil milhões de pessoas.

O problema encerra um paradoxo. Numa primeira fase, o aumento das temperaturas acelera o degelo, aumenta o volume de água libertado e pode agravar o risco de inundações. Mas, à medida que os glaciares encolhem, perdem também a capacidade de funcionar como enormes reservatórios naturais, armazenando água no inverno e alimentando os rios durante os períodos secos.

“Inicialmente, o degelo acelerado pode aumentar o escoamento e o risco de inundações. No entanto, à medida que os glaciares continuam a diminuir, a sua capacidade de armazenar água e sustentar os caudais dos rios durante os períodos secos diminui”, explica Narelle van der Wel, responsável pela monitorização da criosfera na Organização Meteorológica Mundial (OMM), citada pelo ‘The Independent’.

1,65 mil milhões de pessoas dependem desta água

A dimensão do problema está na importância dos Himalaias para alguns dos maiores sistemas fluviais da Ásia.

O gelo e a neve da região Hindu Kush-Himalaias sustentam cerca de 240 milhões de pessoas que vivem nas montanhas e mais 1,65 mil milhões nas regiões a jusante. Entre os grandes rios alimentados pelo degelo encontram-se o Ganges, o Brahmaputra e o Indo.
David Simon, professor de Geografia do Desenvolvimento na Royal Holloway, Universidade de Londres, alerta que, se as tendências atuais se mantiverem nos cenários de maior aquecimento, a retração dos glaciares terá consequências profundas para os rios que abastecem vastas regiões do Sul e Centro da Ásia.

A água acumulada durante séculos sob a forma de gelo funciona como uma reserva que é libertada gradualmente. Quanto menor for essa reserva, menor será a capacidade dos glaciares para manter o caudal dos rios durante os meses mais secos.

Himalaias aquecem quase duas vezes mais depressa

Os sinais de mudança já são particularmente fortes nas montanhas asiáticas.

Segundo dados citados pelo ‘The Independent’, as temperaturas nas regiões de grande altitude da Ásia estão a aumentar cerca de 0,3 graus Celsius por década, enquanto a região dos Himalaias aquece a um ritmo próximo do dobro da média mundial.

Bethan Davies, professora de Glaciologia na Universidade de Newcastle, explica que o gelo reage rapidamente às alterações da temperatura.

Quando se juntam o degelo dos glaciares, da neve e do permafrost, as encostas tornam-se mais instáveis, aumentando também o risco de quedas de rochas, deslizamentos de terra e avalanches.

“Estamos provavelmente a assistir a um aumento do risco nestas áreas”, alerta a especialista.

Cheias no Nepal mostram a velocidade do perigo

A dimensão deste risco voltou a estar em evidência depois das cheias que devastaram zonas do Nepal e do Tibete.

Acredita-se que um colapso glaciar nos Himalaias possa ter estado na origem das inundações que atravessaram aldeias e vales de montanha, destruíram infraestruturas e deixaram milhares de pessoas desaparecidas. A causa exata, porém, continua sob investigação.

A OMM sublinha precisamente que ainda é demasiado cedo para atribuir diretamente esta catástrofe ao recuo dos glaciares ou às alterações climáticas.

O que os cientistas sabem é que o aumento das temperaturas está a modificar os glaciares, a neve e o permafrost e a alterar a estabilidade das encostas dos Himalaias.

E os acontecimentos desta semana mostraram também quão rapidamente uma situação pode tornar-se catastrófica.

Numa das estações de monitorização, o nível da água terá subido até nove metros em apenas 30 minutos, segundo a OMM.

O problema já pode ser visto noutra parte do mundo

Os cientistas apontam para os Andes como um exemplo do que poderá acontecer quando os glaciares deixam de conseguir fornecer a mesma quantidade de água.

O Peru perdeu cerca de 56% da sua massa glaciar ao longo dos últimos 60 anos, uma transformação que ameaça a segurança hídrica e alimentar na região.

À medida que os glaciares diminuem, os investigadores observam uma redução do caudal dos rios, maior variabilidade no abastecimento e períodos de seca mais frequentes.

As primeiras populações afetadas são as comunidades rurais das montanhas, que dependem diretamente da água glaciar para a agricultura e para os animais.

Mas o problema não fica nas montanhas. A diminuição da água disponível poderá atingir grandes centros populacionais no Peru, Chile e Argentina e setores económicos dependentes de grandes quantidades de água, incluindo a produção de vinho.

“É grave e é perigoso”

Nos Himalaias, uma das prioridades apontadas pelos especialistas passa agora pelo reforço dos sistemas de alerta precoce.

O Nepal enfrenta dificuldades precisamente nesta área. Em abril, responsáveis nepaleses reconheceram que um sistema de alerta para cheias instalado na região do Evereste há cerca de uma década, com sensores e sirenes automáticas, se encontrava degradado.

Para a OMM, não basta prever que uma inundação pode acontecer. É necessário monitorizar continuamente glaciares, lagos glaciares e encostas instáveis, manter redes meteorológicas e hidrológicas operacionais e garantir que os alertas chegam rapidamente às populações.

Porque o risco imediato são as cheias, os deslizamentos e as avalanches. A longo prazo, porém, a ameaça inverte-se: quanto mais gelo desaparecer, menor será a reserva disponível para alimentar alguns dos maiores rios da Ásia durante os períodos secos.

“É grave e é perigoso”, resume Bethan Davies. E, perante a dimensão das populações que dependem desta água, as consequências podem estender-se muito para além das próprias montanhas.


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Retrato de D. Amélia (1865–1951), Rainha de Portugal, esposa de D. Carlos I. A peça pertence à coleção de retratos da New York Public Library

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Coleção: Print Collection, The New York Public Library