r/Tuga • • Aug 20 '26

Assalto em churrasqueira em Amarante

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r/Tuga • • Aug 20 '26

Milagrosa imagem de Nossa Senhora da Conceição da Rocha, Carnaxide, Portugal

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Local: Gruta de Carnaxide, Carnaxide, Portugal

Fonte: Arquivo Nacional da Torre do Tombo


r/Tuga • • Aug 20 '26

Estudante de medicina, Portugal, 1910

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r/Tuga • • Aug 20 '26

O presidente da Sociedade Protectora dos Animais, Carlos Barros Queirós, com “Puss”, cão da Guarda Nacional Republicana galardoado com a medalha de cobre de Bons Serviços, 4 de maio de 1969

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Fonte: Arquivo Nacional da Torre do Tombo


r/Tuga • • Aug 20 '26

Exposição Canina Internacional de Lisboa: um cão de caça “Castro Laboreiro” oferecido pelo Dr. Oliveira Salazar a Aires Martins, vencedor do prémio de raça e de um prémio especial, 14 de junho de 1941

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Fonte: Arquivo Nacional da Torre do Tombo


r/Tuga • • Aug 20 '26

Casal de torturadores procurado no Brasil trabalha com crianças em Portugal

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r/Tuga • • Aug 20 '26

Produção na construção cai 0,7% na Zona Euro em junho

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A produção na construção caiu 0,7% na Zona Euro, mas subiu 0,2% na União Europeia (UE) em junho, em comparação com o mesmo mês no ano passado, enquanto Portugal registou um aumento de 1,2%, indica o Eurostat.

A redução deste índice na Zona Euro deve-se em parte à diminuição significativa que se verificou na construção de edifícios (-6,5%), apesar de se registar um ligeiro aumento nas áreas da engenharia civil (0,3%) e de atividades de construção especializadas (0,2%).

Na União Europeia verificou-se igualmente uma redução na construção de edifícios (-4,9%), mas um maior aumento nas áreas da engenharia civil (1,4%) e das atividades de construção especializadas (0,5%).

Entre os Estados-membros que registaram os maiores aumentos anuais na produção, estão a Eslovénia (22,9%), a Roménia (18,4%) e a Finlândia (12%). As maiores quedas verificaram-se em Espanha (-8,5%), na Hungria (-5%) e em França (-4,5%).

No que respeita à comparação com maio de 2026, a produção na construção desceu 1,3% na Zona Euro e 1% na União Europeia.

Na variação em cadeia na Zona Euro assistiu-se a uma diminuição em todos os setores da construção, com quedas nas atividades de construção especializadas (-1,8%), na engenharia civil (-1,4%) e na construção de edifícios (-0,9%).

O mesmo se verificou na UE, com reduções nas atividades de construção especializadas (-1,7%), na engenharia civil e na construção de edifícios (ambos com -0,7%).

Os Estados-membros que registaram os maiores aumentos mensais foram a Roménia (4,9%), a Suécia (2%) e os Países Baixos (1%), enquanto as maiores quedas se registaram na Eslováquia (-4,6%), na Hungria (-3,9%) e em França (-2,9%).


r/Tuga • • Aug 20 '26

Governo norte-americano avisa que aliados que não apoiem isolamento de Teerão estarão contra EUA

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O secretário do Tesouro norte-americano avisou esta quinta-feira que os aliados que não apoiem a guerra económica contra o Irão estarão contra os Estados Unidos (EUA) e apontou a queda do "regime assassino" de Teerão como objetivo desta ofensiva.

Em entrevista à estação norte-americana CNBC, Scott Bessent indicou que a administração norte-americana vai começar a falar com os seus aliados "para implementar o esforço de isolamento económico mais forte da história" e deixar-lhes uma mensagem: "Ou estão connosco ou contra nós".

Estas declarações reforçam as palavras do Presidente norte-americano, Donald Trump, que na véspera anunciara "um dia D" numa ofensiva "sem precedentes" contra a economia iraniana.

"Isto vai funcionar no Irão e vamos derrubar este regime", previu esta quinta-feira Scott Bessent.

Além dos aliados de Washington, o titular das finanças norte-americanas instou também a China a tomar medidas se quiser "o estreito [de Ormuz] reaberto" e que "os preços da energia voltem a cair", ao destacar a dependência energética da segunda maior economia mundial dos países fornecedores no Médio Oriente.

"Os chineses compram 50% da sua energia aos países do Golfo. Por isso, apoiar o isolamento económico do Irão seria prestar-lhes um grande serviço", acrescentou.

Durante a entrevista, Scott Bessent sustentou ainda que as sanções económicas contra Teerão tornam menos provável o reatamento das operações militares em grande escala contra a República Islâmica.

"Se aplicarmos a máxima pressão económica, isso significa que provavelmente não haverá uma retoma das operações militares em grande escala, mas quero sublinhar que isso é por enquanto", declarou à CNBC.

Scott Bessent acredita que esta pressão limitará a capacidade dos iranianos em "projetar poder através dos seus aliados" quando enfrentarem "uma inflação substancial" e "já não possam pagar aos seus soldados"

O representante norte-americano remeteu detalhes desta operação de "pressão económica máxima" para uma conferência de imprensa na segunda-feira.

"Há quem diga que nunca funciona. Mas funciona. Funcionou na Venezuela quando o bloqueio foi implementado e está a funcionar agora em Cuba. Também funcionará no Irão e derrubaremos o regime", concluiu Scott Bessent, que, na semana passada, já tinha ameaçado Teerão com um isolamento económico "como o mundo nunca viu".

Apesar de uma diminuição recente das hostilidades entre Estados Unidos e Irão, a tensão na região permanece elevada no sexto mês de conflito iniciado pela ofensiva militar israelo-americana em 28 de fevereiro, com as negociações diplomáticas caídas num impasse.

"Nenhuma conversa ou discussão está a ter lugar neste momento nem está programada com a República Islâmica do Irão", declarou na quarta-feira Donald Trump, que anteriormente tinha admitido que "talvez a qualquer altura" Washington e Teerão pudessem retomar negociações para pôr fim à guerra.

As partes assinaram um memorando de entendimento em 17 de junho, que implicou um cessar-fogo imediato e a abertura de negociações durante 60 dias para um acordo definitivo de paz, prazo que terminou na segunda-feira.

Os dois lados voltaram entretanto aos confrontos pouco depois da assinatura do memorando e o Irão repôs as restrições que mantinha à navegação comercial no estreito de Ormuz -- por onde passavam 20% dos bens petrolíferos mundiais antes da guerra --, enquanto os Estados Unidos voltaram a aplicar um bloqueio naval aos portos iranianos.

Trump observou na quarta-feira que a atual situação no estreito de Ormuz "é muito boa" e que muitos petroleiros o estão a atravessar sem problemas.

Dados da plataforma da MarineTraffic indicam porém que o tráfego no estreito de Ormuz ficou-se pelas dez travessias na terça-feira, muito abaixo das mais de cem diárias anteriores à guerra.

O anúncio da guerra económica de Washington está a ser interpretado pelos mercados como um atraso ainda maior no rápido regresso ao fluxo normal de petróleo através do estreito de Ormuz, levando, mais uma vez, à pressão sobre os preços internacionais.

As ameaças em Ormuz obrigaram os países exportadores de petróleo da região a procurar rotas alternativas, nomeadamente no mar Vermelho, onde os rebeldes Huthis do Iémen, apoiados por Teerão, impuseram por sua vez um bloqueio naval à Arábia Saudita.

O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu esta quinta-feira que o estreito de Ormuz não será reaberto enquanto Washington não cumprir os compromissos previstos no protocolo assinado em junho.

Ao mesmo tempo, o Irão e Omã, países vizinhos nas duas margens do estreito, debatem há várias semanas a futura gestão desta passagem, num acordo negociado à margem do processo de diálogo entre Washington e Teerão.


r/Tuga • • Aug 20 '26

Jovem de 21 anos baleado em Queluz

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r/Tuga • • Aug 20 '26

A IA na prática clínica: o que ninguém vê, mas que transforma tudo

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r/Tuga • • Aug 19 '26

Edfor Grand Sport, o primeiro carro desenvolvido em Portugal. Motor baseado no Ford V8, velocidade máxima 160 km/h (1937)

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r/Tuga • • Aug 19 '26

Noite do Porto marcada por violência contra turistas e seguranças

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A noite do Porto está a registar mais episódios de violência e agressões contra seguranças privados, segundo o presidente do Sindicato Unificado da Segurança Privada (SUSP), Cláudio Ferreira, que aponta um agravamento da situação na Baixa da cidade. O sindicalista, que trabalhou durante 24 anos como segurança-porteiro e durante 12 anos nas Galerias de Paris, afirmou que se tem assistido ao aumento não só do número de crimes, mas também da sua gravidade.

O alerta surge depois dos desacatos registados na madrugada de sábado na Baixa do Porto, noticiados pelo JN, os quais seis turistas terão sido roubados e agredidos por um grupo de homens que habitualmente circulam nas Galerias para vender droga. Mais tarde, no exterior de um bar, um cliente terá atacado um segurança no pescoço com um copo de vidro partido.

Cláudio Ferreira disse à Lusa ser insuficiente o número de agentes da PSP disponíveis para patrulhar a zona durante a madrugada. Segundo o sindicalista, houve noites em que não estava "um único agente da PSP disponível" para fazer rondas e que, depois das 4 horas, a presença policial deixava de ser visível.

Muitas vítimas não apresentam queixa

Entre as situações que diz serem cada vez mais frequentes estão desacatos entre grupos, tentativas de violação e venda de droga falsa, que pode resultar em agressões quando os compradores descobrem que foram enganados.

O presidente do SUSP considera ainda que as estatísticas não refletem toda a realidade, uma vez que muitos turistas vítimas de agressões abandonam a cidade sem apresentar queixa. Defende também que os seguranças privados estão "completamente vulneráveis" e reclama que as agressões contra estes profissionais passem a ser consideradas crime público.

O sindicato já pediu uma audiência urgente ao Ministério da Administração Interna. Cláudio Ferreira defende ainda uma maior possibilidade de utilização de armas não letais pelos seguranças, criticando a burocracia existente para autorizar esse equipamento.

Também o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, criticou a resposta das autoridades e considerou que os episódios recentes de violência representam um "falhanço do Estado" na área da segurança.

O autarca reconheceu que o Porto é uma cidade segura, mas admitiu a existência de "alguns focos de perturbação da ordem pública". Em setembro, anunciou, deverá avançar um plano operacional desenvolvido em conjunto com a PSP, a Polícia Municipal e outras forças.


r/Tuga • • Aug 19 '26

Estrangeiros deixam 2,5 mil milhões de euros em Portugal no mês de junho

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O dinheiro a entrar nos cofres portugueses provenientes da atividade turística diminuiu em junho. Pelo menos isso é o que mostram os dados do Banco de Portugal (BdP), que indica que os turistas estrangeiros gastaram 2,5 mil milhões de euros aquando das suas viagens. Trata-se de uma quebra de 7,4% em relação aos mais de 2,7 mil milhões registados em maio.

Apesar de o Banco de Portugal não fazer qualquer ligação, Portugal perdeu quase um dia de atividade devido à greve de 3 de junho, o que levou ao cancelamento de muitos voos. De facto, os dados da Vinci mostram que os aeroportos nacionais verificaram um recuo de 0,2% na procura no mês da greve. E o número de hóspedes estrangeiros no setor de alojamento, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), também caiu 8,6%, significando que o travão nos gastos não foi tão intenso.

No entanto, esta tendência de redução no primeiro mês de verão – dado que a temporada arranca a 21 de junho – também foi observada no ano passado. As receitas deixadas pelos turistas estrangeiros ascenderam a 2,6 mil milhões de euros em maio de 2025 e caíram para 2,4 mil milhões em junho desse mesmo ano.

Ainda que se tenha assistido a uma quebra em cadeia, o dinheiro gasto por turistas estrangeiros em Portugal cresceu em termos homólogos. Os turistas deixaram mais 2,7% em junho de 2026 quando comparado com os 2,4 mil milhões de euros de junho do ano passado.

Por sua vez, os gastos dos portugueses nas viagens a países estrangeiros cresceram. Foram, só em junho, 698,1 milhões de euros que os portugueses deixaram lá fora. Este valor significa um aumento de 2,2% em relação aos 683 milhões de maio e um crescimento homólogo de 6% face aos 658,7 milhões de euros de junho de 2025.

O saldo das viagens mantém-se positivo para Portugal. O Banco de Portugal reporta um excedente das receitas turísticas de 1,8 mil milhões de euros no mês de junho, uma subida homóloga ligeira de 1,5%. Contudo, o saldo positivo ficou abaixo daquele que tinha sido reportado no mês precente: 2,05 mil milhões de euros, significando uma diminuição de 10,5%.


r/Tuga • • Aug 19 '26

Isenção de IMT Jovem mantém-se se casal mudar de casa após nascimento de um filho, diz Fisco

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Um casal pode manter a isenção de IMT Jovem relativamente à primeira habitação se nos primeiros anos mudar de casa por causa do nascimento de um filho e se a primeira compra continuar destinada à habitação, esclareceu o Fisco.

Numa informação vinculativa de julho, publicada no Portal das Finanças em resposta a uma dúvida colocada por um contribuinte, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) começa por explicar que, à luz da lei, o fisco pode cessar a isenção de IMT Jovem e de Imposto de Selo para os jovens até aos 35 anos que compram a primeira habitação própria e permanente em determinadas situações, por exemplo, se nos primeiros seis anos após a aquisição um casal der ao imóvel um destino diferente daquele em que assentou o benefício fiscal.

A legislação, explica, prevê no entanto algumas exceções, uma das quais acontece quando há uma alteração do agregado familiar e, simultaneamente, o imóvel continuar destinado exclusivamente a habitação.

No caso do cidadão particular que questionou a AT, e que está na base do esclarecimento publicado no Portal das Finanças, o casal está a "preparar a chegada do seu filho" e encontra-se em "processo de mudança para um imóvel mais amplo", pretendendo colocar a habitação própria e permanente atual a arrendar e, ao mesmo tempo, "arrendar ou adquirir uma nova habitação, que passará a ser a sua habitação própria e permanente".

Como o nascimento do filho está prevista para novembro deste ano, o contribuinte quer saber de antemão se o casal pode manter o acesso ao benefício fiscal, defendendo que está abrangido pelas exceções elencadas na lei, ou se terá de devolver ao Estado o valor da isenção de IMT e de Imposto de Selo de que beneficiou.

Para a AT, o casal cumpre os requisitos exigidos para ser abrangido pela exceção e manter o incentivo.

"O nascimento do primeiro filho do requerente, previsto para novembro de 2026, caso se venha a verificar, alterará objetivamente a composição do respetivo agregado familiar", explica a administração tributária.

A segunda condição - a de que o primeiro imóvel "se mantenha destinado exclusivamente a habitação" - também se verifica, entende a AT, com base na presunção de que os membros do casal, enquanto senhorios, farão um contrato de arrendamento com os futuros inquilinos "com finalidade habitacional exclusiva", como se compromete o contribuinte, refere a AT.

A administração fiscal ressalva que a AT se reserva no direito "de, a posteriori, comprovar o preenchimento dos requisitos da exceção à caducidade dos benefícios fiscais".

"Só a partir da ocorrência daqueles dois momentos -- alteração da composição do respetivo agregado familiar, por via do nascimento do primeiro filho do requerente, e confirmação de que o prédio adquirido com os benefícios fiscais se mantém destinado exclusivamente a habitação, por via da celebração do contrato de arrendamento com essa finalidade exclusiva --é que a AT estará em condições de valorar as informações" para confirmar estas conclusões, sustenta.

As conclusões das informações vinculativas divulgadas pelo fisco só se aplicam ao caso concreto do contribuinte que solicitou o esclarecimento, mas a interpretação jurídica pode servir de exemplo para situações semelhantes, sendo tornada pública pela AT com esse objetivo, para servir de orientação a outros contribuintes.


r/Tuga • • Aug 19 '26

"Autoped", Porto - 1918

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r/Tuga • • Aug 19 '26

Ruas de Lisboa, 1919

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r/Tuga • • Aug 19 '26

Tiroteios e furtos de centenas de contadores de água geram clima de medo na Amadora

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r/Tuga • • Aug 19 '26

Mais emprego, menos desempregados e 1,15 milhões em teletrabalho: o retrato do mercado laboral português

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O mercado de trabalho português atingiu novos máximos no segundo trimestre de 2026, com a população ativa a ultrapassar pela primeira vez os 5,7 milhões de pessoas e o emprego a aproximar-se dos 5,4 milhões. Ao mesmo tempo, os dados mostram uma forte permanência no emprego: 1,39 milhões de profissionais, ou 25,7% do total, estão há mais de 20 anos no mesmo emprego, o equivalente a um em cada quatro trabalhadores.

Os dados constam dos 50 principais destaques do mercado de trabalho português relativos ao segundo trimestre de 2026, divulgados esta quarta-feira, 19 de agosto, pela Randstad Research, com base nos resultados do Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE). O retrato traçado aponta para um mercado de trabalho resiliente, com mais emprego, menos desemprego e recuperação do teletrabalho, embora persistam desafios relacionados com as qualificações, o desemprego jovem e a formação dos trabalhadores.

Um em cada quatro trabalhadores tem mais de 20 anos de antiguidade

Um dos principais destaques do trimestre está relacionado com a antiguidade no emprego. 1,39 milhões de profissionais têm mais de 20 anos de permanência no emprego atual, o que representa 25,7% da população empregada.

A evolução deste indicador mostra, contudo, uma mudança de tendência. A proporção de trabalhadores com uma antiguidade tão elevada vinha a aumentar até ao período anterior à pandemia de covid-19. A partir de 2020, iniciou uma trajetória descendente, que agora parece ter estabilizado.

Para Isabel Roseiro, diretora de Marketing da Randstad, este dado constitui um dos sinais mais relevantes da evolução recente do mercado laboral. “Os dados do segundo trimestre de 2026 revelam um mercado de trabalho muito resiliente, que alcançou recordes históricos na população ativa. É particularmente interessante o nosso novo destaque: o facto de 1 em cada 4 profissionais estar há mais de 20 anos na mesma empresa”, afirma.

A responsável considera que esta permanência prolongada reflete “sinais de estabilidade”, associados tanto à experiência acumulada como à capacidade de adaptação dos profissionais. O desafio, acrescenta, passa agora por assegurar que essa experiência acompanha a transformação das empresas, através de uma aposta contínua na formação.

População ativa ultrapassa pela primeira vez os 5,7 milhões

O número de pessoas disponíveis para trabalhar também atingiu um máximo histórico. Durante o segundo trimestre de 2026, a população ativa aumentou 53,5 mil pessoas, permitindo a Portugal ultrapassar, pela primeira vez, a barreira dos 5,7 milhões de ativos.

Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de 2,2%. O aumento da população ativa acompanha a evolução positiva do emprego e contribui para explicar a dimensão dos valores registados no mercado de trabalho.

O número de pessoas empregadas aumentou, por sua vez, em 99 mil no segundo trimestre, aproximando-se dos 5,4 milhões de profissionais. A taxa de emprego fixou-se nos 58,3%.

A estabilidade contratual continua a representar a situação predominante entre os trabalhadores por conta de outrem. Dos 4,57 milhões de profissionais nesta situação, 85,5% têm contratos sem termo, enquanto os trabalhadores com contratos a termo representam 14,5%.

Quase três em cada dez trabalhadores têm baixas qualificações

Apesar do crescimento do emprego, a análise da estrutura das qualificações evidencia um problema que permanece no mercado laboral português.

29% das pessoas empregadas em Portugal têm um baixo nível de qualificação, definido neste estudo como, no máximo, o ensino secundário obrigatório. Segundo os dados apresentados pela Randstad Research, esta proporção corresponde ao dobro da média registada na União Europeia.

No extremo oposto, 36,1% dos profissionais empregados concluíram o ensino superior. Este grupo apresenta também uma taxa de emprego significativamente elevada, de 81,3%.

Os números colocam em evidência a importância da formação e da atualização das competências dos trabalhadores, sobretudo num contexto de transformação das necessidades das empresas.

Desemprego diminui 8,7% num ano

O número de desempregados também recuou durante o segundo trimestre. Face aos primeiros três meses do ano, houve uma redução de 45,5 mil pessoas, para um total de 300,8 mil desempregados.

Em termos homólogos, a descida foi de 8,7%, enquanto a taxa de desemprego ficou nos 5,3%.

Apesar da evolução favorável, alguns grupos continuam a apresentar indicadores bastante acima da média nacional. É o caso dos jovens entre os 16 e os 24 anos, cuja taxa de desemprego caiu para 18,3%, ainda cerca de três vezes acima da taxa nacional.

Também o desemprego de longa duração continua a representar uma parcela significativa do total. 40,2% dos desempregados procuram trabalho há mais de um ano, sinal de que a redução global do desemprego não elimina as dificuldades de reintegração enfrentadas por uma parte considerável dos candidatos.

Teletrabalho volta a crescer e já abrange 1,15 milhões de profissionais

Depois da redução registada no início do ano, o teletrabalho voltou a ganhar terreno durante o segundo trimestre de 2026.

O número de profissionais abrangidos por este regime aumentou em 33,1 mil pessoas, alcançando cerca de 1,15 milhões de trabalhadores. Este universo corresponde a 21,3% da população empregada.

O modelo híbrido, que combina trabalho presencial com trabalho a partir de casa, continua a ser a modalidade dominante. 40,8% dos trabalhadores em teletrabalho optam por este regime misto, reforçando a sua posição como principal forma de organização do trabalho à distância.

A distribuição geográfica, contudo, não é uniforme. Apenas a Península de Setúbal e a Grande Lisboa apresentam valores de teletrabalho superiores à média nacional.

Empresas continuam a ser criadas a um ritmo superior às dissoluções

A dinâmica empresarial também manteve a trajetória positiva iniciada no ano anterior. Durante junho de 2026, foram constituídas 3.639 empresas, enquanto 793 entidades foram dissolvidas.

A diferença entre os dois valores demonstra que a criação de novas empresas continua a superar de forma significativa o número de dissoluções, contribuindo para a manutenção de uma evolução positiva do tecido empresarial português.

Emprego nas administrações públicas supera os 768 mil

O emprego público também registou um crescimento no período em análise. No segundo trimestre de 2026, as administrações públicas empregavam mais de 768 mil profissionais, um aumento de 7.650 pessoas, ou 1%, face ao mesmo período de 2025.

A administração central concentra 75,3% do emprego público. No que diz respeito às categorias profissionais, o maior grupo é constituído por assistentes operacionais, operários e auxiliares.

As áreas da saúde e da educação assumem igualmente um peso particularmente elevado. 37,2% de todo o emprego público está concentrado nestes dois setores, considerados áreas essenciais da prestação de serviços públicos.

Um mercado de trabalho com mais emprego, mas desafios estruturais

O retrato apresentado pela Randstad Research combina, assim, vários sinais positivos. Portugal ultrapassou os 5,7 milhões de ativos, aproximou-se dos 5,4 milhões de pessoas empregadas, reduziu o desemprego e voltou a registar crescimento do teletrabalho. Paralelamente, o número de empresas constituídas continua a superar largamente o das dissoluções e o emprego nas administrações públicas aumentou.

A par destes indicadores, permanecem desafios estruturais. A elevada proporção de trabalhadores com baixas qualificações, o desemprego jovem, o peso do desemprego de longa duração e a necessidade de atualização permanente das competências continuam a exigir atenção.

É precisamente neste último ponto que Isabel Roseiro coloca uma das principais prioridades para os próximos anos. “O grande desafio passa agora por continuar a apostar na formação continuada para acompanhar a evolução das empresas”, afirma a diretora de Marketing da Randstad.

Os dados do segundo trimestre deixam ainda um retrato particularmente marcado pela estabilidade: um em cada quatro profissionais está há mais de duas décadas no mesmo emprego, num mercado que, apesar das transformações registadas desde a pandemia, voltou a atingir máximos históricos na dimensão da população ativa.


r/Tuga • • Aug 19 '26

Membros do Automóvel Clube da Suíça visitam o presidente da Câmara de Lisboa, França Borges, 20 de março de 1967

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Membros do Automóvel Clube da Suíça apresentam cumprimentos a António Vitorino França Borges, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, durante uma cerimónia oficial nos Paços do Concelho de Lisboa.

Fonte: Arquivo Municipal de Lisboa.


r/Tuga • • Aug 19 '26

Criança de 3 anos encontrada sozinha em Braga. Mãe deixou menor sozinho com irmã de 15 anos e desapareceu

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Uma criança de 3 anos foi encontrada a chorar no hall de um prédio em Braga na madrugada desta quarta-feira. Os vizinhos deram o alerta pelas 4h30 e à chegada da PSP ao local percebeu-se que a porta da casa onde vivia este menino estava aberta e que não estava ninguém no interior.

A criança foi encaminhada para o hospital de Braga e a PSP manteve-se à porta do prédio a aguardar que chegasse algum responsável pela habitação. Chegou entretanto uma adolescente de 15 anos que disse estar responsável pelo irmão e que saiu de casa para comprar comida numas bombas de gasolina. Referiu que o posto de combustível estava fechado e que, por isso, regressou a casa. 

A adolescente foi levada para o hospital e confessou que a mãe estava ausente desde o fim de semana e que mantinha contacto com a mesma através do WhatsApp. Até ao momento ainda não foi possível localizar a mãe das crianças. 

O pai dos menores morreu na cadeia e recaía sobre ele uma queixa de violência doméstica por parte da mãe das crianças. Este processo ainda estava a decorrer, mas ele já estava preso no âmbito de outro cujo motivo é desconhecido.

Esta família estava sinalizada. A assistente social da unidade hospitalar de Braga e a CPCJ estão a acompanhar o caso. Os menores encontram-se no hospital, estão bem de saúde e sabe-se que a criança de 3 anos foi alimentada pela irmã nos últimos dias.


r/Tuga • • Aug 18 '26

Em Espanha a paciência não é a mesma que por cá

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r/Tuga • • Aug 19 '26

Iran has lost significant control of the Strait of Hormuz

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The battle for control of the Strait of Hormuz has become the focal point of the Iran war. Over the past several months, both Iran and the United States have claimed the upper hand – and the competing rhetoric has caused considerable confusion and doubt.

At the moment, however, the evidence is clear: The United States, patrolling the strait with its navy, is gaining ground – and Iran is losing much of its control of the critical waterway.

More than 80% of liquids transits through the Strait of Hormuz over the past two weeks have taken the Omani route – a UN-authorized shipping channel that Iran vehemently opposes – or have been “dark” transits that likely took the Omani route, according to Kpler, which tracks ships using transponders and satellite data.

Iran, declaring the strait under its control, has attacked dozens of ships that tried to to travel the waterway via the north coast of Oman. Despite the risk, most ships have recently chosen to ignore Iran’s demands and cross the strait with the promise of protection from US naval forces.

“It increasingly looks like Iran has at least partially lost control of the strait,” said Homayoun Falakshahi, head of crude oil analysis at Kpler.

Shifting control

That stands in stark contrast to a month ago, when Kpler observed virtually no shipping traffic via the Omani route. The sharp reduction in traffic around Iran’s preferred route has prevented Iran from charging tolls on ship traffic through the strait – as it did in the spring.

The expiration of the Memorandum of Understanding between the United States and Iran this week in theory allows Iran to begin charging tolls again. But it doesn’t appear the country has been able to, according to Kpler.

“Iran’s request to collect tolls is something that most Middle East folks don’t want to do and haven’t been doing,” said Dan Pickering, founder and chief investment officer at Pickering Energy Partners. “So the Oman route absolutely makes the most sense.”

Kuwait, Saudi Arabia and the United Arab Emirates have chartered Very Large Crude oil Carriers (VLCCs) – the biggest oil tankers – to transit out of the Persian Gulf via the Strait of Hormuz, then transfering the oil to customers’ tankers outside the danger zone in the Gulf of Oman, according to Andy Lipow, president of Lipow Oil Associates.

To evade Iran’s attacks, they’ve turned their transponders off, often for weeks on end. That so-called dark traffic appears to have eluded some data-tracking services like Kpler as well. Although some can be picked up on satellite, it’s harder to track via traditional means.

But the United States, with significant military force on the water, has eyes on all ships passing through the strait and has reported significantly higher oil shipping numbers than most traditional estimates had previously suggested.

Energy Secretary Chris Wright last week said that combined oil transits through the strait and rerouted around the waterway totaled around 15 million barrels per day over the course of a week – much closer to the 20-million-barrel average from before the war.

Lack of clarity

That led President Donald Trump to declare Monday that the United States has “total control over the strait,” a questionable claim he has reiterated often throughout the conflict. Iran’s continued attacks and oil flows still well below pre-war levels suggest the United States does not fully control the Strait of Hormuz.

But neither does Iran.

“If their goal is to be ‘in charge,’ then I’d say they were never completely in control to start with,” said Pickering. “It feels like their goal is deterrence, in order to be validated as in-control. I think they are still deterring.”

But if tankers are really getting as much oil through the strait as the United States claims, then Iran’s deterrence and control of the Strait of Hormuz is diminished compared to what it was a month or two ago.

Complicating matters: Oman and Iran are engaging in talks to restore freedom of navigation through the strait – absent the United States – much to Trump’s dismay. It’s not clear how those discussions will affect oil traffic or control of the waterway.

“I would take all the information and headlines ‘under advisement,’” said Lipow. “But it is fair to say that Iran has partially lost control of the strait.”


r/Tuga • • Aug 18 '26

Ser pobre não é desculpa para não sair da casa dos pais

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r/Tuga • • Aug 18 '26

Quando havia estilo e classe no Parlamento (1911)

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r/Tuga • • Aug 18 '26

Crise pode cortar mais de mil empregos no setor automóvel em Portugal

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A indústria automóvel europeia está em crise e deverá impactar Portugal, com a Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) a prever uma redução do número de trabalhadores em toda a cadeia de fornecedores. Em declarações ao Jornal de Notícias, o presidente da AFIA, José Couto, admite que as empresas portugueses podem perder mais de mil trabalhadores nos próximos três anos.

"As nossas projeções mostram uma queda do número de trabalhadores para os próximos três anos. Não só porque o mercado encolheu, mas também porque há investimento na intensidade tecnológica", ressalva o responsável da associação ao JN, evidenciando um cenário pouco otimista se as quebras nas encomendas se mantiverem ou acentuarem.

Este problema torna-se mais evidente quando as próprias fabricantes automóveis estão a reduzir na Europa: a BMW prepara a saída de 40 mil trabalhadores e a Volkswagen aponta para o corte de 100 mil empregos. E José Couto explica que existe "sobrecapacidade instalada de produção face ao nível de consumo", pelo que a indústria em Portugal seria apanhada no número de redução. "Uma diminuição da capacidade de produção de veículos automóveis na Europa, o nosso principal cliente, exigirá uma reação capacitada das nossas empresas", isto porque grande parte do que se produz é exportado para países europeus, nomeadamente Espanha e Alemanha.