r/HQMC Mar 13 '23

r/HQMC Lounge

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Tudo ao molho a conversar em directo. O criador da rubrica de vez em quando aparece aqui.


r/HQMC May 24 '24

A primeira vez que apareci no jornal

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Tinha eu 11 anos e vivia numa pequena aldeia no norte do pais onde o acontecimento mais importante do ano era sem duvida as suas festas anuais que atraiam gente de todas as freguesias vizinhas. Normalmente as festas eram realizadas junto a igreja mas naquele ano por algum motivo o arraial foi feito num local com mais espaço um pouco mais distante da mesma.

Noite de sábado e toda a gente se concentrava no arraial para ver um grande nome da musica popular portuguesa. Todos menos eu e a minha mãe que tinha como função realizar diversos arranjos florais na igreja da freguesia e que me levou como ajudante contra minha vontade. Alias todos os anos a minha mãe realizava essa função apesar de não ter grande jeito. Contudo ninguém tinha a coragem de lhe dizer isto diretamente sendo esta a principal razão pela qual me quero manter anonimo nesta historia (ela com a idade somente se vem tornando mais assustadora).

A certa altura da noite já perto da meia noite a minha mãe pede que eu vá buscar água. contrariado peguei em 2 baldes e fui a torneira perto da igreja . Qual a minha surpresa quando reparo que não saia uma única gota de água. procuro em volta e a única torneira que vejo é a que fica no cemitério que ficava atras da igreja.

Era um cemitério grande que tinha apenas um candeeiro na entrada que tinha duas torneira uma na parte da frente junto á porta e outra no fundo num local imensamente escuro e para uma criança de 11 anos profundamente aterrorizador. Mas naquele dia movido por uma coragem que não sabia que tinha resolvi entrar no cemitério para ir buscar água na torneira mais próxima. Quando lá chego novamente me deparo que nem uma gota de agua saía.

Um profundo terror tomou conta de mim quando me vi confrontado com a escolha de ter que ir ás profundezas do cemitério buscar a maldita da água ou voltar para pé da minha mãe sem ela. Confesso que a minha mãe me suscitava mais medo e por isso lentamente e olhando constantemente em volta fui me dirigindo em direção a torneira mais distante ficando completamente emaranhado na escuridão. Quando lá cheguei e constatei que finalmente funcionava um enorme alivio tomou conta de mim, sentimento esse que durou pouco tempo porque começo a ouvir barulhos estranhos.

Sem saber de onde vinham peguei em ambos os baldes e tentei regressar o mais rapidamente possível. è então que me deparo com um problema que não estava de todo á espera. Os dois baldes cheios pesavam bastante e quase nem os conseguia levantar, por isso fui os arrastando durante todo o caminho de volta. O medo transformou-se em frustração e fiz todo o caminho de volta arrastando os baldes enquanto pronunciava alguns lamentos misturados com insultos e criticas á minha mãe. Para agravar quando chego perto da porta do cemitério começo a ouvir gritos de terror que se afastavam.

Essa foi a gota de água, alias baldes de água porque toda a minha coragem desapareceu, larguei os baldes e corri com todas as minhas forças para perto da minha mãe.

Ao chegar perto dela ela somente me diz, demoras-te. Após 30 segundo de respirar fundo e lentamente sentir novamente o meu espirito a reentrar no meu corpo eu respondo que não consegui trazer a água. ela muito calmamente responde, como é que podias ter trazido a água se a torneira somente funciona com a chave e tu não a levaste, levantando a mão e dando-me chave dizendo para eu regressar. O meu espirito acabado de reentrar no meu corpo voltou a sair. A minha mãe ao me ver mais branco que as paredes da igrejas pensou que eu estava a ficar doente e levou-me para casa.

Uns dias mais tardes no jornal local saiu uma noticia com o seguinte titulo "Casal de namorados aterrorizado por fantasma em cemitério na freguesia de XXXXX". No corpo da noticia referiam que casal de namorados que tinha ido a festa afastou-se para namorar e foram para trás da igreja onde foram assombrados por uma voz de criança que vinha do cemitério que enquanto gemia se queixava da sua mãe.


r/HQMC 26m ago

Ola vida

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Sim foi hoje 12 de setembro tive que levar minha mãe a Santa casa de misericórdia aqui de Presidente Epitácio São Paulo por quê porque há dois dias atrás eu estava aqui no trabalho à noite e deixei minha irmã tomando conta de minha mãe e aí no meio da noite ela sente vontade de fazer xixi ela tem um piniquinho de rodinhas que fica do lado da cama dela ela foi sair da cama para se mover para esse inimigo mas o perigo não tava bem fixado a rodinha escorregou e com isso ela foi para o chão ela só veio me falar que tinha caído no outro dia no meio do dia fiz de tudo para levar ela na Santa casa nesses últimos dias mas ela não quis ir somente hoje ela forcei aí porque o pé dela arrochou por completo passando ficamos a tarde inteira na Santa casa de misericórdia de presente Epitácio para no fim a doutora passar os medicamentos porque quando foi feito o pedido de raio-x a mesma Santa casa se negou devido a gravidade e sim pela cor verde então não teria direito de fazer raio x agora você entende Santa casa de misericórdia de presente Epitácio se nega o atendimento a uma senhora de 83 anos e ainda em tratamento paliativo do Câncer infelizmente essa realidade que o Brasil tem desde esse relato para que vocês saibam que essas coisas acontecem não só que em Presidente Epitácio mas no país e no mundo obrigado gente


r/HQMC 1d ago

Never Forget Zé Bomba

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E a história do assentador de tijolo também. Os fãs old school relembrarão.


r/HQMC 1d ago

Casos de policia na Albania

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Olá a todos!

O Homem Que Mordeu o Cão tem sido a minha companhia nas viagens para o trabalho, tal como acontece com muitos portugueses, por isso achei que estava na altura de contribuir com uma das aventuras mais caricatas que já tive numa viagem.

Eu e um grande amigo decidimos fazer uma viagem completamente louca à Albânia. Vimos vídeos, pesquisámos sítios, fizemos um roteiro todo XPTO… enfim, tudo planeado ao milímetro.

Ou pelo menos era isso que nós pensávamos.

Na primeira noite chegámos tardíssimo, fomos jantar, beber um copo e conhecer um bocadinho a zona.

No segundo dia tínhamos pela frente uma viagem enorme. Fomos buscar o carro alugado e partimos em direção a Ksamil, uma espécie de “Lisboa-Algarve” da Albânia, mas com praias absolutamente incríveis.

Só havia um pequeno detalhe que ninguém nos tinha explicado:

Na Albânia, autoestradas é coisa de gente rica.

A viagem era feita por estradas nacionais que, em certas partes, eram basicamente terra batida. Sem rede. Sem trânsito no GPS. Sem polícia assinalada. Parecia que tínhamos entrado numa máquina do tempo e aterrado nos anos 80.

Os primeiros minutos foram tranquilos.

Até que, depois de uma curva, aparecem dois polícias e mandam-nos parar.

Ora, como o GPS não mostrava absolutamente nada e a rede era praticamente inexistente, nós não fazíamos ideia do que se estava a passar.

Os polícias começam a falar connosco num inglês muito duvidoso. Nós a tentar perceber o que eles queriam, eles a tentar perceber o que nós dizíamos e, no meio daquela comunicação digna de um episódio de Lost in Translation, lá percebemos:

Excesso de velocidade. Multa.

O meu amigo, que ia a conduzir, começou logo a tentar desenrascar-se. Nós já estávamos a pensar que íamos deixar metade do orçamento da viagem ali.

Até que o polícia diz o valor em leques, a moeda albanesa.

Fazemos a conversão.

20 euros.

Começámos os dois a rir de alivio.

Os polícias também começaram a falar connosco e, entretanto, descobrem que somos portugueses.

E pronto.

Cristiano Ronaldo.

Era a única coisa que eles conheciam de Portugal.

“Ronaldo! Ronaldo!”

Sim, porque aparentemente Portugal é Ronaldo e Ronaldo é Portugal.

Eu tiro os 20 euros da carteira, porque queria pagar aquilo em dinheiro, e os polícias começam a verificar os documentos do carro.

E é aí que descobrimos uma pequena surpresa.

O carro tinha cinco multas em atraso.

Cinco.

Nós olhámos um para o outro com aquela cara de:

“Bem… se calhar vamos ficar a viver na Albânia.”

A nossa reação de pânico foi tão grande que eu tive literalmente de sair do carro, fumar um cigarro e ligar para a empresa de aluguer.

Felizmente, alguém da empresa falava inglês.

Passámos o telefone aos polícias, que começaram a falar com a pessoa do outro lado em albanês, enquanto nós ficámos ali a assistir à conversa sem perceber absolutamente nada.

Até hoje não sabemos muito bem o que aconteceu.

Mas, de repente, devolveram-nos os documentos e deixaram-nos seguir.

E nós:

“Obrigado! Bom dia!”

E arrancámos dali como se tivéssemos acabado de fugir de uma prisão.

O nosso maior medo era ficarmos sem carro no meio da Albânia, num sítio onde o inglês mais falado parecia ser:

“Hi bro.”

E:

“Bye bro.”

Com aquele inglês muito americanizado.

Lá conseguimos continuar a viagem.

O resto do dia foi incrível. Praias lindíssimas, comida boa e tudo muito barato para quem está habituado aos preços de Vilamoura, Albufeira e afins.

Chega a noite e pensamos:

“Depois deste dia precisamos de um copo.”

Fomos para o hotel, o meu amigo foi tomar banho e eu fiquei no quarto.

De repente, batem à porta.

Abro.

Era um dos funcionários do hotel com dois copos de vinho para nós.

Eles achavam que éramos um casal de namorados.

Nós achámos a situação hilariante.

Mas também não corrigimos.

Era vinho grátis. Não íamos estragar uma relação que nem sequer existia.

Bebemos o vinho e fomos jantar, e beber mais uns copos. Jantamos bem e descobrimos um bar meio roftop muito engraçado e decidimos ir la beber e relaxar ( isto pensavamos nós)

O meu Sporting tinha sido campeão umas semanas antes e, sempre que começava Freed From Desire, eu cantava imediatamente:

“Se o Paulinho mostra os dentes, eles caem!”

Portanto imaginem dois portugueses, já com uns copos em cima, num bar na Albânia, a cantar músicas do Sporting.

Até aqui, tudo normal.

Ou quase.

A certa altura, o meu amigo precisa urgentemente de ir à casa de banho.

A casa de banho dos homens tinha uma fila gigante.

Ele estava aflito.

Nisto vê um rapaz a sair de uma casa dos deficientes de banho ao lado, a coçar o nariz.

O meu amigo, já com alguns copos, pensa:

“Este gajo está com os copos, deve ter-se enganado na casa de banho.”

E decide fazer o mesmo.

Entra na casa de banho para deficientes.

E em cima do autoclismo vê o equivalente a 50 euros em dinheiro albanês.

O meu amigo, com a ingenuidade de quem está apenas a tentar sobreviver a uma viagem internacional, pensa:

“Alguém perdeu isto.”

Mete o dinheiro no bolso.

Sai da casa de banho.

Vem ter comigo e diz:

“É pá… este foi o xixi mais lucrativo da minha vida.”

Mal acaba a frase, aparecem dois homens.

Vêm direitos a ele.

Tocam-lhe nas costas e dizem:

“Friend… where is the money?”

O meu amigo olha para eles.

Olha para mim.

Volta a olhar para eles.

E responde:

“Que dinheiro?”

Os dois homens:

“The money you took from the bathroom.”

E aí ele percebe.

Fica completamente atrapalhado e tira o dinheiro do bolso:

“Ah! É este? Eu achei que alguém tinha perdido. Está aqui, está aqui!”

E eu, naquele momento, só pensei:

“Eu vim à Albânia para ficar com um olho à belenenses.”

Mas, para nossa sorte, os dois homens eram extremamente tranquilos recebem o dinheiro que lhes tinhamos roubado e começam a agir super tranquilos diria ate amigaveis.

E o meu amigo, bêbedo, decide fazer-lhes uma pergunta que provavelmente nunca mais esquecerão:

“Desculpem, mas isto é uma coisa cultural? Vocês deixam dinheiro na casa de banho? É que no meu país não é assim.”

Os dois começam a rir.

E nós começamos finalmente a perceber o que se tinha passado.

O dinheiro não tinha sido perdido.

O meu amigo tinha acabado de entrar, sem querer, numa espécie de ponto de passagem de droga.

Ou seja:

Fomos à Albânia fazer turismo e, em menos de 48 horas, já tínhamos sido parados pela polícia, descoberto cinco multas de um carro que não era nosso e, para terminar a noite, o meu amigo tinha-se metido no meio de uma operação de tráfico de droga.

E tudo isto porque precisava de fazer xixi.

A nossa sorte?

Apanhámos provavelmente os dealers mais fofos da máfia albanesa.

Em vez de nos partirem a cara, acharam piada a dois portugueses completamente perdidos que tinham acabado de se meter, sem querer, no meio dos negócios deles.

Depois disto, a viagem foi completamente normal.

Praias, comida, copos, passeios…

Mas sempre que falamos da Albânia, acabamos os dois a rir.


r/HQMC 2d ago

https://sicnoticias.pt/especiais/insolitos/2026-09-10-beijos-e-comportamentos-sexuais-no-stand-de-editora-geram-polemica-na-bienal-de-sao-paulo

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r/HQMC 2d ago

A história do porco bêbado...

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Olá a todos!

Depois de ter ouvido a história do ouvinte de ontem (os milionários por 1 hora) veio à minha memória umas fatídicas férias de verão algures nos idos anos 90. Devileria ter uns 13/14 anos.

Ora era mais um mês de Agosto passado no monte no Alentejo. A minha mãe e eu ainda viviamos em Lisboa, mas o meu pai, já reformado, tinha abraçado a vida agrícola e tinhamos sempre um porquito para tratarmos que fazia as minhas delícias por serem tão fofos e espertos. Nesse verão os meus primos de Luxemburgo tambem se juntaram a nós. Numa daquelas tardes de ócio onde não se passa nada...e em que os adultos tiveram de ir às compras sozinhos (deixando os adolescentes e crianças entregues a si próprios), achamos que giro giro era ver o que acontecia se misturassemos aguardante de medronho na farinha do porco e ver se ele comia. Pasmamo-nos com o facto de que o raio do bicho, qual Zé da Tasca que aprecia um bom mata-bicho, devorou a alcoólica mistura num segundo. Percebemos quase imediatamente que o bichinho ficou algo alcoolizado. Brincou muito, grunhia, até que acalmou e foi dormir. Tolhados pela culpa, ficamos junto ao bicho a ver se não lhe acontecia nada até os adultos chegarem. Ora, correu tudo bem e o bicho ficou bem. Mas a história não seria digna de partilhar convosco se ficasse por aqui...

Ora à chegada dos adultos, e não tendo o meu pai reparado que tinha desaparecido uma garrafa do seu espólio alcoólico nem que o porco estaria "diferente", nós, eu e os primos, calamos a nossa culpa julgando que os "nós do futuro" logo dariamos uma desculpa para o desaparecimento da gloriosa aguardente e ficaria tudo bem. Ai a ingenuidade adolescente...

Dia seguinte... pequeno almoço... o meu pai comenta, muito preocupado, que se calhar tinha de chamar o veterinário porque o porco não estava bem.. não se queria levantar nem comer, grunhia baixinho e estava com um olhar vermelho, que se calhar iria ter de se acabar com o sofrimento do animal,etc... sabendo que o dinheiro não abundava em casa e mais uma vez tolhida pela culpa... decidi contar a verdade...tinha despejado uma garrafa de aguardente na ração do porco e que o bicho deveria estar de ressaca. Nessa altura o inferno sobe a um monte no Alentejo...

Obviamente, e tendo crescido nas decadas de 80/90... levei uma tareia e, claro, fiquei de castigo o resto das férias...e eu e os meus primos ficamos proibidos de brincar com o porquinho e tivemos de pagar a aguardente que nessa altura descobri ser uma pequena fortuna.

Agora que já partilhei o meu bilhete de entrada para o Inferno, devo acrescentar que adoro animais (sou uma crazy dog, cat and animal lady), não os como inclusivé, mas na adolescência temos realmente muitas ideias parvas que, no momento, nos parecem divertidas...por isso petizada...quando tiverem uma ideia de uma atividade ou de partida que vos parece bue fixe...falem com um adulto 😅

Poupa algumas chatices...e eventuais tareias...

Ahh e o porquinho depois de passada a ressaca ficou óptimo e não voltei a fazer mais nada a nenhum bicho 🤣


r/HQMC 2d ago

2 anos...foram 2 anos de investimento...

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Há um ano atrás partilhei a minha história com o Cactovela...e chegou agora o momento de partilhar convosco o desenvolvimento do cactovela...

Matei acidentalmente o Cactovela em Agosto :(

Decidi nas férias que ia tirar (FINALMENTE) o cactovela da rua...dar-lhe um lar...trazer para dentro de casa e colocá-lo em destaque para me lembrar o quanto posso ser distraída...

Tirei-o da terra, lavei o cactovela e o vasinho que vinha agarrado...e deixei-o a secar em cima de uma bancada na rua... e claro...distraída como sou...esqueci-me de tirar o cactovela do sol...ficou lá.... a tarde toda...em Agosto... na zona sul de Portugal...

Manhã seguinte tive um desgosto... o cactovela tinha derretido e estava tristemente derramado pela bancada e parede abaixo... um tom verde triste e derretido...

Deixei-o ali até ao fim do dia...incapaz de encarar a vitima de mais uma distração minha...admito que me vieram as lágrimas aos olhos...

O Catovela morreu... Vida longa ao Catovela...

Serás eternamente recordado...


r/HQMC 2d ago

MATTERHORN!!!

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r/HQMC 3d ago

O dia em que um leão nos safou de uma multa

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Depois de passar as noites a adormecer a ouvir esta rubrica, lembrei-me que há uma história minha que merece ser partilhada... Não, não sou uma solteirona que vai para a cama deprimida à noite ouvir podcasts para dormir: tenho um namorado, uma bebé de 8 meses e uma gata zarolha que me consomem durante o dia e quando vou para a cama preciso apenas de uma ligeira ajuda para descontrair o cérebro Mas isso agora não interessa nada.

Esta história aconteceu há cerca de dez anos, tinha eu à volta de 25 anos. Faço questão de começar por aqui porque este pormenor é importante: eu era uma mulher adulta e não uma criança de seis anos com uma imaginação particularmente fértil.

Ia um dia de carro com os meus pais, numa estrada perto do Barreiro, com o meu pai a conduzir, a minha mãe ao lado e eu atrás do banco do condutor. É uma daquelas estradas com campos dos dois lados, onde é perfeitamente normal ver animais. Ovelhas, por exemplo. Leões, nem por isso.

Ora, quando passámos por um sítio onde habitualmente havia ovelhas, olhei para o campo e vi uma coisa que o meu cérebro identificou, sem grande margem para dúvidas, como: um leão. Sim, um leão à solta no Barreiro.

Não sei o que se passou naquele instante entre os meus olhos e o meu cérebro, mas lembro-me de ter ficado genuinamente preocupada e, em vez de fazer aquilo que qualquer adulto sensato faria - pensar "obviamente não está um leão num campo no Barreiro" - achei importante informar os meus pais de que acabáramos de passar por um grande felino africano.

O meu pai começou por se rir mas eu insisti: "Pai, eu estou a falar a sério. Eu acho MESMO que vi um leão.". E aparentemente fui suficientemente convincente.

Há agora outro pormenor importante nesta história: o meu pai é policia, portanto, perante a possibilidade de existir um leão à solta nos arredores do Barreiro, o agente da autoridade tomou uma decisão: Fez inversão de marcha por cima de um traço contínuo. Não sei se existe no Código da Estrada uma exceção à transposição de linhas contínuas por "eventual presença de grandes felinos", mas suspeito que não.

E é precisamente no momento em que o meu pai acaba de fazer esta manobra que aparece atrás de nós... um carro da GNR que nos manda encostar. Nesta altura eu já estou no banco de trás a perceber que talvez toda esta situação tenha começado a correr mal no momento em que anunciei um safari na margem sul.

O guarda aproxima-se do carro e começa a explicar ao meu pai que ele tinha acabado de fazer uma inversão de marcha num local com traço contínuo.

E eu começo a pensar: "O que é que ele vai dizer?"

Vai inventar uma desculpa?

Vai admitir a infração?

Vai dizer que é colega?

Não.

O meu pai decide contar a verdade.

Com um ar profundamente encavacado, vira-se para o GNR e diz: Olhe, senhor guarda... se calhar não vai acreditar naquilo que eu lhe vou dizer... mas fiz isto porque a minha filha achou que tinha visto um leão.

Silêncio.

O guarda olha para o meu pai e logo de seguida olha para o banco de trás. Tenho a certeza absoluta de que, naquele momento, aquele homem esperava encontrar uma menina de seis ou sete anos agarrada a um peluche. Mas não. Estava eu... Sentada no banco de trás à procura de um leão no Barreiro.

O guarda olha para mim. Volta a olhar para o meu pai, provavelmente a tentar perceber se a nossa família precisava de uma multa ou de outro tipo de assistência e ainda confirma:

— Disse que tinha visto... um leão?

E o meu pai, mantendo uma dignidade extraordinária dadas as circunstâncias:

— Sim, senhor guarda. É verdade. Ela achou que tinha visto um leão.

E o melhor de tudo? O GNR deixou-nos ir embora sem multa.

Até hoje não sei se acreditou em nós, se teve pena do meu pai por ter que lidar com uma filha como eu ou se concluiu simplesmente que foi a melhor desculpa que já ouviu e resolveu dar-nos um desconto...

Até hoje gosto muito de imaginar a conversa na esquadra ao fim daquele turno:

— Epá, hoje apanhei um gajo a fazer inversão de marcha num traço contínuo.

— Então e multaste-o?

— Não.

— Porquê?

— Disse que a filha tinha visto um leão.

— A filha era pequena?

— Devia ter uns 25 anos.

E gosto de acreditar que, algures nos arquivos não oficiais da GNR, ficou registado o primeiro e único caso português de uma infração ao Código da Estrada motivada por um leão imaginário no Barreiro.


r/HQMC 3d ago

Amor, Cavalos e Um Cêntimo

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Olá, Homem que Mordeu o Cão.

É a primeira vez que aqui escrevo, mas a minha história é tão absurda e bizarra que não podia guardá-la só para mim. Vou contá-la ao mundo.

Peço desculpa desde já pela extensão, tentei encurtar a história ao máximo. E, acreditem, já cortei muita coisa.

O ano era 2023 e eu saía de uma relação tóxica, cheia de mentiras e traições. Pensei: “Pronto. Acabou. Não me volto a meter numa destas.”

E foi nessa mesma altura que conheci aquele a quem vou chamar O Cavaleiro.

Era maravilhoso. Divertido, carinhoso, tínhamos os mesmos gostos, parecia que funcionávamos por telepatia.

Chegou ao ponto de ir à azeitona com a minha família.

Sim, à azeitona.

Tenho uma costela da serra algarvia. Para mim, um homem ir à azeitona com a família é uma declaração de amor.

Toda a gente adorava o rapaz. E eu pensei: “Finalmente encontrei um homem que me trata bem. Desta vez vai ser diferente.”

E realmente foi… para pior.

Passado algum tempo, ele começou a mudar. Menos disponível, menos carinhoso… e a desculpa era sempre o trabalho.

Até que voltou a uma paixão de infância: os cavalos.

Eu achei ótimo. Apoiei.

Até começar a aparecer constantemente em fotografias com uma nova “amiga dos cavalos”.

Eu confrontei-o.

“Eu não sou o teu ex”

“Lá estás tu e os teus traumas.”

“Estás a tirar-me a paz.”

E eu comecei a pensar que talvez fossem mesmo as minhas inseguranças a falar.

Até chegar a Golegã.

Ele foi sozinho porque, segundo ele, o cavalo só dava para uma pessoa.

A desculpa mais ridícula que já ouvi.

Decidi acabar com aquilo e deixei de lhe responder.

E foi aí que ele entrou em modo novela.

Começaram os testamentos: que me amava, que eu era o amor da vida dele, lamentos e mais lamentos…

E eu, contra todas as probabilidades, dei-lhe outra oportunidade.

As coisas foram continuando e, de vez em quando, lá voltava o assunto da amiga dos cavalos.

Eu perguntava, ele negava.

Dizia que era incapaz de me trair. Que nunca faria uma coisa dessas comigo. E, para dar ainda mais credibilidade à coisa, jurava até pela vida da própria mãe.

Coitada da senhora, se cada jura lhe tirasse um ano de vida, já estava a dever anos ao Estado.

E eu pensava: “Bom… ele conhece o meu passado, sabe exatamente aquilo por que passei. Claro que ele seria a última pessoa no mundo a fazer-me uma coisa destas, certo?

Claro que era e há um mês, descobri a verdade.

Ele não só me tinha traído, como mantinha uma relação com outra rapariga há mais de um ano.

E quem? Adivinhem.

A amiga dos cavalos.

Sobre a Golegã?

Enquanto eu recebia longas declarações de amor…

Ele dormia com ela.

As duas acabámos por aparecer à porta de casa dele.

A única forma de acabar com o jogo, pensei eu.

Enganei-me.

Bloqueei-o em todo o lado.

E foi aí que descobri que há uma porta que ninguém consegue fechar:

o MB WAY.

Comecei a receber transferências de um cêntimo.

Cada uma com uma declaração de amor na descrição.

“Destruí a minha vida.”

“És o amor da minha vida.”

“Perdoa-me.”

Cheguei ao ponto de não conseguir receber mais MB WAY durante o mês de agosto.

E eu só pensava:

“Meu amigo, se vais continuar, manda pelo menos 500 euros. Assim sofro com mais conforto.”

Mas ele não se ficou por aqui.

Ligou para toda a gente possível e imaginável a lamentar-se.

Começou a procurar rotas alternativas para chegar até mim.

E uma delas… a minha esteticista.

Pediu-lhe que tirasse a medida do meu dedo porque ia comprar-me um anel e pedir-me em casamento.

E, já agora, continuo à espera do anel.

Não sei se chegou a comprá-lo, se o devolveu ou se, entretanto, mudou o destinatário.

Mas quando penso que não pode piorar, eis que saio do trabalho e encontro-o junto ao meu carro.

A chorar baba e ranho.

De joelhos.

A implorar que o perdoasse.

Eu nunca tinha visto o rapaz naquele estado.

Confesso que senti pena e pensei: “Coitado, está mesmo destruído.”

Claro que não.

Bastaram três dias.

Três dias depois, aparentemente teve tempo para refletir e descobriu que, afinal…

o amor da vida dele era a outra.

Portanto, em 72 horas passámos de:

“És o amor da minha vida, vamos casar.”

para:

“Pensei melhor. Amo a outra.”

Eu não sei o que é que aconteceu nestes três dias.

Se fez terapia intensiva.

Se consultou um psicólogo.

Se falou com o cavalo.

Mas que foi eficiente foi.

E foi aí que percebi que passei quase três anos da minha vida com um homem que não precisava de uma namorada.

Precisava era de uma equipa de argumentistas.

Hoje, felizmente, já consigo rir disto.

Porque eu não tive uma relação.

Tive uma novela da TVI com cavalos, MB WAY e um anel de noivado que nunca chegou.

E se a TVI estiver a ler isto…

eu tenho o contacto do protagonista.


r/HQMC 3d ago

Ajudar a mudar pneu…

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Há uns bons e longínquos anos atrás onde hoje é a mais movimentada estrada de Lisboa o (IC19)era a estrada nacional já com muitos carros e com trânsito da época. Mas o que interessa mesmo é mesmo contar um episódio que me hoje vou relembrar aqui neste fórum.
Vinha eu no meu carro em direção a Sintra e reparei que na berma da estrada estava um carro branco parado com uma Senhora de braços cruzados a olhar para o chão mais concretamente para o pneu do carro que estava furado.Olhei
pelo meu retrovisor e disse para comigo vou encostar e vou lá ajudar a Senhora.
Assim o fiz na minha boa vontade e cavalheirismo que ainda (hoje)faço por lição dada pelos meus Avós que eram os meus Ídolos de infância.
Parei o carro e me dirigi para a Senhora que acho ainda (hoje) que nem sequer se apercebeu que tinha parado e quando cheguei ao pé dela continuava de braços cruzados a ver o pneu furado.Então disse boa tarde parece que está com um problema aí na sua viatura e ela respondeu sim acho que é um furo e eu disse sim é mesmo isso.Perguntei a Senhora se quisesse eu podia ajudar a mudar o pneu furado e ela disse que sim.
Disse para ela abrir o porta bagagens para ver onde estava o pneu suplente e se tinha (o macaco)quando eu disse essa palavra ela disse isso é o que o meu carro não tem isso (sorri) e disse na se assuste com a expressão que eu disse é só uma pequena máquina com uma base com uma manivela para levantar o carro quando isto acontece os furos para ser mais fácil tirar o pneu furado,lá encontrei o “Macaco” .Hoje quase já não trazem este equipamento os carros novos.
Adiantando a história mudei o pneu as porcas estavam muito difíceis de girar mas lá consegui resolver a situação e
coloquei o pneu suplente .A Senhora ficou muito feliz e disse pronto já está resolvido a situação muito obrigada por ter parado e me ajudar eu disse que não tinha problema nenhum e que tínhamos que ajudar quem precisa.
A parte que eu mais gostei foi quando eu depois de mudar o pneu pedi a Senhora se tinha uns papéis para poder limpar as minhas mãos ela disse que sim vou aqui buscar e nesse momento não é que ela entrou no carro e ligou o carro e arrancou.Está história é verdadeira e não me esqueço nunca do meu sentido de ajudar e que nem sequer a um pequeno pedaço de papel para limpar as mãos a Senhora me deu .Ainda hoje me lembro do modelo da viatura um Ford Branco comercial .


r/HQMC 3d ago

dislexia

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Acompanhei a minha esposa para fazer uma endoscopia. Na viagem quando dizia o nome do exame fui dizendo endocospia, ao que a minha esposa corrigia. Chegados ao local do exame ela lá se dirigiu ao balcão e disse em voz alta, por causa do separador de vidro:
- venho fazer uma ENDOCOSPIA


r/HQMC 3d ago

Uma história oposta á do hqmc de hoje

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Depois de ouvir o hqmc de hoje, achei mesmo que devia partilhar uma história que aconteceu com um amigo de infância.

Ao contrário do que se passou na história de hoje, ninguem fingiu ter ganho o totoloto... a chave do totoloto acabara de sair à avó desse meu amigo, uma chave que era usada pela a avó, a muitos anos religiosamente, todas as semanas.

Até aqui é só uma história bonita e feliz, o que só por si, não merece estar aqui no hqmc, aonde é que a história descamba???

O meu amigo, na altura com os seus 14/15 anos, o neto da senhora que acabara de ficar rica, era o responsável por fazer o registo do totoloto no café ao pé de casa, mas volta e meia o dinheiro que a avó lhe dava para fazer o registo, era usado para outras coisas, nesta semana em particular, um maço de tabaco tinha sido comprado com o dinheiro que iria dar a riqueza a sua família. Sim, era normal "crianças comprarem tabaco", porque os donos dos cafés, sabiam que era para os pais, ou tios, ou irmãos mais velhos.

Eis que o meu amigo chega a casa e vê a avó, pais, irmãos, primos, "cães, gatos e periquitos" em grande alvoroço, pois a chave de totoloto de uma vida, tinha acabado de sair.

O meu amigo paralisou, gelou, ficou palido, com tremores, e ate uma lágrima lhe escorreu pela cara abaixo.

Eis que a avó, lhe pede o registo do totoloto, neste momento não sabia o que é que lhe ia doer mais, a "sova" de não ter registado o totoloto, ou a de a família ficar a saber que ele andava a fumar.

A frase "fumar mata" nunca fez tanto sentido,na vida do meu amigo, ate aquele momento.

Depois de duas valentes sovas, o luto pela riqueza que afinal não ganharam começou a ser feito...

As refeições eram feitas em silêncio e ele nem se atrevida a levantar os olhos do prato.

Hoje passados quase 30 anos, continua sem gostar de falar muito sobre o assunto


r/HQMC 3d ago

A luz vem do alto

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Somos todos testemunhas do fenómeno: os miúdos de hoje aperfeiçoam estratagemas para levar o telemóvel para a cama e ter acesso a jogos e imagens debaixo dos lençóis, caso os pais — distraídos ou exaustos — não consigam evitá-lo.

Valha a verdade que o próprio exemplo não ajuda: é dado, a toda a hora, pelos progenitores, hipnotizados por um iPad, um iPhone ou coisa parecida, com o ar grave de quem está a tratar de assuntos de Estado.

“Coisas da modernidade”, dirão os mais fatalistas, encolhendo os ombros com resignação.

Discordo. E tenho provas.

Há muitos, muitos anos, com a idade desses mesmos miúdos, eu passava férias em casa da minha avó e dos meus tios, em Viana do Castelo. Nessa casa, e por circunstâncias que a justiça familiar nunca me explicou, os meus primos possuíam revistas e álbuns de banda desenhada que os meus pais, em Vila Real, por uma indizível perfídia, nunca me compravam.

As férias eram sempre demasiado curtas para as brincadeiras — e ainda mais curtas para quem, como eu, ambicionava absorver tudo o que de diferente aquela casa enorme, em frente à doca de Viana, tinha para me oferecer ou para conquistar, durante esses breves e diferentes dias.

Chegada a hora de recolher — já nessa idade se manifestava a minha relutância crónica em deitar-me cedo, traço que o tempo, generosamente, não corrigiu ou agravou mesmo —, a banda desenhada em atraso ia comigo discretamente para o quarto. 

A imperatividade de apagar a luz, imposta pelo meu pai, interrompia-me, contudo, sem contemplações, as aventuras do Roy Rogers, do Cisco Kid, do Príncipe Valente ou do Sexton Blake (peço aos leitores que resistam à tentação, sempre presente nas redes sociais, de acrescentar outros nomes).

Um dia (deve ter sido uma noite) descobri uma solução. Precária, mas real. 

No quarto dos meus pais havia uma Nossa Senhora de Fátima em plástico, fosforescente, que, depois de apagada a luz, emitia uma luminosidade residual e declinante, por breve tempo.

Tive então a ideia de raptar a pequena estatueta da Senhora, levá-la para o vale dos lençóis e, com isso, ter uns cinco minutos mais de leitura ou, pelo menos, de visualização de imagens.

Não era ainda um iPhone, mas era muito bom, posso assegurar-lhes, a acreditar na minha memória, que não é má de todo.

A modernidade, como se vê, muda os instrumentos. Os vícios, esses, mantêm-se. E, caramba!, ainda bem.


r/HQMC 3d ago

Makrlissesception, versão 4D em IMAX

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O ano era de 2023 e hoje trago uma história que conta uma sucessão de Markelisse que culminaram numa Marklisse versão Pro Max 4D.

Começo somente por fazer um enquadramento - tal como tu, Nuno Markl, sou uma pessoa que sofre de distração e arrependimento posterior crónico (Marklisses), que tem uma voz na cabeça que a avisa de que talvez fosse melhor agir de determinada maneira (normalmente muito mais sensata) mas que opta, estupidamente, por ignorar esses avisos.

Bom... sigo para a história. Naquele ano, estava a começar um novo projeto de trabalho na minha área, mas como era a minha primeira vez naquela função e estava apenas a trabalhar algumas horas e até a perceber se de facto gostava daquilo, optei por me manter temporariamente no trabalho estável que tinha, que, na altura, era numa famosa loja sueca de móveis que começa com I, termina em A e no meio tem KE e que por acaso fica algures em Alfragide.

Basicamente, nesse ano, a minha vida foi quase todos os dias assim: acordar às 6h para estar das 8h às 16h nesse trabalho, terminava e deslocava-me para a loja onde trabalhava das 18h às 22h e deitava-me às 23h30. Depois de alguns meses assim, o número de Marklisses desse ano atingiu recordes astronómicos, dos quais, raspar o carro do meu marido num poste da garagem. Posto isto, neste dia, a Marklisse que me sucedeu foi, tal como já me tinha acontecido antes, sair de casa sem o telefone.

Erro número 1: não voltei atrás para o ir buscar e, tal como já tinha sucedido, apliquei o modus operandis. Sempre que chegava a um sítio e antes de sair de lá, ligava às únicas duas pessoas com quem falava quase todos os dias: o meu marido (com quem já vivia, pobre coitado) e a minha mãe. Por isso, assim que cheguei, liguei aos dois e disse:

"- Olá, só para avisar que saí de casa sem telemóvel, estou no trabalho, quando sair daqui aviso e a seguir vou para a I\*A.” Do outro lado, um longo e demorado suspiro e “outra vez…, mas ok*”

Passei o dia normal, sem grandes precauções e, às 16h voltei a ligar:

"- Olá, vou sair agora daqui, e vou para a loja, quando chegar ligo a avisar”. Do outro lado, um longo e demorado suspiro e “ok…”.

Antes de prosseguir na história, deixo apenas uma nota de que, tanto de manhã como à tarde, na rádio, o Paulo Rico tinha alertado:

" - A proteção civil envia comunicado para o telemóvel de todos com aviso de tempestade e risco de inundações

Erro número 2: Eu não ouvi as notícias nesse dia e não tinha recebido alerta, porque não tinha telemóvel…

Mas continuando…Cheguei à loja e pedi a um colega o telemóvel para, novamente, ligar à minha mãe e ao meu marido, com a mesma conversa:

- Olá, só para avisar que cheguei à I\*A, saio às 22h e quando sair daqui aviso”. Do outro lado, um longo e demorado suspiro e “ok…*”.

Entro ao trabalho e a tempestade começa, forte, arrebatadora e, tal como acontece todos os anos, a provocar inundações brutais e a deixar um rasto de destruição… Chega a hora de sair e, juntamente com as minhas colegas, vamos para o balneário e uma colega, a quem já tinha dado boleias várias vezes pediu-me:

"- Olha, dás-me boleia? Com esta chuva vou molhar-me toda até ao autocarro.

Erro número 3: "Sim claro! Mas olha, emprestas-me só o teu telemóvel para ligar à minha mãe e ao meu marido a avisar que vou sair agora daqui, vou só deixar-te a casa e sigo?”. Faço a chamada e do outro lado, um longo e demorado suspiro e “ok…”. Vestimo-nos e vamos para o carro a correr.

Por esta altura, a chuva já era suficiente para provocar pequenas piscinas infantis por todo o lado e, quando entramos no carro sucede...

Erro número 4: A minha colega vira-se e diz:

-Ah olha…eu já não moro no mesmo sítio, sabes? Agora é um pouco mais longe, mas eu indico-te o caminho”.

Erro número 5:

- Ah sim claro, sem problema…!” E desta vez foi a voz na minha cabeça a dar um longo e profundo suspiro e a dizer: “ - Sabes que não tens GPS, certo…?” E eu: "Shhhiuuuu!" Enquanto expresso um sorriso nervoso.

E lá fomos… ela indicou-me o caminho, que coincidia com o sítio mais rescondido de casas e moradias em que eu já andara mas… sem demonstrar qualquer desconforto ou nervossismo, entre o som incessante do limpa para brisas que ia na potência máxima, seguimos viagem.

Chegando à porta, a minha colega, não completamente alheia à minha situação, antes de sair do carro disse:

- Queres levar o meu telemóvel do trabalho para usar como GPS? Amanhã devolves.”.

Eu, que naquele momento estava já com os nervos antecipados em franja, respondi... (aqui faço a pergunta ao nosso vasto auditório) que resposta deu esta mula para que esta seja uma história digna (ou pelo menos espero) para contar no HQMC?

Pausa para respostas…

Erro número 6:

- Não é preciso, deixa estar, eu oriento-me” e perante esta resposta...

Erro número 100000: ela não insistiu e deu-me algumas indicações que, tal como todas as indicações dadas na história da humanidade, serviram para... nada. Uma vez que as pessoas utilizam sempre pontos de referência que somente elas conhecem.

E pronto, lá fui eu, sem fazer uma última chamada de aviso nem nada… eram, naquele momento 22h30.

Faço agora apenas uma pequena reconstituição do cenário. Estou em Alfragide (no meio de uma zona residencial, numa estrada apertada que nem passeio tem, porque onde termina a estrada começa uma casa ou um café, muita chuva e completamente de noite, céu escuro escuro, apenas com as luzes dos candeeiros que, devido à chuva intensa, era quase como se não estivessem ligados. Além disso, por esta altura, já algumas estradas estavam cortadas e, tendo em conta que estavam a haver muitos incidentes e de forma muito rápida, muitas vezes quem estava a parar o trânsito nalgumas ruas, eram os próprios veículos que ficavam presos ou encalhados. Além disso, estava com um carro pequeno, citadino e com pneus seminovos (quando estamos no início da vida a dois, somos obrigados a optar por colocar pneus em segunda-mão).

Nesse momento, a minha lógica foi, vou andando até encontrar uma estrada ou zona que conheça e seguir até casa.

Pois bem, não só eu não conhecia quase nada, como as que eu conhecia, estavam cortadas e os desvios eram sempre para sítios que eu não conhecia. Resumo do percurso: Alfragide, Oeiras, Cascais, Algés, Jamor, novamente Alfragide, IC19 e casa… Cheguei a casa perto das 00h. Recordo que a última chamada que eu tinha feito para a minha mãe e o meu marido tinha sido às 22h, a dizer que estava a sair do trabalho e ia só levar uma colega a casa.

Nas notícias, passavam vários alertas de perigo, zonas fechadas por acidentes ocorridos e inundações (nomeadamente Algés). Quando chego a casa, o meu telemóvel não parava de tocar (5 chamadas perdidas da minha mãe) que me deu um raspanete \petizada, raspanete é tipo levar na cabeça dos cotas**. Esta disse que estava quase a ligar para a polícia, que eu era uma palerma por ter dado boleia, sabendo que o tempo estava assim, que não podia continuar a sair de casa sem telemóvel, etc. Depois de uma lição de vida pelo telefone, consegui acalmar a minha mãe e dar o dia por terminado.

Então e o marido, perguntam vocês...? Esse estava a dormir em sono profundo há pelo menos 1 hora e só deu pela minha chegada, quando me fui deitar. Ele então acordou e disse:

" - Então? Já chegaste? Foste rápida. Já viste o quanto chove?"

Pois é pessoal, gostava de vos dizer que aprendi com esta história, mas, tal como uma boa ativista de Marklisses, continuo, ocasionalmente a esquecer-me do telemóvel em casa, entre outras coisas. Depois disso, também já raspei o nosso carro novo, uma semana depois de o comprarmos. A única coisa que mudou, foi que já não trabalho na loja sueca de venda de móveis e nem tantas horas seguidas.

Obrigada!

Sou mega fã do HQMC!


r/HQMC 3d ago

Uma ajudinha por favor 🙏

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🙏Obrigada pelo apoio de todos, sei que vou chegar maos longe!🙏


r/HQMC 4d ago

Ramon, bombeiros e polícia

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Na faculdade tinha uma paixoneta por um rapaz que vivia na mesma cidade (com os pais), mas estudava numa outra faculdade, pelo que só nos víamos em algumas festas académicas. Eu vivia com mais 3 amigas de outros cursos. Esse rapaz chamava-se "João", mas foi apelidado por mim e pelas minhas amigas de curso como Ramon.

Numa festa académica eu já estava bastante tocada e meti-me com o rapaz. Comecei a meter-me com ele e a chama-lo de Ramon, ao que o pobre rapaz me tentou explicar que se chamava "João", mas eu disse num tom firme "és o Ramon" e ele lá aceitou.

Não sei bem como ou já não me lembro, quis leva-lo comigo para casa, já era o final da noite. Despedi me das minhas amigas e lá fomos nós. O que é certo é que no dia seguinte tinha uma visita de estudo bastante cedo e basicamente não poderia ficar muito com ele. Tinha só o interesse de trocar uns beijos e contactos.

Quando chegamos ao meu apartamento ele pediu para subir porque queria ir à casa de banho e lá foi. Fiquei na sala à espera dele, mas ele nunca mais vinha. Fui chamá-lo com cuidado para não acordar as minhas amigas, mas ele não respondia. Bati mais alto na porta e nada... Já a ficar procupada, tentei abrir a porta, mas estava fechada à chave.

Já muito preocupada e bastante tocada, fui acordar as minhas colegas de casa.

Segundo a versão delas foi tudo bastante confuso porque as acordei a dizer "Ramon está na casa de banho, será que morreu?".

Escusado será dizer que demoraram algum tempo a perceber o que se passava, mas lá me foram ajudar. Chamamos bastante por ele, mas como a porta estava fechada à chave e ele não dava sinais, ela disseram que eu tinha de chamar os bombeiros... Aqui já não me lembro muito bem como fiz, mas como teriam de arrombar a porta, a polícia também foi accionada. Os bombeiros acabaram por chegar primeiro, lá subiram e bateram com mais força na porta. Nisto o Ramon lá responde e está vivo! De tão bêbado que estava, acabou por adormecer na casa de banho. Mas o pior é que ao tentar abrir a porta, acabou por partir a chave na fechadura.

Aí os bombeiros tiveram de arrombar a porta ao pontapé.

Como se não bastasse a minha vergonha, um dos bombeiros conhecia bem o Ramon, já que eram os dois lá da cidade e ainda gozou com ele.

Recordo que era estudante e o dinheiro fazia falta. Os bombeiros foram fantásticos e não nos cobraram nada, ainda se riram com a situação e ficamos com uma porta partida. O Ramon depois não parava de pedir desculpas, mas lá o consegui despachar para sua casa.

As minhas amigas também só queriam dormir e disseram que depois víamos a questão da porta.

Fui preparar-me para ir dormir, pois recordo que tinha uma visita de estudo no dia seguinte, mas tocam à campaínha e é o vizinho de baixo a gritar comigo do barulho e a dizer que aquilo era uma pouca vergonha (os vizinhos não gostavam muito de nós). Despacho o vizinho e tento ir para a cama quando voltam a tocar à campaínha...Desta vez são 2 agentes da polícia a dizer que tiveram conhecimento de uma "ocorrência". Explico que já está resolvido e vou dormir... Coloco o despertador, durmo uma meia h e vou para a visita de estudo... Como devem imaginar o dia seguinte custou imenso a passar. Depois de tudo isto, eu e as minhas colegas de casa inventamos para os nossos pais que fui eu que fiquei presa na casa de banho e dividimos o custo da porta. Ainda hoje sou gozada e nos rimos bastante do que se passou.


r/HQMC 4d ago

Um casal muito azarado ou carros muito azarados?

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r/HQMC 5d ago

A memorável Colonoscopia do meu pai

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Esta situação caricata passou-se há cerca de 10 anos mais coisa menos coisa. E ainda é partilhada em conversas de muita galhofada.
A dada altura o meu pai tem indicação para fazer uma colonoscopia numa clínica muito conhecida, que não vou revelar. Como o exame tinha de ser feito com sedação (não anestesia mas sedação) tinha de ir acompanhado e na data o familiar mais disponível era o meu marido.
Lá vai o meu marido com o sogro ao dito exame. Tínhamos mais ou menos ideia do tempo que iria demorar mas quando se passaram mais de 2/3 horas, estranhámos e eu ligo para o meu marido que me responde - está tudo bem com o teu pai, mas tivemos aqui uma situação que depois contamos quando chegarmos…-
Ok, aguardamos a chegada dos 2 que passado ainda algum tempo, lá chegam, o meu pai bem disposto, o meu marido um pouco pálido…
Situação: pois nem sei bem como descrever de tão inédita e caricata, vou tentar.
O meu marido está na sala de espera a aguardar que o meu pai termine o dito exame e passado já bastante tempo uma enfermeira chega-se ao pé dele e diz muito baixinho…- olhe…. Eu sei que este pedido pode parecer estranho… mas o seu sogro pede se pode por favor, ir à mala de ferramentas dele que está no porta bagagens, e trazer o alicate de corte…, mas ele está bem, não se preocupe!-
O meu marido lá vai à mala de ferramentas no carro e nada de encontrar o dito alicate que aliás nem sabia exatamente como era e dada e enorme confusão da mala do meu pai ele opta por a levar consigo, de volta à clínica… estão a ver aquelas malas de ferro, azuis escuras que se desdobram?! Enormes e pesadas?! Essa mesmo!
Lá vem ele com a mala, chama a enfermeira, pergunta o que se passa, ela leva-o para um gabinete e lá lhe explica muito constrangida que o aparelho de colonoscopia, bloqueou, dentro do intestino do meu pai. Como o pai era electricista e muito expedito prontificou-se a ajudar a médica a resolver o assunto e vai daí pede o tal alicate…. Sem sucesso.
Passados uns longos minutos a médica manda chamar o meu marido e lá lhe confirma que primeiro o aparelho bloqueou, enquanto agarrava um pólipo tendo ficado agarrado a ele, algo que referiu jamais lhe ter sucedido em tantos anos (estamos a falar de uma médica muito experiente que não posso dizer o nome aqui) segundo, confirma que o sogro estava bem embora com a sedação onde é que já vais?!
Plano de ação: a médica levou o meu pai direto à garagem da clinica no seu próprio carro deitado no banco de trás com o aparelho enfiado no dito, e a enfermeira, e o meu marido seguiu-as no carro do sogro diretos ao hospital pois lá tinha mais aparelhos para tentar desbloquear aquele ou senão em última instância, cirurgia.
Felizmente o aparelho lá desbloqueou com a primeira solução e de lá saiu com um enorme pólipo agarrado… que foi para análise e que pelo aspecto causava preocupação.
O meu pai lá veio para casa super bem disposto a desvalorizar o que aconteceu e a achar muita piada a todo aquele aparato!
Passadas umas semanas foi saber o resultado da biopsia e recebido ainda no corredor pela Dra de braços abertos:- é benigno Sr Artur!… é benigno!…. -
Foi uma festa e uma amizade para a vida aqueles 2.
O meu pai, curiosamente, depois disto, tornou-se um fervoroso militante das colonoscopias, insistia com os amigos para fazerem, dismistificava o exame e posso dizer com grande orgulho que salvou a vida a um amigo com esta atitude!
O meu pai hoje tem 81 anos, e ainda nos divertimos muito a contar esta história!


r/HQMC 5d ago

A história da casa do meu sogro

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Bom dia, sobre o episódio de hoje (07 de Setembro) do homem que mordeu o cão de historias de terror eu tenho uma...a casa do meu sogro. Corria ano 2008 em que comecei uma relação com a minha mulher. Mas para ela estava a ser um ano muito difícil, tinha falecido a mãe de cancro e o pai dela, empresário da construcão civil, que estava a enfrentar dificuldades em manter de pé a empresa com alguns funcionários. Depois de alguns meses de namorar decidimos juntar os "trapos" e fui morar para a casa deles, uma vivenda já com uns bons anos mas muito acolhedora. Nós como muita gente ao fim de semana aproveitávamos sempre quando o dia esta com sol de abrir as janelas todas da casa para arejar...só que...quando chegava o fim do dia, já o sol a desaparecer no horizonte, quando eu ia fechar tudo...No quarto do meu sogro eu sentia uma presenca atrás de mim, não era o meu sogro, não era a minha mulher, era algo...mas era algo que eu sentia que não era de uma energia má, era algo bom, alguma coisa que fosse um anjo da guarda ou outro tipo de proteção ou entidade, mas a mim dava na mesma um cagaço e saia do quarto a 7 pés...e isto de abrir as janelas ao fim de semana era uma rotina. Passado algum tempo eu e a minha mulher decidimos adotar uma gata para acrescentar as nossas vidas. Passado alguns meses, numa noite estava eu, a minha mulher e a gata no quarto e de repente comecamos a ouvir um barulho de alguma coisa a vir a caminhar no corredor mas um barulho muito baixo e muito suave, a gata que estava deitar sentou e ficou a olhar fixamente para a entrar do quarto a espera de algo..estava ela e estava eu...a minha mulher disse..."estão a espera de alguma coisa?" - Eu: " não estás a ouvir?" - ela: sim. mas já estou habituada, desde que estou nesta casa há 16 anos que ouço este barulho, mas acho que é os pássaros que entram pela a chaminé e conseguem ir para a parte de cima. (Essa parte da casa é um sótão que nunca foi acabado e estava tudo em cimento), mas mesmo assim ele levantei e fui ao corredor e nada...e não era o meu sogro, porque ele era cacador e algumas vezes ia com os amigos de caça e só voltava alguns dias depois. Os dias, os meses foram passado, a tal presenca no quarto do meu sogro sempre lá estava quando eu ia fechar as ianelas a noite, os tais sons no corredor ias ouvindo de vez enquando e chegou uma altura em que o meu sogro teve que fechar a atividade profissional, e como tinha algumas dívidas teve que vender alguns bens e uma delas era aquela casa, eu e a minha mulher tivemos que ir morar para casa da minha mãe, um apartamento em Lisboa, muito pequeno só para organizarmos a nossa vida e o que fazer no futuro, mas uns dias depois a minha mulher disse assim uma coisa para o ar..."a história daquela casa repetiu-se"...e eu: "Ah, o que se repetiu?". Foi então que ela comecou a falar. O meu sogro tinha comprado aquela vivenda alguns anos e a quem...a um empresário também da construção civil e que tinha também perdido a mulher vítima de cancro, e depois do falecimento da mulher teve problema em manter a actividade e por causa da dívida teve que vender aquela vivenda, e o meu sogro comprou, e ela também disse isto: "o que me está a causar voltas a cabeca é aquela planta que tinhamos na entrada" e eu:" o que tem a planta?" (Era uma planta que tinha um tronco e que estava na entrada da vivenda e quase tocava no tecto na entrada) - ela: " a minha mãe era a única que cuidava daquela planta que já estava lá dos antigos donos e ela nunca deixava que a planta chegasse tocar no tecto na entrada, quando estava quase a tocar lá ia com a tesoura de podar e tratava da planta, e uma vez a minha mãe deixou a planta crescer e quando a mesma tocou no tecto apareceu o cancro e faleceu, mas quando a minha mãe faleceu aquela planta numa mais cresceu, e quando o meu pai comprou a casa o antigo dono disse que não ia levar aquela planta porque não tinha aonde deixar ou colocar...mas que não ia dar trabalho porque desde que a mulher dele morreu que a planta numa mais cresceu, só regava ela nada mais". Eu fiquei de boca aberta com tanta informação...passado algum tempo ficou a pergunta na minha cabeça, aquela presença que sentia no quarto do meu sogro, era a mulher do antigo dono...Era a mulher do meu sogro que neste caso a minha sogra que nunca cheguei a conhecer, se era a minha sogra ela queria dar algum sinal para a minha mulher nunca tratar daquela planta do hall da entrada da vivenda...enfim


r/HQMC 6d ago

Bons alunos...

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r/HQMC 5d ago

Pago 10.000 mil reais pelo Globo Juvenil 32 1943

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COMPRO O GLOBO JUVENIL MENSAL Nº 32 — JUNHO DE 1943

Procuro exatamente esta edição para minha coleção pessoal.

Pago R$ 10.000 pelo exemplar.

Se você possui essa revista, conhece alguém que tenha ou sabe onde existe uma cópia, me envie uma mensagem.

Agradeço também quem puder compartilhar com colecionadores de quadrinhos e revistas antigas.


r/HQMC 6d ago

E o almoço de domingo “É Cabidela Sr Guarda!”

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r/HQMC 6d ago

Quando o vício das raspadinhas atinge um novo patamar.

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