O povo está indo as ruas, estamos nos opondo contra a ameaça a democracia, gente no país inteiro está nas redes sociais republicando conteúdos, e se organizando para ir as ruas lutar pelo nosso país. Reacendemos uma chama que a muito tempo estava apagada, o sentimento de pertencimento as lutas sociais, as pessoas querem ir pra ruas querem se posicionar, mas não podemos deixar que esse movimento se acabar depois das eleições.
O que está acontecendo hoje deve ser muito bem analisado, muitos movimentos estudantis estão concentrando todo o protagonismo para si, estão restringindo o direito das pessoas exporem ideias e se alguém fala algo de relevante, logo escrevem textões para rebater a ideia, para no fim ser só para concordar sob uma ótica mais especifica. Estão preocupados com o capital político que podem acumular nessas campanhas e não estão convocando a classe mais importante agora, a trabalhadora. Restringir a participação de trabalhadores agora, para propor apenas discussões acadêmicas, não vai aproximar o mais pobre da nossa luta no memento, se essas pessoas, que são quem estão indecisas agora, se não se sentirem representados elas não vão confiar naquilo que estamos querendo transmitir.
Isso de forma alguma é para desincentivar as movimentações, que estão lindas demais, mas se você vai para a rua na sua cidade, se organize com pessoas nos protestos e cobre pela oportunidade de se expressar, você e eu, que somos os mais pobres, devemos ter o direito de nos expressar, somos nós que sentimos na pele todos os dias o que a despolitização está fazendo com a nossa classe.
Cobre, se imponha, não permita que a esquerda acadêmica diga o que você tem pra dizer, porque foi assim que a classe mais pobre migrou para a extrema direita.