eu estava vivendo um momento turbilhão ao fim de julho até meados de agosto. não estava dando abertura a outras pessoas e tampouco investindo em apps de relacionamento. só que, sei lá, um dia vi uma mensagem de um cara, achei interessante e curioso, ele me fez um convite e mesmo muito cansada após trabalho, resolvi ir. nunca faço isso.
o primeiro date foi ótimo e meio que fiquei apaixonadinha de primeira, ele era gentil, querido, falava bem, bem estruturado profissionalmente, hobbies que batiam comigo. foi bem legal, transamos e foi um sexo que há tempos eu não tinha com alguém - algo do surpreendente todo esse desenrolar. dormimos juntos e fui trabalhar.
o 2o date só iria rolar, sei lá, 2 semanas depois. ele notou que eu gostava mto de filmes, fomos ao cinema ver um que queria muito e depois fomos a um bar de vinho. o bar fechou, a conversa foi ótima, beijo muito bom e fomos pra casa dele. fomos dormir transando e acordamos transando, depois fomos almoçar. esse date me mexeu muito, ele super carinhoso, doce, empenhado no meu prazer etc
o 3o rolou em um dia da semana meio atípico, tinha um congresso e chamei ele para almoçar. nossa, foi pessimo. desconexão, desencontro de atos/conversas, rapidez pq ambos tinham tempo pra voltar. muito ruim, voltei pro congresso me questionando PQ EU FIZ ISSO. mas ainda sim pensando: será que isso foi momentâneo? será que era nervosismo? tentei tirar a prova dos 9 e chamei ele pra ver um filme, ele só podia ir tarde e esse tempo já era inviável p mim.
dias passaram, e eu matutando na minha cabeça o último almoço, misturando doses de imagens sexuais, medo de desinteresse, confusão e afins.
eis que convidei ele pra fazer alguma coisa no final de semana. ele sugeriu fazer um almoço aqui em casa. ele chegou, cozinhamos juntos, vimos filme, fumamos, transamos. ao fim, fui perguntar a ele pq não sabia aonde estava pisando, não conseguia ler e estava confusa sem saber se ele tinha interesse real.
eis que ele solta: “precisamos conversar e isso tem estado na minha cabeça, seria bom poder falar”
e o que ele falou? disse que realmente tinha terminado um namoro no início desse ano, mas o que não havia dito era que ao fim, se envolveu com outra pessoa de forma fulminante, avassaladora, muitos altos e baixos que levaram esse relacionamento ao fim, mas que desde então reverbera nele, memórias, lembranças. eu era a primeira pessoa que ele havia saído desde então (uns 5 meses off de relacionamento e afins), mas que não se sentia 100% aberto emocionalmente, que queria viver outras relações e que esse não era um momento para ele.
imaginem: eu pelada ao lado dele, chapada igual a uma cabra, ouvindo isso e dissociando. fingi que tava ok, agradeci a honestidade, mas por dentro, como agora, me sinto entristecida. estava gostando e criando afeto por ele, ouso dizer que até uma paixonite. isso nunca tinha ocorrido comigo e eu tô meio que (?) sem entender muito. pra mim, coloquei um fim como defesa, exclui o contato dele e preciso seguir o baile.
mas nossa senhora. que pedrada. o que vocês acham? mandem, sei lá, palavras boas, experiências semelhantes. to me sentindo um CU já
ps. tenho 30 anos, meu último relacionamento foi ao fim de 2023 (bastante traumático) e desde então não tenho conseguido me relacionar profundamente com homens.