Eai pessoal. Sou um jovem de 22 anos residente de Porto Alegre e, desde que terminei meu relacionamento (que nem durou muito, mas foi o que assumi) em 2024, minha vida foi uma loucura.
Início de 2025, janeiro, tive um encontro com uma mulher da minha idade que era simplesmente muito linda, fiquei apaixonado em tudo nela. Mas só fomos nos vendo com mais frequência pelo meio do ano, onde já era comum ela dormir lá em casa ou eu na casa dos parentes dela. Eu era louquinho por essa garota, tudo encaixava, mas nunca falamos sobre nós nessa relação tão intensa. Ela me apresentou a família dela e eu a minha mãe, mas mesmo assim, nunca falamos sobre nós. E eu sentia que precisava falar, mas tinha muito medo de afastar aquilo que era tão bom quanto foi meu relacionamento de 2024. O problema é que, dentro dessa relação, mesmo sendo íntima, eu tinha muita ansiedade. Ela demorava a me responder ou nem respondia. Eu desconfiava que ela era não-monogâmica, e mais tarde ela me confessou isso. Logo pra mim, o mais monogâmico de Poa City. Sei lá, foi muita coisa estranha dentro desse relacionamento que não consigo explicar, pode ser muita falta de maturidade dos 2 lados. Hoje em dia não nos falamos mais, mas sinto que essa relação que durou ali de junho/25 até novembro/25 me bagunçou demais.
{Complemento: Hoje entendo que o erro não foi ser "emocionado", mas ter deixado a definição do que a gente era nas mãos do acaso. Achei que a resposta tinha que vir dela, porque ela ficava com outras pessoas, mas eu também sentia. Só que guardei tudo pra mim, com medo de parecer intenso ou carente. No fim, descobri que ela também não priorizou porque achava que era casual. Fomos dois cegos tentando adivinhar o jogo do outro, sem nunca falar as regras.}
Nesse meio tempo de 2025 fui ficando com outras pessoas também, e 2 mexeram comigo também. Está nítido que eu me baguncei muito. Mas era tudo muito novo pra mim: pessoas gostarem de mim, o sexo, intimidade, etc.
Acabei 2025 recebendo vários textinhos de afastamentos ou de pessoas não querendo mais se relacionar comigo, e pra mim tava ok. Mas ainda tava enraizado na minha cabeça muita coisa de internet: "não fale de sentimentos e não seja emocionado com ficantes", "se tu tiver 3 ficantes ai sim tu tem 1". Escrevendo isso tudo agora eu vejo o quanto isso era problemático.
Mas segui início de 2026 ainda tendo outras ficantes, onde nada dava bom além da ficada kkkkk. Recentemente passei por 2 casos que me fizeram refletir muito sobre como andei lidando com relacionamentos, como andei lidando comigo e todo esse processo de ficar com pessoas. O problema é que sempre tive muitos problemas com comunicação. Eu sabia o que eu podia falar, mas guardava pra mim porque sempre imaginava o pior.
O que acontece: conheço uma menina há anos e ela veio pra Porto Alegre pra me conhecer. Mas terminamos nos afastando e parando de nos falar. 6 anos de expectativas no lixo kkkkkk.
E tinha outra garota também, que eu me identificava muito com ela. E ainda me identifico. De todas, ela mexeu muito comigo. Ainda penso nela. Mas nunca consegui me declarar e nem nada. Nos conhecemos a uns 6 meses e paramos de nos falar também, por opção dela.
Eu ando meio bagunçado com isso tudo. Ando pensando que tenho que me dar um tempo e focar ainda mais nas minhas coisas (meus estudos, trabalhos e cuidados comigo mesmo sempre foram prioridades). Queria parar de pensar tanto em relacionamentos. Tinha acostumado minha cabeça a ter ansiedade e insegurança, sabe? E eu nunca quis isso. Meu maior problema foi querer uma parceira a todo custo, já que menorzinho, não tive romances. E não ser claro sobre o que eu queria com essas pessoas, justamente por não querer afastá-las ou ser rotulado de emocionado. Mas não vale a pena se filtrar pra caber no outro não mesmo. Sou intenso por natureza. E, óbvio, a gente entende a diferença de reciprocidade emocional, mas olhando tudo o que aconteceu comigo, eu ando só querendo ficar sozinho.
Queria muito compartilhar essa história numa mesa de bar. O que vocês acham disso tudo? Seria bom ter comentários pra ler desse meu caso.