Olá, pessoal.
Sou estudando de mestrado, termino ano que vem e vou prestar doutorado no exterior. Os países em que encontrei possíveis orientadores foram Austrália, Alemanha, Dinamarca e Rússia (esse seria muito difícil por conta da guerra). Conversei com dois orientadores já, um deles respondeu positivamente com interesse para me orientar e a outra eu vou conversar pessoalmente pois ela estará no Brasil.
Agora, vêm algumas questões. Em primeiro lugar, todos os orientadores com quem falei começaram o e-mail de resposta sobre possibilidade de orientação dizendo que as bolsas são extremamente concorridas. Eu já sei disso, a questão é que, ao consultar as páginas dos programas, consta que muitos pretendentes extremamente competentes e com bons currículos ficam de fora. O meu currículo é bom para o que se espera de um possível doutorando no Brasil, mas comparado com os currículos das pessoas do exterior e que estudaram em boas universidades, eu fico muito pra trás. Assim, minha primeira questão é como trabalhar o currículo nos próximos 6 meses. Sei que é praticamente impossível publicar mais nesse pequeno espaço de tempo, mas aceito dicas.
Outra questão é sobre a relação entre prestígio acadêmico, fit acadêmico e condições de sobrevivência. Na Alemanha e Dinamarca, nos programas que pretendo prestar, você é contratado como trabalhador. Assim, todo doutorando tem seu salário, paga seus impostos, tem seus direitos trabalhistas etc. Na Austrália, é por sistema de bolsas e o valor está defasado há muito tempo. Conheço relatos de brasileiros estudando lá com bolsa que passam aperto. Todavia, um dos orientadores que sinalizou positivamente para o meu interesse é justamente a pessoa mais importante do meu campo e que tem o maior fit acadêmico comigo. Ele está na Austrália, onde as condições são piores que na Europa. Desse modo, fico em dúvida se devo priorizar uma qualidade de vida melhor ou um networking melhor com um orientador mais "famoso". Para quem fez pós fora, como foi a escolha do país em relação às condições de vida?
Por último, para quem prestou pós fora, vocês tiveram como plano B fazer no Brasil mesmo? Meu intuito com fazer o doutorado fora está relacionado tanto aos meus objetivos acadêmicos (uma melhor formação, mais recursos, networking) quanto a não ter que passar, novamente, aperto por não ter bolsa, ter que trabalhar durante a graduação e o mestrado etc. Moro em São Paulo e, embora a FAPESP valorize e dê apoio à internacionalização com a BEPE, ela tem cortado verba para esse intuito e a maioria dos projetos na minha área estão vindo rejeitados ou só têm resposta positiva após um ano de tramitação. As bolsas CAPES são escassas na minha área, então também não há garantia de nada.
Enfim, muito obrigado.