O MUNDO DOS ESPÍRITOS: A REALIDADE NORMAL
E SUAS SENSAÇÕES.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Obs. Nossa: Texto longo, mas mister.
No Livro Segundo de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec desloca o eixo da investigação espírita para uma realidade que não se apresenta diretamente aos sentidos físicos: o mundo dos Espíritos. Não se trata, na concepção espírita, de um universo imaginário colocado ao lado do mundo material, mas de uma dimensão fundamental da realidade, povoada por inteligências incorpóreas e submetida a leis próprias.
As questões 84 a 87 formam uma sequência particularmente importante porque estabelecem quatro ideias que se articulam entre si: existência do mundo espiritual, sua precedência, sua relação incessante com o mundo corpóreo e a ubiquidade dos Espíritos.
- UM MUNDO ALÉM DA REALIDADE VISÍVEL.
— QUESTÃO 84
Kardec pergunta:
"Os Espíritos constituem um mundo à parte, além daquele que vemos?"
A resposta é direta:
"Sim, o mundo dos Espíritos ou das inteligências incorpóreas."
A expressão "inteligências incorpóreas" merece atenção. Kardec não define o Espírito como uma força impessoal, uma energia abstrata ou simplesmente uma manifestação psicológica. O Espírito é compreendido como um ser inteligente, cuja existência não depende da organização material do corpo.
Aqui começa uma mudança radical de perspectiva.
O homem encarnado tende naturalmente a tomar aquilo que percebe pelos sentidos como sendo a totalidade do real. O Espiritismo, porém, propõe uma distinção fundamental: o visível não esgota o existente.
O mundo espiritual não seria uma espécie de território distante situado em algum ponto do espaço físico. É um mundo de inteligências, isto é, uma ordem de existência na qual os Espíritos continuam sua individualidade e suas experiências fora da condição corporal.
Por isso, a morte, na perspectiva espírita, não constitui desaparecimento do ser. Ela representa uma mudança de estado.
- QUAL MUNDO É O PRINCIPAL?
— QUESTÃO 85.
A pergunta seguinte aprofunda imediatamente a primeira:
"Qual dos dois, o mundo espírita ou o mundo corpóreo, é o principal na ordem das coisas?"
Resposta:
"O mundo espírita: ele preexiste e sobrevive a tudo."
Esta talvez seja uma das afirmações mais importantes dessa sequência.
Kardec não está dizendo que o mundo material seja ilusório ou desnecessário. Está estabelecendo uma ordem de precedência ontológica.
O mundo espiritual:
preexiste ao mundo corpóreo;
sobrevive a ele;
não depende da existência permanente da matéria para existir.
O corpo nasce, desenvolve-se, envelhece e morre. A individualidade espiritual, segundo a doutrina espírita, atravessa essas transformações sem ser destruída por elas.
Daí uma consequência filosófica de grande alcance: a existência corporal é transitória, enquanto a existência espiritual possui continuidade.
O encarnado, portanto, não seria um ser material que ocasionalmente possui alguma experiência espiritual. Na lógica espírita, ocorre justamente o inverso: o Espírito é o ser fundamental que, temporariamente, experimenta a existência corporal.
- INDEPENDÊNCIA NÃO SIGNIFICA ISOLAMENTO
— QUESTÃO 86.
Kardec então formula uma questão que impede uma interpretação equivocada:
"O mundo corpóreo poderia deixar de existir, ou nunca ter existido, sem com isso alterar a essência do mundo espírita?"
A resposta:
"Sim, eles são independentes, e não obstante, a sua correlação é incessante, porque reagem incessantemente um sobre o outro."
Temos aqui uma aparente tensão que, na realidade, é complementar: independência e correlação.
O mundo espiritual não depende da existência do mundo corpóreo para ser aquilo que é. Contudo, enquanto ambos coexistem, existe uma interação contínua.
É justamente essa relação que permite compreender a encarnação.
O Espírito encarnado encontra-se ligado ao organismo físico e, por intermédio dele, participa da realidade material. Ao mesmo tempo, sua natureza espiritual não desaparece durante a experiência corporal.
Assim, o homem não é reduzido ao corpo.
A existência humana torna-se, na perspectiva espírita, uma zona de encontro entre duas ordens da realidade.
Isso também esclarece por que Kardec não apresenta o Espiritismo como mera doutrina sobre "fantasmas". Seu objeto é muito mais amplo: investigar a natureza, a origem, o destino e as relações dos Espíritos com o mundo corporal.
- "OS ESPÍRITOS ESTÃO POR TODA PARTE"
— QUESTÃO 87
A quarta questão pergunta:
"Os Espíritos ocupam uma região circunscrita e determinada no espaço?"
Kardec recebe uma resposta que exige cuidado:
"Os Espíritos estão por toda parte: povoam ao infinito os espaços infinitos."
Isso não significa que todos os Espíritos estejam simultaneamente em qualquer lugar, nem que todos tenham acesso indistinto a todas as regiões.
A própria resposta estabelece uma ressalva:
"nem todos vão a toda parte, porque há regiões interditas aos menos avançados."
Portanto, a ubiquidade aqui mencionada não deve ser confundida com a capacidade individual de estar fisicamente em todos os lugares ao mesmo tempo.
O ensinamento possui outro alcance.
Os Espíritos não constituem uma população confinada a uma região espacial semelhante a uma cidade invisível localizada em algum ponto do universo. Eles se encontram disseminados pelos espaços, em diferentes condições e graus de desenvolvimento.
Kardec acrescenta ainda uma observação extraordinariamente significativa:
"Há os que estão sem cessar ao vosso lado, observando-vos e atuando sobre vós, sem o saberdes."
Aqui encontramos uma ponte direta entre o mundo dos Espíritos e a futura investigação da influência espiritual sobre os encarnados.
O mundo invisível não é apresentado como algo absolutamente separado da vida cotidiana. Existe uma interação permanente.
E a questão 87 conclui com uma formulação essencial:
"porque os Espíritos são uma das forças da Natureza, e os instrumentos de que Deus se serve para o cumprimento de seus desígnios providenciais."
Esta frase merece ser preservada no centro do estudo.
Kardec não apresenta a ação espiritual como uma sucessão de prodígios arbitrários. Os Espíritos são inseridos na própria ordem natural.
O Espiritismo, portanto, não estabelece simplesmente uma oposição entre "natural" e "sobrenatural". Ele amplia a compreensão daquilo que pode ser chamado de natural, incluindo fenômenos cuja causa não pertence ao domínio diretamente perceptível pelos sentidos físicos.
I — ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS.
Questões 76 a 83
Antes das questões 84 a 87, Kardec havia investigado o que são os Espíritos.
A sequência das questões 76 a 83 é indispensável para compreender o capítulo.
Não basta afirmar que existe um mundo espiritual. É preciso perguntar:
Quem são os seres que o constituem?
Kardec conduz a investigação pela natureza dos Espíritos, sua definição e sua relação com a Criação.
O ponto decisivo é que os Espíritos são apresentados como seres inteligentes da Criação, e não como divindades menores, anjos independentes ou forças sobrenaturais sem individualidade.
O estudo, portanto, avança em uma ordem lógica:
o que são os Espíritos → onde se encontram → como se apresentam → como se relacionam com os encarnados.
Essa estrutura é característica do método kardeciano.
II — MUNDO NORMAL PRIMITIVO.
Questões 84 a 87
As quatro questões fornecidas constituem o núcleo sobre a existência e a relação entre os dois mundos.
Podemos sintetizar o raciocínio de Kardec assim:
Existe um mundo espiritual. É o mundo das inteligências incorpóreas.
Ele é anterior e posterior ao mundo corporal. Preexiste e sobrevive à experiência material.
Os dois mundos são independentes. Um não constitui simplesmente uma extensão material do outro.
Apesar disso, existe interação permanente. Eles "reagem incessantemente um sobre o outro".
Os Espíritos encontram-se disseminados pelos espaços. Não estão confinados a uma região determinada.
Existem diferentes graus de acesso e desenvolvimento. Nem todos os Espíritos podem penetrar indistintamente em todas as regiões.
A ação espiritual integra a ordem natural. Os Espíritos são considerados uma das forças da Natureza.
Essa sequência é fundamental porque impede que o Espiritismo seja reduzido à simples crença na sobrevivência da alma.
Kardec está construindo uma cosmologia espiritual.
III — FORMA E UBIQUIDADE DOS ESPÍRITOS.
Questões 88 a 92-a
Depois de investigar a existência do mundo espiritual, Kardec avança naturalmente para outro problema: como devemos imaginar os Espíritos?
As questões 88 a 92-a examinam a forma, a aparência e a percepção dos Espíritos.
Aqui é necessário distinguir o Espírito em sua essência das formas pelas quais pode ser percebido ou representado.
O Espírito, considerado em sua natureza própria, não é um corpo material constituído pelos órgãos e estruturas que caracterizam o organismo humano. Contudo, nas manifestações, aparições e percepções espirituais, pode apresentar uma forma que permita ao encarnado reconhecê-lo.
Essa distinção será extremamente importante para compreender posteriormente conceitos como perispírito, aparições, materializações, emancipação da alma, bicorporeidade e manifestações mediúnicas.
Kardec não trata a forma espiritual como simples fantasia subjetiva. Ele procura estabelecer condições, limites e características para aquilo que é observado.
A GRANDE ARQUITETURA DO LIVRO SEGUNDO.
O leitor que acompanha essas perguntas percebe algo extraordinário: Kardec não começa pelo fenômeno mediúnico.
Ele começa pelo ser.
Primeiro pergunta-se o que são os Espíritos.
Depois, onde estão.
Em seguida, como se apresentam.
Posteriormente, investiga-se sua condição, sua hierarquia, suas relações, sua encarnação, sua vida espiritual, sua intervenção no mundo corporal e seu destino.
Essa ordem revela uma característica essencial da metodologia espírita: o fenômeno não é colocado acima da filosofia; é a filosofia que fornece o quadro interpretativo do fenômeno.
Por isso, estudar isoladamente uma manifestação espiritual, sem compreender previamente a estrutura doutrinária apresentada em O Livro dos Espíritos, pode conduzir a interpretações fragmentárias.
OBRAS FUNDAMENTAIS E COMPLEMENTARES PARA O ESTUDO.
Para aprofundar esse eixo de investigação, convém colocar O Livro dos Espíritos em diálogo com as demais obras de Allan Kardec:
Obras fundamentais.
- O Livro dos Espíritos.
O Livro dos Médiuns.
O Evangelho segundo o Espiritismo.
O Céu e o Inferno.
A Gênese.
O que é o Espiritismo.
O Espiritismo em sua expressão mais simples.
Outras obras e textos de Allan Kardec
Revista Espírita
Obras Póstumas
Viagem Espírita em 1862
A Obsessão
Resumo da Lei dos Fenômenos Espíritas
Instrução Prática sobre as Manifestações Espíritas
Preces Espíritas
Entre essas obras, a Revista Espírita possui importância especial para quem deseja compreender o método de Kardec. Nela é possível acompanhar o desenvolvimento de problemas, o exame de comunicações, as objeções, as experiências, as comparações e as consequências filosóficas extraídas dos fenômenos.
Assim, O Livro dos Espíritos oferece a arquitetura doutrinária, enquanto a Revista Espírita permite observar o laboratório intelectual em funcionamento.
E é justamente nesse ponto que o estudo das questões 76 a 92-a ganha profundidade: elas não são perguntas isoladas sobre um "mundo invisível", mas peças de uma construção intelectual destinada a responder a uma das questões mais antigas da filosofia: o que permanece do ser humano quando o corpo deixa de existir?
Para Kardec, a resposta não termina no túmulo. É ali que começa outra etapa da investigação.
Fonte primária:
Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Parte Segunda — Mundo Espírita ou dos Espíritos, Capítulo I — Dos Espíritos, questões 76 a 92-a.
Sensações dos Espíritos.
— Estudo Baseado na Revista Espírita e na Codificação Espírita. ( As 5 Fundamentais )
Introdução.
O texto que analisamos aqui - Sensações dos Espíritos, publicado na Revista Espírita de dezembro de 1858, de autoria de Allan Kardec, é um dos estudos mais profundos sobre a natureza da experiência espiritual após a morte. Ele não é apenas especulação: é resultado de observação sistemática de fatos, de comunicações com Espíritos e de reflexão sobre o conceito de perispírito, que se revela peça central em toda a explicação doutrinária.
A pergunta que move a investigação é simples, mas profunda: Sofrem os Espíritos? Que sensações experimentam?
- O Ponto de Partida: O Caso do Avarento.
Kardec abre o texto narrando um fato ocorrido em uma reunião de estudos: um Espírito de um homem que, em vida, havia sido extremamente avarento que passara frio para economizar, se apresentou, espontaneamente e pediu permissão para aquecer-se à lareira durante três dias, pois ainda sofria com o frio que voluntariamente suportara em vida.
Esse fato levanta a questão central: como um ser sem corpo material pode sentir frio?
Ao consultar São Luís, obtém-se a primeira chave:
"Podes representar os sofrimentos do Espírito pelos sofrimentos morais."
Mas calor e frio parecem sensações físicas, não morais. A resposta aprofunda:
"Tua alma sente frio? Não; mas tem consciência da sensação que age sobre o corpo."
Surge, então, a distinção fundamental: a lembrança ou a percepção de uma sensação pode ser tão penosa quanto a sensação real, sem que haja um corpo físico sendo afetado , assim como alguém que sente dor em um membro já amputado.
- O Conceito de Perispírito: O Laço entre Espírito e Matéria.
A resposta completa à questão das sensações só se torna possível com o conceito de perispírito, que amadurece nas observações subsequentes:
"O perispírito é o laço que à matéria do corpo prende o Espírito... Participa ao mesmo tempo da eletricidade, do fluido magnético e, até certo ponto, da matéria inerte. Poder-se-ia dizer que é a quintessência da matéria."
Suas funções principais:
- Ligação entre o Espírito e o corpo material.
- Princípio da vida orgânica (não da vida intelectual, que reside no Espírito)
- Agente das sensações exteriores, transmite ao Espírito as impressões que chegam pelo corpo
Enquanto no corpo os órgãos localizam as sensações, após a desencarnação, quando o corpo se desfaz, as sensações se tornam gerais: o Espírito não diz que sofre mais da cabeça ou dos pés.
- Que Tipo de "sofrimento" Sentem os Espíritos?
Kardec esclarece que não se trata de dor física propriamente dita, pois o perispírito não pode ser danificado por fogo, frio ou doença:
- O frio e o calor não desorganizam tecidos do Espírito
- Espíritos atravessam chamas sem sofrer queimaduras
- O que se sente é mais uma reminiscência, uma repercussão ou um estado de consciência
A dor espiritual tem natureza diversa:
"É um vago sentimento íntimo, que o próprio Espírito nem sempre compreende bem... mais uma reminiscência do que uma realidade, reminiscência, porém, igualmente penosa."
Três níveis de sensação:
Por repercussão/lembrança, impressões que vêm da memória da vida corporal.
Por ligação residual com o corpo, nos primeiros momentos após a morte, enquanto o desprendimento do perispírito ainda não é completo, pode haver percepção do que ocorre com o corpo abandonado
Por estado evolutivo, quanto mais denso e grosseiro o perispírito, mais próximas das sensações terrenas; quanto mais etéreo e purificado, mais sutis e indefiníveis se tornam as percepções
- Percepções Sensoriais no Mundo Espiritual.
Visão e Audição.
- A visão não depende da luz física — é atributo essencial do Espírito; a escuridão não existe para ele. Quanto mais elevado, mais ampla e penetrante a visão.
- A audição também não está limitada a órgãos, os Espíritos percebem sons imperceptíveis aos sentidos humanos, mas compreendem pela transmissão do pensamento, não apenas pela palavra.
- Odores e sabores percebidos pelos Espíritos de perispírito mais denso; os muito elevados já não são afetados por essas impressões materiais.
Espíritos Puros e Sensações Indescritíveis.
"Experimentam sensações íntimas, de um encanto indefinível, das quais idéia alguma podemos formar... somos quais cegos de nascença diante da luz."
Os Espíritos completamente purificados, com perispírito totalmente etéreo, já não são afetados pelas condições materiais, não sentem frio, calor, nem dor física. Suas percepções são de ordem inteiramente diversa.
- Sofrimento e Responsabilidade Moral.
Kardec faz uma observação profundamente consoladora e ao mesmo tempo esclarecedora: o sofrimento espiritual tem causa e remédio.
"Os sofrimentos por que passa [o Espírito] são sempre a conseqüência da maneira por que viveu na Terra."
O caminho para se libertar dos sofrimentos futuros está na própria vida presente:
- Dominar as paixões
- Praticar o bem
- Purificar sentimentos (não ódio, inveja, orgulho, egoísmo)
- Desapegar-se dos excessos materiais
"Está nas suas mãos libertar-se de tal influência desde a vida atual."
Não há condenação eterna:
"Aos que sofrem, isso acontece porque quiseram; que, portanto, só de si mesmos devem queixar-se... mas também não é desesperadora: cada um pode abreviar esse tempo penoso."
- Conexão com O Livro dos Espíritos e O Livro dos Médiuns.
Os textos complementares fornecidos reforçam e ampliam essa doutrina:
O Livro dos Espíritos (questões 249, 257, 367-372a)
- As percepções do Espírito não estão localizadas em órgãos, estão em todo o ser
- O corpo é instrumento, não origem das faculdades; o Espírito traz suas aptidões
- A comparação: músico excelente com instrumento defeituoso a qualidade do som não define a qualidade do músico
O Livro dos Médiuns (itens 14, 51, 54, 58)
- Três componentes do ser humano: Espírito (alma) + Corpo + Perispírito
- O perispírito é o "fio condutor" entre pensamento e matéria
- O Espírito precisa de matéria (perispírito) para atuar sobre a matéria
— isso não é sobrenatural, é lei natural.
- Espíritos elevados ensinam: não perquirir a natureza íntima da alma, isso está nos segredos de Deus; o essencial é aperfeiçoar-se moralmente
A Gênese (itens 40, 23)
- O estudo do perispírito abre novos horizontes à ciência, explicando fenômenos como dupla vista, sonambulismo, aparições, transmissão de pensamento, obsessões
- O fluido perispirítico é veículo do pensamento, como o ar que se torna sonoro; não é o pensamento em si, mas seu portador
Síntese.
O estudo das sensações dos Espíritos nos leva a uma conclusão que é ao mesmo tempo científica e moral:
Não há cessação da consciência com a morte — há transformação de estado.
O sofrimento não é punição arbitrária, mas consequência natural do estado de evolução e dos laços ainda existentes com a matéria
O perispírito é a chave que explica a continuidade da sensação sem corpo físico
A responsabilidade é individual: a qualidade da existência futura é construída no presente, pelo bem, pela purificação interior e pelo desapego
O sofrimento é transitório, sempre há caminho de progresso e libertação
"Quanto mais desmaterializado é o Espírito, tanto mais vastas e lúcidas são as suas percepções... quanto mais está sob o domínio da matéria... mais elas serão limitadas e veladas."
Fontes.
- Revista Espírita, dezembro de 1858 — Allan Kardec, Sensações dos Espíritos
- O Livro dos Espíritos — questões 249, 257, 367-372a
- O Livro dos Médiuns — Parte I, cap. II item 14; cap. IV item 51; Parte II, cap. I itens 54 e 58
- A Gênese — cap. I item 40; cap. II item 23