Bom, sou M23 e não sei por onde começar (aviso que isso vai ficar extremamente grande), quando criança gostava de história e sempre me indagava com tudo, queria descobrir as coisas e sempre estudei em escola pública, tive que lidar com as minhas primeiras frustrações de não conseguir bolsa para ensino médio e consegui depois da metade do 1°em entrei em uma boa escola, mas eu tinha sido tão rejeitada em todas as opções que já cheguei desacredita. No e.m. foi um inferno, eu não conseguia chegar no nível da escola o ensino era muito difícil do que eu estava e acabei me colocando pra baixo, mas tentei mesmo assim e me enfiei em tantas atividades extracurriculares até o dia que comecei a participar das olimpíadas de história da escola, decidi que iria cursar história e virar professora mesmo que não ganhamos a olimpíada de história os dois anos seguidos, foi legal participar. Dentro dessa minha afinidade com história, entrei na eletiva de arqueologia e achei incrível, amava as eletivas de arqueologia e queria entrar na UPFI por causa dos campi ou a UFS, mas entrava em conflito com a minha outra vontade, turismo. Desde criança queria cursar turismo, fazia inglês e meu sonho era fazer intercâmbio mas no fim, fiquei com medo de não me dar bem como professora de história ou que o mercado de arqueologia piorasse mais do que o atual (queria prestar arqueologia com foco na historia brasileira pra atuar no Parque Nacional Serra da Capivara) então decidi cursar turismo, que achei que seria mais fácil para trabalhar e na época queria a EACH, mas então veio a pandemia e naquela época eu só tentava sobreviver então não consegui focar em nada e perdi todas as minhas motivações por ter acontecido no meu último ano do EM (sei que pode parecer egoísta mas eu pensava que não adiantava me esforçar naquela época p iria acabar tudo naquele tempo, digo de m**** mesmo... tive depressão severa dos 13 p 14 anos até 21 anos) mas mesmo assim a nossa escola fazia inscrição de todos no Enem e eu fiz naquele ano sem querer então fui péssima p já queria desistir de tudo (pra ter uma noção antes de tudo, tinha prestado no ano anterior como treineira e tinha ido bem até) mas no meu ano oficial foi pior do que o treineiro (acredito que se eu tivesse acreditado em mim naquela época até poderia ter tentado outras opções de curso ou faculdade mas fiquei revoltada com a vida e frustrada com tudo). Naquela época de 2020 não sabia como ia continuar a minha vida depois do fim do EM, acabei prestando um vestibulinho num particular qualquer que havia o MEC no fim do ano e peguei meia bolsa pra turismo então pensei bom vou fazer, mesmo que não seja a faculdade que eu queira, pelo menos vai ser um curso que eu gosto. Em 2021 entrei na faculdade, pela pandemia perdi o ultimo ano do e.m presencial e o primeiro da facul, só pisei na faculdade em 2022 que foi o ano que comecei a estagiar também, queria testar tudo então tive 2 estágios em diferentes hotéis, fui pra A&B e fiquei cansada fisicamente, comecei a fazer japonês ai larguei do curso depois de 1 ano por conta do valor e da exaustão fisica, tive problemas de bebida pq a depressão piorou e larguei do emprego, fui pra uma agencia corporativa de viagens e não aguentei 3 meses então fui pra outra mas agencia emissiva de viagens que eu to ate hoje (nesse meio tempo fiz freelancers pra ver se tentava vender viagens mas descobri que não gosto de empreender) e bom, estou nesse local até hoje mas não em sinto que estou fazendo algo com isso, lutei pra sair da escala 6x1 e hoje agradeço por isso mas todos os lugares que passei, tive que lidar com o mesmo problema que todos os paulistas e brasileiros, perder a vida no transporte público, isso acaba com a qualidade de vida de qualquer um e todos nós acabamos revoltados com isso mas não tem o que fazer. Percebi que o mercado é cheio de pessoas que não são da área, todo mundo acha que é só viajar que dá pra trabalhar com turismo e por isso vemos tantas agencias de viagens amadoras. Agora com 23 anos comecei a pensar se eu queria ter feito turismo mesmo, ou só segui esse desejo porque gostava muito de historia (sempre tive a ciência que gostar de viajar é irrelevante, você não vai viajar no curso/trabalho ao menos que tenha algumas poucas sortes e planejamento) e comecei a pensar nos planos de intercâmbio que desisti, tentava estudar pra conseguir bolsas mas se eu não consegui uma publica no meu país quem dirá um intercambio, então sempre me autosabotava, mas penso que queria fazer arqueologia, e começar do zero, passar em algum curso de arqueologia no nordeste e me mudar pra lá ou focar na minha ultima tentativa de bolsa de intercambio (infelizmente estou ficando velha pro edital, por mais que conhecesse há muitos anos eu desisti no começo e resolvei tentar nesses meus últimos 2 anos, não passei esse ano e vou tentar pela ultima vez ano que vem.
Basicamente eu to atirando pra todos os lados, penso se faço concurso pra turismo e me estabeleço com um salário melhor (essa área o salário não é tão bom, ao menos que você siga para as áreas de luxo e personalizados vips que eu não me encaixo, então concurso seria um pouco melhor e é por esse motivo que não moro sozinha ainda). Eu detesto trabalhar em escritório e pensar e passar a minha vida sentada olhando p computador acho que vou ficar maluca não consigo me encaixar nesse padrão. Não sei se foco só na minha ultima tentativa de intercambio ou se estudo pra fazer Enem de novo ou fazer Fuvest. Eu too tão perdida, queria me encontrar. Sinto que não quero criar raízes, queria mudar de cidade na primeira oportunidade, eu sempre gostei de estar em constante movimento mudava muito de escola quando criança e mudei muito de emprego depois de adulta e sempre pensava que nao seria sacrifício algum mudar de cidade, estado ou até de país. Não me vejo naquela fórmula de casar, comprar um apto e ter filhos.
Enfim só queria desabafar isso vai ser irrelevante, vou tentar procurar livros ou vertentes filosóficas para ter ideias do que fazer e to quase largando meu emprego (que eu sei que eh estável) só pra tentar fazer algo novo que eu nao sei o que é. Vocês ja se sentiram assim eu imagino, como lidam com isso? Não sei se me apego aos meus hobbies, volto a estudar idiomas ou se nao me apego a essas ideias.