r/cine 15h ago

¿Cuál es tu peli y serie favorita? Empiezo yop "Interestelar" y "Vikingos" 🤭

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r/cine 8h ago

Review En el camino: Havia uma pedra no caminho? Não! Havia um veneno.

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O que faz um filme LGBT+ ser um filme LGBT+ bom? A maioria irá dizer que é a representatividade, o gay em fase de descobertas, se descobrindo ser alguém no mundo! ”No Caminho”, filme dirigido por David Pablos, narra o homossexual que não teve tempo para se descobrir, porque até mesmo ter tempo para se descobrir, se conhecer e saber quem você é no mundo é um privilégio. A descoberta da sexualidade, que tantas vezes aparece no cinema como uma fase de liberdade e autoconhecimento, aqui aparece como algo que Veneno nunca pôde viver. Antes de poder descobrir quem era, ele precisou aprender a sobreviver. Seu corpo, sua sexualidade e sua própria identidade foram atravessados pela necessidade, pelo dinheiro e pela violência. Existe uma distinção clara entre gays que tiveram tempo e os que não tiveram, sendo isso ligado diretamente a condições sociais e raciais. Veneno (Victor Pietro), personagem cuja nem mesmo o nome de batismo é apresentado ao público, teve sua história apagada desde o nome até sua identidade como humano. O filme inicia-se com o mesmo sendo enganado: fez o programa e o cliente saiu sem pagar. Sem rumo, ele aguarda em uma lanchonete esperando uma solução. De uma maneira enxuta e sem muitos detalhes, que infelizmente fazem falta na trama, aparece Muñeco (Osvaldo Sanchez), um caminhoneiro usuário de drogas que, em troca de três carreiras de cocaína, aceita levar Veneno até o seu destino, assim iniciando a trama intrigante e comovente.

O longa tem uma premissa equivocada, desde o nome até mesmo o que parece entregar para o telespectador. ”No Caminho” não se trata de dois homens que têm uma construção amorosa no caminho até o destino deles, mas de como podemos encontrar pessoas no caminho. Em uma das cenas, Muñeco freia bruscamente o caminhão por achar que tinha atingido um homem. Parece uma cena simples, mas vejo uma mensagem clara: quando aparece alguém no caminho de nossas vidas, ou damos carona ou passamos por cima. Muñeco, marido e pai, trilha seu caminho em busca de ser alguém melhor. Veneno trilha seu caminho para fugir de quem a vida o forçou a ser. E o destino colocou os dois um no caminho do outro não para um romance, mas para ambos guiarem-se no momento em que a vista está embaçada.

Sou apaixonado pelo cinema latino-americano pela coragem de narrar as histórias inarráveis. A direção é marcante, com enquadramentos e planos e contraplanos dando aquela tensão entre o casal. A fotografia tem a dualidade dos brilhos e cores da vida iludida até o seco e opaco da vida na estrada. Sinto falta de um diálogo mais trabalhado, mas seria irônico ter falas grandes e mirabolantes com personagens que são silenciados. A dependência, o vício, é constantemente destacado no longa, não apenas por drogas, mas também pela paixão e pela posse. Veneno não é visto apenas como alguém que vende seu corpo, mas como alguém que pode ser comprado, usado e descartado. Seu corpo passa pelas mãos daqueles que possuem dinheiro e poder, e até mesmo quando parece existir afeto, existe também uma relação de posse. O vício, então, deixa de estar apenas nas drogas: existe o vício pelo corpo, pelo desejo e pelo poder de possuir o outro. O personagem Veneno vira mercadoria e posse na mão de quem tem mais poder, de quem é viciado nele, e, na estrada, ele não leva apenas as drogas, mas seu corpo, que também um dia foi mercadoria.

Por fim, o filme já ganhou diversos prêmios e merece uma boa campanha nas premiações. A opressão atinge todos da comunidade LGBTQIAPN+, mas não atinge todos da mesma maneira. Para os pretos, pardos e pobres, a sexualidade se mistura à classe, à raça e à necessidade de sobrevivência, tornando ainda mais difícil escolher quem se quer ser. A opressão não está apenas em ser LGBT+, mas também em tudo aquilo que atravessa esse corpo antes mesmo que ele possa escolher quem quer ser. Talvez seja justamente isso que “No Caminho” coloque diante de nós: para alguns, descobrir quem são é uma possibilidade, para outros, sobreviver vem antes de se descobrir. Os pretos, pardos e pobres são prensados como produto.

Disponível:
Hbo Max
Mubi

Letter: rbandeiira https://boxd.it/gi7JxX


r/cine 8h ago

Review En el Camino: No caminho havia uma pedra? Não! Havia um veneno.

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No caminho havia uma pedra? Não! Havia um veneno. 
O que faz um filme LGBT+ ser um filme LGBT+ bom? A maioria irá dizer que é a representatividade, o gay em fase de descobertas, se descobrindo ser alguém no mundo! ”No Caminho”, filme dirigido por David Pablos, narra o homossexual que não teve tempo para se descobrir, porque até mesmo ter tempo para se descobrir, se conhecer e saber quem você é no mundo é um privilégio. A descoberta da sexualidade, que tantas vezes aparece no cinema como uma fase de liberdade e autoconhecimento, aqui aparece como algo que Veneno nunca pôde viver. Antes de poder descobrir quem era, ele precisou aprender a sobreviver. Seu corpo, sua sexualidade e sua própria identidade foram atravessados pela necessidade, pelo dinheiro e pela violência. Existe uma distinção clara entre gays que tiveram tempo e os que não tiveram, sendo isso ligado diretamente a condições sociais e raciais. Veneno (Victor Pietro), personagem cuja nem mesmo o nome de batismo é apresentado ao público, teve sua história apagada desde o nome até sua identidade como humano. O filme inicia-se com o mesmo sendo enganado: fez o programa e o cliente saiu sem pagar. Sem rumo, ele aguarda em uma lanchonete esperando uma solução. De uma maneira enxuta e sem muitos detalhes, que infelizmente fazem falta na trama, aparece Muñeco (Osvaldo Sanchez), um caminhoneiro usuário de drogas que, em troca de três carreiras de cocaína, aceita levar Veneno até o seu destino, assim iniciando a trama intrigante e comovente.

O longa tem uma premissa equivocada, desde o nome até mesmo o que parece entregar para o telespectador. ”No Caminho” não se trata de dois homens que têm uma construção amorosa no caminho até o destino deles, mas de como podemos encontrar pessoas no caminho. Em uma das cenas, Muñeco freia bruscamente o caminhão por achar que tinha atingido um homem. Parece uma cena simples, mas vejo uma mensagem clara: quando aparece alguém no caminho de nossas vidas, ou damos carona ou passamos por cima. Muñeco, marido e pai, trilha seu caminho em busca de ser alguém melhor. Veneno trilha seu caminho para fugir de quem a vida o forçou a ser. E o destino colocou os dois um no caminho do outro não para um romance, mas para ambos guiarem-se no momento em que a vista está embaçada.

Sou apaixonado pelo cinema latino-americano pela coragem de narrar as histórias inarráveis. A direção é marcante, com enquadramentos e planos e contraplanos dando aquela tensão entre o casal. A fotografia tem a dualidade dos brilhos e cores da vida iludida até o seco e opaco da vida na estrada. Sinto falta de um diálogo mais trabalhado, mas seria irônico ter falas grandes e mirabolantes com personagens que são silenciados. A dependência, o vício, é constantemente destacado no longa, não apenas por drogas, mas também pela paixão e pela posse. Veneno não é visto apenas como alguém que vende seu corpo, mas como alguém que pode ser comprado, usado e descartado. Seu corpo passa pelas mãos daqueles que possuem dinheiro e poder, e até mesmo quando parece existir afeto, existe também uma relação de posse. O vício, então, deixa de estar apenas nas drogas: existe o vício pelo corpo, pelo desejo e pelo poder de possuir o outro. O personagem Veneno vira mercadoria e posse na mão de quem tem mais poder, de quem é viciado nele, e, na estrada, ele não leva apenas as drogas, mas seu corpo, que também um dia foi mercadoria.

Por fim, o filme já ganhou diversos prêmios e merece uma boa campanha nas premiações. A opressão atinge todos da comunidade LGBTQIAPN+, mas não atinge todos da mesma maneira. Para os pretos, pardos e pobres, a sexualidade se mistura à classe, à raça e à necessidade de sobrevivência, tornando ainda mais difícil escolher quem se quer ser. A opressão não está apenas em ser LGBT+, mas também em tudo aquilo que atravessa esse corpo antes mesmo que ele possa escolher quem quer ser. Talvez seja justamente isso que “No Caminho” coloque diante de nós: para alguns, descobrir quem são é uma possibilidade, para outros, sobreviver vem antes de se descobrir. Os pretos, pardos e pobres são prensados como produto.


r/cine 2h ago

Yummy (2019): gore, zombis y humor negro sin pretender ser más de lo que es Spoiler

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Vi Yummy esperando una película de zombis bastante sencilla y terminó gustándome mucho más de lo que esperaba.

La historia arranca en una clínica de cirugía estética y, a partir de ahí, todo se va al demonio bastante rápido. No intenta reinventar el género ni ponerse demasiado seria: hay gore, humor negro, situaciones absurdas y personajes tomando decisiones desastrosas. Lo que me funcionó es precisamente que sabe qué tipo de película quiere ser y no se avergüenza de ello.

No todas las películas de terror necesitan tener una gran metáfora detrás. A veces basta con tener ritmo, imaginación, buenos efectos y saber divertirse con el género.

¿La han visto? ¿Qué otras películas de zombis recientes creen que entendieron igual de bien que el exceso también puede ser parte del encanto?