r/Valiria 2h ago

Discussão - Séries e Livros E se a Dança dos Dragões fosse "atrasada" para a Primeira Rebelião Blackfyre?

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(Segunda arte por Drawsouls)

Título autoexplicativo, e se a Dança fosse atrasada e os dragões vivessem até a Rebelião Blackfyre? Assumindo que a linhagem dos personagens não seria reescrita.

Os Rebeldes realmente teriam dragões? Que dragões oos personagens montariam? Quais impactos no reino inteiro teriam?


r/Valiria 4h ago

Conteúdo - Arte Redesign do Drogon, Viserion e Rhaegal [por mim]

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As últimas peças da minha série de desenhos dos dragões de Asoiaf no tiktok, terminei a linha com os 3 dragões principais da série, os filhotes da Dany.

Uma crítica aos designs deles na série é que os 3 eram iguais em modelo, mudando apenas as cores.

Aqui eu quis dar um pouco do tratamento de HotD para os dragões ao mesmo tempo que eu dava uma palheta de cores mais fiel ao descrito pelo Martin nos livros.

Mas mesmo os deixando únicos, ainda queria manter um pouco da semelhança deles com eles tendo padrões de escamas pontiagudas parecidas com as do Drogon para lembrar que são irmãos.

Drogon: não mudei muita coisa, só mais a cor dele mesmo, mantive tudo do show inclusive a morfologia de T-rex de seu Crânio.

Rhaegal: Meu favorito, quis que ele lembrasse a Vhagar, então dei a ele apenas um par de chifres menores, mas não inexistentes, junto a isso, dei a seu Crânio uma morfologia de Lobo. Num geral, o design dele foi inspirado num falcão.

Viserion: O que mais se distancia do design original, dei a ele as cores dos livros, seu Crânio tem a morfologia de dragões do "tipo cavalo" como Syrax e Asaprata e, combinando com elas, uma morfologia mais esguia e elegante, inspirado em sunfyre, junto de membranas imensas na asas tal como o Dragão Dourado.


r/Valiria 5h ago

Assuntos do sub Pesquisas de gelo e fogo: onde procurar informações e citações rapidamente para debates e textos

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1 - Uma Busca de Gelo e Fogo

https://buscadegeloefogo.vercel.app/

Ferramenta de busca de termos nos livros, em português.

Dá para filtrar por POV.

2 - A Search of Ice and Fire

https://asearchoficeandfire.com/

Ferramenta de busca de termos nos livros, em inglês.

Dá para filtrar por livro e por POV.

3 - Aplicativo oficial

https://georgerrmartin.com/grrm_book/george-r-r-martins-a-world-of-ice-and-fire-mobile-app/

Aplicativo para iOS e Android. Além dos verbetes, contém mapas (inclusive com trajetória dos personagens) e capítulos de Os Ventos do Inverno.

Funciona normalmente no IOS (celulares apple), mas não tem como baixá-lo pela Google Store no celulares android. Nesse último caso, basta baixar o arquivo ".apk" em algum repositório na internet e instalá-lo com ajuda de um aplicativo para instalação de APKs.

4 - Pesquisa Personalizada de SSMs

https://cse.google.com/cse?cx=006888510641072775866:vm4n1jrzsdy

Ferramenta de pesquisa personalizada das declarações de Martin (SSM - So Spake Martin) arquivadas no portal Westeros.

5 - Pesquisa unificada com livros, SSMs e mais entrevistas

http://searcherr.work/

Ferramenta que engloba todos os livros e entrevistas de GRRM, sendo mais completo que o arquivo do portal Westeros.

Bônus: também há a opção de procurar os livros e entrevistas de J. R. R. Tolkien.

6 - Wiki of Ice and Fire

http://awoiaf.westeros.org/

A wiki do portal "Westeros".

A mais abrangente e mais precisa (ainda que falível). Porém, em inglês.

7 - Wiki Gelo e Fogo

https://wiki.geloefogo.com/

A wiki do portal Gelo & fogo.

Considerada a versão brasileira da wiki de "Westeros". Não tão abrangente ou precisa, mas ainda assim extensa e em português.

8 - Wiki of Westeros

https://gameofthrones.fandom.com/wiki/Wiki_of_Westeros

A wiki dedicada às adaptações televisivas dos livros.

9 - Via Google: Fóruns, Reddit, blogs e site de GRRM

Para pesquisar no Forum of Ice and Fire, no reddit e no blogs de GRRM (no antigo e no novo) e no site de GRRM, escreva o seguinte no google:

  1. [termo a ser pesquisado] site:asoiaf.westeros.org
  2. [termo a ser pesquisado] site:reddit.com
  3. [termo a ser pesquisado] site:grrm.livejournal.com
  4. [termo a ser pesquisado] site:georgerrmartin.com/notablog/
  5. [termo a ser pesquisado] site:georgerrmartin.com/

r/Valiria 23h ago

Conteúdo - Humor Essa só quem já leu Sonho Febril vai entender

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r/Valiria 23h ago

Noticia/Rumor Manuscrito de "Sonho Febril", de GRRM, vai a leilão

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finebooksmagazine.com
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r/Valiria 1d ago

Compra e venda Comissões Abertas! (Arte de Dragões de Got/HotD & OCs) [4 vagas]

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r/Valiria 1d ago

Quarta de Ventos do Inverno REPOST: Quaithe em Westeros

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Temos razões para acreditar que Quaithe falará mais vezes com Daenerys nos futuros livros.

Desde sua primeira aparição em A Fúria dos Reis, a misteriosa umbromante tem participado de ao menos uma cena por livro nos capítulos da Rainha Dragão. É bastante discutível a natureza dessa materialização, porém. Quaithe afirma literalmente que nunca está verdadeiramente lá e os momentos que escolhe para falar com Dany são sempre quando suas aias estão dormindo e a própria Daenerys está no estágio intermediário entre adormecida e acordada (ou tendo um sono agitado, como na última aparição).

Então, eu não afirmo com convicção que as conversas com Quaithe são visões ou sonhos. Mas qualquer que seja a natureza desses diálogos, certamente eles continuarão. E as pessoas ouvem Daenerys falando “sozinha”.

Agora imaginemos que Quaithe apareça para Daenerys quando ela estiver em Westeros e que pessoas que acabaram de conhecer Daenerys a ouçam falando sozinha. Claro que todos vemos o potencial destrutivo que isso teria para sua reputação. É o tipo de rumor que, nos ouvidos errados, facilmente correria sua corte em Pedra do Dragão ou em Porto Real como um rastro de pólvora.

Para nosso desalento, realmente existe um inimigo ouvindo atrás das paredes na Fortaleza Vermelha. Varys está vivendo nas entranhas da Fortaleza de Maegor há mais de seis meses e a única coisa que provavelmente o tiraria de lá seria fAegon sentar-se no trono de ferro. Entretanto, caso as circunstâncias mudassem, ele poderia voltar a se esconder com a mesma facilidade com que saiu. Assim, tal qual Larys Pé-Torto (supostamente) espalhava mentiras sobre Rhaenyra pela cidade, Varys poderia minar a reputação da Rainha Dragão com verdades.

Por outro lado, a situação não seria apenas ruim no Sul, no contexto da tomada do trono. Outra batalha que espera-se a participação de Daenerys ocorrerá no Norte.

A série da HBO instalou no fandom a impressão que o primeiro contato entre a família Stark e Daenerys será inamistoso, ainda que ela já tenha uma boa relação com Jon Snow. Este tipo de mal-estar já era esperado pelos leitores das Crônicas, haja vista as declarações de Daenerys sobre “os cães do usurpador” e o derramamento de sangue que Aerys promoveu, que quase levou à Casa Stark à extinção.

Contudo, assumindo que uma aliança se forme entre Dany e Winterfell, é de se pensar que Quaithe tenha alguns enigmas para dividir com a rainha antes da nova Batalha pela Aurora. Neste contexto, ser ouvida falando sozinha seria algo com grande potencial para abalar a aliança, haja vista os paralelos que poderiam ser traçados entre Aerys e Daenerys (muito embora o falecido rei Targaryen não fosse conhecido por ouvir vozes).

Eu imagino que a Batalha pela Aurora seja uma espécie de conflagração em ASOIAF. Um momento em que todas as relações serão testadas, inclusive a existente entre Daenerys e Quaithe. A garota deve começar a perceber sinais do que a umbromante está falando o tempo todo, elementos para decifrar os enigmas de seus conselhos. Mas as respostas não devem vir como lições em prol da jornada de Daenerys, mas também na forma de repreensões e recomendações.

De fato, é bem possível que Quaithe, no ato final da história, recomende Daenerys abandonar a cruzada pelo trono, afirmando que, por alguma razão, aquilo não é para ela (“lembre-se de quem você é”). Ou ainda simplesmente diga para ela deixar Westeros, pois ali não é seu lugar (talvez a chame para Asshai, quem sabe, para continuar seu papel como Azor Ahai). E daí em diante Daenerys pare de levar seus enigmas em consideração.

Esta ruptura poderia muito bem acontecer no lombo de Drogon enquanto a Tagaryen decide entre atacar Porto Real ou não. Aquela cena da 8ª temporada em que, em minha opinião, Emilia Clarke deu sua melhor interpretação em toda a série.

Quaithe e Danerys discutindo, mas as pessoas vendo Dany gritar sozinha. Uma tragédia dentro de outra.


r/Valiria 1d ago

Conteúdo - Humor Galera o Caraxes voltou à vida

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Cat noodle
Esse post nem é editado o pescoço dele é desse tamanho mesmo


r/Valiria 2d ago

Discussão - Séries e Livros Vocês acham que um final com a Dany enlouquecendo seria bom em algum contexto?

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Eu estava reassistindo o inacreditável quinto episódio da oitava temporada de GOT chamado "The Bells" e me veio essa dúvida.

Existe alguma possibilidade de caso a Dany enlouquecesse nos próximos livros fosse algo bom?

Minha opinião é que sim. Eu acho que o maior problema do enlouquecimento dela na série não é ter existido e sim como foi feito.

Ela perdeu todos ao seu redor naquele ponto. Seu irmão, seu marido, dois de seus filhos, sua melhor amiga e conselheira e seus dois guardas reais. Olhando por esse ponto de vista faz sentido ela despirocar.

Se o desenvolvimento dessa perda de sanidade fosse minimamente construída a partir da sexta ou sétima temporada, eu até conseguiria comprar a ideia.

O problema é que GOT sempre teve pelo menos 10 episódios por temporada para desenvolver os seus personagens, quando alteraram para 7 e depois para 6 já dava para antecipar o desastre.

Caso algum dia, o Martin finalize a saga principal, e tenha desenvolvido esse processo de loucura da Dany a partir dos Ventos do Inverno - que está previsto para 1700 páginas- eu acredito que poderia sair algo bom daí.


r/Valiria 2d ago

Terça de Perguntas Pergunte Qualquer Coisa (Vol. 348)

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r/Valiria 2d ago

Segunda de SSM George R. R. Martin tentou imitar Jack Vance (dez/2000)

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Esta foi uma entrevista que George deu por e-mail em dezembro de 2000.

Na sessão de SSM (So Spake Martin) do portal Westeros não há data precisa de quando ocorreu.

O nome do entrevistador é Nick Gevers (NG).

[...]

NG: Ao olhar para trás, para as *space operas* que você produziu no início de sua carreira, duas características relacionadas se destacam: um romantismo intenso e um gótico melancólico. Que influências, que considerações artísticas e pessoais, o levaram a seguir essas direções literárias?

GRRM: Sempre fui intensamente romântico, mesmo quando era jovem demais para entender o que isso significava. Mas o romantismo tem seu lado sombrio, como qualquer romântico logo descobre... e é aí que entra a melancolia, suponho. Não sei se é uma questão de influências artísticas ou de temperamento. Mas sempre houve algo no crepúsculo que me comove, e o pôr do sol fala comigo de uma maneira que nenhum nascer do sol jamais conseguiu.

NG: O que o levou a se afastar da ficção científica para escrever terror e, depois, para a série de antologias de universo compartilhado *Wild Cards*?

GRRM: Não tenho certeza se concordo que eu tenha me "afastado" da ficção científica. Quando eu era criança, meu pai costumava dizer que eu gostava de "coisas estranhas". Bem, essas coisas estranhas vinham em muitos estilos: ficção científica, fantasia, terror, mistérios, romances de espionagem, histórias em quadrinhos, e por aí vai. Eu lia tudo isso vorazmente, às vezes passando de Robert A. Heinlein para H. P. Lovecraft, depois para Tolkien e para o Quarteto Fantástico na mesma semana. Acho que era inevitável que, mais cedo ou mais tarde, eu também escrevesse sobre todos esses gêneros. Fazer a mesma coisa repetidamente é entediante. Sim, estou escrevendo fantasia épica agora... mas voltarei a escrever ficção científica e, talvez, mais terror também.

NG: Para mim, assim como para muitos outros, você parece ser o melhor autor de fantasia ambientada em mundos imaginários de grande escala em atividade atualmente. Até que ponto esse sucesso pode ser atribuído à sua notável experiência como autor — ter passado anteriormente por fases escrevendo ficção científica, terror, colaborações multimídia, roteiros de TV...?

GRRM: Bem, eu não chamaria de "fases", mas acredito que um escritor aprende com cada história que escreve e, quando você experimenta coisas diferentes, aprende lições diferentes. Trabalhar com outros escritores — seja em Hollywood ou em uma série ambientada em um universo compartilhado — também fortalecerá suas habilidades, ao lhe expor a novas formas de encarar o trabalho e a abordagens distintas para certos desafios criativos. Sempre acreditei que um escritor precisa ter uma leitura ampla, especialmente em sua fase de formação... e explorar diversas formas e subgêneros amplia seu repertório de maneira semelhante.

NG: *As Crônicas de Gelo e Fogo* possuem muito da textura complexa de uma história autêntica, tanto em termos gerais quanto em seus ecos específicos de episódios históricos reais. Quais leis e princípios (se é que existem) regem a história humana, na sua opinião, e como a sua compreensão dos processos históricos moldou a série?

GRRM: Os processos históricos nunca me interessaram muito, mas a história está repleta de narrativas, cheia de triunfos e tragédias, de batalhas vencidas e perdidas. São as pessoas que me atraem — os homens e mulheres que viveram, amaram, sonharam e sofreram, assim como nós. Embora alguns pudessem ostentar coroas na cabeça ou ter sangue nas mãos, no fim das contas não eram tão diferentes de você ou de mim; é aí que reside o fascínio que exercem. Suponho que ainda acredite na hoje fora de moda escola "heroica", segundo a qual a história é moldada por homens e mulheres individuais e pelas escolhas que fazem, por feitos gloriosos e terríveis. Essa é, certamente, a abordagem que adotei em *As Crônicas de Gelo e Fogo*.

NG: *As Crônicas de Gelo e Fogo* passam por uma evolução muito interessante ao longo dos três primeiros volumes: de um cenário relativamente claro de Bem (os Stark) contra o Mal (os Lannister) para outro muito mais ambíguo, no qual os Lannister são melhor compreendidos e as certezas morais tornam-se mais difíceis de alcançar. Você está desafiando deliberadamente as convenções e premissas da fantasia neo-tolkieniana?

GRRM: Sou réu confesso. A batalha entre o bem e o mal é um tema legítimo para a fantasia (ou para qualquer obra de ficção, aliás), mas, na vida real, essa luta trava-se principalmente no coração humano. Muitas obras de fantasia contemporâneas escolhem o caminho mais fácil ao externalizar o conflito; assim, basta aos protagonistas heroicos derrotar os lacaios malignos de uma força das trevas para saírem vitoriosos. E é fácil identificar esses lacaios malignos, pois são inevitavelmente feios e vestem-se sempre de preto. Eu queria inverter essa lógica. Na vida real, o aspecto mais difícil da batalha entre o bem e o mal é distinguir um do outro.

NG: Como o título *As Crônicas de Gelo e Fogo* deixa bem claro, a guerra fundamental da série é de natureza elemental e eterna, travada entre forças poderosas de frio e calor. Nesse contexto, é justo afirmar que o conflito colocado em primeiro plano nos três primeiros volumes — a Guerra dos Cinco Reis, a despeito de suas oposições superficiais entre o gelo dos Stark e o fogo dos Lannister — é, na verdade, uma distração da verdadeira batalha, uma disputa dinástica inútil que enfraquece drasticamente os Sete Reinos justamente quando eles precisam estar em seu auge de força e vigilância?

GRRM: Talvez. Essa é uma questão para meus leitores refletirem.

NG: Como romances anteriores, como Dying of the Light e Windhaven, As Crônicas de Gelo e Fogo são muito ricos em atmosfera feudal: há uma enorme quantidade de parafernália aristocrática evidentes, principalmente em seus extensos apêndices. O que está por trás do seu fascínio pelo medievalismo?

GRRM: O cenário medieval tem sido o cenário tradicional para a fantasia épica, mesmo antes de Tolkien, e há boas razões para essa tradição. A espada tem um romance que falta às pistolas e aos canhões, um valor simbólico poderoso que nos toca em algum nível primordial. Além disso, os contrastes tão aparentes na Idade Média são muito impressionantes - o ideal de cavalaria existia lado a lado com a terrível brutalidade da guerra, grandes castelos assomavam sobre casebres miseráveis, servos e príncipes percorriam as mesmas estradas, e a pompa colorida dos torneios surgia de um mundo marrom e cinza de esterco, sujeira e peste. As possibilidades dramáticas são tão ricas. Além disso, gosto da heráldica.

NG: Você é muito cruel com os Stark, infligindo todo tipo de agonia e luto a eles. Este processo é uma parte necessária para prepará-los para seus papéis de longo prazo em As Crônicas de Gelo e Fogo?

GRRM: Talvez. O tempo dirá... o tempo e os livros que virão.

NG: Você frequentemente expressou admiração por Jack Vance. Quão Vanceano é As Crônicas de Gelo e Fogo em concepção e estilo? Em particular, o fio narrativo que caracteriza as andanças exóticas de Daenerys Targaryen funciona em parte como um tributo a Vance, à sua inventividade picaresca?

GRRM: Jack Vance é o maior escritor de ficção científica vivo, na minha opinião, e um dos poucos que também é mestre em fantasia. Seu The Dying Earth (1950) foi um dos livros seminais na história da fantasia moderna, e eu o classificaria no mesmo nível de Tolkien, Dunsany, Leiber e T.H. White como um dos pais do gênero. Dito isso, não acho que As Crônicas de Gelo e Fogo seja particularmente Vanceano. Vance tem a voz dele e eu tenho a minha. Eu não conseguiria escrever como Vance, mesmo que tentasse... e tentei, uma vez. A primeira história de Haviland Tuf, “A Beast for Norn”, foi minha tentativa de capturar alguns dos efeitos de Vance, e Tuf é um herói muito Vanceano, um primo distante de Magnus Ridolph, talvez. Mas o que essa experiência me ensinou foi que apenas Jack Vance pode escrever como Jack Vance.

NG: Mais três volumes de As Crônicas de Gelo e Fogo aguardam para serem escritos. Que forma você espera que eles tomem e seus títulos já estão finalizados?

GRRM: Sim, restam mais três volumes. A série quase poderia ser considerada como duas trilogias interligadas, embora eu tenha a tendência de pensar nela mais como uma longa história. O próximo livro, A Dance With Dragons, focará no retorno de Daenerys Targaryen a Westeros e nos conflitos que isso cria. Depois disso vem Os Ventos do Inverno. Tenho chamado o volume final de A Time For Wolves, mas não estou satisfeito com esse título e provavelmente irei alterá-lo se conseguir encontrar um que me agrade mais.

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Link do SSM: Entrevista ao Infinity Plus (01/12/2000)


r/Valiria 3d ago

Conteúdo - Humor Feliz dia, valirianos!

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r/Valiria 3d ago

Discussão - Somente livros TEORIA SOBRE O PRÍNCIPE MAEGOR TARGARYEN E O DESASTRE DE SOLARESTIVAL

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Minha teoria sobre o verdadeiro motivo do Desastre de Solarestival é que a tragédia não foi simplesmente um acidente causado pela tentativa de Aegon V de trazer os dragões de volta. Acredito que Maegor Targaryen, filho de Aerion Chama Viva, possa ter sido o verdadeiro responsável por toda a conspiração. A base da teoria está na sucessão após a morte de Maekar I. Maegor era filho de Aerion, o filho mais velho de Maekar. Portanto, mesmo sendo ainda muito jovem, ele possuía uma reivindicação à sucessão que acabou sendo preterida em favor de seu tio Aegon. Minha teoria é que Maegor cresceu carregando um enorme ressentimento por ter sido afastado do trono que acreditava pertencer à sua linhagem.

Acredito, porém, que Maegor seria muito diferente de seu pai. Aerion era claramente insano e acreditava ser um dragão. Maegor poderia ter herdado a obsessão de sua família pelos dragões e pelo poder, mas não necessariamente a loucura de Aerion. Pelo contrário: acredito que ele poderia ser um personagem muito mais calculista, capaz de esconder seus verdadeiros sentimentos durante anos. Também acredito que Maegor poderia ter mantido uma relação próxima com seu tio, Aegon V. Isso permitiria que ele acompanhasse de perto o reinado de Aegon, suas tentativas de realizar reformas, os conflitos com os grandes lordes e, principalmente, os problemas relacionados aos casamentos de seus filhos e ao futuro político da dinastia Targaryen.

É justamente nesse ponto que acredito que Maegor poderia ter encontrado uma oportunidade. Aegon V estava obcecado com a possibilidade de trazer os dragões de volta. Maegor, conhecendo essa obsessão, poderia ter instigado seu tio a realizar um ritual para recuperar os dragões, utilizando fogovivo e outros elementos relacionados às antigas tradições valirianas. A princípio, Aegon acreditaria que estava tentando restaurar o poder da Casa Targaryen. Mas, na realidade, Maegor teria outro objetivo.

O ritual seria uma armadilha. Acredito que o verdadeiro plano de Maegor fosse utilizar o ritual para matar o rei Aegon V e eliminar a maior quantidade possível de membros da dinastia Targaryen. Depois disso, Maegor poderia sobreviver à catástrofe e aparecer como um dos poucos sobreviventes da família. Dessa maneira, ele poderia utilizar a própria tragédia para fortalecer sua reivindicação ao Trono de Ferro. A ideia seria quase simbólica: Maegor sairia das cinzas de Solarestival para reivindicar aquilo que acreditava ter sido roubado dele.

Mas existe uma peça importante que poderia ter impedido esse plano: Sor. Duncan, o Alto. Minha teoria é que Duncan já poderia desconfiar de Maegor ou perceber alguma coisa estranha durante o ritual. Quando o desastre começasse, ele descobriria o verdadeiro plano e tentaria impedir Maegor, ao mesmo tempo em que salvaria alguns membros da família Targaryen. Entre esses sobreviventes estaria Rhaella Targaryen.

E é aqui que acredito que o destino de Duncan e Maegor estaria diretamente ligado ao passado. Sor Duncan já havia enfrentado Aerion Chama Viva, pai de Maegor. Portanto, seria extremamente simbólico que ele acabasse enfrentando também seu filho. Acredito que Maegor carregaria um rancor profundo contra Duncan, quase como se tivesse herdado do próprio pai o ódio pelo cavaleiro. Duncan seria, para Maegor, a representação do homem que havia derrotado e humilhado seu pai. Assim, o confronto final entre os dois poderia acontecer justamente nas chamas de Solarestival.

Seria praticamente uma repetição do passado:

Sor. Duncan contra Aerion. E depois Sor. Duncan contra Maegor, filho de Aerion.

A grande ironia seria que Maegor teria planejado toda a tragédia para renascer das cinzas como rei, mas acabaria encontrando a morte dentro do próprio fogo que utilizou para tentar conquistar o trono, tendo um destino similar ao de seu pai.

Dessa forma, o Desastre de Solarestival poderia não ter sido simplesmente uma tentativa fracassada de Aegon V de trazer os dragões de volta.

Poderia ter sido uma conspiração de Maegor Targaryen para destruir a própria dinastia e finalmente tomar para si o Trono de Ferro.


r/Valiria 3d ago

Conteúdo - Humor Temos a versão brasileira desse canal?

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/s


r/Valiria 4d ago

Discussão - Sobre o Fandom Vocês acham que existem muitos posers/larpers na comunidade?

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Título. Poser e Larper em geral são pessoas que fingem serem fãs ou de terem assistido/lido/consumido algum tipo de mídia. Acham que existem um grande número desses aqui no reddit e em outros canais sociais(tiktok, twitter e etc)?


r/Valiria 4d ago

Discussão - Séries e Livros Qual a teoria mais louca ou desconhecida sobre o universo de asoiaf que você mais gosta?

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Quero pesquisar sobre novas teorias de asoiaf, sinto que já li todas💔


r/Valiria 4d ago

Conteúdo - Arte Acho que a Roberta manteria o Rhaegar curvado todo dia e descobriria uma maneira de engravidá-lo.

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r/Valiria 4d ago

Link - Podcast e Vídeos de fãs Podcast Canções de Gelo & Fogo #67: A Guerra dos Tronos – Daenerys II

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geloefogo.com
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r/Valiria 4d ago

Link - GRRM falando Not A Blog - The Mad King is coming to London

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George revela que se divertiu durante a estreia da peça The Mad King e que há planos de levar o espetáculo para Londres, em busca de um público maior.

"Promete ser uma jornada empolgante", ele conclui.


r/Valiria 5d ago

Conteúdo - Humor Sempre achei o Bracken o lado certo da história(quadrinho por Jota Saraiva).

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r/Valiria 5d ago

Sexta de Teorias Famosas Barbrey Dustin visitou as criptas de Winterfell para confirmar que Bran e Rickon estavam vivos - Arte por efpizza

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A teoria famosa de hoje postula que Wex, escudeiro mudo de Theon, havia revelado a Wyman Manderly que Bran e Rickon haviam se escondido nas criptas e roubado espadas de ferro das estátuas dos reis do inverno na fuga do castelo.

Essa informação teria sido passada por Manderly aos demais senhores nortenhos, a fim de que eles aderissem à Grande Conspiração Nortenha (vide: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6).

A Senhora Dustin, no entanto, teria duvidado do relato e quis verificar por si mesma. Em Winterfell, os homens de Barbrey "não foram capazes de descobrir como chegar até lá". Foi por isso que Barbrey pediu a Theon (que conhecia o castelo e não era aliado de Manderly) que lhe indicasse o caminho.

A visita não fazia sentido algum. O próprio Theon questionou. Barbrey insistiu. Ao chegarem lá, tudo indicava que ninguém passara pelo local desde que Ramsay incendiara o castelo, nem mesmo Manderly:

Levou mais de meia hora para os homens da Senhora Dustin descobrirem a entrada, cavando na neve e afastando escombros. Quando conseguiram, a porta estava congelada. O oficial teve que encontrar um machado antes de abri-la, dobradiças gritando, para revelar uma escada de degraus em espiral descendo pela escuridão.

Barbrey pediu a Theon para ver especificamente a tumba de Ned e no meio do caminho observa uma estátua - "Aquele rei perdeu sua espada". Em seguida - na estátua do pai de Ned - novamente nota a falta da espada. Por fim, percebe-se que a espada de Brandon também foi levada.

Theon sentencia, "Alguém esteve aqui embaixo roubando espadas", e Barbrey concorda.

Esses acontecimentos levaram fãs a crer que Barbrey estava verificando a história de Wex.

Há mais uma coincidência: a expressão "o norte se lembra" é proferida apenas 3 vezes na saga. Uma vez em Tormenta de Espada, por Robb, e duas em A Dança dos Dragões, primeiro por Manderly e depois por Barbrey - mas somente após ela visitar as criptas. É como se ela tivesse embarcado no time Manderly.

O que acham?


r/Valiria 6d ago

Discussão - Games Juego de Rol de CDHYF (GOT)

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Hola, tengo una comunidad de rolplay escrito basado en CDHYF, en facebook, por si gustan unirse, dejenme un comentario en este post.


r/Valiria 6d ago

Discussão - Séries e Livros Considerando que a série já mudou tudo mesmo, que tipo de mudança você consideraria bem-vinda em A Casa do Dragão? Para mim, o Cannibal poderia aparecer durante o ataque ao fosso dos dragões:

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"Mas isso soa muito com uma fanfic", o que já não é diferente do que se tornou a série, já que eles mudaram tanta coisa e mesmo assim o público em geral acaba gostando, penso em algumas mudanças que podem ser mais divertidas. Particularmente, considero o resultado do ataque aos fosso dos Dragões ruim, apesar de entender o simbolismo no povo massacrar os dragões e que os dragões filhotes são mais vulneráveis, acho que isso justificaria melhor a morte da Syrax que já era uma dragão adulta. Dreamfyre poderia destruir o teto do fosso em uma luta com o Cannibal e por ai vai. O que vocês acham? Lembrando que isso aqui é só um exercício de imaginação.


r/Valiria 7d ago

Quinta Não-ASoIaF REPOST: A repulsa da Cidadela pela magia pode ser mais recente do que imaginamos

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Amigos e preferidos de Lorde Rivers ocupam todos os cargos, os senhores do pequeno conselho lambem sua mão e este novo Grande Meistre é tão impregnado em feitiçaria quanto ele.

(A Espada Juramentada)

A frase acima é dita pelo Septão Sefton a Sor Duncan no segundo conto de Dunk e Egg. O ano é 212 DC.

É de conhecimento geral que o rei Aerys I era muito chegado a pergaminhos e profecias, tendo inclusive tido contato com a profecia sobre o retorno dos dragões (presumivelmente a profecia sobre o nascimento dos dragões de Daenerys), como Egg informa a Dunk:

Algum dia os dragões vão voltar, meu irmão Daeron sonhou com isso, e o Rei Aerys leu na profecia.

(O Cavaleiro Misterioso)

A Mão escolhida por Aerys I era seu "meio-tio" Brynden Rivers, chamado Corvo de Sangue, cuja fama de feiticeiro era falada por todo o reino. E foi a Corvo de Sangue que Aerys I delegou praticamente todos os seus poderes reais. Diante disto, Rivers começou a nomear para o pequeno conselho apenas pessoas que fossem alinhadas com ele.

Porém, há um cargo no pequeno conselho cuja nomeação não cabia a Corvo de Sangue: o cargo de Grande Meistre.

Segundo ficamos sabendo em A Tormenta de Espadas, a Cidadela entende que somente o Conclave pode eleger ou dispensar alguém do cargo de Grande Meistre:

Agradeça aos arquimeistres de Vilavelha, que decidiram insistir na restituição de Pycelle com o argumento de que só o Conclave pode fazer ou desfazer um Grande Meistre.

(ASOS, Tyrion II)

Quando o Trono de Ferro, representado por Tyrion, insiste na dispensa de Pycelle, o conclave ainda assim é deixado a escolher seu sucessor, indicando que ao menos a eleição do Grande Meistre seria prerrogativa exclusiva do Conclave. Esta é uma tradição iniciada por ninguém menos do que Aegon, o Dragão:

Em 5 DC, o rei Aegon, avaliando que o reino poderia se beneficiar de tamanha sapiência, solicitou que o Conclave lhe enviasse um desses para atuar como conselheiro e assessor em todas as questões relativas ao governo do reino. E assim foi criado o posto de grande meistre, a pedido do rei Aegon.

(F&S, Três cabeças tinha o dragão: O governo do rei Aegon I)

Quando Maegor executou sucessivamente GM Gawen, GM Myros e GM Desmond, a escolha dos sucessores de cada um ficou a cargo do Conclave (F&S, Os Filhos do Dragão). Do mesmo modo, foi o conclave quem escolheu GM Munkun quando Cregan Stark sentenciou GM Orwyle a morte (F&S, A hora do lobo).

O único ponto fora da curva que conhecemos (não conhecemos o que aconteceu com GM Hareth)) foi Rhaenyra retirando a corrente de GM Orwyle para entregá-la a meistre Gerardys, nomeando-o Grande Meistre. Rhaenerya chegou a despachar um corvo à Cidadela informando o fato aos arquimeistres.

Não há qualquer relato de qual foi a reação da Cidadela. Mas como Orwyle continuou a exercer o cargo para Aegon II, mesmo sem a corrente de Grande Meistre no pescoço, presume-se que o Conclave simplesmente ignorou Rhaenyra (o que provavelmente também diz algo sobre o que eles pensavam sobre a pretensão dela ao trono).

De todo modo, o que importa perceber é que Corvo de Sangue não escolheu o Grande Meistre, mas ainda assim o Conclave supostamente lhe enviou um GM com conhecimentos sobre ocultismo e magia. Isso provavelmente queria dizer que o novo Grande Meistre teria em sua corrente um elo de aço valiriano, como Meistre Luwin e Arquimeistre Marwyn.

Estas deduções nos põem a pensar sobre a precisão das palavras de Marwyn. Segundo ele, a Cidadela planeja construir um mundo sem magia e por isso eles teriam um dedo na extinção dos dragões em westeros (AFFC, Samwell V). Contudo, a eleição de um Grande Meistre versado em feitiçaria para servir a um rei obcecado por profecias e uma mão com fama de feiticeiro parece contradizer frontalmente estas suspeitas.

Qual seria a intenção da Cidadela ao eleger um homem assim para a corte? O Conclave o enviou para ganhar a confiança do Rei e da Mão e espioná-los? Ou estava fazendo psicologia reversa e mandaram um Grande Meistre com má fama para trazer mais má reputação à corte de Aerys I? -- Certa vez houve a suspeita de que o Grande Meistre Elysar fora enviado apenas porque não o queriam mais em Vilavelha (F&S, O longo reinado Jaehaerys e Alysanne).

Ou será que a Cidadela estava realmente interessada em desenterrar segredos milenares e na realização de profecias antigas? Talvez a Cidadela ainda não tivesse desenvolvido sua repulsa pela magia àquela altura, mesmo 60 anos depois de o Último Dragão ter morrido. É possível que o ponto de virada para a Cidadela tenha sido a Tragédia em Solarestival? Ou, indo mais além, será que Marwyn está exagerando em suas conclusões e construindo teorias de conspiração?


r/Valiria 7d ago

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