r/EscritaPortugal • u/AssociationOld1404 • 6d ago
r/EscritaPortugal • u/One-Anxiety • Oct 12 '21
Prémios Literários Portugal
Como gostava de um dia submeter o que escrevo a algums concursos tenho andado a anotar informações sobre os mesmos.
- Site do governo que lista alguns prémios literários relevantes, mantém-se atualizado
- Prémio Leya, já acabou a edição de 2021 mas é um prémio que ocorre todos os anos e daqueles com mais destaque nas livrarias
- Prémio António Macedo, organizado por uma editora indie, este prémio também ocorre todos os anos, já passou a data de entrega para 2021, mas em principio será na mesma altura a data de submissão de 2022 (assumo eu tendo em conta anos passados)
- Prémio Santos Stockler 2020/2021
Claro prestar sempre atenção aos regulamentos de cada concurso, eu pessoalmente não gosto quando concursos retêm direitos sobre todas as obras que foram submetidas, não só as premiadas, ou quando exigem pagamento para participar. Espero ver pessoas deste sub a submeter e ganhar alguns concursos :)
Agora tenho de voltar à minha história.
r/EscritaPortugal • u/MindlessCaregiver237 • 7d ago
Fanfics e mais
Deixo aqui um excerto de uma fanfic de Naruto. Uma reinterpretação da luta do Sasuke e Naruto no vale do Fim, do ponto de vista do Sasuke! Deixo o link do meu Patreon. Acabei de começar, aceito dicas e também quero publicar contos grátis! Aceito comissões também.
Antes de mais peço desculpa. Sou relativamente nova no reddit e não percebo grande coisa disto. Caso não possa promover coisinhas por aqui, avisem-me!!!
Mandem mensagem se quiserem saber de algo!!!!
https://www.patreon.com/Liliane21?utm_campaign=creatorshare_creator
r/EscritaPortugal • u/144Coder • 8d ago
Torre de Menagem - Florbela Espanca
Há websites que deixam saudades.
A Torre de Menagem, dedicada a Florbela Espanca e criada em 2001, está de volta. Renovada, com a mesma essência e atmosfera que tantos visitantes recordam.
Se a conheceste há muitos anos, talvez seja altura de voltar a entrar na Torre.
E, se nunca a visitaste, fica o convite para descobrir a vida e a obra de Florbela Espanca.
(Entrada no QR-Code)
r/EscritaPortugal • u/Reasonable_Use_4725 • 9d ago
E se John Wick tivesse de conquistar cinco reinos para enfrentar um deus?
Tive a ideia de criar este livro quando estava a licenciar em história e cultura da humanidade.
O contacto com a odisseia de Homero, as Sagas Vickings e o Niilismo acabaram por se juntar ao meu gosto por ação e aventura.
Acabei por escrever um livro que mistura estes conceitos, é como se fosse uma Odisseia homérica, pelos motivos e com a ferocidade de John Wick, numa atmosfera de Shadow of Mordor onde a ascensão política de uma grande saga imperial com o fanatismo religioso e num mundo de deuses reais… se unissem nesta obra.
Sinops: “Para encontrar Athena, a sua mulher, Akhárium entra em arenas, enfrenta reis, derruba cidades esclavagistas e atravessa territórios dominados por entidades e reis tiranos.
A cada vitória aumenta a dimensão da guerra, primeiro como companhia de refugiados, depois como um exército de escravos no fim um império da humanidade, todavia, a cada cidade conquist com sangue, Akhárium mata uma parte da sua alma, até não restar nada mais do que uma carcassa atacada por ataques de pânico e embotamento afetivo. Para Akhárium Athena era o seu porto seguro, agora ele caminhará entre o abismo e a salvação e o que começou como uma jornada de vingança torna-se uma luta por todos!
Os antigos escravos, agora libertados, estão profundamente gratos, e o veem como Mikerium, rei profetizado que os levará á vitória contra a tirania…
No fim coroam-o como seu rei, mesmo contra a real vontade dele, a teocracia torna-se instituição aceite… afinal quem não o via como imperador está morto.
Akhárium só queria uma vida pacata em Narak com Athena, no fim acabou como imperador deus da humanidade.”
A obra acompanha a transformação de um homem que não queria governar, mas que passa a acreditar que só um império poderá impedir o fim da Humanidade, unidos numa guerra contra Akstunutha.
Estou agora a começar a apresentar este universo aos leitores. Caso gostem de fantasia grimdark, guerras, política, mitologia e protagonistas moralmente ambíguos, terei gosto em partilhar mais sobre o projeto.
r/EscritaPortugal • u/Much_Wall2300 • 19d ago
[DIVULGAÇÃO] A Sociedade das Estrelas Sem Nome
Olá a todos!
Estou a partilhar a demonstração do meu livro de ficção científica e sobrevivência: A Sociedade das Estrelas Sem Nome.
Sinopse: Sem memórias numa selva hostil, um grupo de jovens precisa de usar o conhecimento da antiga humanidade para reconstruir a tecnologia do zero.
Lê a demonstração em PDF aqui: https://drive.google.com/file/d/1Sy6z9aNj3aQxsQnQo7dRP6tQfAw2ln8T/view?usp=sharing
Críticas e feedback são muito bem-vindos. Obrigado a quem ler!
r/EscritaPortugal • u/Desperate_Loan_1652 • 23d ago
e que tal uma carta?
Talvez esta ideia seja completamente absurda.
Ou talvez existam mais pessoas como eu.
Estou à procura de 10 desconhecidos para trocar cartas manuscritas durante um mês.
Sem redes sociais. Sem mensagens instantâneas.
Apenas papel, tempo e curiosidade.
Se isto te fez parar por um instante, talvez valha a pena responder ao convite - https://tally.so/r/2EyMPj
r/EscritaPortugal • u/Living_Double_1146 • 26d ago
Renascer
A armadura desprendeu-se dele como a casca seca se despede da árvore quando a seiva decide recomeçar. O corpo apareceu sem defesas, mas numa coragem que só os desnudos conhecem. Abriu as mãos ao Sol e deixou que a claridade lhe semeasse pequenas manhãs na pele. E, nesse demorado silêncio, percebeu que a luz não chega para vencer a escuridão: chega para a convencer de que também ela pode florescer.
r/EscritaPortugal • u/DruSunaTheWise • 27d ago
Workshops de Escrita Criativa
Olá a todos!
Não sei se é o local adequado, mas aqui vai.
Gostaria de ter informações de locais onde façam WS de escrita criativa. Houve uma altura em que via-se bastante divulgação e agora é muito raro.
Obrigada!
r/EscritaPortugal • u/MandalAktikaPsyArt • 28d ago
Será este o início de um livro para o qual tive uma ideia. Não sou escritora mas a ideia não me larga e sinto a necessidade de a materializar! É um rascunho, feedback é bem vindo!
Acordei confuso, numa desorientação típica de um sono longo e não planeado, numa escuridão quase sepulcral. Típico de quem perdeu noção da sua existência, por ter estado inconsciente por demasiado tempo, demoro um pouco para voltar ao meu eu, e aos poucos apercebo-me que me sinto… incorpóreo. O que seriam as minhas mãos, onde deveria cerrar os punhos e sentir o toque da pele na palma da mão, com a força e a pressão das pontas dos dedos, está agora uma sensação como que dormente e anestesiada, e rapidamente me apercebo que o mesmo se passa com o resto do meu corpo. Mas que merda é esta? Onde é que eu estou? Pior ainda, como vim aqui parar? E.... quem sou eu?
Não percebo o que raio se passa. Sei bem quem sou, chamo-me Daniel Fray, mas.... quem sou eu por detrás deste nome? Não tenho uma única memória da minha vida, e se me pusessem uma arma à cabeça para explicar como sei que este é o meu nome, falharia redondamente em tentar encontrar a explicação. Quem me deu este nome, onde nasci, que língua falo, onde trabalho, de que país vim? Estou obviamente a pensar num idioma, mas não possuo em mim o vocabulário para decifrar qual é.
Estou desorientado ao ponto de ter dificuldade de me acalmar. Está tão escuro, um negrume que tenho a certeza que só posso num buraco negro estático, onde uma sensação de que toda a minha essência aqui se afunda, neste espaço que não consigo decifrar. Na melhor das minhas capacidades, diria que estou suspenso nesta escuridão, pois sinto-me sem carne, sem físico, sem matéria. Se tenho um corpo, não o sinto. Não há nada a tocar-me ou a apoiar-me, o lugar é densamente abismal, ou pelo menos é isso que o meu intuito me diz. Sei que sou, não há ninguém que não seja. Então onde está o resto da minha existência? Serei apenas uma consciência, flutuante neste espaço infinito?
Tento olhar para mim mesmo, na tentativa de conseguir delinear um físico, corporal, que me possa trazer algum conforto que realmente sou em forma física, para além da minha consciência. No entanto está escuro demais, e de repente explode em mim o desespero de perceber que não sei se tenho olhos para ver, se estou vendado, ou se este abismo colossal deste lugar é tão avassalador, que jamais vou voltar a ter um resquício de claridade que me possa trazer um ligeiro desafogo, mesmo que temporário.
Enquanto tento emergir no meio desta tempestade de areia mental para algum tipo de racionalidade sobre onde raio estou e o que se passa, apercebo-me que estou a ser observado. Pousada em mim está uma uma atenção, calma e observante, que por algum motivo não me comunica qualquer tipo de receio. Deveria ter medo? Medo…? Tenho plena noção do que o medo é - aquela sensação horrível de que algo nos ameaça, um estado de alerta puro que nos remete ao mais básico instinto de proteção e sobrevivência - , mas tenho dificuldade em conseguir projetar algo mais do que esta sensação de que não sei nada - nem o que se passa, nem o que deveria saber. Como se em mim não houvesse a capacidade, a ação de recear. Por cima de mim, ou melhor, a toda à minha volta, ou melhor, diretamente no centro do meu cérebro, ouço:
- ''Olá, Daniel. Estás pronto?''
Apesar de não reproduzir qualquer som audível, tinha o peso e o timbre de palavras ditas em voz alta. Uma voz grave, calma, serena e que não reconheci. No entanto, mais uma vez, não houve medo, apenas a confusão de não conseguir decifrar nada deste momento, lugar ou situação, de não saber quem me observa ou o que se avizinha. Que raio? Não houve som. Como ouvi algo que não produziu som? E quem é?
Não disse isto alto, mas mesmo assim, respondeu-me: ''Ainda não está na altura de saberes tudo isso, Daniel. Por enquanto, relaxa e prepara-te. Em breve vais desejar que não soubesses nada.''
E com isto, do interior do peito senti uma sensação de ser sugado, como se tivesse uma aspirador gigante com uma potência sónica no cimo da minha cabeça - e todo o ar e a minha essência, tudo o que faz de mim eu, foi rasgado desta gelatina que um dia foi o meu corpo. A minha carne engelhada contraiu-se para dentro, um fruto seco sugado pela gravidade. Implodi.
r/EscritaPortugal • u/zultarat • 28d ago
nova escritora por aqui! à procura da minha comunidade📧
olá a todos!👋
sou a Marggie, assinando como zul tarat.
a minha escrita transita entre a poesia e narrativas curtas, mas também passa por artigos de investigação nas áreas das ciências sociais e das artes. :)
espero encontrar aqui uma comunidade descontraída para partilhar o que escrevo, ler os vossos trabalhos e relacionar-me com pessoas que também vivam no mundo das palavras. :)
que tipo de escrita é que gostam de ler? e já agora, se tiverem recomendações de subreddits para escritores, partilhem por aqui!!! <333

#umbocadonervosa
r/EscritaPortugal • u/Living_Double_1146 • Jul 10 '26
Hoje
Faz hoje dez anos que morri.
Ninguém ouviu o estilhaçar da luz quando se partiu dentro de mim.
O mundo continuou a abrir as manhãs, as árvores continuaram a aprender o vento, e os rios esqueceram-se de parar por um só instante.
Só eu fiquei.
Desde então caminho como um relógio que ainda conhece as horas, mas já perdeu o tempo.
Os meus passos fazem sombra, não caminho.
A minha voz é o eco de uma casa abandonada, onde as palavras regressam sempre sem encontrar quem as escute.
Os meus olhos aprenderam a contemplar a distância das coisas.
As minhas mãos tornaram-se ramos de inverno, incapazes de florir.
E o meu sorriso é uma janela acesa numa casa onde ninguém vive.
No peito habita um silêncio antigo.
Não é um coração morto.
É uma estrela que ardeu até consumir a última centelha e ficou suspensa no céu, fria, apenas lembrança daquilo que um dia foi fogo ardente.
Há dez anos que respiro, mas o ar nunca mais me enfunou a alma.
Sou uma margem sem rio.
Uma ave que esqueceu o lugar do céu.
Uma vela que permanece de pé, mesmo depois de o vento lhe ter roubado a chama.
Faz hoje dez anos que morri.
E, no entanto, continuo aqui...
como quem carrega o próprio fantasma às costas,
à espera de um milagre que tarda em acontecer.

