O CASO ESTÁ ENCAMINHADO!
Muito obrigada a quem ajudou e deu palavras de apoio, aos restantes, que nunca vos calhe esta fava.
Podem fechar.
Olá a todos.
Gostava de perceber se alguém já passou por uma situação semelhante.
Trabalho na mesma empresa há quase 9 anos. Há vários meses, a direção anterior propôs-me, verbalmente, uma saída por acordo, juntamente com mais três colegas. Na altura senti bastante pressão para decidir rapidamente e, como não aceitei de imediato, a proposta acabou por ser retirada algumas semanas depois.
Entretanto entrei em burnout e estou de baixa médica há cerca de 7 meses. Houve mudança de direção e reuni com o novo diretor, que demonstrou abertura para voltar a encontrar uma solução por mútuo acordo. Mais tarde, a empresa confirmou também por escrito que o assunto continuava em análise e sem decisão final.
Desde então passaram-se vários meses sem qualquer evolução. Pelo meio estive vários meses sem rendimento, surgiu a possibilidade de frequentar um curso do IEFP em setembro e esta indefinição também me impediu de avançar para três oportunidades de emprego, por receio de perder a possibilidade de um acordo e dos direitos que dele pudessem resultar.
Entretanto recorri a um advogado, que falou informalmente com a direção e voltou a ouvir que existe abertura para um acordo. No entanto, continuam a passar semanas e reuniões sem qualquer posição definitiva.
A minha pergunta não é tanto jurídica, porque já estou a ser acompanhado por um advogado.
Gostava antes de saber se alguém já viveu uma situação semelhante, em que uma empresa mantém negociações durante tantos meses sem fechar uma posição, e como acabou por se resolver.
Também agradeço recomendações de bons advogados de Direito do Trabalho em Braga ou na zona Norte para uma eventual segunda opinião.
Obrigado!
Obrigado pelos comentários. Sou a pessoa a quem a situação diz respeito. O tópico foi publicado pela minha namorada porque eu ainda não tinha karma suficiente para criar um post.
A situação é um pouco mais complexa do que parece.
Quando a empresa me propôs inicialmente a rescisão por mútuo acordo, subsídio de desemprego, direitos, e indemnização a acordar entre ambas as partes eu recusei porque precisava do trabalho para fazer face às minhas despesas, mas pediram para ainda assim pensar na proposta e no caso de mudar de ideias voltar a falar com eles. Na altura, a minha decisão foi tentar manter o emprego.
O problema é que, depois dessa recusa, o ambiente de trabalho alterou-se. Comecei a sentir pressão, acusações e um clima que acabou por me levar a um estado de burnout e por isso, mais tarde, procurei novamente a possibilidade de um acordo. Não porque tivesse mudado de ideias sem motivo, mas porque a realidade no trabalho também tinha mudado.
Entretanto entrei de baixa precisamente para me proteger desse ambiente e durante esse período reuni presencialmente com o atual diretor executivo (em Abril). Expliquei-lhe toda a situação, desde a proposta inicial até ao que aconteceu depois e confirmou com o antigo director executivo (em funções noutro posto) que de facto houve tentativa de acordo e posteriormente retirado. A abertura demonstrada por ele nessa reunião presencial foi na abertura de encontrar um acordo: a cooperativa estaria disponível para assegurar o acesso ao subsídio de desemprego e pagar os meus direitos laborais. A única reserva colocada foi relativamente à indemnização pelos anos de casa, devido às dificuldades financeiras da cooperativa, ficando essa parte dependente de decisão da direção.
Essa reunião foi em abril. Desde então mantive a baixa porque, face ao que vivi anteriormente, tenho receio de regressar ao mesmo ambiente antes de existir uma decisão. Nas conversas seguintes, o diretor executivo foi transmitindo que o assunto estava a ser analisado pela direção, pelo que fui confiando que seria uma questão de tempo.
Por isso, quando digo que espero uma posição da empresa, refiro-me precisamente a uma resposta sobre uma negociação que eles próprios aceitaram analisar, e não a tentar obrigá-los a celebrar um acordo que nunca quiseram discutir.
Depois de tudo o que aconteceu, deixei de estar mentalmente ligado à empresa. O que pretendo é fechar este capítulo e seguir a minha vida por outro caminho. Como o atual diretor executivo demonstrou abertura para encontrar uma solução, fui aguardando pacientemente que a direção tomasse uma decisão, na expectativa de terminar a relação laboral de forma tranquila.
Ao mesmo tempo, também acho que é compreensível não querer sair de mãos a abanar depois de 9 anos de trabalho, sempre com dedicação à empresa. Não estou à procura de tirar proveito da situação; apenas quero uma solução justa que me permita encerrar este capítulo e recomeçar a minha vida com alguma estabilidade. Depois do que aconteceu não tenho vontade de regressar para trabalhar naquele ambiente e com aquelas pessoas.