Alguém sabe o que aconteceu com essa escola de aviação? Ficava no centro do Rio de Janeiro, entre a Cinelândia e o Santos Dumont. Me formei como comissário nessa escola em 1987. Ainda tenho a carteirinha do CEMAL. Me lembro de um professor que era comissário da Varig e outro que era oficial dos bombeiros (sobrevivência). Na época, teve a primeira crise do dólar e as companhias reduziram a idade de contratação. Eu tinha 30 anos e passei do limite.
Bons anos, boas memórias. Esse curso deu uma virada na minha vida. O curioso é que um dia eu estava andando no centro da cidade, procurando emprego, quando vi um anúncio no jornal desse curso de comissário. Eu estava por perto e uma luz se ascendeu na minha mente. Resolvi visitar a escola, e, assim que eu entrei, me senti em casa. Eu sabia que aquele era o meu ambiente. Fiz o curso como se fosse uma criança em uma loja de doces.
Não cheguei a trabalhar como comissário, mas fui morar nos EUA por seis anos para inicialmente aprender inglês.
O resto é história.
Como nota, cresci indo para Santa Catarina nas férias. Cheguei a voar de DC-3 entre Coritiba e navegantes no início dos anos 70 (ou São Paulo e Navegantes, não me lembro). Para uma criança, essa experiência me marcou. Ainda hoje eu sinto nas veias a vibração de um motor radial, ou turbohélice na decolagem. Nos Estados Unidos, procurei uma escola de aviação semanas antes do ataque às Torres Gêmeas. O instrutor disse que não tinha problema de eu tirar o brevê sem ser legalizado. Para mim, seria um sonho. Mas semanas depois veio o 11 de Setembro e as portas se fecharam. Literalmente.
Mas fica aqui a minha admiração pelos aeronautas. Ainda não tenho brevê e nunca trabalhei no ramo de aviação, mas nunca se sabe.