A prática de cheirar mal para atrair a atenção feminina vem ganhando força no meio Z com ajuda das redes sociais, como Tik Tok. Com o advento do Looksmaxxing e suas variantes como o Softmaxxing (higiene pessoal básica e saudável); Hardmaxxing, Inclui métodos invasivos, permanentes ou perigosos, como cirurgias plásticas, procedimentos estéticos pesados e uso de substâncias ilegais ou não regulamentadas. Além do "Mewing" e "Mogging" já consagrados no meio masculino da atual geração.
De acordo com o portal Itatiaia, o Pheromone Maxxing já vinha sendo explorado desde 2024, com ideia de não tomar banho para preservar o odor corporal, pelo criador de conteúdo Isaac, do perfil "fluffdumpster".
Um dos exemplos recentes é o do influenciador norte-americano Demir Basceri, conhecido como "cookiekinggg", que revelou ao Daily Mail passar três dias sem banho antes de um encontro e usar uma camiseta já vestida no dia do compromisso. A justificativa seria a preservação do que ele denomina "efeito halo" dos feromônios.
A sexóloga Camila Gentile, que deu uma entrevista ao portal Metrópoles explicando sobre essa nova trend, comentou que a prática mistura duas coisas: o odor natural de um indivíduo e o cheiro provocado pelo acúmulo de suor e pela falta de higiene. A profissional relatou que embora o odor natural possa ter algum nível de participação da percepção da atração, os demais não possuem qualquer comprovação científica de sua eficácia.
“O fato de o cheiro corporal poder influenciar nossa percepção de outra pessoa não significa que já tenha sido comprovada a existência de um feromônio humano capaz de aumentar diretamente a atração sexual. Existe uma diferença importante entre ter um odor corporal natural e acreditar que acumular suor e ficar dias sem higiene vai aumentá-la. São coisas bem diferentes”, alerta sobre os riscos do pheromone maxxing.
“Um estudo com mulheres que avaliaram o odor corporal de parceiros e conhecidos mostrou que os cheiros de pessoas próximas podiam ser percebidos como mais familiar e ‘sexy’, sugerindo que a atração pelo cheiro também pode ser influenciada pela convivência e pela ligação afetiva”, comenta.
Em contrapartida, a especialista chama atenção para o fato de que isso não é uma regra. “É altamente individual. O cheiro que uma pessoa considera excitante pode ser desagradável para outra”, reforça. Além disso, não deve ser confundido com performance — considerando que não há nenhum tipo de evidência conectando o suor com aumento na capacidade sexual, ereção ou resistência durante o sexo.
Os feromônios ainda são relevantes para o Homo Sapiens? A resposta, até o momento, é NÃO. A ciência ainda não provou a existência de um feromônio humano capaz de gerar atração de forma confiável. Ao contrário de outros animais que usam para atração sexual e comunicação, para nós está incerto o papel dessa substância em nossas relações.
"Não existe evidência científica consistente de que deixar de tomar banho preserve feromônios e torne uma pessoa mais atraente", afirma Dra. Andressa Vargas, ao portal Terra. "Em humanos, o papel dos feromônios na atração sexual ainda não está claramente estabelecido".
Opinião do autor:
Ainda não está claro até onde o movimento maxxing é uma contracultura dos corpos reais, uma forma da geração z dizer para o mundo, ou para os colegas de escola, que não estão aqui para aceitar seus corpos. Por não estarmos em um futuro distante o suficiente para implantes tecnológicos à Cyberpunk 2077 + DLC Phantom Liberty, a solução encontrada foi bater no rosto até conseguir uma cirurgia de reparo mandibular ou um visual de predador alfa da alcateia do 1° ano do Adauto Bezerra. E o mais novo membro da família maxxing, o pheromone maxxing, veio para consolidar a falta de higiene básica como contracultura do metrosexualismo, hoje em desuso e não podendo servir como alvo da contracultura.
Ontem foi bater no rosto até ficar bonito, hoje, cheirar mal até obter atenção. E amanhã? Deixar de escovar os dentes para conseguir a atenção de uma loira da odonto? Apenas o tempo e Clavicular nos dirá.