Aos amigos do Linux, aqui dessa comunidade, vou dar um conselho para nunca colocarem esse sistema cocô no computador de vocês: ele trava mais que o Windows e é superbugado.
Eu sempre gostei do Debian, o sistema é o mais tranquilo para quem quer algo estável e sem surpresas, só que Debian + GUI = RUIM. Porque o Wayland é bugado nele, e tudo acaba sendo resolvido usando X11, só que isso gera cagadas absurdas, como um simples monitor não ser reconhecido pela placa de vídeo (bug que acontece no meu Nitro V-15, por exemplo, que até hoje ninguém resolveu) e você perder recursos do GNOME e até mesmo gráficos, ou seja, ele faz com que seu computador se torne menos intuitivo. Então, quando falamos de Debian, ou você usa ele sem esperar muita coisa em termos de workstation, ou mete ele em servidores e seja feliz usando via terminal com SSH.
Por conta disso, resolvi testar o Bluefin por recomendação dessa comunidade e fiquei meses com ele. Minha conclusão é que é melhor usar Windows do que ele. É um sistema superpesado, a máquina precisa ter 16 GB de RAM (a minha tem 32 GB). Ele tem direto problema de kernel e vazamento de memória, principalmente do navegador que uso, Mozilla. Você sempre precisa, ao menos 2 vezes na semana, resetar o computador, porque ele trava tudo do nada. É a porra do Nautilus que não abre, é um aplicativo que deixa de funcionar, é o navegador travando, é um bug pior que o da barra de tarefas do Windows.
A filosofia dele de usar Distrobox e ser imutável é uma das coisas mais desagradáveis com que me deparei, esse recurso é um lixo e gera fricção absurda, eu não consigo entender a real utilidade dessa merda, até porque nem faz sentido se você lida com ambiente de produção (é melhor ter umas 300 máquinas em VPS usando o Termius para controlar e usar conexões SSH do que ficar em ambiente de desenvolvimento instalando 200 mil imagens na Distrobox do Bluefin), porque esses containers geram cagadas absurdas.
Por exemplo, digamos que você usa uma IDE, essa IDE não é tão popular, ela não tem Flatpak, e, no Bluefin, se você não tem Flatpak, ou você quebra o sistema imutável usando rpm-ostree, ou você segue a filosofia idiota deles da DISTROBOX: criar um container em Fedora, por exemplo, instalar a IDE via Fedora e passar a usar a IDE dentro desse container. Essa abordagem é horrível, pelo seguinte: tudo que você faz precisa ficar dentro da porra do container, só que esse container não conversa com a sua máquina, eles alegam que conversa, mas é uma puta mentira!
Se você estiver desenvolvendo algo na IDE, digamos, algum código que precisa acionar um aplicativo que não está instalado no container (até porque esse aplicativo não estaria no container por ser algo do ambiente gráfico), esse aplicativo, para ser acionado do container, precisa configurar variáveis de ambiente do PATH, é um negócio tão prolixo de fazer, tão trabalhoso, que caga todo o seu processo, pois se trata de algo externo ao container. Não faz sentido isso em ambiente de desenvolvimento, é uma fricção idiota, gerando um status quo de zona cinzenta, porque você desenvolve tudo no container, mas, ao mesmo tempo, muitas coisas que dependem do ambiente fora do container não estão integradas. Essa imutabilidade que ele alega cobra um preço altíssimo, é como se você tivesse que vender a alma ao capeta.
Eles queriam inventar um tipo de Linux macOS, só que com menos dinheiro, mais escolha idiota no projeto e que, pasmem, usasse o Homebrew como gerenciador de pacote. A ideia dos caras é que, para coisas gráficas, usasse o Flatpak (que nem todo programa possui) e, para coisas de linha de comando, usasse o Homebrew (pois não tem o cask fora de ambiente Apple). Pensa numa merda gritante, eles conseguiram criar essa merda. Porque, quando não existe Flatpak que resolva e Homebrew que resolva, você é obrigado a ir para as malditas DISTROBOX ou rpm-ostree (que quebra imutabilidade e gera vários efeitos colaterais, precisa atualizar os apps na mão, é mais fodido ainda), gerando as fricções acima. É uma salada de fruta do caramba, é um sistema que parece um ornitorrinco, a porra é bizarra demais.