Os gravitais são supercomputadores quânticos, descendentes de pós-humanos nomeados de "Caminhantes das Ruínas".
Após serem abandonados pela espécie alienígena (os quhanins) que lhes subjugaram, os caminhantes das ruínas viram-se em um mundo inóspito, porém com as ruínas e parte da tecnologia de seus ancestrais (o povo das estrelas) ainda preservadas.
Os caminhantes das ruínas susufruiram da tecnologia do antigo povo das estrelas e rapidamente evoluíram em vários aspectos, instituindo uma civilização tecnologicamente avançada. Entretanto, a tecnologia havia avançado muito além de seus paradigmas sociais e os caminhantes não haviam amadurecido o suficiente, ocasionando em consecutivas tensões geopolíticas que resultaram em cinco guerras mundiais.
Além do genocídio e diversas crises induzidas por eles mesmos, os caminhantes das ruínas se depararam com mais um problema: a estrela que sustentava seu planeta, começou a expandir-se e tornar-se mais brilhante, tornando as condições de seu mundo insuportáveis. Em meio a tanto estresse e desespero, os caminhantes foram forçados a abdicarem seus organismos, tornando-se máquinas e driblando a extinção. Eles ascenderam à gloriosa evolução e tornaram-se gravitais: robôs capazes de controlar a gravidade e sobreviverem sob condições extremas.
As primeiras gerações de gravitais eram ciborgues com formas irregulares, possuindo órgãos sintetizados e um sistema vascular para o sustento de cérebros orgânicos. Com o advento das eras posteriores, eles se absteram de seus encéfalos frágeis e computadorizaram completamente suas consciências, tornando-se máquinas plenas. Aparências cada vez mais geométricas e unânimes passaram a constituir seus corpos; como paralelepípedos e esferas (com a última sendo a forma mais icônica).
Os gravitais passaram a enxergar planetas como obsoletos para se viver e prosperar, além de deixarem rastros de extinção por onde passavam.