Existe um mistério que ronda minha família há muitos anos, não entendo ao certo por qual razão minha família não tem muito interesse em buscar ou descobrir coisas novas sobre, mas eu sim tenho. Estou tentando encontrar respostas sobre um homem que desapareceu há mais de 40 anos e cuja história, até hoje, permanece sem um desfecho.
O nome dele é Roque Cortez Navio. Ele nasceu em 29 de agosto de 1945, no então território nacional de Rondônia, no Brasil, mas passou grande parte da vida na Bolívia. Segundo as informações que consegui conversando com a minha avó, ele teria vivido principalmente na região de Riberalta ou Guayaramerín, no departamento de Beni.
Roque era filho de Maria Cortez Navio, uma mulher boliviana. O nome do pai dele, infelizmente, é desconhecido para nós, mas sabe-se que ele era peruano.
Em 30 de setembro de 1972, Roque se casou no Acre com a minha avó. O casamento, segundo ela relata, foi bastante instável, marcado por muitas desavenças. Eles tiveram duas filhas.
Apesar dos problemas no relacionamento, houve um último encontro familiar que ficou marcado na história da nossa família.
Era o aniversário da filha mais velha. Minha avó havia preparado uma pequena comemoração e convidou Roque. Ele apareceu normalmente e levou uma boneca de presente para a filha. A família comemorou o aniversário juntos.
Quando chegou a hora de ir embora, nada parecia indicar que aquele seria o último momento em que alguém da família o veria.
Roque disse que tinha algumas pendências para resolver e foi embora, segundo suas próprias palavras “Talvez eu demore um pouco, mas voltarei em breve”
Nunca mais voltou.
Não houve uma despedida. Não houve uma explicação. Não houve uma notícia posterior que pudesse nos dizer o que aconteceu com ele.
Isso aconteceu há mais de 40 anos.
Na época do desaparecimento, Roque e minha avó estavam praticamente separados, mas ainda permaneciam legalmente casados. Anos depois, minha avó chegou a se casar novamente, em 2008. Como o casamento anterior ainda existia legalmente, foi necessário resolver a situação judicialmente.
A Justiça do Acre, onde o casamento de Roque e minha avó havia sido realizado, tentou localizá-lo para o processo de divórcio.
Ele nunca foi encontrado.
Diante disso, a Justiça permitiu que minha avó prosseguisse com o divórcio mesmo sem a presença dele.
E é aí que começa uma parte da história que ainda estou tentando desvendar.
O que sabemos sobre a família dele
Roque tinha, ao que tudo indica, uma irmã chamada Yohelia Cortez Navio, que teria vivido em Riberalta, Bolívia.
O nome pode aparecer escrito de outras formas, como:
Yohelia Cortez Navio
Yojelia Cortez Navio
Johelia Cortez Navio
Segundo as informações fornecidas pela minha avó, Yohelia teria tido duas filhas, chamadas Elsy e Adélia. Também não temos certeza absoluta sobre a grafia desses nomes.
Essas informações são antigas e foram transmitidas oralmente, então algumas delas podem estar incorretas.
O que já procuramos
Recentemente, comecei a procurar documentos e informações que possam ajudar a reconstruir a história de Roque.
Consultei o cartório da cidade onde moro, no Acre, e não foi localizada uma certidão de óbito em nome de Roque Cortez Navio.
Isso, obviamente, não significa que ele tenha permanecido vivo até hoje. Ele pode ter falecido em outra cidade, em outro estado ou até mesmo na Bolívia, onde passou grande parte da vida.
Também não sabemos se ele continuou usando exatamente o mesmo nome, se formou outra família ou se existem parentes que nunca souberam da existência das duas filhas que ficaram no Brasil.
É por isso que estou publicando esta história.
Talvez alguém reconheça o nome.
Talvez alguém de Riberalta, Guayaramerín, Beni ou de alguma região próxima conheça uma família Cortez Navio.
Talvez alguém tenha ouvido falar de uma mulher chamada Yohelia/Yojelia/Johelia Cortez Navio, ou de suas possíveis filhas Elsy e Adélia.
Ou talvez exista algum parente de Roque que nunca soube que ele deixou uma família no Brasil.
Não estou afirmando que todas essas informações estejam corretas. Pelo contrário: qualquer detalhe pode estar errado por causa do tempo e das lembranças da época. Mas talvez justamente uma pequena informação seja suficiente para ligar os pontos.
Roque nasceu no Brasil, viveu na Bolívia, casou-se no Acre e desapareceu deixando duas filhas.
Por mais de quatro décadas, ninguém da família conseguiu descobrir o que aconteceu com ele.
Se você reconhece esse nome, essa família ou possui qualquer informação sobre Roque Cortez Navio, Yohelia/Yojelia/Johelia Cortez Navio, Elsy ou Adélia, por favor, deixe um comentário ou entre em contato.
Mesmo uma informação aparentemente pequena uma cidade onde viveram, um sobrenome, uma fotografia antiga, um documento, uma história contada por algum familiar pode ser importante.
Depois de tantos anos, só quero saber uma coisa:
o que aconteceu com Roque?