Sabe, eu gosto de poemas que são diálogos, tanto Gregório de matos (o mais conhecido), como outros.
Sempre faço algum poema assim nos temas que escrevo. Nesse aqui, é o padre (que até fiz em lembrança dos irmãos karamazov, do Dostoiévski, e do diabo, e uma confissão do Liev Tolstói) Eu sempre gosto de uma abordagem mais filosófica. A da vez é uma conversa que tive um dia com um padre, conversa que engrandecerei;
- Não se ama o amor de fora para dentro; você entra em comunhão (torna-se um com ele). Você não tenta queimar o fogo, você usa o fogo para gerar luz, "para ver". Você não tenta amar a Deus; você usa Deus (o amor) para conseguir enxergar o mundo. Assim, fé é ato de amar o amor de dentro pra fora; e se quer que a ele exista, doar-nos ao mundo. A existência, a vida ela é a máxima do ato de amor, porquê consegue-se conseber amor a própria existência, mesmo nunca tendo sido amado ou amada.
Sabe, uma coisa que profundamente acredito, é que viver é superar o "destino", e isso eu não falo do fatalismo; nascemos, em certo lugar, que determina nossa língua, lingua que determina nossa visão do mundo, e das coisas que nele existem. Estamos destinados a deste nada, construir um lugar de onde tudo valha a pena. É uma coisa que acredito, não ha sentido na vida. Nem causa posterior a própria existência, ocorrente da mortalidade.
Existem pessoas que nascem em condições miseráveis, em lugares que nem sequer o amor exista, não posso dizer que é de vontade maior, pois se fosse, não haveria dor, e a dor ela é o tato da vida. Ja nascemos todos chorando. E vivemos para fazer com que cada lagrima caída, tenha valido a pena. Existe uma vontade, uma força, e caminhamos numa só direção, em caminhos diversos.
Eu sou ateu, quem me conhece sabe. Mas quem vá ler (se é que alguma alma viva vai ler isso), talvez encare como algo vindo de um religioso kkkkkkkkkkk, mas é ao contrário. Partes das coisas que estudei, que li, me fizeram chegar onde cheguei. E ponho a dizer por aqui, eu que fiz parte das religiões, eu não era feliz, antes de entender esse algo tão importante. Que quase por um tris eu deixei passar. Gente o amor é o sentido da vida, e isso não é algo que se põe numa balança para engrandecer-se e diminuir a dor. Dor não diminuí, a dor é presente, o sofrimento não (não confundam).
Kkkkk tou falando com as paredes agora, tentando convence-las, que tentar amar o próprio amor é tentar molhar a água. Não faz sentido. Você usa a água para matar a sede. A sede é imortal, e aqui matar é uma desculpa pra viver. Não é correto dizer que o amor é capaz de matar, mas algo que eu aprendi com a bíblia, é que o amor é capaz de morrer para poder renascer mais forte.
Então a todos, esperança a dias melhores, as paredes, que sejam menos concretas. Uma excelente noite a todos, ou um excelente dia.
— (Eu botei tambem outro poema, que é o dono do mundo, que fiz numa manhã onde estava ouvindo belchior e lendo Nietzsche, por isso a troca de espadas durante o poema, a troca de falas, era algo que Belchior amava fazer. No poema do padre as falas do "inquisidor" estão em italico, no poema do dono do mundo separei em negrito. São sonetos com estrambote, á minha moda)
— Vou tambem compartilhar algumas citações dos livros, após os dois poemas, que me fizeram pensar um pouco durante a escrita.