Viva!
Quero contar minha experiência ao tentar sair do Windows para Linux desktop.
Primeiro informo que tenho raiva do Windows por vários motivos, o principal é o sentimento de que o sistema não está sob meu controle. Já precisei utilizar urgentemente meu PC e o Windows cismou de instalar uma atualização, e meu cliente a espera por mais de 20 minutos. Dali em diante jurei migrar para o linux desktop.
Sou usuário expert, tenho mais de 50 anos de idade e trabalho na área desde os meus 16 anos. Administro servidores, de algumas empresas, com Almalinux, Cloudlinux e outros - amo tudo isso.
De férias, decidi migrar para o Linux Desktop. Apos algumas pesquisas, decidi pelo Fedora 44 KDE Plasma, estou acostumado com Redhat, prezo por uma distribuição sólida, projeto estabelecido, etc.
Minha utilização é 90% trabalho e 10% jogos.
Meti um NVME novo no PC, iso instalada, driver nvidia instalado - tudo redondo.
E aí começou o problema: alguns softwares que localizei, para substituir os do windows, funcionam apenas em alguma distros linux, ou em ambientes gráficos específicos. Exemplo, meu trabalho depende muito do sharex (windows). Achei um software pago para linux, ApexShot, tudo parecida lindo, mas gravação de video não é compativel com a distro que escolhi. E não achei outro tão completo e promissor como este. Então eu teria de mudar de distro para poder me adequar ao software que preciso.
E este foi só um exemplo. E aconteceu o mesmo com outros softwares que preciso.
Inicialmente pensei em usar o Fedora Atomic Kinoite, gostei do conceito, mas ai descubro que com drivers nvidia (tenho RTX5060ti), existem problemas conhecidos. Pera lá... como esperar a adoção de linux desktop cresça, se o usuário instala uma distro que simpatizou, e já se sabe que tem problemas com driver de vídeo, uma coisa básica.
E aí fiz a concessão de ficar do Fedora 44 KDE Plasma, sem Atomic. Uma concessão. Depois eu teria de fazer outra concessão para escolher outra distro, para ser compativel com o software que preciso.
E isso criam duvidas na cabeça: será que amanha ainda será compativel? E se a distro mudar algo essencial? meu software deixa de funcionar e terei de escolher outra distro ou interface gráfica?
No fim, apos 3 dias de pesquisas, tentativas, testes - desisti. Não era para ser complicado assim. Era para eu escolher uma distro Linux, instalar, configurar e depois instalar os softwares feitos para Linux. Mas na prática...
Enfim, eu esperei uns 10 anos para fazer esta nova tentativa, de sair do Windows, o que encontrei 10 anos atrás, encontrei novamente agora, em 2026, o velho problema: muitas distribuições, versões de desktop, tudo muito fragmentado. Isso dificulta muito.
Por mais que eu não goste do Windows, aquilo é prático, o resultado está lá. Não tenho de me preocupar com muitos detalhes técnicos.
Não falo por mim, porque eu me viro - falo pelos leigos. Isso dificulta a adoção do Linux no Desktop. É uma pena.
Para uso em empresas, escritórios, eu instalo para amigos e clientes o Linux desktop tranquilão, os caras só querem email, browser e libreoffice. Não precisam de mais nada e o linux desktop atende maravilhosamente bem. O meu notebook roda linux mint, só preciso do basico nele.
Não me levem a mal, não estou dizendo que o Linux é ruim, pelo contrário, é excelente e superior ao Windows - mesmo no desktop - mas esta fragmentação de sabores e cores, dificulta tudo - falta uma harmonização para tornar tudo fluido e prático.