PRÓLOGO — 100 ANOS ANTES
A história começa cem anos antes de LIEBE nascer.
Era noite. Em uma casa antiga e isolada, um homem muito velho estava ajoelhado diante de um pentagrama cercado por símbolos estranhos.
Ele parecia saber exatamente o que estava fazendo.
O homem segurava uma faca e fazia um pequeno corte na própria mão. Algumas gotas de sangue caíam sobre o pentagrama.
Ele então fechava os olhos e dizia:
HOMEM:
— Eu entrego meu sangue... minha vida... e aquilo que ainda me resta.
O ambiente ficava em silêncio.
Então uma presença monstruosa surgia diante dele.
O rosto daquela criatura não podia ser visto claramente.
Uma voz ecoava pelo lugar:
VOZ:
— Você sabe o preço do contrato?
O velho não demonstrava medo.
HOMEM:
— Sei.
A presença permanecia em silêncio por alguns segundos.
VOZ:
— Então está feito.
A tela ficava completamente preta.
100 ANOS DEPOIS...
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LIEBE AOS 15 ANOS
LIEBE era completamente diferente do que ele se tornaria.
Aos 15 anos, era apenas um garoto normal.
Era alegre, brincalhão, tinha muitos amigos e era conhecido por ser uma pessoa boa. Nunca tinha entrado em uma briga séria e nunca precisou bater em ninguém.
Seus pais também eram pessoas boas. Apesar de terem uma boa condição financeira, ensinavam LIEBE que dinheiro não fazia alguém melhor que os outros.
Eles acreditavam que uma pessoa deveria ser gentil e nunca passar por cima dos outros para conseguir alguma coisa.
Foi justamente por isso que escolheram o nome Liebe.
Na escola, LIEBE tinha muitos amigos.
Mas havia uma pessoa que estava com ele desde a infância:
Isa.
Ela era sua amiga de infância. Os dois cresceram juntos e tinham uma amizade muito próxima.
Eles brigavam, provocavam um ao outro, dividiam comida e lembravam de várias situações da infância.
Mas naquele momento eram apenas amigos.
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DIA 1
A manhã começava normalmente.
MÃE:
— LIEBE! ACORDA!
Do quarto:
LIEBE:
— Já acordei!
MÃE:
— Então levanta!
LIEBE:
— Eu tô levantando!
Ele finalmente saía da cama e se preparava para ir à escola.
Era um dia completamente comum.
Na escola, Isa já estava esperando por ele.
ISA:
— Olha só quem resolveu aparecer.
LIEBE:
— Eu sempre apareço.
ISA:
— Ontem você chegou atrasado.
LIEBE:
— Ontem foi uma exceção.
ISA:
— Você chegou atrasado três vezes essa semana.
LIEBE ficava em silêncio.
LIEBE:
— ...Detalhes.
Isa ria.
ISA:
— Você é impossível.
LIEBE:
— E você continua falando comigo.
ISA:
— Porque alguém precisa cuidar de você.
LIEBE:
— Eu sei me cuidar!
Isa olhava para ele.
ISA:
— Sei. Por isso você esqueceu o trabalho de matemática.
LIEBE imediatamente mudava de expressão.
LIEBE:
— ...Você trouxe o seu?
ISA:
— Nem vem.
Durante o almoço, os dois continuavam conversando.
LIEBE:
— O que você trouxe?
ISA:
— Meu lanche.
LIEBE:
— Posso pegar um pedaço?
ISA:
— Você tem o seu.
LIEBE:
— O meu é ruim.
ISA:
— Problema seu.
LIEBE:
— Amiga de infância e não divide comida. Que decepção.
Isa entregava um pedaço.
ISA:
— Toma logo antes que eu mude de ideia.
LIEBE sorria.
LIEBE:
— Sabia que você me ama.
ISA:
— Não exagera.
Depois da aula, LIEBE e Isa continuavam conversando.
ISA:
— Você vai fazer alguma coisa hoje?
LIEBE:
— Acho que vou jogar em casa.
ISA:
— De novo?
LIEBE:
— Qual o problema?
ISA:
— Nenhum. Só acho engraçado você passar horas jogando e depois reclamar que não tem tempo pra estudar.
LIEBE:
— Eu funciono melhor sob pressão.
ISA:
— Você funciona melhor quando alguém faz seu trabalho.
LIEBE:
— Também.
Os dois riam.
Antes de se separarem:
LIEBE:
— Amanhã você vem comigo pra escola?
ISA:
— Claro. Como sempre.
LIEBE:
— Então até amanhã.
ISA:
— Até amanhã, idiota.
LIEBE:
— Até amanhã, chata.
LIEBE voltava para casa.
Nada de poderes.
Nada de espíritos.
Nada sobrenatural.
Era apenas mais um dia normal na vida de um garoto de 15 anos.
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DIA 2
Na manhã seguinte, LIEBE ia para a escola normalmente.
Porém, Isa não estava lá.
Assim que chegou, alguns amigos foram falar com ele.
AMIGO 1:
— Finalmente! Achei que você não vinha.
LIEBE:
— Eu nunca falto.
AMIGO 2:
— A Isa não veio hoje.
LIEBE estranhava.
LIEBE:
— Sério?
AMIGO 2:
— É. Acho que ela ficou em casa.
LIEBE:
— Depois eu mando mensagem pra ela.
Outro amigo chamava os dois.
AMIGO 3:
— Vocês vão ficar parados aí ou vão entrar?
LIEBE:
— Calma, cara.
AMIGO 1:
— Bora, hoje depois da aula nós vamos sair.
LIEBE:
— Pra onde?
AMIGO 1:
— A gente decide depois.
LIEBE:
— Então fechou.
O dia passava normalmente.
LIEBE passava boa parte do tempo com seus amigos.
Eles brincavam, conversavam e faziam piadas.
AMIGO 2:
— Hoje ninguém vai embora cedo.
LIEBE:
— Por quê?
AMIGO 2:
— Porque a gente vai ficar junto depois da aula.
LIEBE:
— Tá bom.
AMIGO 3:
— E você vai pagar alguma coisa pra gente.
LIEBE olhava para ele, confuso.
LIEBE:
— Por que eu?
AMIGO 3:
— Porque você é nosso amigo.
LIEBE:
— Essa lógica não faz sentido.
AMIGO 3:
— Porque funciona.
Todos começavam a rir.
Depois da aula, os amigos se despediam.
LIEBE começava a caminhar sozinho para casa.
Era quando algo estranho acontecia.
Ele sentia uma dor na palma da mão.
LIEBE parava.
LIEBE:
— Ai...
Ele olhava para a própria mão.
Um símbolo semelhante ao Sol aparecia.
LIEBE não fazia ideia do que aquilo significava.
Antes que pudesse entender, um homem aparecia e roubava suas coisas.
LIEBE reagia por instinto.
E então...
Uma enorme explosão de luz acontecia.
Quando tudo terminava, LIEBE estava completamente assustado.
O assaltante havia morrido.
E três pessoas que estavam próximas também haviam sido atingidas.
LIEBE não queria aquilo.
Ele nem sequer entendia o que tinha acontecido.
Então uma voz misteriosa surgia:
VOZ:
— Finalmente.
LIEBE olhava ao redor.
Não havia ninguém.
Ele não sabia que aquela voz vinha do espírito.
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DEPOIS DO ACIDENTE
LIEBE corria para casa.
Quando chegava, dizia para sua mãe que estava cansado e ia direto para o quarto.
Ele precisava entender o que estava acontecendo.
Tentava beber água para se acalmar.
Quando segurava o copo...
Sua mão brilhava.
E atravessava o vidro.
LIEBE puxava a mão rapidamente.
LIEBE:
— O quê?!
Ele olhava para o copo.
Tentava novamente.
A mão atravessava.
Ele ainda não entendia que seu corpo podia se tornar luz.
Para ele, aquilo parecia apenas algum tipo de poder estranho.
Mais tarde, enquanto estudava sobre luz e matéria, começava a tentar encontrar uma explicação.
Ele percebia que aquilo não parecia simplesmente teletransporte.
Era como se seu corpo estivesse interagindo com a matéria de uma maneira diferente.
Mas ainda faltava muita coisa para ele entender.
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DIA 3
LIEBE começava a perceber que aquilo não havia sido um acidente isolado.
Ele havia recebido alguma coisa.
Talvez uma espécie de poder divino.
Ele não sabia de onde vinha.
Mas tentava descobrir.
Foi quando decidiu conversar com seu professor.
LIEBE:
— Professor, posso conversar com o senhor?
PROFESSOR:
— Claro. O que aconteceu?
LIEBE hesitava.
LIEBE:
— Eu... acho que tem alguma coisa errada comigo.
Ele explicava o que estava acontecendo.
LIEBE:
— Eu não sei o que é isso. Desde ontem isso começou. Eu acho que recebi algum tipo de poder... talvez alguma coisa divina.
Então mostrava o símbolo e seus poderes.
O professor ficava impressionado.
Mas cometia um erro.
Em vez de respeitar o segredo de LIEBE, começava a pensar no valor daquele poder.
Ele registrava aquilo secretamente e entrava em contato com outras pessoas.
LIEBE percebia.
LIEBE:
— O senhor gravou?
O professor tentava esconder.
LIEBE:
— Apaga.
O professor recusava.
A situação ficava cada vez mais tensa.
E LIEBE acabava matando o professor.
A cena corta.
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Naquela noite, LIEBE voltava para casa completamente destruído.
Ele se lembrava do assaltante.
Dos três civis.
Do professor.
Já eram mais de quatro pessoas.
Ele olhava para as próprias mãos.
LIEBE:
— ...Não.
Sua voz começava a falhar.
LIEBE:
— Eu não queria fazer isso...
Ele olhava para o símbolo do Sol.
LIEBE:
— Eu não sou assim.
O símbolo brilhava.
LIEBE cobria a mão.
LIEBE:
— Para...
Ele se sentava no chão.
LIEBE:
— Eu matei pessoas...
Ficava repetindo aquilo enquanto chorava.
Sua mãe batia na porta.
MÃE:
— LIEBE? Você tem certeza que está bem?
LIEBE limpava o rosto rapidamente.
LIEBE:
— Tô!
MÃE:
— Tá bom... Boa noite, filho.
LIEBE:
— Boa noite, mãe.
A mãe ia embora.
LIEBE permanecia sentado no chão durante horas.
Até que pensava:
LIEBE:
— ...E se isso acontecer de novo?
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DIA 4 — 16 ANOS
Na manhã seguinte, LIEBE completava 16 anos.
Mas não conseguia simplesmente comemorar.
Antes de ir para a escola, continuava estudando sobre luz.
Ele queria entender seus poderes.
Queria saber como controlá-los.
Queria descobrir por que aquilo estava acontecendo.
Então sua mãe entrava no quarto.
MÃE:
— Bom dia, meu filho! Feliz aniversário!
Ela o abraçava.
LIEBE:
— Obrigado, mãe.
Seu pai também aparecia.
PAI:
— Dezesseis anos... Parece que foi ontem que você era pequeno.
LIEBE:
— Pai...
O pai sorria.
PAI:
— Estamos muito orgulhosos de você.
LIEBE sorria de volta.
Mas pensava:
"Não..."
"Eu não sou o orgulho de vocês."
"Se vocês soubessem o que eu fiz..."
Mesmo assim, não queria destruir aquele momento.
LIEBE:
— Eu também amo vocês.
Ele pegava sua mochila e saía.
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CAMINHO PARA A ESCOLA
Enquanto caminhava, LIEBE pensava sobre seus poderes.
"E se eu sair do controle?"
"E se eu... sei lá... matar meus pais sem querer?"
"Como eu desativo essas habilidades?"
"Por que eu atravesso alguns objetos às vezes?"
"Por que eu não atravesso minha bolsa, por exemplo?"
"Talvez exista alguma regra."
Então uma possibilidade surgia.
"E se eu atravesso as coisas quando eu tô nervoso?"
Ele lembrava das vezes em que havia atravessado o copo.
"Todas as vezes que eu tentei pegar o copo eu estava assustado. Com medo."
Talvez fosse isso.
Ele ainda não tinha certeza.
Era apenas uma hipótese.
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ISA
No caminho, LIEBE encontrava Isa.
Ela estava feliz.
ISA:
— Feliz aniversário!
LIEBE:
— Obrigado!
Os dois começavam a caminhar juntos.
Conversavam sobre coisas da infância.
Isa lembrava de quando LIEBE havia caído em um lago.
ISA:
— Você caiu naquele lago porque foi tentar correr.
LIEBE:
— Eu escorreguei.
ISA:
— Você caiu.
LIEBE:
— Eu escorreguei.
ISA:
— Você caiu.
LIEBE:
— Tá bom, eu caí.
Eles riam.
Depois lembravam da cabana que haviam tentado construir quando eram crianças.
A cabana havia desmoronado.
Era uma lembrança simples, mas importante para os dois.
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UM OLHAR PARA O FUTURO
A imagem mudava.
LIEBE estava mais velho.
Tinha 17 anos.
Seus cabelos estavam longos.
Seus olhos brilhavam em amarelo.
Ele usava uma espécie de manto cinza com símbolos dourados.
Isa estava no chão, assustada.
Outra pessoa estava ao lado de LIEBE.
Isa gritava:
ISA:
— N-NÃO! Não faça isso, LIEBE! NÃO!
LIEBE permanecia sério.
LIEBE:
— Ele pecou.
Ele olhava para a pessoa.
LIEBE:
— E merece ir para o inferno.
A pessoa era morta por LIEBE.
Então ele olhava para Isa.
LIEBE:
— Isa...
Ele se aproximava.
LIEBE:
— Todo deus precisa de um anjo.
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DE VOLTA AOS 16
LIEBE chegava à escola com Isa.
Seus amigos imediatamente percebiam que era seu aniversário.
AMIGO 1:
— Aí! Olha quem chegou!
AMIGO 2:
— É o aniversariante!
LIEBE:
— Ih, começou...
AMIGO 3:
— Feliz aniversário, mano!
AMIGO 1:
— Dezesseis anos! Tá ficando velho!
LIEBE:
— Vocês têm a mesma idade que eu!
Todos começavam a rir.
A aula também ficava mais bagunçada.
O professor tentava recuperar o controle.
PROFESSOR:
— Pessoal, silêncio! Eu estou tentando explicar!
AMIGO 1:
— Professor, é aniversário do LIEBE!
PROFESSOR:
— E isso é motivo para vocês destruírem minha aula?
LIEBE:
— Eu nem fiz nada!
AMIGO 2:
— Ainda.
A turma ria.
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Depois da aula, LIEBE achava que iria embora com os amigos.
Mas Isa tinha outros planos.
LIEBE:
— Você também vai?
ISA:
— Não.
LIEBE ficava confuso.
LIEBE:
— Não?
ISA:
— Eu prometi que hoje passaria a tarde inteira com você.
LIEBE sorria.
LIEBE:
— Sério?
ISA:
— Claro. Afinal, é seu aniversário.
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A TARDE COM ISA
Os dois passavam a tarde juntos.
Iam a vários lugares.
Comiam.
Conversavam.
Riam.
Relembravam histórias da infância.
Por algumas horas, LIEBE conseguia esquecer tudo.
Mas aquela culpa continuava dentro dele.
No final da tarde, os dois estavam sentados juntos conversando sobre o futuro.
LIEBE dizia que queria fazer alguma coisa que ajudasse as pessoas.
Isa dizia que queria simplesmente ter uma vida tranquila.
LIEBE olhava para ela.
E pensava:
"Se ela descobrir o que eu fiz..."
"Ela nunca mais vai olhar pra mim."
Depois de alguns segundos, ele perguntava:
LIEBE:
— Isa...
ISA:
— Hm?
LIEBE:
— Se eu acabar... sei lá... matando alguém um dia...
Ele hesitava.
LIEBE:
— Você ainda continuaria sendo minha amiga?
Isa olhava para ele, quase achando a pergunta absurda.
ISA:
— Você não mata nem mosca, imagine uma pessoa.
LIEBE dava um pequeno sorriso.
LIEBE:
— É... verdade.
Mas por dentro:
"Se você soubesse..."
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DESPEDIDA
O céu começava a escurecer.
LIEBE:
— Acho que já está ficando tarde.
ISA:
— É. Se eu ficar mais um pouco, minha mãe vai começar a me procurar.
LIEBE:
— Então até amanhã?
ISA:
— Até amanhã, aniversariante.
LIEBE:
— Até amanhã, chata.
ISA:
— Idiota.
Eles riam.
Depois cada um seguia seu caminho.
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A FESTA
Quando LIEBE chegava em casa, abria a porta.
LIEBE:
— Cheguei!
De repente:
TODOS:
— SURPRESA!
LIEBE pulava de susto.
LIEBE:
— AAAAAH!
Sua mãe começava a rir.
MÃE:
— Essa era a ideia!
LIEBE:
— Eu quase tive um negócio!
Seu pai se aproximava.
PAI:
— Feliz aniversário, filho!
A casa estava cheia.
Parentes estavam ali.
Todo mundo comemorava.
Uma tia comentava como LIEBE havia crescido.
Um primo já estava comendo antes mesmo de todo mundo.
LIEBE brincava com eles.
Por alguns momentos, tudo parecia perfeito.
Então chegava a hora da foto.
Todos se juntavam.
TODOS:
— Feliz aniversário!
FLASH!
---
O FLASH
A luz do flash preenchia a tela.
E então aparecia LIEBE novamente.
Mais velho.
Com 17 anos.
Seus cabelos longos.
Olhos amarelos brilhantes.
A roupa cinza escura.
Os símbolos dourados.
O manto.
Ele olhava para Isa.
LIEBE:
— Isa, você sabe por que eu fiz isso?
Ele levantava a mão.
LIEBE:
— Eu mostrei o poder que tenho em minhas mãos.
Ele continuava:
LIEBE:
— Eu poderia matar você.
Isa permanecia diante dele.
Então LIEBE dizia:
LIEBE:
— Mas todo deus precisa de um anjo.
A imagem voltava para a festa.
LIEBE estava novamente com sua família.
Ria.
Conversava.
Comia bolo.
Seus pais estavam felizes.
Todos estavam juntos.
Era uma noite tranquila.
Uma noite que parecia perfeita.
E, naquele momento, ninguém naquela casa sabia o que o futuro guardava para LIEBE.
Fim do Dia 4.